Foram encontradas 2.844 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3953588 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Fome de água no berço das águas: Mulheres do Cerrado lutam por segurança hídrica e alimentar no bioma mais ameaçado do Brasil


Ludmila Pereira


   O Cerrado passa por transformações profundas. As razões não são naturais, e sim atribuídas à expansão do uso industrial da terra, em atividades ligadas ao agronegócio. Esse modelo de exploração da terra acelera mudanças climáticas e reforça alterações regionais, gerando um ciclo maléfico de seca e de ameaça a populações já vulnerabilizadas, em especial as mulheres.

   Um estudo publicado em 2024, na revista científica Nature Communication, mostra que o meio do Brasil – onde fica o Cerrado – passa pela seca mais severa dos últimos 700 anos. Outra análise, realizada por um grupo de pesquisadores do Instituto Cerrados e da Agência Nacional de Águas (ANA), mostra que o volume de água do Cerrado pode reduzir 34% até 2050. Devido à expansão agrícola, 90% das bacias hidrográficas do Cerrado podem diminuir o seu fluxo de água.

   Os efeitos já são sentidos no campo e na cidade. Ligar a torneira e não encontrar o principal ingrediente para a primeira refeição do dia é desolador. Em casos como esse, as mulheres são as mais impactadas. Em geral, pesa sobre elas a responsabilidade de garantir água para a alimentação e para o cuidado da casa. Nesse contexto, mulheres, especialmente as mães solos, se tornam reféns de adoecimento e preocupação constante, como conta a quilombola Emília Costa durante um dos encontros da Articulação de Mulheres do Cerrado.

   “O primeiro impacto que a gente sente das violações do Cerrado é em nossos corpos, justamente porque nós mulheres temos relação direta de cuidado e uma sensibilidade melhor para sentir as coisas benéficas e, infelizmente, também as mazelas que chegam até nós, em nossos territórios”, relata Costa, do Quilombo Santo Antônio do Costa, no Maranhão.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres-do-cerrado-lutam-porseguranca-hidrica-e-alimentar-no-bioma-mais-ameacado-do-brasil/. Acesso em: 18 fev. 2026. [Adaptado].
A expressão “no berço das águas”, presente no título do Texto 2, é construída a partir do uso de uma figura de linguagem denominada de
Alternativas
Q3953587 Português
Leia o Texto 2 para responder à questão.


Texto 2


Fome de água no berço das águas: Mulheres do Cerrado lutam por segurança hídrica e alimentar no bioma mais ameaçado do Brasil


Ludmila Pereira


   O Cerrado passa por transformações profundas. As razões não são naturais, e sim atribuídas à expansão do uso industrial da terra, em atividades ligadas ao agronegócio. Esse modelo de exploração da terra acelera mudanças climáticas e reforça alterações regionais, gerando um ciclo maléfico de seca e de ameaça a populações já vulnerabilizadas, em especial as mulheres.

   Um estudo publicado em 2024, na revista científica Nature Communication, mostra que o meio do Brasil – onde fica o Cerrado – passa pela seca mais severa dos últimos 700 anos. Outra análise, realizada por um grupo de pesquisadores do Instituto Cerrados e da Agência Nacional de Águas (ANA), mostra que o volume de água do Cerrado pode reduzir 34% até 2050. Devido à expansão agrícola, 90% das bacias hidrográficas do Cerrado podem diminuir o seu fluxo de água.

   Os efeitos já são sentidos no campo e na cidade. Ligar a torneira e não encontrar o principal ingrediente para a primeira refeição do dia é desolador. Em casos como esse, as mulheres são as mais impactadas. Em geral, pesa sobre elas a responsabilidade de garantir água para a alimentação e para o cuidado da casa. Nesse contexto, mulheres, especialmente as mães solos, se tornam reféns de adoecimento e preocupação constante, como conta a quilombola Emília Costa durante um dos encontros da Articulação de Mulheres do Cerrado.

