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Q4085433 Português
Os desafios contemporâneos para educar crianças

    A pesquisa sobre percepções, opiniões, valores e atitudes da população brasileira a respeito das formas de educar e das práticas de maus-tratos e de violência contra crianças recentemente realizada pela Ipsos, a pedido de Fundação José Luiz Egydio Setubal e Instituto Galo da Manhã, ilumina uma temática urgente, de grande relevância pública. Precisamos não só de um maior número de pesquisas que abordem as questões e números de violências e maus-tratos contra crianças no Brasil, como também há uma necessidade de que essa temática ganhe maior centralidade no debate público no país. Enquanto sociedade democrática, não podemos aceitar que crianças e adolescentes tenham seus direitos básicos violados, o que ocorre ao sofrerem alguma forma de violência – seja ela física, psicológica ou sexual – ou negligência. Não podemos continuar a tolerar que a violência e o desrespeito aos direitos civis, característica estrutural da democracia no Brasil, também se perpetue nas relações cotidianas das crianças. A garantia dos direitos das crianças e adolescentes – tal como preconiza a Doutrina da Proteção Integral – é uma prioridade absoluta, sendo responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. 
    Em um primeiro momento, a pesquisa buscou identificar quais são os entendimentos compartilhados pela população brasileira sobre infância e adolescência. A maior parte dos entrevistados afirmaram que o término da infância está temporalmente associado aos 14 anos de idade, enquanto a adolescência se inicia nos 15 e se encerra aos 18 anos. Para a população, as demarcações da infância são as mesmas para meninas e meninos. Já no que diz respeito às principais atividades a serem realizadas na infância, uma esmagadora maioria de respondentes (mais de 90%) considerou que estudar, praticar esportes e atividades de lazer, como também auxiliar em tarefas do lar, devem ser as atividades principais desempenhadas por crianças.
    Contudo, embora o Brasil tenha um legado constitucional e de programas sociais com mais de três décadas de proibição e combate ao trabalho infantil, persiste no país uma grande aceitação de uma iniciação laboral precoce. Cerca de 46% dos entrevistados consideram certo que crianças ou adolescentes tenham um trabalho de meio período fora de casa. Quando exploramos as justificativas para essa aceitação, em se tratando especificamente de crianças (que segundo os próprios entrevistados seriam menores de 14 anos), espantosamente o argumento com maior adesão é aquele que aponta o trabalho como estratégia conveniente para ocupar o tempo ocioso, evitando que crianças fiquem na rua (esta é considerada uma razão aceitável para o trabalho infantil por 46% dos entrevistados), pretexto que supera largamente as justificativas econômicas, como a necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar (considerada aceitável por aproximadamente 26% dos entrevistados). Essas respostas nos permitem identificar a existência de uma concepção cultural, entre os brasileiros, do trabalho como uma atividade disciplinadora, que tem uma função importante no processo de formação, que prepara para a vida adulta ao mesmo tempo em que previne a delinquência. Esta forte narrativa ignora os riscos do trabalho precoce para o desenvolvimento físico e educacional das crianças, não protegendo, mas aumentando sua vulnerabilidade a violações. Em se tratando de adolescentes, o apoio a atividades laborais é massivo, seja em razão de escolha pessoal (considerado aceitável por 89% dos entrevistados), para não ficar na rua (84%) ou para ajudar na renda da família (83%). É evidente que para a maior parte dos brasileiros o trabalho na adolescência é menos um problema e mais uma solução.
    Quando passamos para as formas de educar, a maioria dos entrevistados se manifesta favorável a um modelo de educação mais baseado no diálogo do que no castigo, com pouco apoio à punição corporal. Um achado, que expressa a existência de atitudes congruentes à Doutrina da Proteção Integral, diz respeito à que grande maioria da população não compactua com formas de educação distintas para meninos e para meninas. Cerca de 60% dos entrevistados defendem a educação de crianças baseada principalmente no diálogo, sejam elas meninos ou meninas. Esta adesão se traduz em uma grande discordância com a aplicação de castigos corporais (entre 70% e 80% da amostra rejeitam totalmente ou em parte bater com objetos, beliscar ou dar tapas), humilhação e agressão verbal (92% rejeitam), ameaças (70% rejeitam), negligência e violência psicológica (86% rejeitam). Em um primeiro olhar, essas percepções, opiniões e atitudes estão difundidas no país, não diferindo significativamente por região geográfica.
