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Q3622559 Matemática
Dona Ana toma um remédio A a cada 3 horas, um remédio B a cada 5 horas, um remédio C a cada 8 horas e um remédio D a cada 12 horas. Nessas condições, tomando incialmente todos os remédios, após quanto tempo ela irá tomá-los juntos novamente?
Alternativas
Q3622556 Segurança da Informação
Considerando os tipos de criptografia, analise as alternativas e assinale a CORRETA:
Alternativas
Q3622555 Noções de Informática
Em um computador, diferentes tipos de softwares são instalados para garantir funcionamento e atender às necessidades do usuário. 

Considerando as funções de um computador, analise as alternativas e assinale a CORRETA: 
Alternativas
Q3622554 Segurança da Informação
Um usuário acessa um computador público para realizar operações bancárias. Ele decide utilizar o modo de navegação anônima, verifica se o site utiliza HTTPS e bloqueia cookies de terceiros durante a sessão. 

Considerando as funcionalidades e configurações de segurança de navegadores, analise as alternativas e assinale a CORRETA: 
Alternativas
Q3622551 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO III


A última crônica


A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.


Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.


A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.


São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.


Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13529/aultima-cronica
Releia:

“A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali.”

No trecho acima, a palavra destacada exerce a função de:
Alternativas
Q3622547 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO III


A última crônica


A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.


Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.


A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.


São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.


Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13529/aultima-cronica
No trecho: “Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa” (5º parágrafo), as palavras destacadas pertencem, RESPECTIVAMENTE, às classes de:
Alternativas
Q3622543 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO II

Q7_10.png (334×342)

Disponível em: https://www.vestibulandoweb.com.br/enem/simulado-enemtirinhas-charges/
No segundo balão da fala de Mafalda, a personagem afirma: “Chht! Não se fala palavrão na mesa!”. Considerando as palavras destacadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente suas classes gramaticais.
Alternativas
Q3622542 Literatura
A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, é considerada um marco na literatura brasileira porque:
Alternativas
Q3622541 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores


Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.


Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.


Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.


O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.


Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.


A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.


O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação. 


A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.


Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.


O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.


A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.


A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.


Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.


Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.


O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o. 
No trecho:

Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, a indústria conseguiu uma vitória indireta.” a oração destacada é classificada como:
Alternativas
Q3622537 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores


Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.


Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.


Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.


O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.


Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.


A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.


O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação. 


A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.


Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.


O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.


A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.


A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.


Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.


Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.


O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o. 
O tema central do texto é:
Alternativas
Q3621565 Fisioterapia
Em um centro hospitalar, um fisioterapeuta é designado para a UTI e enfermarias, onde pacientes pós-cirúrgicos e com comprometimentos respiratórios exigem intervenção precoce. Relatos indicam que a atuação nesse ambiente prioriza aspectos distintos de outros contextos, como clínicas ambulatoriais, devido à complexidade dos quadros e à necessidade de integração multiprofissional. Considerando as especificidades técnicas da fisioterapia hospitalar, assinale a alternativa que melhor define seu diferencial de atuação. 
Alternativas
Q3621564 Fisioterapia

A reabilitação de pacientes com lesões do neurônio motor superior, como as decorrentes de um acidente vascular encefálico (AVE), envolve o manejo de diversas deficiências motoras. Dentre elas, a hipertonia elástica, velocidade-dependente, representa um desafio significativo, exigindo do fisioterapeuta o conhecimento de estratégias específicas para modular o tônus muscular e facilitar o movimento voluntário. Sobre as abordagens para o manejo dessa condição, analise as afirmativas a seguir.

I.A Terapia de Contenção Induzida (TCI) baseia-se no princípio do "não uso aprendido", e sua aplicação visa reorganizar o córtex motor por meio da restrição do membro superior não afetado e da prática intensiva e orientada a tarefas com o membro parético, podendo, secundariamente, modular a espasticidade pela melhora do controle motor.

II.A aplicação de crioterapia prolongada (acima de 20 minutos) diretamente sobre o músculo espástico é a técnica de eleição para uma redução duradoura do tônus, pois causa uma destruição seletiva das fibras intrafusais do fuso muscular, diminuindo permanentemente a excitabilidade do reflexo de estiramento.

