Questões de Concurso
Para professor - língua portuguesa
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Analise as assertivas que seguem sobre o post abaixo:

Disponível em: https://www.instagram.com.Acesso em: 05 set. 2024.
I- O emprego da palavra “grana” é um exemplo do uso da linguagem em situação informal de interação.
II- O termo “pra” é uma forma desenvolvida de “para”, bastante empregado em contextos escritos e orais informais.
III- No terceiro e quarto quadrinhos, observa-se a repetição da forma “aí”, muito comum na linguagem oral informal.
IV- Avariação “cê tá” em vez de “você está” é uma marca de informalidade, no entanto, já aceita em documentos oficiais.
É CORRETO o que se afirma em:
I- “políticos” e “rápido” receberam acentuação gráfica na antepenúltima sílaba, porém são acentuados em razão de diferentes regras.
II- “possível” recebeu acentuação gráfica por ser uma paroxítona terminada em “l”.
III- “rápido” é uma palavra paroxítona e recebe acentuação gráfica pela mesma razão que “possível”.
IV- “político” é uma palavra proparoxítona e recebeu o acento circunflexo em razão da regra que diz que todas as palavras proparoxítonas são acentuadas.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto II e responda à questão.
Texto II

Disponível em: https://www.instagram.com.Acesso em: 06 set. 2024.
I- O acento grave foi empregado para marcar a fusão de preposição com adjunto adverbial feminino.
II- O sinal indicativo da crase foi empregado para marcar a fusão da preposição exigida por um termo subordinante com o artigo feminino exigido por um termo dependente.
III- O sinal indicativo da crase no fragmento destacado no enunciado justifica-se pela mesma razão do emprego da crase no excerto “Estou me referindo à escola de perto de casa”.
IV- O sinal indicativo da crase no fragmento destacado no enunciado justifica-se pela mesma razão do emprego da crase no excerto “O pai da menina saiu às pressas”.
É CORRETO o que se afirma em:
I- Trata-se de um pronome oblíquo átono, empregado para retomar um termo antecedente.
II- Completa o sentido do verbo “dar”, funcionando como complemento verbal indireto.
III- Poderia ser substituído por “lhes” sem alterar o sentido da frase.
IV- O uso de “lhe” está incorreto gramaticalmente, devendo ser substituído por “o” para concordância adequada.
V- Poderia ser omitido sem prejuízo para a correção e os sentidos originais.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- No texto, os termos “menino”, “jovem”, “jovem brilhante” formam uma cadeia coesiva em torno do referente “jovem brasileiro”.
II- A repetição do termo “descaso” ao longo do texto quebra a coesão textual e prejudica a fluidez da leitura.
III- O pronome “sua” no fragmento “O jovem merece aplausos, mas sua glória indica que dez governos democráticos ainda comemoram a exceção devido ao descuido” (2º§) retoma o referente “o jovem”.
IV- O pronome “seu” utilizado no trecho “Mas seu sucesso pessoal e a publicidade” (1º§) retoma o termo “educação”, contribuindo para a coesão textual por retomada anafórica.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Texto 5
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 22ª edição, Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 146.
Texto 6
Refrão da letra da canção Flor da idade
(Chico Buarque)
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
Texto 5
Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
ANDRADE, Carlos Drummond de. Antologia poética. 22ª edição, Rio de Janeiro: Record, 1987, p. 146.
Texto 6
Refrão da letra da canção Flor da idade
(Chico Buarque)
Carlos amava Dora que amava Lia que amava Léa que amava Paulo que amava Juca que amava Dora que amava
Carlos amava Dora que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava Dito que amava Rita que amava
Carlos amava Dora que amava Pedro que amava tanto que amava a filha que amava Carlos que amava Dora que amava toda a quadrilha
Texto 3
Passagem da obra Dom Casmurro (Machado de Assis)