    Entretanto, embora a violência em si seja rejeitada, ainda vigora entre a população uma concepção de educação tradicional baseada na manutenção de uma forte hierarquia dentro das famílias, de forma que uma boa criação deve se pautar pela disciplina, obediência, ausência de questionamento, reconhecimento da importância de castigos e um certo receio de conceder liberdades e autonomia aos filhos, o que fica manifesto na ampla concordância dos entrevistados com frases como “crianças sempre devem obedecer, sem questionar os mais velhos” (mais de 81% concorda totalmente ou em parte) e “melhor bater hoje do que o filho virar um bandido” (mais de 62% concorda totalmente ou em parte). Mais do que isso, os entrevistados reconhecem que parte significativa da população faz uso de violências psicológicas e mesmo físicas, como modo de educar. No entanto, 63% da população afirma que não reagiria ao presenciar cenas de maus-tratos contra uma criança em uma rua.
    Iniciativas que alterem a nossa tolerância e aceitação do uso de violências como forma de educar é um grande desafio contemporâneo, que precisa ser enfrentado com urgência. A garantia de direitos de crianças e adolescentes precisa ser a prioridade absoluta se desejamos assegurar que todos em nossa sociedade vivam vidas que mereçam ser vividas.

(NATAL, Ariadne; VASSELAI, Fabricio; LUCCA-SILVEIRA, Marcos de; OLIVEIRA, Thiago. Os desafios contemporâneos para educar crianças. Nexo Jornal, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ ensaio/debate/2021/Os-desafios-contempor%C3%A2neos-para-educarcrian%C3%A7as Acesso em: 12/11/22. Adaptado.)
A respeito das informações veiculadas, é correto afirmar, segundo o texto, que
Alternativas
Q4085432 Português
Os desafios contemporâneos para educar crianças

    A pesquisa sobre percepções, opiniões, valores e atitudes da população brasileira a respeito das formas de educar e das práticas de maus-tratos e de violência contra crianças recentemente realizada pela Ipsos, a pedido de Fundação José Luiz Egydio Setubal e Instituto Galo da Manhã, ilumina uma temática urgente, de grande relevância pública. Precisamos não só de um maior número de pesquisas que abordem as questões e números de violências e maus-tratos contra crianças no Brasil, como também há uma necessidade de que essa temática ganhe maior centralidade no debate público no país. Enquanto sociedade democrática, não podemos aceitar que crianças e adolescentes tenham seus direitos básicos violados, o que ocorre ao sofrerem alguma forma de violência – seja ela física, psicológica ou sexual – ou negligência. Não podemos continuar a tolerar que a violência e o desrespeito aos direitos civis, característica estrutural da democracia no Brasil, também se perpetue nas relações cotidianas das crianças. A garantia dos direitos das crianças e adolescentes – tal como preconiza a Doutrina da Proteção Integral – é uma prioridade absoluta, sendo responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. 
    Em um primeiro momento, a pesquisa buscou identificar quais são os entendimentos compartilhados pela população brasileira sobre infância e adolescência. A maior parte dos entrevistados afirmaram que o término da infância está temporalmente associado aos 14 anos de idade, enquanto a adolescência se inicia nos 15 e se encerra aos 18 anos. Para a população, as demarcações da infância são as mesmas para meninas e meninos. Já no que diz respeito às principais atividades a serem realizadas na infância, uma esmagadora maioria de respondentes (mais de 90%) considerou que estudar, praticar esportes e atividades de lazer, como também auxiliar em tarefas do lar, devem ser as atividades principais desempenhadas por crianças.