III.A realização de alongamentos balísticos (rápidos e com insistência) do músculo espástico é recomendada para ativar o Órgão Tendinoso de Golgi (OTG), que, ao ser estimulado por um aumento rápido de tensão, promove um reflexo de relaxamento autógeno, inibindo o motoneurônio alfa e quebrando o padrão hipertônico.

Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3621563 Fisioterapia
A terapia manual é uma abordagem fundamental na fisioterapia, empregada para tratar disfunções musculoesqueléticas por meio de técnicas específicas que visam melhorar a funcionalidade do paciente. Essas técnicas são aplicadas em diversos contextos clínicos, como em casos de dores articulares ou musculares, e requerem conhecimento aprofundado para sua execução. Um aspecto técnico específico relacionado à terapia manual é a aplicação de técnicas de mobilização articular para melhorar a amplitude de movimento e aliviar a dor, considerando as particularidades anatômicas e funcionais do paciente.

Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:

(__)As técnicas de mobilização articular, como movimentos oscilatórios de baixa velocidade, são utilizadas na terapia manual para restaurar a amplitude de movimento e aliviar a dor em articulações com restrição de mobilidade.


(__)As técnicas de mobilização articular na terapia manual, como as mobilizações de grau V, são amplamente indicadas para pacientes com hipermobilidade articular, pois promovem a estabilização da articulação sem riscos.

(__)A terapia manual, por meio de mobilizações articulares, utiliza graus de movimento (I a IV) que variam de amplitudes pequenas a máximas, respeitando os limites anatômicos da articulação, para tratar condições como osteoartrite.

(__)As mobilizações articulares na terapia manual devem ser aplicadas por fisioterapeutas com formação específica, considerando contraindicações como fraturas instáveis ou infecções articulares agudas.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3621562 Fisioterapia
Após a conclusão da avaliação e do diagnóstico cinesiológico-funcional de um paciente, o fisioterapeuta entra na fase de planejamento terapêutico. Esta etapa é essencial para estruturar a intervenção de forma lógica, individualizada e eficaz. A construção de um plano de tratamento robusto transcende a simples listagem de exercícios, envolve a definição de objetivos claros e a seleção de condutas alinhadas às necessidades e ao contexto de vida do paciente. Acerca do assunto, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

(__)A elaboração de metas terapêuticas deve ser colaborativa e seguir a estrutura da Classificação Internacional de Funcionalidade, Incapacidade e Saúde (CIF), estabelecendo objetivos distintos para os domínios de função corporal (exemplo: ganhar 10° de flexão do joelho), atividade (exemplo: andar 100 metros sem auxílio) e participação (exemplo: retornar ao trabalho de jardinagem).

(__)O plano de tratamento deve ser um documento estático, detalhando todas as sessões do início ao fim do tratamento, e a progressão das condutas deve seguir rigidamente o prognóstico inicial, evitando-se desvios do plano original para não comprometer a validade dos desfechos esperados.

(__)A seleção das intervenções fisioterapêuticas deve ser baseada prioritariamente na experiência clínica pessoal do terapeuta e na disponibilidade de equipamentos na clínica, pois a individualidade biológica do paciente torna a aplicação de protocolos baseados em evidências externas, como os de revisões sistemáticas, pouco eficaz.

(__)O plano terapêutico deve incluir, obrigatoriamente, a identificação do paciente, o diagnóstico fisioterapêutico, os objetivos propostos, as condutas e intervenções a serem realizadas, a frequência e o período de tratamento, sendo um documento formal que pode ser solicitado pelos conselhos de fiscalização profissional.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3621561 Fisioterapia
Na prática da fisioterapia, os exercícios terapêuticos são planejados para atender às necessidades de pacientes com condições como lesões musculoesqueléticas ou sequelas neurológicas, utilizando avaliações clínicas detalhadas para identificar limitações e objetivos funcionais. Por exemplo, em pacientes com tendinite patelar, o fisioterapeuta pode prescrever atividades para fortalecer músculos específicos e melhorar a mobilidade. Um aspecto técnico específico é a progressão controlada dos exercícios terapêuticos com base na resposta do paciente, que envolve ajustes graduais para garantir segurança e eficácia na reabilitação. Com base nesse contexto, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3621560 Fisioterapia
 A avaliação da capacidade funcional é um pilar da prática fisioterapêutica, permitindo ao profissional quantificar o desempenho do paciente em atividades cotidianas e mensurar o impacto de uma condição de saúde em sua independência. Essa avaliação não se limita à mensuração da força ou da amplitude de movimento, mas busca compreender a funcionalidade de forma integrada, utilizando instrumentos e testes padronizados para guiar o raciocínio clínico e a elaboração do plano terapêutico. Assim, analise as afirmativas a seguir.

