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Q570536 Engenharia Elétrica
O Ponto de Entrega (PE) é a conexão física entre o sistema elétrico da Distribuidora e a Unidade Consumidora (UC), e situa-se no limite da via pública com a propriedade onde esteja localizada a UC, vedada a passagem aérea ou subterrânea por vias públicas e propriedades de terceiros, exceto quanto: (i) Existir propriedade de terceiros, em área urbana, entre a via pública e a propriedade onde encontra-se localizada a UC, caso em que o PE se situará no limite da via pública com a primeira propriedade. (ii) Trata-se de condomínio horizontal, local em que a rede elétrica interna não seja de propriedade da Distribuidora, caso em que o PE se situará no limite da via pública com o condomínio horizontal. (iii) Trata-se de um condomínio horizontal, onde a rede elétrica interna seja de propriedade da Distribuidora, caso em que o PE se localizará no limite da via interna com a propriedade onde encontra-se localizada a UC. (iv) A Distribuidora deve adotar todas as providências com objetivo de viabilizar o fornecimento de energia elétrica, operar e manter o seu sistema elétrico até o PE, caracterizado como o limite de sua responsabilidade, observadas as condições estabelecidas na legislação e regulamentos aplicáveis. (v) A Distribuidora deve atender prontamente e informar os custos da solicitação, quanto trata-se de aumento de carga de UC. Assinale a alternativa que contém apenas as sentenças corretas:
Alternativas
Q570535 Engenharia Elétrica
Em um circuito de corrente alternada, onde há somente resistências ôhmicas, a potência mensurada no wattímetro é igual ao produto da intensidade de corrente pela tensão lida no voltímetro. Quando neste circuito é introduzido uma bobina, observa-se certo fenômeno, em que a potência lida no wattímetro será menor que o produto da intensidade de corrente pela tensão, ambas mensuradas. Quanto ao fenômeno descrito, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q570534 Engenharia Elétrica
Um capacitor é um componente elétrico que armazena eletricidade, ou seja, acumula elétrons. Os capacitores oferecem certa oposição à passagem da corrente alternada, a qual é chamada de reatância capacitiva. Assinale a alternativa que apresenta a sentença correta quanto a reatância capacitiva:
Alternativas
Q570533 Engenharia Elétrica
Compreende-se por reatância indutiva a resistência à passagem da corrente alternada em um indutor ou bobina ideal, isto se deve pelo fato de existir em uma bobina o fenômeno de autoindução, que é a capacidade da bobina de induzir tensão elétrica em si mesma, quando a corrente varia no tempo. Considere o conceito de reatância indutiva e assinale a alternativa que apresentam os parâmetros que relacionam-se diretamente com tal conceito:
Alternativas
Q570532 Engenharia Elétrica
A corrente elétrica, ao percorrer um circuito elétrico, o qual é constituído de condutores e elementos resistivos, gasta parte de sua energia total a fim de vencer a resistência elétrica do circuito. Considere uma bateria, sem carga em seus terminais, com tensão de 24 V. Ligou-se adequadamente a mesma, a um circuito elétrico, a qual passou a apresentar uma tensão de 23 V em seus terminais e uma corrente elétrica no valor de 2 A. Calcule e assinale a alternativa que representa o valor da resistência interna da bateria:
Alternativas
Q570531 Engenharia Elétrica
A potência elétrica pode ser definida como sendo o trabalho realizado pela corrente elétrica em certo intervalo de tempo. Considere uma lâmpada fluorescente ligada a um circuito elétrico, cuja tensão aplicada aos terminas da mesma é de 100 V . Certo técnico, com o objetivo de conhecer a potência da lâmpada, aferiu a corrente elétrica que percorre a lâmpada e constatou o valor de 0,6 A. A partir das informações apresentadas, calcule e assinale a alternativa que apresenta o valor da potência elétrica dissipada pela lâmpada:
Alternativas
Q570530 Engenharia Elétrica
Há uma força de atração entre os elétrons e seus respectivos núcleos atômicos, os quais resistem à liberação dos elétrons para o estabelecimento da corrente elétrica. Assim, denomina-se a essa oposição ao fluxo da corrente elétrica como resistência elétrica, sendo sua unidade de medida o ohm, Ω A temperatura é um dos fatores que afeta significativamente a resistência dos condutores elétricos. Considere que um condutor de cobre possui uma resistência elétrica de 100 Ω  a 20°C . Calcule a resistência de tal condutor quando submetido a uma temperatura de 120 , sabendo-se que a resistividade do cobre é de, aproximadamente, 0,004ºC-1.  A partir dos cálculos, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q569272 Noções de Informática

Bruno montou uma planilha no Microsoft Excel® para a distribuição de metas para as agências de um banco para um determinado produto. Para tanto ele utilizou como recurso uma função que busca as metas de cada agência de acordo com o respectivo porte. Os nomes das agências estão na coluna A e os portes destas estão na coluna B. Já as colunas E e F possuem a tabela indicando quais são as metas das agências de acordo com os seus portes. Qual foi a função que ele utilizou?