   “O primeiro impacto que a gente sente das violações do Cerrado é em nossos corpos, justamente porque nós mulheres temos relação direta de cuidado e uma sensibilidade melhor para sentir as coisas benéficas e, infelizmente, também as mazelas que chegam até nós, em nossos territórios”, relata Costa, do Quilombo Santo Antônio do Costa, no Maranhão.


Disponível em: https://diplomatique.org.br/mulheres-do-cerrado-lutam-porseguranca-hidrica-e-alimentar-no-bioma-mais-ameacado-do-brasil/. Acesso em: 18 fev. 2026. [Adaptado].
Qual é o tema discutido no Texto 2? 
Alternativas
Q3953586 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Mulheres falam demais



   Em nossa sociedade, parece haver o mito de que “as mulheres falam demais”. Mas o que isso quer dizer, exatamente? Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso, “falam demais”? Ou será que elas simplesmente falam mais do que deveriam falar? Será que haveria uma comparação quantitativa entre a fala de homens e de mulheres para ver quem fala mais? Será que haveria um ideal de fala feminina, uma pretensa “quantidade máxima de fala” “normal” para as mulheres? Essas indagações mostram, na verdade, dois mitos que podem ser facilmente desconstruídos.


  Comecemos pela indagação: As mulheres falam quantitativamente mais que os homens? Essa pergunta pode ser pensada por dois vieses: o primeiro é o biológico; o segundo, cultural. Será que biologicamente a mulher está programada para usar mais a fala que o homem? A anatomia humana demonstra que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é idêntica, não havendo possibilidade de distinguir um dos sexos como “aquele que fala mais”, “aquele que fala melhor” ou “aquele que pode produzir mais frases por dia”. Não encontramos nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o mito de que “a mulher fala mais que o homem”.


   Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será que há aspectos culturais que levam as mulheres falarem mais que os homens? Alguns estudos realizados em culturas ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008; Onnela et al., 2014, entre outros) têm apontado que os homens – sim, os homens – falam mais que as mulheres, especialmente em situações públicas, onde a posse da fala representa status. Os homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de poder, eles também as interrompem com frequência, monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf. Snyder, 2014; Robb, 2015). Isso, inclusive, levou à criação dos termos mansplaining e manterrupting, em inglês. Se, por um lado, os homens falam mais que as mulheres em situações que envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al., 2014). Em grupos constituídos por pares, em que normalmente não há status, as mulheres costumam ser mais loquazes. O mito parece então ter um fundo cultural. Parece que, em algumas culturas, há um “ideal de fala tácito” que as mulheres deveriam tentar atingir. Segundo esse ideal, elas devem “falar menos que os homens em situações públicas”. Portanto, nessas culturas, se uma mulher tem desenvoltura para falar em público, ela pode levar a fama de “falar demais”.


Chegamos, então, as seguintes conclusões: a) Não podemos afirmar, de maneira categórica, nem tampouco defender a ideia de que a mulher fala mais do que o homem. Como vimos, alguns estudos demonstram que, em contextos familiares e íntimos, as mulheres falam mais do que os homens. Contudo, quando a fala acontece em público, associada a status e poder, o homem não apenas fala mais que a mulher como também tende a não permitir que ela fale tanto quanto ele. b) Há nas sociedades como a nossa uma expectativa de que as mulheres falem menos do que os homens em situações públicas. Por estar situada numa estrutura social patriarcal, quando uma mulher se expressa “mais do que deveria” em público, ela pode receber julgamentos negativos.



OTHERO, Gabriel de Ávila. Mitos de linguagem. São Paulo: Parábola, 2017. p. 13-24. [Adaptado]. 