    Contudo, embora o Brasil tenha um legado constitucional e de programas sociais com mais de três décadas de proibição e combate ao trabalho infantil, persiste no país uma grande aceitação de uma iniciação laboral precoce. Cerca de 46% dos entrevistados consideram certo que crianças ou adolescentes tenham um trabalho de meio período fora de casa. Quando exploramos as justificativas para essa aceitação, em se tratando especificamente de crianças (que segundo os próprios entrevistados seriam menores de 14 anos), espantosamente o argumento com maior adesão é aquele que aponta o trabalho como estratégia conveniente para ocupar o tempo ocioso, evitando que crianças fiquem na rua (esta é considerada uma razão aceitável para o trabalho infantil por 46% dos entrevistados), pretexto que supera largamente as justificativas econômicas, como a necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar (considerada aceitável por aproximadamente 26% dos entrevistados). Essas respostas nos permitem identificar a existência de uma concepção cultural, entre os brasileiros, do trabalho como uma atividade disciplinadora, que tem uma função importante no processo de formação, que prepara para a vida adulta ao mesmo tempo em que previne a delinquência. Esta forte narrativa ignora os riscos do trabalho precoce para o desenvolvimento físico e educacional das crianças, não protegendo, mas aumentando sua vulnerabilidade a violações. Em se tratando de adolescentes, o apoio a atividades laborais é massivo, seja em razão de escolha pessoal (considerado aceitável por 89% dos entrevistados), para não ficar na rua (84%) ou para ajudar na renda da família (83%). É evidente que para a maior parte dos brasileiros o trabalho na adolescência é menos um problema e mais uma solução.
    Quando passamos para as formas de educar, a maioria dos entrevistados se manifesta favorável a um modelo de educação mais baseado no diálogo do que no castigo, com pouco apoio à punição corporal. Um achado, que expressa a existência de atitudes congruentes à Doutrina da Proteção Integral, diz respeito à que grande maioria da população não compactua com formas de educação distintas para meninos e para meninas. Cerca de 60% dos entrevistados defendem a educação de crianças baseada principalmente no diálogo, sejam elas meninos ou meninas. Esta adesão se traduz em uma grande discordância com a aplicação de castigos corporais (entre 70% e 80% da amostra rejeitam totalmente ou em parte bater com objetos, beliscar ou dar tapas), humilhação e agressão verbal (92% rejeitam), ameaças (70% rejeitam), negligência e violência psicológica (86% rejeitam). Em um primeiro olhar, essas percepções, opiniões e atitudes estão difundidas no país, não diferindo significativamente por região geográfica.
    Entretanto, embora a violência em si seja rejeitada, ainda vigora entre a população uma concepção de educação tradicional baseada na manutenção de uma forte hierarquia dentro das famílias, de forma que uma boa criação deve se pautar pela disciplina, obediência, ausência de questionamento, reconhecimento da importância de castigos e um certo receio de conceder liberdades e autonomia aos filhos, o que fica manifesto na ampla concordância dos entrevistados com frases como “crianças sempre devem obedecer, sem questionar os mais velhos” (mais de 81% concorda totalmente ou em parte) e “melhor bater hoje do que o filho virar um bandido” (mais de 62% concorda totalmente ou em parte). Mais do que isso, os entrevistados reconhecem que parte significativa da população faz uso de violências psicológicas e mesmo físicas, como modo de educar. No entanto, 63% da população afirma que não reagiria ao presenciar cenas de maus-tratos contra uma criança em uma rua.
    Iniciativas que alterem a nossa tolerância e aceitação do uso de violências como forma de educar é um grande desafio contemporâneo, que precisa ser enfrentado com urgência. A garantia de direitos de crianças e adolescentes precisa ser a prioridade absoluta se desejamos assegurar que todos em nossa sociedade vivam vidas que mereçam ser vividas.

(NATAL, Ariadne; VASSELAI, Fabricio; LUCCA-SILVEIRA, Marcos de; OLIVEIRA, Thiago. Os desafios contemporâneos para educar crianças. Nexo Jornal, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ ensaio/debate/2021/Os-desafios-contempor%C3%A2neos-para-educarcrian%C3%A7as Acesso em: 12/11/22. Adaptado.)