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Alternativas
Q569271 Noções de Informática
Felipe está utilizando o Microsoft Excel® e deseja ordenar os dados deixando-os em ordem decrescente, referente a produção de uma agência em relação a um determinado produto, portanto ele deve utilizar o recurso de:
Alternativas
Q569269 Noções de Informática
Supondo que você tenha uma planilha no Microsoft Excel® que apresente em D6 o valor bruto de um produto e em E6 o percentual de desconto concedido ao mesmo, como deve ficar a fórmula para se determinar o valor líquido do mesmo? Obs.: D6 está formatada como número e E6 como porcentagem:
Alternativas
Q569267 Raciocínio Lógico
Uma equipe formada por 8 pedreiros realiza o calçamento de um espaço em formato retangular, de largura medindo 60 m e de comprimento medindo o 4/3 da medida da largura, em 9 dias, trabalhando 6 horas por dia. Se essa equipe fosse formada por 10 pedreiros, trabalhando 5 horas por dia, o calçamento de uma área em formato de quadrado, cujos lados medem 80 m seria feito em:
Alternativas
Q569266 Raciocínio Lógico
Jarbas nasceu em um sábado. Considerando apenas anos não bissextos, é correto afirmar que 613 dias após o nascimento de Jarbas foi:
Alternativas
Q569265 Raciocínio Lógico
Se Aldo se casa com Bianca, então Bianca fica feliz. Se Bianca fica feliz, então Clara chora. Se Clara chora, então Dione consola Clara. Ora, Dione não consola Clara, logo:
Alternativas
Q569264 Matemática
Os primos Clóvis e Karla irão disputar na moedinha, o direito de dirigir o carro do avô durante uma viagem. A regra do jogo consistia em jogar uma moeda não viciada até que ocorressem três caras consecutivas e, nesse caso, Karla é quem iria dirigir o carro; ou três coroas consecutivas e, nesse caso, Clóvis é quem iria dirigir o carro. Sabe-se que num dado momento do jogo, haviam ocorridos 20 resultados coroa na moeda, mas que ainda não havia ocorrido um vencedor dessa disputa. Dessa forma, é correto afirmar que, até esse momento do jogo, o número mínimo de lançamentos dessa moeda foi:
Alternativas
Q569263 Raciocínio Lógico

Um grupo de 4 torcedores fanáticos por times de futebol da região nordeste do Brasil, discutiam sobre qual time de tal região havia sido rebaixado na primeira divisão do campeonato brasileiro de futebol, nos anos de 2012, 2013 e 2014. A princípio, todos concordaram que o time do Bahia havia sido rebaixado em 2014. Mas houve divergência nas opiniões desses torcedores a respeito de outros times nordestinos rebaixados de 2012 a 2014. Os palpites de cada torcedor estão apresentados no quadro que segue:

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Considere que um time não pode ser rebaixado por dois anos consecutivos e que cada um dos torcedores acertou pelo menos um palpite. Dessa forma, é possível garantir que os rebaixados nos anos de 2013 e 2014 são, respectivamente:

Alternativas
Q569262 Português

A importância do ato de ler

Paulo Freire 

1º      Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos.  

2º   Aceitei fazê-lo agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler. 

3º   Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na descodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, em que senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio _____ mim constituindo. Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavra mundo”. 

4º    A retomada da infância distante, buscando _____ compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me ouvia – e até onde não sou traído pela memória –, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava _____ riscos menores que me  preparavam para riscos e aventuras maiores. A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, Andrei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo _____ meu trato com eles, nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 12. ed. São Paulo: Cortez, 1986. p. 11-3.  

Analise as afirmativas referentes ao texto:

I - A leitura não se esgota na decodificação pura da palavra escrita, ler é algo que se integra à inteligência do mundo, ou seja, à compreensão crítica do mundo. 
II - Ler o mundo consiste em apreender o significado daquilo que nos rodeia: o valor social e afetivo de nossa realidade.
III - A palavra que se aprende está vinculada à experiência da realidade de que ela fala. Quais afirmativas estão corretas?
Alternativas
Q569261 Português

A importância do ato de ler

Paulo Freire 

1º      Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos.  