No enunciado “Isso, inclusive, levou à criação dos termos mansplaining e manterrupting, em inglês”, o operador argumentativo “inclusive” constrói um efeito de sentido de
Alternativas
Q3953585 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Mulheres falam demais



   Em nossa sociedade, parece haver o mito de que “as mulheres falam demais”. Mas o que isso quer dizer, exatamente? Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso, “falam demais”? Ou será que elas simplesmente falam mais do que deveriam falar? Será que haveria uma comparação quantitativa entre a fala de homens e de mulheres para ver quem fala mais? Será que haveria um ideal de fala feminina, uma pretensa “quantidade máxima de fala” “normal” para as mulheres? Essas indagações mostram, na verdade, dois mitos que podem ser facilmente desconstruídos.


  Comecemos pela indagação: As mulheres falam quantitativamente mais que os homens? Essa pergunta pode ser pensada por dois vieses: o primeiro é o biológico; o segundo, cultural. Será que biologicamente a mulher está programada para usar mais a fala que o homem? A anatomia humana demonstra que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é idêntica, não havendo possibilidade de distinguir um dos sexos como “aquele que fala mais”, “aquele que fala melhor” ou “aquele que pode produzir mais frases por dia”. Não encontramos nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o mito de que “a mulher fala mais que o homem”.


   Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será que há aspectos culturais que levam as mulheres falarem mais que os homens? Alguns estudos realizados em culturas ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008; Onnela et al., 2014, entre outros) têm apontado que os homens – sim, os homens – falam mais que as mulheres, especialmente em situações públicas, onde a posse da fala representa status. Os homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de poder, eles também as interrompem com frequência, monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf. Snyder, 2014; Robb, 2015). Isso, inclusive, levou à criação dos termos mansplaining e manterrupting, em inglês. Se, por um lado, os homens falam mais que as mulheres em situações que envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al., 2014). Em grupos constituídos por pares, em que normalmente não há status, as mulheres costumam ser mais loquazes. O mito parece então ter um fundo cultural. Parece que, em algumas culturas, há um “ideal de fala tácito” que as mulheres deveriam tentar atingir. Segundo esse ideal, elas devem “falar menos que os homens em situações públicas”. Portanto, nessas culturas, se uma mulher tem desenvoltura para falar em público, ela pode levar a fama de “falar demais”.


Chegamos, então, as seguintes conclusões: a) Não podemos afirmar, de maneira categórica, nem tampouco defender a ideia de que a mulher fala mais do que o homem. Como vimos, alguns estudos demonstram que, em contextos familiares e íntimos, as mulheres falam mais do que os homens. Contudo, quando a fala acontece em público, associada a status e poder, o homem não apenas fala mais que a mulher como também tende a não permitir que ela fale tanto quanto ele. b) Há nas sociedades como a nossa uma expectativa de que as mulheres falem menos do que os homens em situações públicas. Por estar situada numa estrutura social patriarcal, quando uma mulher se expressa “mais do que deveria” em público, ela pode receber julgamentos negativos.



OTHERO, Gabriel de Ávila. Mitos de linguagem. São Paulo: Parábola, 2017. p. 13-24. [Adaptado]. 

Ao fazer uma citação, o enunciador pode, por meio de algum recurso discursivo, assumir um posicionamento de endosso ou de afastamento em relação ao conteúdo citado. São casos de endosso e de afastamento respectivamente:
Alternativas
Q3953584 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Mulheres falam demais



   Em nossa sociedade, parece haver o mito de que “as mulheres falam demais”. Mas o que isso quer dizer, exatamente? Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso, “falam demais”? Ou será que elas simplesmente falam mais do que deveriam falar? Será que haveria uma comparação quantitativa entre a fala de homens e de mulheres para ver quem fala mais? Será que haveria um ideal de fala feminina, uma pretensa “quantidade máxima de fala” “normal” para as mulheres? Essas indagações mostram, na verdade, dois mitos que podem ser facilmente desconstruídos.


  Comecemos pela indagação: As mulheres falam quantitativamente mais que os homens? Essa pergunta pode ser pensada por dois vieses: o primeiro é o biológico; o segundo, cultural. Será que biologicamente a mulher está programada para usar mais a fala que o homem? A anatomia humana demonstra que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é idêntica, não havendo possibilidade de distinguir um dos sexos como “aquele que fala mais”, “aquele que fala melhor” ou “aquele que pode produzir mais frases por dia”. Não encontramos nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o mito de que “a mulher fala mais que o homem”.


   Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será que há aspectos culturais que levam as mulheres falarem mais que os homens? Alguns estudos realizados em culturas ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008; Onnela et al., 2014, entre outros) têm apontado que os homens – sim, os homens – falam mais que as mulheres, especialmente em situações públicas, onde a posse da fala representa status. Os homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de poder, eles também as interrompem com frequência, monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf. Snyder, 2014; Robb, 2015). Isso, inclusive, levou à criação dos termos mansplaining e manterrupting, em inglês. Se, por um lado, os homens falam mais que as mulheres em situações que envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al., 2014). Em grupos constituídos por pares, em que normalmente não há status, as mulheres costumam ser mais loquazes. O mito parece então ter um fundo cultural. Parece que, em algumas culturas, há um “ideal de fala tácito” que as mulheres deveriam tentar atingir. Segundo esse ideal, elas devem “falar menos que os homens em situações públicas”. Portanto, nessas culturas, se uma mulher tem desenvoltura para falar em público, ela pode levar a fama de “falar demais”.


Chegamos, então, as seguintes conclusões: a) Não podemos afirmar, de maneira categórica, nem tampouco defender a ideia de que a mulher fala mais do que o homem. Como vimos, alguns estudos demonstram que, em contextos familiares e íntimos, as mulheres falam mais do que os homens. Contudo, quando a fala acontece em público, associada a status e poder, o homem não apenas fala mais que a mulher como também tende a não permitir que ela fale tanto quanto ele. b) Há nas sociedades como a nossa uma expectativa de que as mulheres falem menos do que os homens em situações públicas. Por estar situada numa estrutura social patriarcal, quando uma mulher se expressa “mais do que deveria” em público, ela pode receber julgamentos negativos.



OTHERO, Gabriel de Ávila. Mitos de linguagem. São Paulo: Parábola, 2017. p. 13-24. [Adaptado]. 

No enunciado “Parece que, em algumas culturas, há um ‘ideal de fala tácito’ que as mulheres deveriam tentar atingir”, o termo “tácito” pode ser substituído sem prejuízo na textualidade e no sentido por 
Alternativas
Q3953583 Português

Leia o Texto 1 para responder à questão.


Texto 1


Mulheres falam demais



   Em nossa sociedade, parece haver o mito de que “as mulheres falam demais”. Mas o que isso quer dizer, exatamente? Será que as mulheres falariam mais que os homens e, por isso, “falam demais”? Ou será que elas simplesmente falam mais do que deveriam falar? Será que haveria uma comparação quantitativa entre a fala de homens e de mulheres para ver quem fala mais? Será que haveria um ideal de fala feminina, uma pretensa “quantidade máxima de fala” “normal” para as mulheres? Essas indagações mostram, na verdade, dois mitos que podem ser facilmente desconstruídos.


  Comecemos pela indagação: As mulheres falam quantitativamente mais que os homens? Essa pergunta pode ser pensada por dois vieses: o primeiro é o biológico; o segundo, cultural. Será que biologicamente a mulher está programada para usar mais a fala que o homem? A anatomia humana demonstra que a estrutura cerebral e cognitiva de homens e mulheres é idêntica, não havendo possibilidade de distinguir um dos sexos como “aquele que fala mais”, “aquele que fala melhor” ou “aquele que pode produzir mais frases por dia”. Não encontramos nenhuma evidência de natureza biológica que possa sustentar o mito de que “a mulher fala mais que o homem”.