Apesar de o texto ser predominantemente expositivo, há passagens de teor argumentativo. Assinale a alternativa que apresenta marcas de argumentação.
Alternativas
Q4085431 Português
Os desafios contemporâneos para educar crianças

    A pesquisa sobre percepções, opiniões, valores e atitudes da população brasileira a respeito das formas de educar e das práticas de maus-tratos e de violência contra crianças recentemente realizada pela Ipsos, a pedido de Fundação José Luiz Egydio Setubal e Instituto Galo da Manhã, ilumina uma temática urgente, de grande relevância pública. Precisamos não só de um maior número de pesquisas que abordem as questões e números de violências e maus-tratos contra crianças no Brasil, como também há uma necessidade de que essa temática ganhe maior centralidade no debate público no país. Enquanto sociedade democrática, não podemos aceitar que crianças e adolescentes tenham seus direitos básicos violados, o que ocorre ao sofrerem alguma forma de violência – seja ela física, psicológica ou sexual – ou negligência. Não podemos continuar a tolerar que a violência e o desrespeito aos direitos civis, característica estrutural da democracia no Brasil, também se perpetue nas relações cotidianas das crianças. A garantia dos direitos das crianças e adolescentes – tal como preconiza a Doutrina da Proteção Integral – é uma prioridade absoluta, sendo responsabilidade da família, da sociedade e do Estado. 
    Em um primeiro momento, a pesquisa buscou identificar quais são os entendimentos compartilhados pela população brasileira sobre infância e adolescência. A maior parte dos entrevistados afirmaram que o término da infância está temporalmente associado aos 14 anos de idade, enquanto a adolescência se inicia nos 15 e se encerra aos 18 anos. Para a população, as demarcações da infância são as mesmas para meninas e meninos. Já no que diz respeito às principais atividades a serem realizadas na infância, uma esmagadora maioria de respondentes (mais de 90%) considerou que estudar, praticar esportes e atividades de lazer, como também auxiliar em tarefas do lar, devem ser as atividades principais desempenhadas por crianças.
    Contudo, embora o Brasil tenha um legado constitucional e de programas sociais com mais de três décadas de proibição e combate ao trabalho infantil, persiste no país uma grande aceitação de uma iniciação laboral precoce. Cerca de 46% dos entrevistados consideram certo que crianças ou adolescentes tenham um trabalho de meio período fora de casa. Quando exploramos as justificativas para essa aceitação, em se tratando especificamente de crianças (que segundo os próprios entrevistados seriam menores de 14 anos), espantosamente o argumento com maior adesão é aquele que aponta o trabalho como estratégia conveniente para ocupar o tempo ocioso, evitando que crianças fiquem na rua (esta é considerada uma razão aceitável para o trabalho infantil por 46% dos entrevistados), pretexto que supera largamente as justificativas econômicas, como a necessidade de trabalhar para complementar a renda familiar (considerada aceitável por aproximadamente 26% dos entrevistados). Essas respostas nos permitem identificar a existência de uma concepção cultural, entre os brasileiros, do trabalho como uma atividade disciplinadora, que tem uma função importante no processo de formação, que prepara para a vida adulta ao mesmo tempo em que previne a delinquência. Esta forte narrativa ignora os riscos do trabalho precoce para o desenvolvimento físico e educacional das crianças, não protegendo, mas aumentando sua vulnerabilidade a violações. Em se tratando de adolescentes, o apoio a atividades laborais é massivo, seja em razão de escolha pessoal (considerado aceitável por 89% dos entrevistados), para não ficar na rua (84%) ou para ajudar na renda da família (83%). É evidente que para a maior parte dos brasileiros o trabalho na adolescência é menos um problema e mais uma solução.
