Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3186818 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Amazônia e Pantanal têm piores queimadas das últimas duas décadas, alerta agência europeia

A Amazônia e o Pantanal, dois dos mais importantes biomas brasileiros, sofrem as piores queimadas dos últimos 20 anos.

Essa é a principal conclusão de um novo relatório publicado pelo Serviço de Monitoramento da Atmosfera Copernicus (Cams, na sigla em inglês), uma agência que integra o programa espacial da União Europeia.

De acordo com os dados, divulgados no domingo (22/9), as emissões de carbono nessas duas regiões estão "consistentemente acima da média" — e chegam até a superar os recordes observados desde o início dos registros.

Ainda segundo o estudo do Cams, os incêndios florestais são o principal fator por trás desse aumento das emissões.

A agência calcula que, entre 1º de janeiro e 19 de setembro de 2024, o Brasil emitiu 183 megatoneladas de carbono na atmosfera.

Esse número é similar ao observado em 2007, ano em que o país teve o recorde na emissão de gases relacionados ao aquecimento do planeta e às mudanças climáticas.

Das emissões registradas em 2024, 65 megatoneladas de carbono — ou um terço do total acumulado no ano todo — foram parar na atmosfera somente em setembro, quando as queimadas se intensificaram e geraram grande preocupação nacional e internacional.

(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cr5423pgvd9o)
"A Amazônia e o Pantanal, dois dos mais importantes biomas brasileiros, sofrem as piores queimadas dos últimos 20 anos." O adjetivo destacado pode ser substituído pela locução adjetiva 'do Brasil'.
Identifique abaixo a opção em que o adjetivo não foi substituído corretamente pela locução adjetiva. 
Alternativas
Q3181666 Pedagogia
De acordo com o Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau,
"A escrita/semiose, resultado de construção histórica e social da humanidade, situada numa comunidade discursiva, cumpre um papel específico, o de comunicar. O texto-enunciado tem o que dizer, o porquê dizer, o como e para quem dizer e, a partir disso, elaboramos nosso projeto discursivo, isto é, selecionamos as estratégias discursivas (GERALDI, 1997). Para que isso aconteça, o texto (escrita/ semiose) precisa ser entendido como:
Alternativas
Q3181665 Pedagogia
A respeito dos objetivos gerais em produção de texto (escrita/multissemiose), analise as proposições que seguem:

I.Produzir enunciados concretos, isto é, considerando toda a situação específica de interação social.

II.Refletir individual e coletivamente sobre os textos produzidos e adequar a linguagem à situação comunicativa (quem produz o texto, para quem produz, com que finalidade, onde o texto circula).

III.Produzir textos com coerência e coesão e, no caso do texto escrito, com observância na grafia e na pontuação.

IV.Expressar sentimentos e opiniões tendo em vista o respeito a posicionamentos contrários.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181664 Literatura
Pensando no trabalho com a leitura/escuta no ensino de língua, considera-se que:
Alternativas
Q3181663 Pedagogia
A partir do que está proposto no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau , no trabalho com a leitura/escuta, espera-se como procedimentos a serem adotados pelo/a professor/a:
Alternativas
Q3181662 Pedagogia
De acordo com o Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau , propõe-se trabalhar, no ensino de Língua Portuguesa, com macrocampos (esferas) de circulação dos discursos. Trata-se de um macrocampo específico dos anos finais do Ensino Fundamental:
Alternativas
Q3181661 Pedagogia
Leia o texto que segue:
16 junho - ... O José Carlos está melhor. Dei-lhe uma lavagem de alho e uma chá de ortelã. Eu zombei do remedio da mulher, mas fui obrigada a dar-lhe porque atualmente a gente se arranja como pode. Devido ao custo de vida, temos que voltar ao primitivismo. Lavar nas tinas, cosinhar com lenha.
... Eu escrevia peças e apresentava aos diretores de circos. Eles respondia-me:
— É pena você ser preta.
Esquecendo eles que eu adoro a minha pele negra, e o meu cabelo rústico. Eu até acho o cabelo de negro mais iducado do que o cabelo de branco. Porque o cabelo de preto onde põe, fica. É obediente. E o cabelo de branco, é só dar um movimento na cabeça ele já sai do lugar. E indisciplinado. Se é que existe reincarnações, eu quero voltar sempre preta.
[...]
JESUS, Carolina Maria de. Quarto de despejo: diário de uma favelada. São Paulo: Ática, 2020. p. 63.