   Se o mito não encontra nenhum suporte na biologia, será que há aspectos culturais que levam as mulheres falarem mais que os homens? Alguns estudos realizados em culturas ocidentais próximas à nossa (cf. Lakoff, 1975; Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Holmes; Mayerhoof, 2008; Onnela et al., 2014, entre outros) têm apontado que os homens – sim, os homens – falam mais que as mulheres, especialmente em situações públicas, onde a posse da fala representa status. Os homens não apenas falam mais que as mulheres em situação de poder, eles também as interrompem com frequência, monopolizando a fala, como mostram estudos recentes (cf. Snyder, 2014; Robb, 2015). Isso, inclusive, levou à criação dos termos mansplaining e manterrupting, em inglês. Se, por um lado, os homens falam mais que as mulheres em situações que envolvem poder, algumas pesquisas mostram que, por outro lado, as mulheres costumam falar mais em contexto privado e familiar (Tannen, 1991, 1993, 1994; Holmes, 1998, 2013; Onnela et al., 2014). Em grupos constituídos por pares, em que normalmente não há status, as mulheres costumam ser mais loquazes. O mito parece então ter um fundo cultural. Parece que, em algumas culturas, há um “ideal de fala tácito” que as mulheres deveriam tentar atingir. Segundo esse ideal, elas devem “falar menos que os homens em situações públicas”. Portanto, nessas culturas, se uma mulher tem desenvoltura para falar em público, ela pode levar a fama de “falar demais”.


Chegamos, então, as seguintes conclusões: a) Não podemos afirmar, de maneira categórica, nem tampouco defender a ideia de que a mulher fala mais do que o homem. Como vimos, alguns estudos demonstram que, em contextos familiares e íntimos, as mulheres falam mais do que os homens. Contudo, quando a fala acontece em público, associada a status e poder, o homem não apenas fala mais que a mulher como também tende a não permitir que ela fale tanto quanto ele. b) Há nas sociedades como a nossa uma expectativa de que as mulheres falem menos do que os homens em situações públicas. Por estar situada numa estrutura social patriarcal, quando uma mulher se expressa “mais do que deveria” em público, ela pode receber julgamentos negativos.



OTHERO, Gabriel de Ávila. Mitos de linguagem. São Paulo: Parábola, 2017. p. 13-24. [Adaptado]. 

O Texto 1, considerando-se o modo de organização textual e o desenvolvimento do conteúdo temático, é construído a partir de uma tipologia
Alternativas
Q3945332 Farmácia
A farmacodinâmica estuda como os fármacos exercem seus efeitos no organismo, incluindo seus alvos moleculares, mecanismos de ação e consequências clínicas. No uso de antibióticos e Anti-Inflamatórios Não Esteroidais (AINEs), a compreensão desses mecanismos é essencial para a escolha racional do tratamento, prevenção de resistência microbiana e redução de eventos adversos. Uma paciente de 45 anos apresenta pneumonia bacteriana comunitária e artralgia crônica associada a osteoartrite, sendo prescrito um antibiótico betalactâmico e um AINE para controle da dor.

Com base nos princípios farmacodinâmicos, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3945331 Farmácia
A farmacocinética estuda o percurso do fármaco no organismo, englobando os processos de absorção, distribuição, metabolismo e excreção, sendo fundamental para o ajuste posológico em situações clínicas específicas. Esses conceitos são particularmente relevantes no uso de diversas classes de medicamentos, cujos parâmetros farmacocinéticos influenciam diretamente a eficácia terapêutica e o risco de toxicidade. Um paciente de 65 anos, com doença renal crônica estágio 4 (clearance de creatinina ≈ 25 mL/min), é internado com infecção do trato urinário complicada e inicia tratamento com um antibiótico predominantemente eliminado por via renal, de meia-vida prolongada.