    Quando passamos para as formas de educar, a maioria dos entrevistados se manifesta favorável a um modelo de educação mais baseado no diálogo do que no castigo, com pouco apoio à punição corporal. Um achado, que expressa a existência de atitudes congruentes à Doutrina da Proteção Integral, diz respeito à que grande maioria da população não compactua com formas de educação distintas para meninos e para meninas. Cerca de 60% dos entrevistados defendem a educação de crianças baseada principalmente no diálogo, sejam elas meninos ou meninas. Esta adesão se traduz em uma grande discordância com a aplicação de castigos corporais (entre 70% e 80% da amostra rejeitam totalmente ou em parte bater com objetos, beliscar ou dar tapas), humilhação e agressão verbal (92% rejeitam), ameaças (70% rejeitam), negligência e violência psicológica (86% rejeitam). Em um primeiro olhar, essas percepções, opiniões e atitudes estão difundidas no país, não diferindo significativamente por região geográfica.
    Entretanto, embora a violência em si seja rejeitada, ainda vigora entre a população uma concepção de educação tradicional baseada na manutenção de uma forte hierarquia dentro das famílias, de forma que uma boa criação deve se pautar pela disciplina, obediência, ausência de questionamento, reconhecimento da importância de castigos e um certo receio de conceder liberdades e autonomia aos filhos, o que fica manifesto na ampla concordância dos entrevistados com frases como “crianças sempre devem obedecer, sem questionar os mais velhos” (mais de 81% concorda totalmente ou em parte) e “melhor bater hoje do que o filho virar um bandido” (mais de 62% concorda totalmente ou em parte). Mais do que isso, os entrevistados reconhecem que parte significativa da população faz uso de violências psicológicas e mesmo físicas, como modo de educar. No entanto, 63% da população afirma que não reagiria ao presenciar cenas de maus-tratos contra uma criança em uma rua.
    Iniciativas que alterem a nossa tolerância e aceitação do uso de violências como forma de educar é um grande desafio contemporâneo, que precisa ser enfrentado com urgência. A garantia de direitos de crianças e adolescentes precisa ser a prioridade absoluta se desejamos assegurar que todos em nossa sociedade vivam vidas que mereçam ser vividas.

(NATAL, Ariadne; VASSELAI, Fabricio; LUCCA-SILVEIRA, Marcos de; OLIVEIRA, Thiago. Os desafios contemporâneos para educar crianças. Nexo Jornal, 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/ ensaio/debate/2021/Os-desafios-contempor%C3%A2neos-para-educarcrian%C3%A7as Acesso em: 12/11/22. Adaptado.)
O texto lido é predominantemente expositivo porque: 
Alternativas
Q4083668 Pedagogia
O trabalho com a análise linguística/semiótica deve se dar de modo contextualizado e significativo à aprendizagem do estudante, a partir de texto-enunciado concreto que circula nas diferentes esferas de atividade humana. Os textos-enunciados que se utilizam da linguagem oral e/ou escrita terão como objeto de estudo acerca da composição do texto elementos de coesão, coerência, progressão temática, acrescendo-se aos gêneros do discurso da oralidade aspectos como ritmo, altura, clareza de articulação, dentre outros.
No que tange ao estilo, terão como objeto de estudo:
Alternativas
Q4083667 Pedagogia
No Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), o trabalho pedagógico no componente curricular de Língua Portuguesa tem como objeto de ensino e de aprendizagem o texto-enunciado em seus contextos de uso, em práticas de linguagem interligadas, que são: 
Alternativas
Q4083666 Linguística
Os discursos (textos-enunciados) que circulam socialmente nas diversas esferas da atividade humana (campos de atuação) são, de acordo com Geraldi (1997, p. 135), o "ponto de partida (e ponto de chegada) de todo o processo de ensino/aprendizagem da língua" a partir do trabalho com a leitura e a escuta, a produção de texto oral, escrito/semiótico e a análise linguística/semiose interligados, com vistas à formação de sujeitos com domínio nas práticas linguajeiras. Para que essa aprendizagem se realize a contento, a abordagem deve retornar ao longo do período escolar com um nível de aprofundamento diferenciado, como forma de progressão didática no percurso de formação dos estudantes (ROJO, 2001).
Nesse sentido e considerando essa perspectiva teórica, como deve se dar a abordagem dos textos-enunciados nessas diversas práticas de linguagem? 