O texto anterior refere-se ao registro de Carolina Maria de Jesus, em seu diário, no dia 16 de junho de 1958. Tendo como base a leitura do texto e os "procedimentos articulados ao trabalho com a análise linguística/semiótica", no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau , marque a alternativa correta:
Alternativas
Q3181660 Pedagogia
O componente curricular de Língua Portuguesa assume, na proposta do Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau , o texto-enunciado como central à articulação das práticas de linguagem em sala e se sustenta na acepção de linguagem concernente à do Círculo de Bakhtin. Nessa perspectiva teórica, linguagem é compreendida: 
Alternativas
Q3181659 Pedagogia
De acordo com o Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau , "Ao assumirmos a perspectiva teórica da linguagem sociointeracionista, concebemos as situações de interlocução como resultante de intercâmbio social (situação de comunicação social concreta) e a leitura como materialidade interlocutiva para a construção de sentidos. O ato da leitura passa":
Alternativas
Q3181658 Pedagogia
A respeito do ensino de língua, proposto pelo Componente Curricular de Língua Portuguesa, leia as alternativas que seguem e julgue V (verdadeiro) e F (falso):

(__) A língua é produto da construção histórica e social da humanidade e de interação entre os sujeitos, portanto, um organismo vivo, pulsante e que se transforma em seu percurso histórico.

(__) O ensino de língua deve acontecer por meio das práticas de linguagem concretamente situadas e priorizando a variedade formal da língua, a fim de instrumentalizar os estudantes para que sejam capazes de usar a língua nas diferentes situações de interlocução.

(__) Ensinar a língua é ampliar a experiência do/da estudante em suas interações sociais, por isso, importa ensinar a língua e não a gramática.

(__) Para ensinar língua portuguesa, é preciso considerar as esferas de atividade humana a que o/a estudante acessa (escolar, familiar, religiosa, científica, jornalística, etc.), nas quais circulam os gêneros do discurso que são formados por tipos relativamente estáveis.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3181657 Pedagogia
A respeito das temáticas sobre educação para relações étnico-raciais (ERER), analise as proposições e julgue-as:

I.Perpassarão por todos os anos de escolarização do Ensino Fundamental, desde os iniciais até os finais.

II.Sugere-se a exploração de livros literários de Literatura Indígena e Afro-brasileira e de música Africana.

III.Perpassarão por todos os anos iniciais de escolarização, tendo em vista que o foco dos anos finais é o trabalho com a educação sustentável.

IV.Sugere-se a exploração de livros literários de Literatura Indígena e Afro-brasileira e Africana.


É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3181652 Pedagogia
Considerando-se a concepção de aprendizagem, presente no Currículo da Educação Básica do Sistema Municipal de Ensino de Blumenau , analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas:
I.O planejamento dos contextos de aprendizagem deve considerar os conhecimentos cotidianos dos estudantes para a construção do conhecimento científico.
POIS,
II.A aprendizagem é um processo linear e cumulativo, que ocorre por meio da aquisição gradual de conhecimentos.

A respeito dessas asserções, assinale a opção correta:
Alternativas
Q3181632 Português
Escrever as emoções: o sentido de dar palavras à ebulição interior

Julián Fuks

Às vezes sinto que minha filha tem escrito mais do que eu, ou tem sido mais verdadeira no que escreve. Mais imediata, talvez, no desembaraço de seus sete anos de idade. Criou agora seu caderno de sentimentos, algo como um diário ilustrado onde ela registra cada emoção forte que a acomete. Eu olho a urgência com que ela corre para o caderno, o vigor com que empunha o lápis, a concentração com que passa a ignorar tudo o que a cerca. Nada mais lhe importa nesse momento, a escrita toma toda a sua existência, e assim cada emoção turbulenta de origem se faz satisfação e leveza. Escreveu algo de essencial, traçou em linhas exatas seu sentimento, deu a uma vaga abstração sua forma concreta. Quisera eu escrever dessa maneira.

Seu caderno se inicia com a mais simples e expressiva das páginas. Tutu triste, vê-se em letras pequenas, e embaixo seu autorretrato de olhos pesados e duas lágrimas gordas sobre as bochechas. Segue ainda por afetos límpidos: Tutu animada, raivosa, impaciente, sonolenta, Tutu sem acreditar no que está acontecendo, neste caso um desenho de si boquiaberta e de olhos vidrados. Depois disso ela parece ter percebido a necessidade de explorar as causas subjacentes aos sentimentos, como Balzac alguma vez decidiu dar as raízes ocultas de cada fato. Passou a anotar coisas como "Tutu empolgada com o acampamento", e "Tutu aliviada porque um homem horrível não ganhou as eleições".

"Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador". Leio essa frase em Clarice Lispector e acredito entender algo sobre minha filha, e algo sobre mim. Clarice emenda que talvez por isso tome tantos anos entre um verdadeiro escrever e outro, ainda que se empunhe o lápis todos os dias por uma vida inteira. Para mim dá-se o mesmo, alinhavo palavras sempre que me visita o caderno de sentimentos. Ali, se o tivesse, talvez me fosse mais sincero dizer: "Julián embevecido de admiração por sua filha."

Não posso, no entanto, encerrar meu comentário sobre o caso nesse ponto, porque há um acontecimento recente muito mais digno de nota do que tudo isso que contei. Lê-se numa das páginas do caderno: "Tutu infeliz porque a Peps não está sendo uma boa pessoa". Não sei qual conflito a levou a registrar palavras tão acerbas contra a irmã, decerto alguma dessas pequenezas que diariamente trovejam na relação entre as duas, precedidas e sucedidas de risos desabridos e abraços enérgicos.

Penélope não deixou passar sem vingança a acusação insolente. Enquanto folheava o caderno da irmã e tentava decifrar as palavras escritas com que já começa a se familiarizar — começa a se irmanar, eu poderia dizer — acabou calhando de rasgar uma folha, digamos sem querer. Foi tal a indignação da irmã com o gesto destrutivo que me pareceu razoável mostrar a ela a página em que Tulipa descrevera sua decepção primeira e indagar com veemência: é isso o que você deseja? Essa é a emoção que você quer provocar na sua irmã, a infelicidade? Não seria preferível criar nela uma impressão mais positiva, e constar numa página que falasse de entusiasmo, carinho, alegria?

Penélope então me encarou com olhos indecifráveis, ainda um tanto severos, e respondeu com segurança e presteza: claro que sim, dou um jeito nisso. Correu até seu quarto, fechou-se ali por alguns minutos, criou entre os que a esperávamos um momento palpável de apreensão e suspense. Retornou com o semblante desanuviado, plena de satisfação e leveza. Numa folha avulsa ela desenhara a irmã com seu inseparável caderninho nas mãos, com um largo sorriso a lhe cruzar o rosto inteiro, e delineara na ortografia atrevida de seus quatro anos: "Tutu feliz porque a Peps se comportou bem."

Não pude senão me espantar com sua intrepidez, com sua decisão de se fazer autora da página que gostaria de ver. Sua sagacidade buscara um atalho: não era preciso suscitar na irmã o devido sentimento, a ficção poderia suprir bem esse seu desejo, e ainda expor o ridículo da bronca que o pai lhe dera. Ela é uma escritora diferente de nós, foi o que pensei, talvez mais inventiva, mais livre, menos submissa às insignificâncias da realidade e às suas emoções correspondentes. E ao pensá-lo entendi que, se tivesse afinal meu próprio caderno de sentimentos, também anotaria em página nova minha profunda admiração por ela.

Um último ato encerra a história, mostrando as intrincadas relações entre ficção e realidade, ou o modo como a escrita das emoções pode alterar nossa existência no mundo, cuidando estranhamente de nos aproximar dos outros. Tulipa viu a página que a irmã depositara sobre a mesa, e sentiu que um sorriso largo lhe cruzava o rosto inteiro, sentiu uma comoção que lhe dominava o peito. Correu nesse mesmo instante para registrar o sentimento novo em seu caderno, para criar com suas mãos a exata correspondência com o desenho da irmã. Deu assim testemunho de uma ficção que se fez emoção tão verdadeira que foi capaz de coincidir com a vida. Também assim eu desejaria a minha escrita.


Disponível em: https://www.uol.com.br/ecoa/colunas/julian-fuks/2024/10/12/escrever-as -emocoes-o-sentido-de-dar-palavras-a-ebulicao-interior.htm. Acesso em 18 out. 2024.
Quando o autor afirma que "Não pude senão me espantar com sua intrepidez, com sua decisão de se fazer autora da página que gostaria de ver", podemos compreender, pelo contexto, que ele se refere:
Alternativas
Q3178173 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

O texto "Bater perna" aborda características culturais do povo mineiro por meio de uma linguagem coloquial e reflexiva, o que possibilita múltiplas interpretações do leitor. Com base nas concepções de leitura como processo interativo, dialogismo e gêneros discursivos, analise as afirmativas a seguir:

I.O texto é um exemplo de gênero discursivo crônica, pois apresenta reflexões sobre aspectos do cotidiano, com um tom leve e pessoal.
II.O autor explora o dialogismo ao integrar expressões regionais mineiras que dialogam com o repertório cultural do leitor.
III.A leitura do texto exige o uso de estratégias inferenciais, já que muitos significados dependem do contexto e das marcas culturais inseridas na narrativa.
IV.A compreensão do texto está restrita ao domínio linguístico do leitor, sendo desnecessário considerar elementos culturais para sua interpretação.