Tinham-me lembrado a definição que José Dias dera deles, “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”. Eu não sabia o que era oblíqua, mas dissimulada sabia, e queria ver se se podiam chamar assim. Capitu deixou-se fitar e examinar. Só me perguntava o que era, se nunca os vira; eu nada achei extraordinário; a cor e a doçura eram minhas conhecidas. A demora da contemplação creio que lhe deu outra ideia do meu intento; imaginou que era um pretexto para mirá-los mais de perto, com os meus olhos longos, constantes, enfiados neles, e a isto atribuo que entrassem a ficar crescidos, crescidos e sombrios, com tal expressão que…
Retórica dos namorados, dá-me uma comparação exata e poética para dizer o que foram aqueles olhos de Capitu. Não me acode imagem capaz de dizer, sem quebra da dignidade do estilo, o que eles foram e me fizeram. Olhos de ressaca? Vá, de ressaca. É o que me dá ideia daquela feição nova. Traziam não sei que fluido misterioso e enérgico, uma força que arrastava para dentro, como a vaga que se retira da praia, nos dias de ressaca. Para não ser arrastado, agarrei-me às outras partes vizinhas, às orelhas, aos braços, aos cabelos espalhados pelos ombros; mas tão depressa buscava as pupilas, a onda que saía delas vinha crescendo, cava e escura, ameaçando envolver-me, puxar-me e tragar-me.
Fonte: ASSIS, Machado de. Dom Casmurro.
2ª edição [e-book], Brasília: Edições Câmara, 2019, p. 57-58.
Texto 4
Passagem da obra O cortiço (Aluísio Azevedo)
Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava, abrindo, não os olhos, mas a sua infinidade de portas e janelas alinhadas.
Um acordar alegre e farto de quem dormiu de uma assentada sete horas de chumbo. Como que se sentiam ainda na indolência de neblina as derradeiras notas da última guitarra da noite antecedente, dissolvendo-se à luz loura e tenra da aurora, que nem um suspiro de saudade perdido em terra alheia.
A roupa lavada, que ficara de véspera nos coradouros, umedecia o ar e punha-lhe um farto acre de sabão ordinário. As pedras do chão, esbranquiçadas no lugar da lavagem e em alguns pontos azuladas pelo anil, mostravam uma palidez grisalha e triste, feita de acumulações de espumas secas.
Fonte: AZEVEDO, Aluísio. O cortiço.
30ª ed., São Paulo: Ática, 1997, p. 21.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) considerando os textos 3 e 4 e as características das escolas da Literatura Brasileira.
( ) Dom Casmurro é obra do romantismo, estilo marcado pela análise psicológica e a temática do adultério feminino.
( ) O cortiço apresenta estética naturalista, escola marcada pela objetividade, crítica social e oposição ao romantismo.
( ) Os textos 3 e 4 são passagens tipológicas narrativas desenvolvidas para descrever personagens das duas obras.
( ) Da expressão “olhos de cigana oblíqua e dissimulada” infere-se o preconceito existente no século XIX em relação aos ciganos, tratados como falsos e de má índole.
( ) Em “Eram cinco horas da manhã e o cortiço acordava”, o autor produz uma personificação, figura de linguagem bastante utilizada em textos literários.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
De acordo com a variedade padrão da língua escrita, assinale a alternativa correta em relação à sintaxe e ao encadeamento entre as sentenças.
Identifique a ordem dos períodos, de modo que assegure unidade, coesão e coerência ao parágrafo.
( ) Esse conceito já é proposto por filósofos da educação e educadores.
( ) Um dos maiores desafios dos professores na contemporaneidade é engajar os estudantes nos processos educacionais.
( ) Recentemente, no entanto, o conceito de aluno protagonista passou a ter centralidade nas teorias da educação como alternativa para aumentar a participação dos alunos nas aulas.
( ) A solução que vem sendo apresentada para resolver esse problema é colocar o aluno no centro desse processo.
( ) Esse posicionamento vem sendo chamado de aluno protagonista.
Disponível em: https://blog.conexia.com.br/aluno-protagonista/. Acesso em: 10 out. 2024.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Analise a imagem abaixo:

Disponível em: https://www.instagram.com/sinfroniocharge/. Acesso em: 10 out. 2024.
Analise as afirmativas abaixo com base na imagem e na compreensão sobre texto e discurso.
1. Considera-se texto todo conteúdo expresso pela charge materializado tanto pela linguagem verbal quanto pela não verbal.
2. O discurso veiculado pela charge aponta uma crítica à violência.
3. Texto e discurso são partes independentes uma da outra.
4. O texto é a parte explícita do enunciado enquanto o discurso é implícito e precisa ser depreendido pelo interlocutor.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A atividade abaixo encontra-se em um livro didático do 7º ano do Ensino Fundamental.

Fonte: FIGUEIREDO, Laura de; BALTHASAR, Marisa; GOULART, Shirley. Singular e Plural: Leitura, produção e estudos da linguagem [7º ano], São Paulo: Moderna, 2012, p. 256.
Dentre os objetivos dessa proposta de atividade, está:
Analise a imagem abaixo:
Drogas e Alcoolismo:
campanha de conscientização e alerta

Disponível em: https://www.sonhoseguro.com.br/2022/02/drogase-alcoolismo-dor-consultoria-lanca-campanha-de-conscientizacaoe-alerta/. Acesso em: 10 out. 2024 [Adaptado].
Assinale a alternativa correta com base na imagem e na variedade padrão da língua escrita.
Analise o enunciado abaixo:
A avaliação é uma atividade que não existe nem subsiste por si mesma. Ela só faz sentido na medida em que serve para o diagnóstico da execução e dos resultados que estão sendo buscados e obtidos. Ela é um instrumento auxiliar da melhoria dos resultados.
LUCKESI, Cipriano. Prática docente e avaliação. Rio de Janeiro: ABT, 1990. p. 44 [Adaptado].
Assinale a alternativa correta quanto ao tipo de mecanismo de coesão utilizado e à retomada estabelecida pelo termo sublinhado no enunciado.
Analise a imagem abaixo:

Disponível em: http://www.ivancabral.com/2010/04/charge-do-dia- -semantica.html. Acesso em: 10 out. 2024.
Com base na variedade padrão da língua escrita, o garoto da imagem pede aulas de semântica porque:
A atividade a seguir foi planejada para o 8º ano do Ensino Fundamental.

Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ) com relação à atividade apresentada.
( ) O ponto de partida da atividade é o trabalho com os aspectos que diferenciam a oralidade da escrita.
( ) As questões (1) e (3) focam o trabalho com a gramática de modo tradicional.
( ) A questão (2) consiste no trabalho com variação linguística.
( ) A questão (1) aponta a diferença entre o dialeto de Chico Bento e o da professora.
( ) A questão (2) aponta a fala errada de Chico Bento para mostrar que a professora precisa corrigi-la.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Texto 2