Alternativas
Q4083665 Linguística
Cada enunciado constitui-se como um acontecimento único, mas ligado entre si na cadeia da comunicação social por relações dialógicas. Sua formação só pode ser compreendida na sua relação com outros enunciados histórica e socialmente constituídos, amalgamados às dimensões verbal/semiótica e extraverbal. Dessa forma, cada esfera da atividade humana (escolar, familiar, religiosa, científica, jornalística, entre outras) tem os seus "tipos relativamente estáveis" (BAKHTIN, 2003, p. 262) de enunciados, com os quais os sujeitos materializam a sua enunciação, ou seja, os gêneros do discurso.
A partir dessa perspectiva teórica, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4083664 Linguística
No Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), o objeto de estudo da Língua Portuguesa é a linguagem, o texto-discurso, em perspectiva de atividades linguísticas (praticadas nas interações entre os sujeitos), epilinguística (reflexão que toma os próprios recursos expressivos como seu objeto, também realizadas nos processos interacionais) e metalinguística, que está relacionada à:
Alternativas
Q4083663 Pedagogia
Solé (1998), ao explicitar em sua obra o trabalho didático-pedagógico a ser desenvolvido no processo de ensino da leitura, apresenta alguns possíveis objetivos de leitura, que deveriam ser explorados ao longo do percurso formativo dos estudantes, a fim de possibilitar a constituição de leitores que compreendam os sentidos que permeiam o que leem e se posicionem diante desse dito. Além dos objetivos de leitura explicitados pela autora, Solé esclarece que tanto o professor como o estudante podem estabelecer outros objetivos de leitura, para além dos objetivos categorizados por ela, uma vez que a autora não intenciona cercar todos os possíveis objetivos, mas iluminar o trabalho pedagógico para que o estudante, ao iniciar uma leitura, saiba exatamente para que está lendo, pois para encontrar sentido no que devemos fazer - neste caso, ler - a criança tem de:
I-Saber o que deve fazer, ou seja, conhecer os objetivos que pretende que se alcance com a sua atuação.
II-Entender que é não capaz de fazê-lo, porém pensar que pode fazê-lo, que tem recursos necessários e a possibilidade de pedir e receber ajuda precisa.
III-Achar interessante o que se propõe que ela faça.
Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4083662 Linguística
A linguagem é histórica, social, ideológica e "só vive na comunicação dialógica daqueles que a usam" (BAKHTIN, 1997, p. 183). Assumir essa posição teórica, portanto significa compreender que todo enunciado emerge de uma situação concreta de interlocução, com finalidade discursiva específica entre os sujeitos do discurso, e se materializa por meio dos gêneros do discurso (oral/escrito/semiótico).
Dessa forma, assinale a alternativa que apresenta o conceito de enunciado:
Alternativas
Q4083661 Português
A professora Joana que atua na Rede Municipal de Ensino de Blumenau com o componente curricular de Língua Portuguesa, no trabalho com a análise linguística, além dos procedimentos presentes no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), precisa também atentar-se para os procedimentos preconizados pela BNCC.
Nesse sentido, analise os procedimentos que seguem e assinale o que está em DESACORDO com a BNCC:
Alternativas
Q4083660 Pedagogia
Analise os procedimentos a serem adotados para o trabalho com a produção de texto (escrita/semiose), de acordo com a BNCC (BRASIL, 2017, p. 77-78), em consonância com a perspectiva teórica discursivo-enunciativa adotada no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021):
I-Fazer apreciações e valorações estéticas, éticas, políticas e ideológicas, dentre outras, envolvidas na leitura crítica de textos verbais e de outras produções culturais.
II-Orquestrar as diferentes vozes nos textos pertencentes aos gêneros literários, fazendo uso adequado da "fala" do narrador, do discurso direto, indireto e indireto livre.
III-Utilizar softwares de edição de texto, de imagem e de áudio para editar textos produzidos em várias mídias, explorando os recursos multimídias disponíveis.