2º   Aceitei fazê-lo agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler. 

3º   Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na descodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, em que senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio _____ mim constituindo. Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavra mundo”. 

4º    A retomada da infância distante, buscando _____ compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me ouvia – e até onde não sou traído pela memória –, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava _____ riscos menores que me  preparavam para riscos e aventuras maiores. A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, Andrei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo _____ meu trato com eles, nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 12. ed. São Paulo: Cortez, 1986. p. 11-3.  

“Escolarização” se escreve com “z”. Também se escreve com “z”:
Alternativas
Q569259 Português

A importância do ato de ler

Paulo Freire 

1º      Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos.  

2º   Aceitei fazê-lo agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler. 

3º   Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na descodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, em que senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio _____ mim constituindo. Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavra mundo”. 

4º    A retomada da infância distante, buscando _____ compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me ouvia – e até onde não sou traído pela memória –, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava _____ riscos menores que me  preparavam para riscos e aventuras maiores. A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, Andrei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo _____ meu trato com eles, nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 12. ed. São Paulo: Cortez, 1986. p. 11-3.  

Assinale a alternativa em que as palavras podem servir de exemplo de homônimas imperfeitas:
Alternativas
Q569257 Português

A importância do ato de ler

Paulo Freire 

1º      Rara tem sido a vez, ao longo de tantos anos de prática pedagógica, por isso política, em que me tenho permitido a tarefa de abrir, de inaugurar ou de encerrar encontros ou congressos.  

2º   Aceitei fazê-lo agora, da maneira, porém, menos formal possível. Aceitei vir aqui para falar um pouco da importância do ato de ler. 

3º   Me parece indispensável, ao procurar falar de tal importância, dizer algo do momento mesmo em que me preparava para aqui estar hoje; dizer algo do processo em que me inseri enquanto ia escrevendo este texto que agora leio, processo que envolvia uma compreensão crítica do ato de ler, que não se esgota na descodificação pura da palavra escrita ou da linguagem escrita, mas que se antecipa e se alonga na inteligência do mundo. A leitura do mundo precede a leitura da palavra, daí que a posterior leitura desta não possa prescindir da continuidade da leitura daquele. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto. Ao ensaiar escrever sobre a importância do ato de ler, em que senti levado – e até gostosamente – a “reler” momentos fundamentais de minha prática, guardados na memória, desde as experiências mais remotas de minha infância, de minha adolescência, de minha mocidade, em que a compreensão crítica da importância do ato de ler se veio _____ mim constituindo. Ao ir escrevendo este texto, ia “tomando distância” dos diferentes momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a “leitura” do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre, ao longo de minha escolarização, foi a leitura da “palavra mundo”. 

4º    A retomada da infância distante, buscando _____ compreensão do meu ato de “ler” o mundo particular em que me ouvia – e até onde não sou traído pela memória –, me é absolutamente significativa. Neste esforço a que me vou entregando, re-crio, re-vivo, no texto que escrevo, a experiência vivida no momento em que ainda não lia a palavra. Me vejo então na casa mediana em que nasci, no Recife, rodeada de árvores, algumas delas como se fossem gente, tal a intimidade entre nós – à sua sombra brincava e em seus galhos mais dóceis à minha altura eu me experimentava _____ riscos menores que me  preparavam para riscos e aventuras maiores. A velha casa, seus quartos, seu corredor, seu sótão, seu terraço – o sítio das avencas de minha mãe –, o quintal amplo em que se achava, tudo isso foi meu primeiro mundo. Nele engatinhei, balbuciei, me pus de pé, Andrei, falei. Na verdade, aquele mundo especial se dava a mim como o mundo de minha atividade perceptiva, por isso mesmo como o mundo de minhas primeiras leituras. Os “textos”, as “palavras”, as “letras” daquele contexto – em cuja percepção me experimentava e, quanto mais o fazia, mais aumentava a capacidade de perceber – se encarnavam numa série de coisas, de objetos, de sinais, cuja compreensão eu ia apreendendo _____ meu trato com eles, nas minhas relações com meus irmãos mais velhos e com meus pais.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler. 12. ed. São Paulo: Cortez, 1986. p. 11-3.  

Assinale a alternativa em que o valor semântico da conjunção destacada no texto (enquanto) está indicado de forma correta em:
Alternativas
Q562664 Serviço Social
Quanto ao Planejamento da Saúde, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
13941: A
13942: E
13943: A
13944: A
13945: D
13946: A
13947: C
13948: B
13949: D
13950: C
13951: E
13952: D
13953: B
13954: A
13955: C
13956: E
13957: E
13958: B
13959: B
13960: B