I.O teste "Timed Up and Go" (TUG) é uma ferramenta de avaliação da mobilidade funcional que mensura, em segundos, o tempo que um indivíduo leva para levantar de uma cadeira, caminhar 3 metros, virar, retornar à cadeira e sentar-se novamente, sendo amplamente utilizado para avaliar o risco de quedas em idosos.
II.A Escala de Equilíbrio de Berg é um instrumento composto por 14 tarefas que avaliam o equilíbrio estático e dinâmico; sua pontuação máxima é de 56 pontos, e um escore abaixo de 36 é considerado indicativo de alto risco de quedas, sendo particularmente sensível para predizer quedas recorrentes em pacientes na fase aguda pós-AVE.
III.O questionário Short-Form 36 (SF-36) é um instrumento genérico de avaliação da qualidade de vida relacionada à saúde, que, por meio de 36 itens, avalia oito domínios, como capacidade funcional, dor, vitalidade e saúde mental, permitindo comparar o estado de saúde de um paciente com o da população geral.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3621559 Fisioterapia
Em um serviço de reabilitação com alto volume de pacientes, o fisioterapeuta responsável frequentemente coordena uma equipe que inclui outros profissionais e estagiários. A otimização do fluxo de trabalho e a garantia da qualidade assistencial dependem de uma clara distribuição de tarefas. Nesse contexto, a delegação de atividades para o pessoal de apoio deve ser criteriosa, respeitando os limites da competência de cada um e a responsabilidade técnica do fisioterapeuta. Com base nas normativas éticas e legais que regem a profissão, assinale a alternativa que descreve uma prática de supervisão e delegação adequada. 
Alternativas
Q3621558 Fisioterapia
Um paciente de 68 anos, com diagnóstico médico de Acidente Vascular Encefálico isquêmico há 3 meses, chega para avaliação fisioterapêutica apresentando hemiparesia à direita. O fisioterapeuta realiza uma série de testes de força, equilíbrio, sensibilidade e análise da marcha. A partir dos dados coletados, o profissional deve elaborar seu próprio juízo sobre as disfunções apresentadas para guiar a intervenção. Considerando a natureza e o propósito do diagnóstico próprio do fisioterapeuta, assinale a alternativa que o descreve corretamente.
Alternativas
Q3621557 Fisioterapia
Um fisioterapeuta atende um paciente com diagnóstico de tendinopatia do supraespinhal em fase subaguda, caracterizada por dor à movimentação e processo inflamatório em regressão. O plano de tratamento inclui o uso de recursos eletrofísicos para modular a dor e promover o reparo tecidual. Para otimizar o processo de cicatrização tecidual nesta fase específica, sem exacerbar o quadro inflamatório residual, a correta parametrização de um agente de terapia por ondas mecânicas é crucial. Considerando os efeitos biofísicos e a fase de reparo tecidual, assinale a alternativa que descreve a aplicação mais apropriada do recurso.
Alternativas
Q3621556 Fisioterapia
Ao longo do século XX, a Fisioterapia no Brasil passou por um processo de transformação, evoluindo de uma prática auxiliar a uma profissão de saúde autônoma e de primeira intenção. Esse processo foi consolidado por marcos legais que estabeleceram as bases para a fiscalização e a normatização do exercício profissional em todo o território nacional. Considerando a estruturação legal e institucional da profissão, assinale a alternativa que descreve corretamente o marco normativo que instituiu o sistema de conselhos profissionais.
Alternativas
Respostas
6701: B
6702: A
6703: C
6704: B
6705: A
6706: B
6707: B
6708: D
6709: B
6710: C
6711: D
6712: B
6713: C
6714: C
6715: D
6716: B
6717: D
6718: B
6719: B
6720: A