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Q4281315 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados
precisa estar no centro do debate sobre saúde mental
entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*


      Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais.

          Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

         A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia.

      Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo.

     O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

      O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade.

       Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

      Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

       Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico.

       O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

       Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes.

       Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

       A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.


*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental


Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/. 
No trecho: "A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais.", do ponto de vista da estrutura do período e da análise sintática, é corretor afirmar que:
Alternativas
Q4281314 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Além do tempo de tela: o que os mais jovens têm feito no celular?

Qualidade da interação e dos conteúdos acessados
precisa estar no centro do debate sobre saúde mental
entre crianças e adolescentes

Por Luiz Zoldan*


      Reduzir a crise de saúde mental entre jovens ao “tempo de tela” é uma explicação confortável – e perigosamente insuficiente. O debate público precisa de um ajuste urgente: mais do que contar horas, é preciso entender a qualidade da interação desses adolescentes com os dispositivos digitais.

          Em consultórios, escolas e ambientes de trabalho, a constatação é recorrente: a forma como os jovens se relacionam consigo mesmos, com os outros e com o mundo mudou profundamente. E as telas ocupam um papel central nessa transformação. Vivemos em uma realidade na qual nunca estivemos tão conectados e, paradoxalmente, tão expostos a fatores que afetam a saúde mental, especialmente entre crianças e adolescentes.

         A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que mais de um em cada dez adolescentes já manifesta um uso problemático de redes sociais, com perda de controle e consequências negativas no dia a dia.

      Estudos consistentes associam o uso excessivo de telas à piora nos indicadores de saúde mental. Cerca de 25% dos adolescentes que passam mais de 4 horas diárias em frente a telas apresentam sintomas recentes de ansiedade ou depressão. Evidências longitudinais também confirmam que o aumento do tempo de exposição está ligado a um maior risco de sofrimento emocional a longo prazo.

     O Brasil figura entre os países com maior tempo de tela no mundo, ultrapassando 5 horas diárias apenas em smartphones. Entre os adolescentes brasileiros, os números são ainda mais alarmantes, chegando a quase 6 horas em dias de semana e ultrapassando 8 horas nos fins de semana.

      O cenário nacional é marcado por três desafios: o acesso a smartphones em idades cada vez mais precoces, a desigualdade no acesso à educação digital e a fragilidade na mediação por parte de famílias e escolas. Diante disso, cresce a percepção entre os próprios jovens de que algo não vai bem: quase metade deles já considera que as redes sociais impactam negativamente pessoas da sua idade.

       Ainda assim, é crucial qualificar a leitura desses dados. A própria ciência mostra que o impacto não é uniforme. O uso passivo, caracterizado pela rolagem infinita e pela comparação social, está mais associado ao malestar. Por outro lado, usos mais ativos e focados na conexão podem ter um efeito protetor. O problema central, portanto, não é apenas o tempo, mas o padrão de uso. Comportamentos compulsivos e de dependência estão mais ligados a desfechos negativos do que o número absoluto de horas.

      Nesse contexto, avanços como a atualização do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) ao ambiente digital são essenciais, pois reconhecem a vulnerabilidade de crianças e adolescentes nesse ecossistema. Essas iniciativas buscam responsabilizar as plataformas, proteger dados e reduzir a exposição a conteúdos nocivos. Contudo, a regulação, sozinha, não resolve. Ela cria um ambiente mais seguro, mas não substitui a educação, o vínculo afetivo e o desenvolvimento de repertório emocional.

       Durante anos, a principal recomendação foi limitar o tempo de tela. Embora essa abordagem continue relevante, especialmente para crianças mais novas, hoje sabemos que é insuficiente. O verdadeiro problema não é apenas o que acontece nas telas, mas o que deixa de acontecer fora delas: sono de qualidade, atividade física, convivência e a própria construção da identidade são processos insubstituíveis para o desenvolvimento psíquico.