Após análise, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3178172 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No texto, observa-se que o autor utiliza elementos da linguagem literária e coloquial para construir uma narrativa que revela aspectos culturais e comportamentais do povo mineiro. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma estratégia textual empregada pelo autor para promover esse efeito.
Alternativas
Q3178171 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No texto, o autor utiliza diferentes tipos de composição textual para criar um retrato dos hábitos e comportamentos do mineiro. Assinale a alternativa que melhor analisa a relação entre os tipos de composição predominantes no texto e os efeitos de sentido produzidos.
Alternativas
Q3178170 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No texto, o autor utiliza palavras e expressões que têm significação contextual específica, especialmente no âmbito da linguagem regional mineira. No trecho "Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso", analise o significado da expressão "em carne e osso" e sua relação com o contexto.
Alternativas
Q3178169 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No texto, o autor utiliza expressões típicas do regionalismo mineiro, como "trocentas paradas", "tiquinho de café" e "trem", criando um tom coloquial e descontraído. Apesar disso, o texto também apresenta algumas construções que poderiam ser consideradas vícios de linguagem em contextos formais. Assinale a alternativa que apresenta corretamente um exemplo de vício de linguagem e sua classificação:
Alternativas
Q3178168 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

Leia o trecho do texto: "Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo ." e responda à questão.

Sobre a classe gramatical do segundo "que" presente no trecho destacado, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3178167 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Bater perna


Mineiro que é mineiro quando sai de casa quer resolver o mundaréu de convites que estava devendo.


Ele demora para largar o aconchego de seu lar, mas, quando decide, não quer perder a viagem. Pretende aproveitar o máximo do tempo para dar conta da blitz afetuosa e quitar a lista de intenções do ano passado.


Não é mais um passeio, e sim uma romaria. Se perigar, é capaz de visitar cinco pessoas no sábado, com um tiquinho de café num, um tiquinho de broa no outro, jamais recusando provar os petiscos.


Confunde-se com um trem: várias estações a descer até o fim dos trilhos. Não é à toa que suspira "trem" para qualquer "treco".


Mineiro é supersticioso. Não aceita abrir a boca em vão.


Pressinto a correria da esposa no momento em que confessa que a família vem reclamando que anda sumida e que, se continuar sem dar notícias, pensará que ela morreu. Aliás, mineiro apenas aceita notícias pessoalmente, caso contrário não acredita.


Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso. Aqui é São Tomé com Phd: só tocando para crer.


Minha esposa quando fala que vai visitar uma tia é uma parcela da verdade: pretende visitar todas as suas tias. É a tia Norma. É a tia Geni. É tia Therezinha. É tia Naná. Será o dia das tias. O dia exclusivo da tiarada.


Não pode deixar nenhuma de fora, para não ser injusta. Pois se uma fica sabendo, o risco da desilusão é iminente. Uma tia pode se sentir preterida e não atender mais as ligações. Mineiro quando se chateia simplesmente não atende mais as ligações. Finge-se de surdo. O silêncio é a sua terrível vingança: desaparece de repente para gerar preocupação, obrigando quem fez a desfeita a ir a sua casa e bater à porta.


A culpa em Minas está diretamente ligada ao amor. Você se vê culpado até por aquilo que não aconteceu.


Força-se a alegria com medo da tragédia.


Ela parte de manhãzinha e somente voltará à noite. Para não render o assunto comigo, avisa que será rapidinho. Leia-se rapidinho em cada uma das trocentas paradas. Já estarei dormindo, certamente, em seu regresso. Nem me preocupo mais como antes. 


Às vezes acredito que está em permanente campanha eleitoral, tentando desesperadamente não perder os votos que possuía.


Assim como há a data reservada para as tias, ainda tem o dia dos primos, dos tios, dos tios-avós, dos amigos, dos colegas de trabalho. A sorte que é filha única e sobrou um dia para mim, senão teria ainda o dia dos irmãos.


Nunca vi ninguém cuidar tanto da família como o mineiro. Não suporta o adeus, muito menos tolera o tchau. É inté! (traduzindo: volte logo, sem desculpas).


Disponível em Acesso em 25 nov 2024

No trecho "Conversar por telefone ameniza a saudade, ajuda um pouco a entender o problema, porém não substitui a presença em carne e osso", analise a estrutura sintática e identifique a alternativa correta sobre o tipo de período e as orações que o compõem.
Alternativas
Respostas
8441: D
8442: E
8443: E
8444: E
8445: E
8446: A
8447: D
8448: C
8449: D
8450: E
8451: D
8452: C
8453: E
8454: A
8455: E
8456: D
8457: E
8458: E
8459: E
8460: A