Considerando os princípios farmacocinéticos, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3945330 Farmácia
Uma paciente de 25 anos procura atendimento médico com queixa de perda ponderal, palpitações, intolerância ao calor, tremores finos e exoftalmia. Foram solicitados exames laboratoriais, cujos resultados estão descritos abaixo:

Captura_de tela 2026-03-19 133544.png (584×149)

*Anticorpo Anti-receptor de TSH

De acordo com esses resultados e acerca do diagnóstico de distúrbios tireoidianos, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3945329 Farmácia
Os distúrbios da função tireoidiana resultam de alterações nos diferentes níveis do eixo hipotálamo–hipófise–tireoide, bem como de mecanismos autoimunes que afetam diretamente o tecido tireoidiano. A interpretação integrada dos exames laboratoriais TSH, T4 livre (T4L) e dos autoanticorpos anti-tireoperoxidase (anti-TPO) e anticorpos contra o receptor do TSH (TRAb) é fundamental para o diagnóstico diferencial entre hipotireoidismo primário, secundário, terciário e causas autoimunes de hiper ou hipotireoidismo. Analise o caso a seguir: uma paciente de 39 anos apresenta fadiga progressiva, ganho ponderal, intolerância ao frio e história familiar de doença autoimune. Os seguintes exames laboratoriais foram solicitados: 

Captura_de tela 2026-03-19 133536.png (693×138)

*Anticorpo Anti-receptor de TSH

Com base nos achados laboratoriais e no quadro clínico, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3945328 Farmácia
A infecção pelo vírus da hepatite B (HBV) apresenta evolução sorológica característica, acompanhada de alterações bioquímicas relacionadas à lesão hepatocelular e à capacidade sintética do fígado. Ainterpretação integrada dos marcadores imunológicos do HBV e dos exames de função hepática é fundamental para o diagnóstico da fase da doença e para a avaliação da recuperação clínica.

Analise o caso a seguir: um paciente de 37 anos procurou atendimento em 20 de junho de 2025 com icterícia, colúria, mal-estar e elevação de aminotransferases. Após acompanhamento clínico e laboratorial, novos exames foram realizados em 20 de dezembro de 2025. Os resultados estão apresentados a seguir.

Captura_de tela 2026-03-19 133529.png (653×432)

Com base nos achados laboratoriais e na evolução temporal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3945327 Farmácia
A sífilis é uma infecção sistêmica causada pelo Treponema pallidum, cujo diagnóstico laboratorial baseia-se na associação entre testes não treponêmicos e testes treponêmicos, com interpretação dependente do estágio da doença, do histórico terapêutico e do contexto clínico-epidemiológico, incluindo a transmissão vertical.

Analise o caso a seguir: uma gestante de 29 anos, sem acompanhamento pré-natal regular, realiza exames no terceiro trimestre da gestação. O recém-nascido apresenta baixo peso ao nascer, icterícia e hepatoesplenomegalia. Os seguintes exames laboratoriais foram realizados:

Captura_de tela 2026-03-19 133518.png (685×156)

Com base nos achados laboratoriais e nos critérios diagnósticos vigentes, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3945326 Biomedicina - Análises Clínicas
O diagnóstico laboratorial da infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) baseia-se em algoritmos que combinam testes imunológicos e moleculares, considerando a janela imunológica, a fase clínica da infecção e o objetivo do exame.

Analise o caso a seguir: um paciente de 38 anos, com história de exposição sexual desprotegida há aproximadamente 17 dias, procurou atendimento por síndrome febril aguda, adenomegalia e exantema. Foram solicitados exames laboratoriais, cujos resultados estão descritos abaixo:

Captura_de tela 2026-03-19 133508.png (689×115)

Com base nos resultados laboratoriais e nos protocolos diagnósticos vigentes, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3945325 Biomedicina - Análises Clínicas
A avaliação laboratorial do metabolismo de carboidratos é essencial para o diagnóstico, classificação e manejo do diabetes Mellitus.

Analise o caso a seguir: um paciente masculino, 34 anos, com perda ponderal recente, polidipsia e poliúria, sem uso prévio de antidiabéticos, realizou investigação laboratorial conforme resultados abaixo: 

Captura_de tela 2026-03-19 133501.png (651×134)

*TTOG = Teste de tolerância oral a glicose.