       O uso excessivo de telas, por exemplo, está diretamente ligado a um sono mais curto e de pior qualidade – um dos principais gatilhos para o sofrimento mental. Idealmente, um uso de qualidade envolve interações sociais reais, consumo de conteúdos educativos ou criativos e intencionalidade, sem prejudicar o sono. Em contrapartida, a utilização de risco é aquela em que há comportamento compulsivo, comparação social constante, exposição a conteúdos negativos e a substituição de experiências presenciais por virtuais.

        Com base em evidências científicas e na prática clínica, algumas medidas são fundamentais. Para as famílias, é preciso estabelecer acordos claros, evitar o uso de aparelhos antes de dormir (especialmente porque um terço dos adolescentes os utiliza depois da meia-noite), acompanhar os conteúdos acessados e, acima de tudo, dar o exemplo. Isso implica reconhecer que muitos adultos também mantêm uma relação excessiva, distraída e pouco saudável com as telas, o que compromete o ensino da autorregulação.

       Nas escolas, o desafio vai além da simples restrição: passa pela promoção da alfabetização digital e midiática, pelo desenvolvimento de competências socioemocionais e pela criação de espaços de convivência offline que favoreçam o pertencimento, o diálogo e a construção da identidade. Isso inclui a promoção de conversas qualificadas sobre corpo, gênero, autoestima e relações sociais, temas profundamente atravessados pela lógica das redes.

       Para os profissionais de saúde, investigar o padrão de uso digital tornou-se parte indispensável da avaliação clínica, assim como sono, alimentação e atividade física. Ainda assim, o enfrentamento desse problema não é responsabilidade somente de indivíduos, famílias e consultórios. O desafio exige que empresas de tecnologia e políticas públicas atuem de forma mais firme na limitação de mecanismos de design viciantes e persuasivos e na implementação de estratégias integradas entre saúde, educação e regulação digital.

       A relação entre os jovens e a tecnologia não é um “problema” a ser eliminado, mas uma realidade a ser gerenciada com inteligência. É preciso superar a lógica simplista de “mais ou menos tempo de tela” e adotar uma abordagem mais sistêmica e que considere o contexto, o conteúdo e a intenção de cada interação. No fim das contas, o maior indicador de sucesso não é quantas horas um jovem passa conectado, mas sua capacidade de se desconectar com liberdade, propósito e, acima de tudo, saúde mental.


*Luiz Zoldan é psiquiatra e gerente médico do Espaço Einstein Bem-Estar e Saúde Mental


Fonte: https://veja.abril.com.br/coluna/letra-de-medico/alem-dotempo-de-tela-o-que-os-mais-jovens-tem-feito-no-celular/. 
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que o autor defende que:
Alternativas
Q4281313 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
A respeito das funções da linguagem presentes no poema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4281312 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
No verso "Em tristes sombras morre a formosura.", os elementos destacados em negrito, no âmbito da gramática normativa da língua portuguesa, classificam-se, morfológica e sintaticamente, respectivamente, como:
Alternativas
Q4281310 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.

Leia os versos a seguir:


Mas no sol e na luz falta a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.


Assinale a alternativa que aponta os sinônimos que podem, sem alteração de sentido, substituir as palavras destacadas respectivamente.

Alternativas
Q4281309 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
O vocábulo “contínuas” foi acentuado de forma adequada à gramática normativa da Língua Portuguesa no verso “Em contínuas tristezas a alegria”. Assinale a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas de forma adequada à gramática normativa.
Alternativas
Q4281308 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
Considerando o uso dos porquês nos versos: “Porém se acaba o sol, por que nascia?” e “Se é tão formosa a luz, por que não dura?”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4281307 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
Considerando o contexto em que se encontra dentro do poema e observando a ordem sintática e a estrutura doverso, o termo "a alegria", em “Em contínuas tristezas a alegria”, exerce a função sintática de:
Alternativas
Q4281306 Literatura
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
No verso “Depois da luz se segue a noite escura”, a figura de linguagem predominante é: 
Alternativas
Q4281304 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


À instabilidade das coisas do mundo

Gregório de Matos

Nasce o Sol e não dura mais que um dia,
Depois da luz se segue a noite escura,
Em tristes sombras morre a formosura,
Em contínuas tristezas a alegria.