Fonte: BRASIL. MEC. Base Nacional Comum Curricular, 2017, p. 87.
Texto 2

Fonte: BRASIL. MEC. Base Nacional Comum Curricular, 2017, p. 87.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e as falsas ( F ), de acordo com o Texto 2 e com o disposto de forma integral no Componente Curricular: Língua Portuguesa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Componente Curricular de Língua Portuguesa do Currículo do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Chapecó.
( ) O Componente Curricular de Língua Portuguesa do Currículo do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Chapecó está consonante ao Componente Curricular: Língua Portuguesa da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
( ) A língua é um fenômeno cultural e social homogêneo, por isso a necessidade de se ensinar a padronização dos gêneros textuais aos alunos a fim de que eles não sejam excluídos dos contextos de uso.
( ) Para evitar o preconceito linguístico e social, o professor não deve diferenciar os usos da fala e da escrita em processos de ensino/ aprendizagem.
( ) O trabalho com textos multissemióticos fomenta a compreensão de que a língua se efetiva de diferentes formas, permitindo diversos modos de leitura em que a linguagem verbal e não verbal pode ser vista em um só produto.
( ) O texto é o espaço da realização da língua, portanto sua interpretação é imanente a um único sentido.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Texto 1
Componente Curricular de Língua Portuguesa
“Considero a produção de textos (orais e escritos) como ponto de partida (e ponto de chegada) de todo o processo de ensino/aprendizagem da língua” (GERALDI, 1993, p. 135)
[…]
O pressuposto anunciado na epígrafe se estabelece e a aula de língua portuguesa se constitui em um lugar onde a língua acontece (GERALDI, 1993). Assim, o texto torna-se o fio condutor de todo esse processo.
Portanto, se assumimos em nossa prática pedagógica que o texto é ponto de partida e o ponto de chegada, assumimos também o compromisso de criarmos condições para as práticas de linguagem que efetivamente se materializam em sala de aula, pois serão elas que garantirão a apropriação e o domínio da língua, para o seu uso nas mais diferentes instâncias sociais, tanto públicas quanto privadas (GERALDI, 1999). O que se almeja é que todos consigam utilizar a fala, a escuta, a leitura e a escrita de maneira produtiva, e esta é uma das tarefas da escola, em especial, das aulas de língua portuguesa.
Para que isso ocorra, algumas escolhas se tornam necessárias, entre elas destacamos: (1) desapegar-se das listas de conteúdos pré-estabelecidos, uma vez que não se podem prever quais serão as dificuldades e dúvidas em relação ao uso da língua, pois é da produção oral e escrita do aluno que o professor irá identificar quais são as dificuldades em relação ao uso que precisam. De outro modo: são as produções concretas e reais que indicarão parte dos conteúdos gramaticais necessários em cada turma (ANTUNES, 2003); com isso se pode: (2) dar à gramática somente o espaço que ela precisa ter em aula, ou seja, quando ela está servindo para elucidar dúvidas que os alunos têm sobre o uso da língua, desta maneira o ensino-aprendizagem torna-se mais produtivo, já que não se perde tempo ensinando o que aluno já sabe ou o que ainda não lhe é necessário (POSSENTI, 1996); assim será possível: (3) explorar o texto literário como lugar de experimentação estética e de fruição, não o usando como pretexto para exploração gramatical, ao contrário disso, explorando-o para fomentar a formação de leitores críticos e criativos, desde a alfabetização (BARTHES, 1988), assim como: (4) promover o exercício da escrita real e autoral, não apenas simulações artificiais de redação, criando as condições de produção adequadas para a manifestação de cada sujeito, considerando a escola como apenas mais um lugar onde se escreve, ou seja, se escreve na escola e não para a escola. Já na alfabetização, mesmo que o aluno ainda não tenha o pleno domínio do registro da língua. São essas experiências que promovem o letramento, para além da alfabetização. (GERALDI, 1984). Por fim: (5) dar ao livro didático lugar de coadjuvante e não papel principal – que determina e sequencia arbitrariamente conteúdos – passando a atuar como material complementar e de apoio aos estudos em sala de aula, tanto para o professor quanto para os estudantes (CORACINI, 1999).
Essas, e muitas outras escolhas fazem parte das decisões político-pedagógicas que, na condição de docentes ocorrem em todas as etapas da educação básica. Desta forma, o quadro do componente curricular de Língua Portuguesa tem como principal função referenciar às escolhas teórico-metodológicas, auxiliando-os no processo de implementação da BNCC, exigência legal do Parágrafo Único do Art. 15 da Resolução CNE/CP nº 2, de 22 de dezembro de 2017, o qual prevê que “A adequação dos currículos à BNCC deve ser efetivada preferencialmente até 2019 e no máximo, até início do ano letivo de 2020” (BRASIL, 2017, p. 11).
Fonte: CHAPECÓ. Secretaria Municipal De Educação. Currículo do Ensino Fundamental da Rede Municipal de Ensino de Chapecó, dezembro de 2019, p. 49-50 [Adaptado].