Com base nesses resultados e nos critérios diagnósticos da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), qual é a interpretação clínica mais adequada? 
Alternativas
Q3945324 Farmácia
A avaliação laboratorial da função hepática envolve a interpretação integrada de enzimas séricas, provas de síntese hepática, bilirrubinas e achados no exame de urina.

Analise o caso a seguir: um paciente masculino, 52 anos, etilista crônico, apresenta icterícia progressiva, colúria e fezes hipocólicas há 10 dias. Foram solicitados exames laboratoriais, cujos resultados estão descritos abaixo:

Captura_de tela 2026-03-19 133451.png (689×304)

*AST= Aspartato aminotransferase; ** ALT= Alanina aminotransferase; *** GGT= Gama-glutamiltransferase; **** INR = razão normalizada internacional.

Com base na integração dos exames bioquímicos e urinálise, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3945323 Farmácia
A avaliação da função renal é fundamental para o diagnóstico, estadiamento e monitoramento das doenças renais. Para isso, exames bioquímicos como ureia, creatinina, proteinúria, relação proteína/creatinina e clearance de creatinina são amplamente utilizados na prática clínica.

Analise o caso a seguir: um paciente masculino, 58 anos, hipertenso e diabético há mais de 10 anos, apresenta edema discreto de membros inferiores e controle glicêmico irregular. Foram solicitados exames laboratoriais para avaliação da função renal, cujos resultados estão descritos abaixo:

Captura_de tela 2026-03-19 133440.png (675×136)

*TFG = Taxa de Filtração Glomerular; ** CKD-EPI = Chronic Kidney Disease Epidemiology Collaboration

Com base nos resultados e na aplicação clínica desses exames, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3945322 Biomedicina - Análises Clínicas
A avaliação microscópica do sedimento urinário constitui etapa fundamental do exame de urina tipo I, permitindo a análise direta de estruturas celulares e não celulares eliminadas pelo trato urinário. Esse exame auxilia na diferenciação entre alterações de origem renal e extra-renal, além de contribuir para o diagnóstico de processos infecciosos, inflamatórios, metabólicos e glomerulares. A correta identificação de elementos como células sanguíneas, cilindros, microrganismos e cristais, associada ao contexto clínico do paciente, é indispensável para a interpretação adequada dos achados laboratoriais.

Com base nesses aspectos, acerca da relação entre o achado observado na microscopia do sedimento urinário e sua respectiva relevância clínica, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3945321 Biomedicina - Análises Clínicas
O exame de urina pode fornecer uma quantidade significativa de informações. O exame cuidadoso permite a detecção de processos patológicos intrínsecos ao sistema urinário, sejam funcionais (fisiológicos), sejam estruturais (anatômicos). A progressão ou a regressão de várias lesões também pode ser monitorada, causando o mínimo de perturbações possível ao paciente. Ademais, processos patológicos sistêmicos, como anomalias endócrinas ou metabólicas, podem ser detectados por meio do reconhecimento de quantidades anormais de metabólitos doença-específicos excretados na urina. Dessa forma, os testes laboratoriais de urina continuarão a exercer papel essencial na medicina clínica.

Acerca deste exame, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3945320 Farmácia
As hemofilias são distúrbios hemorrágicos hereditários caracterizados por deficiência de fatores da coagulação, refletindo-se em alterações específicas nos testes do coagulograma. Considerando os exames Tempo de Protrombina (TP/INR), Tempo de Tromboplastina Parcial Ativada (TTPa) e Tempo de Trombina (TT), bem como os fatores de coagulação envolvidos, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3945319 Farmácia
Quando uma anemia é diagnosticada, faz-se necessária a identificação da sua causa. Para esta finalidade, exames como o hemograma e dosagens bioquímicas são importantes para o entendimento da origem desta condição. Acerca da série vermelha do hemograma, bem como suas aplicações clínicas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
121: A
122: B
123: C
124: D
125: D
126: B
127: A
128: B
129: D
130: D
131: C
132: E
133: A
134: B
135: C
136: E
137: E
138: C
139: D
140: A