Porém se acaba o sol, por que nascia?
Se é tão formosa a luz, por que não dura?
Como a beleza assim se transfigura?
Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no sol e na luz BBfalta a firmeza,
Na formosura não se dê constância,
E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o mundo enfim pela ignorância,
E tem qualquer dos bens por natureza
A firmeza somente na inconstância.


Fonte: MATOS, Gregório. Gregório de Matos: poemas. 2. Ed. São Paulo: Martin Claret, 2013.
Com relação às imagens e metáforas, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4275620 Biomedicina - Análises Clínicas
A automação laboratorial ampliou a capacidade analítica dos serviços por meio de diferentes princípios de medida e de contagem celular, mantendo, contudo, exigências de controle da qualidade. A respeito da automação laboratorial, analise as afirmativas a seguir:
I. Nos analisadores hematológicos, o princípio da impedância elétrica mede a quantidade de luz absorvida pela hemoglobina para realizar a contagem direta das plaquetas.
II. A citometria de fluxo com dispersão de luz diferencia populações celulares conforme o tamanho e a complexidade interna, sendo aplicada na contagem diferencial de leucócitos.
III. A automação reduz a variabilidade analítica e o tempo de liberação dos resultados, ampliando a produtividade, sem eliminar a necessidade de controle de qualidade e de validação técnica.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4275619 Biomedicina - Análises Clínicas
O diagnóstico coproparasitológico dispõe de diferentes métodos de concentração, cuja escolha depende da densidade e do tipo de estrutura parasitária que se pretende recuperar na amostra. A respeito desses métodos, analise as afirmativas a seguir:
I. O método de Hoffman, Pons e Janer baseia-se na sedimentação espontânea e é útil para a pesquisa de ovos pesados de helmintos, como os de Schistosoma mansoni.
II. O método de Faust utiliza a centrífugo-flutuação em sulfato de zinco e favorece a recuperação de cistos de protozoários e de ovos leves de helmintos.
III. O método de Kato-Katz é uma técnica quantitativa que estima a carga parasitária, sendo recomendado no diagnóstico da esquistossomose e das geo-helmintíases.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4275618 Técnicas em Laboratório
A organização do trabalho no laboratório clínico observa níveis de biossegurança correspondentes às classes de risco dos agentes biológicos manipulados, cada qual com exigências próprias de estrutura e de contenção. Acerca do assunto, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__) O nível de biossegurança 1 aplica-se a agentes da classe de risco 1, de baixo risco individual e coletivo, e o trabalho ocorre em bancada aberta, sem equipamentos de contenção especiais.
(__) O nível de biossegurança 2 exige que os procedimentos ocorram no interior de cabines de segurança biológica, em laboratório dotado de pressão negativa e de antecâmara de acesso.
(__) O nível de biossegurança 3 destina-se a agentes que possam causar doenças graves por inalação, exigindo cabines de segurança biológica e instalações com controle ambiental do ar.
(__) O nível de biossegurança 4 é indicado para agentes da classe de risco 2, de risco moderado, para os quais há medidas profiláticas e tratamento eficazes disponíveis.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Alternativas
Q4275617 Medicina
Os marcadores tumorais são substâncias dosadas no sangue que se associam a determinadas neoplasias, com aplicações e limitações bem delimitadas quanto ao diagnóstico e ao acompanhamento. Considerando essas associações, assinale a alternativa CORRETA sobre os marcadores tumorais.
Alternativas
Q4275616 Biomedicina - Análises Clínicas
A identificação laboratorial de bactérias apoia-se em colorações e em provas bioquímicas que exploram características estruturais e enzimáticas dos microrganismos. Acerca desses métodos, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__) Na coloração de Gram, as bactérias Gram-positivas retêm o complexo cristal violeta-lugol e adquirem cor arroxeada, enquanto as Gram-negativas coram-se pela safranina, em tom avermelhado.