IV-Organizar e/ou hierarquizar informações, tendo em vista as condições de produção e as relações lógico-discursivas em jogo: causa/efeito; tese/argumentos; problema/solução; definição/ exemplos etc.
V-Analisar aspectos sociodiscursivos, temáticos, composicionais e estilísticos dos gêneros propostos para a produção de textos, estabelecendo relações entre eles.
Pode-se afirmar que, para o trabalho com a produção de texto (escrita/semiose):
Alternativas
Q4083659 Pedagogia
Para alfabetizar, é preciso entender que a língua/linguagem é um organismo vivo, pulsante e que se transforma em seu percurso histórico. O sistema de escrita alfabética é o resultado de processo histórico intenso e complexo, o qual não pode ser apropriado efetivamente, de modo a constituir os sujeitos, fora de sua função social.
Nesse contexto, é CORRETO afirmar que isso implica:
Alternativas
Q4083658 Linguística
Significado e sentidos estão imbricados de tal modo que sentidos podem ser negociados, o que exige um trabalho intensivo de interlocução entre professor, estudantes e texto-enunciado, a fim de que os estudantes entendam os mecanismos da língua, compreendam o que leem e se posicionem diante dos sentidos que circulam nos textos-enunciados, seja em concordância, adesão, seja em discordância, em complementação.
No que se refere ao significado, trata-se da parte estável da palavra, pois, de acordo com Bakhtin:
Alternativas
Q4083657 Linguística
No Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), o componente curricular de Língua Portuguesa pretende instrumentalizar os estudantes para que sejam capazes de usar a língua nas diferentes situações de interlocução. Para tanto, pressupõe-se que as práticas sociais de linguagem propiciem a ampliação das possibilidades de diálogo e de compreensão ativa, para que os estudantes possam dar a sua contrapalavra efetiva nas diversas situações de interação social entre os sujeitos.
Nesse sentido, o diálogo, na perspectiva teórica do Círculo de Bakhtin, é: 
Alternativas
Q4083656 Pedagogia
Distinguir palavras derivadas por acréscimo de afixos e palavras compostas é um dos objetivos de aprendizagem e desenvolvimento previstos no componente curricular de Língua Portuguesa.
Em relação à práticas de linguagem, este objetivo está ligado à: 
Alternativas
Q4083655 Linguística
O trabalho de reflexão e de análise linguística se assenta na busca pela compreensão de como se compõem os aspectos discursivos, gramaticais (lexicais, morfossintáticos), notacionais (grafofônicos e ortográficos), sociolinguísticos e semióticos em um texto-enunciado e de como cada um desses aspectos contribui para a construção dos sentidos presentes no discurso.
Assinale a alternativa que apresenta os aspectos da linguagem relativos a fatores sociais (gênero, faixa etária), geográficos (região), econômicos (classe social), entre outros: 
Alternativas
Q4083654 Pedagogia
Entre os objetivos gerais em leitura/escuta, elencados no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), tem-se Ler textos de gêneros e de esferas discursivas diversificados, levantando presupostos, fazendo inferências justificadas, isto é, compreendendo o que se lê.
Essa compreensão de leitura está diretamente ligada à: 
Alternativas
Q4083653 Pedagogia
A produção de texto (escrita/semiótica) precisa ser vista no espaço escolar como forma de interlocução entre sujeitos reais, com propósito comunicativo determinado (produção de alguém, para alguém, com finalidade verdadeira de expressão verbal/semiótica); para tanto, precisa:
Alternativas
Q4083652 Pedagogia
Entre os procedimentos a serem adotados para o trabalho com a análise linguística, em consonância com a perspectiva teórica discursivo-enunciativa adotada no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau (2021), temos a orientação ao estudante para o uso de dicionário no ato da produção escrita para a substituição ou a retomada lexical.
Acerca da retomada lexical, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Respostas
15241: D
15242: B
15243: B
15244: E
15245: B
15246: A
15247: E
15248: C
15249: C
15250: D
15251: E
15252: E
15253: D
15254: A
15255: A
15256: A
15257: E
15258: A
15259: E
15260: B