(__) A prova da catalase diferencia estafilococos de estreptococos, sendo os estreptococos catalase-positivos e os estafilococos catalase-negativos na leitura da reação.
(__) A prova da coagulase é utilizada para identificar o Streptococcus pyogenes, que se apresenta coagulase-positivo entre os cocos Gram-positivos de importância clínica.
(__) O ágar-sangue permite avaliar o tipo de hemólise das colônias, classificada em alfa, beta ou gama, o que auxilia na triagem e na identificação de estreptococos.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Alternativas
Q4275615 Técnicas em Laboratório
Os testes imunológicos empregados no laboratório clínico distinguem-se pelo princípio de detecção da reação antígeno-anticorpo e pelo tipo de sinal gerado e mensurado. A respeito desses testes, analise as afirmativas a seguir:
I. No ensaio imunoenzimático (ELISA), a reação antígeno-anticorpo é revelada por um conjugado enzimático que, ao agir sobre um substrato, gera um produto colorido mensurável por espectrofotometria.
II. Na imunofluorescência, a reação é revelada por um conjugado enzimático que produz cor, cuja intensidade é lida em espectrofotômetro de absorbância.
III. Na reação de aglutinação, um fluorocromo acoplado ao anticorpo emite luz sob microscopia de fluorescência, permitindo visualizar o antígeno presente na amostra.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4275614 Biomedicina - Análises Clínicas
A qualidade dos resultados laboratoriais depende da escolha correta do tubo de coleta, do anticoagulante ou aditivo adequado e da sequência de preenchimento dos tubos a vácuo. Acerca desse tema, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__) O tubo com citrato de sódio, de tampa azul, destina-se aos testes de coagulação e exige a proporção de nove partes de sangue para uma de anticoagulante, a fim de garantir resultados fidedignos.
(__) O tubo com ácido etilenodiaminotetracético, de tampa roxa, é o indicado para as provas de coagulação, como o tempo de protrombina e o tempo de tromboplastina parcial ativada.
(__) O fluoreto de sódio, presente no tubo de tampa cinza, atua como ativador de coágulo e é empregado na obtenção de soro para a realização de exames sorológicos.
(__) Na sequência padrão de coleta de sangue venoso, o tubo com EDTA é preenchido antes dos frascos destinados à hemocultura.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Alternativas
Q4275613 Biomedicina - Análises Clínicas
O diagnóstico laboratorial do diabetes mellitus apoia-se em pontos de corte definidos para diferentes exames de glicemia e para a hemoglobina glicada, com faixas específicas que separam a normalidade, o pré-diabetes e a doença. Considerando esses critérios laboratoriais atualmente vigentes, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4275612 Técnicas em Laboratório
A garantia da confiabilidade dos resultados no laboratório clínico apoia-se em estratégias de controle interno e externo da qualidade, com finalidades e abrangências distintas. Acerca desse tema, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__) O controle interno da qualidade avalia a precisão e a reprodutibilidade dos resultados no dia a dia, utilizando amostras-controle e o acompanhamento por gráficos de Levey-Jennings.
(__) As regras de Westgard, aplicadas ao gráfico de controle, auxiliam na detecção de erros aleatórios e sistemáticos, orientando a liberação ou a rejeição das corridas analíticas.
(__) O controle externo, ou ensaio de proficiência, compara os resultados do laboratório com os de outros participantes, avaliando a exatidão e a comparabilidade entre laboratórios.
(__) O controle externo da qualidade dispensa a participação de outros laboratórios, bastando ao serviço repetir diariamente suas próprias amostras-controle para atestar a exatidão.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Alternativas
Q4275611 Biomedicina - Análises Clínicas
A interpretação da gasometria arterial exige o reconhecimento do padrão de alteração do pH, do bicarbonato e do gás carbônico, bem como das respostas compensatórias características de cada distúrbio. Considerando esses parâmetros, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
141: A
142: E
143: B
144: C
145: D
146: B
147: E
148: C
149: D
150: E
151: B
152: C
153: D
154: C
155: C
156: B
157: E
158: C
159: D
160: B