Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3435399 Pedagogia
De acordo com a Lei n.º 9394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional, § 2º, O Fórum dos Conselhos Escolares é um colegiado de caráter deliberativo, que tem como finalidades o fortalecimento dos Conselhos Escolares de sua circunscrição e a efetivação do processo democrático nas unidades educacionais e nas diferentes instâncias decisórias, com vistas a melhorar a qualidade da educação, norteado pelos seguintes princípios:

( ) Democratização da gestão.
( ) Democratização do acesso e permanência.
( ) Qualidade social da educação.

Atribua (C) certo ou (E) errado aos itens, depois assinale a alternativa com a sequência correta.
Alternativas
Q3435398 Pedagogia
De acordo com Celso dos Santos Vasconcellos, no livro denominado “Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político Pedagógico”, (2014), a primeira dimensão a ser contemplada na elaboração do Projeto de Ensino-Aprendizagem é a:
Alternativas
Q3435397 Pedagogia
No livro “Planejamento: Projeto de Ensino-Aprendizagem e Projeto Político Pedagógico”, (2014), de Celso dos Santos Vasconcellos, o referido autor expõe o seguinte:
“Um projeto será tanto melhor quanto mais estiver articulado à realidade dos educandos, à essência significativa da área de saber, aos outros educadores, (trabalho interdisciplinar) e à realidade social mais geral.
A elaboração do projeto é também um processo de construção de conhecimento para os sujeitos que participam desta tarefa. É, portanto:
Alternativas
Q3435396 Pedagogia
De acordo com Cipriano Carlos Luckesi, (2011), no livro “Avaliação da Aprendizagem Escolar: estudos e proposições”, “Na prática pedagógica, a transformação da função da avaliação de diagnóstica em __________ foi péssima. O educando como sujeito humano é histórico; contudo, julgado e classificado, ele ficará, para o resto da vida, do ponto de vista o modelo escolar vigente, __________, pois as anotações e registros permanecerão em definitivo, nos arquivos e nos históricos escolares, que se transformam em documento legalmente definidos”.
Assinale a alternativa que complete, corretamente, as lacunas.
Alternativas
Q3435394 Raciocínio Lógico
Dada a proposição: “Nenhum mineiro é nordestino”. É correto afirmar que a sua proposição negativa é: 
Alternativas
Q3435393 Raciocínio Lógico
Vou viajar para a praia no final do ano, mas preciso passar na casa da minha filha que é no caminho. Se da minha casa para a da minha filha possuo 5 caminhos diferentes para fazer e da casa da minha filha para a praia, possuo 3 opções de caminhos para fazer e supondo-se que todos os caminhos são de mesma distância e sem vantagem um sobre o outro, de quantas formas diferentes, posso escolher fazer essa viagem?
Alternativas
Q3435391 Matemática
Uma família foi participar de uma competição de tiro ao alvo. Nessa competição participaram o pai, a mãe e o filho mais velho. Considere-se que, as probabilidades de cada um acertar o alvo, em cada tiro, são dadas respectivamente por 4/5, 1/3, 5/6. Se cada um der um único tiro, qual a probabilidade de nenhum dos três acertar o alvo?
Alternativas
Q3435390 Português
SSobre tipologia textual, marque (V) verdadeiro ou (F) falso e assinale a alternativa devida.

( ) A dissertação-argumentativa defende ideias ou um ponto de vista do autor.
( ) A dissertação-argumentativa busca persuadir, convencer o leitor de algo. O texto, além de explicar, também persuade o interlocutor, objetivando convencê-lo de algo. O mais importante é haver uma progressão lógica e coerente das ideias, sem ficar no que é vago, impreciso.
( ) Injunção/instrucional, com uma linguagem objetiva e concisa, esse tipo de texto orienta como realizar uma ação.
( ) Na injunção/instrucional, predominantemente, os verbos são empregados no Modo Imperativo, todavia há também o uso do Infinitivo e do Futuro do Presente do Modo Indicativo.
Alternativas
Q3435388 Português
Pertinente a figuras de linguagem, marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3430663 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?



        Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.



        O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.



        Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.



        Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:


Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?


Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.


Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.


Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.



        O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.



        No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.



        É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.



        Escrever para aprender a escrever



        Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.


(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)

Leia atentamente os seguintes fragmentos do texto e assinale a alternativa que identifica corretamente as classes de palavras e as suas respectivas funções sintáticas nos fragmentos apresentados:

Fragmento 1: “O trabalho com a linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil.”
Fragmento 2: “Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais.” 
Alternativas
Q3430662 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?



        Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.



        O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.



        Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.



        Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:


Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?


Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.


Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.


Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.



        O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.



        No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.



        É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.



        Escrever para aprender a escrever



        Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.


(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)

Leia atentamente os seguintes fragmentos extraídos do texto:

Fragmento 1: “O trabalho com a linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito [...]”.
Fragmento 2: “Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais [...]”.

Com base nos fragmentos, identifique a alternativa que melhor descreve o uso das relações de subordinação e coordenação.
Alternativas
Q3430661 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?



        Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.



        O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.



        Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.



        Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:


Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?


Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.


Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.


Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.



        O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.



        No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.



        É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.



        Escrever para aprender a escrever



        Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.


(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)

Com base nas informações sobre sequência didática e, ainda, utilizando a teoria de Roman Jakobson sobre as funções da linguagem, considere o seguinte cenário hipotético:

A professora Carla está planejando uma sequência didática para sua turma, com o objetivo de explorar diferentes funções da linguagem em diversos gêneros textuais. Durante uma das aulas, ela decide focar na função poética da linguagem, característica de textos literários que enfatizam a forma e a estética da mensagem.

Qual atividade seria mais adequada para ajudar os alunos a compreenderem e aplicarem a função poética da linguagem, conforme a teoria de Jakobson?
Alternativas
Q3430660 Pedagogia

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



Sequência didática e alunos autores: o que é preciso ter em mente?



        Sequência didática. O termo parece muito comum para quem está próximo ou trabalha com Educação, mas de onde ele vem? No texto “Sequências didáticas para o oral e para a escrita: apresentação de um procedimento”, Joaquim Dolz, Michèle Noveraz e Bernard Schneywly explicam que sequência didática é um “conjunto de atividades escolares organizadas, de maneira sistemática, em torno de um gênero textual oral ou escrito”.



        O modelo desenvolvido por eles, conhecidos como Grupo de Genebra, consiste em um trabalho dividido em quatro etapas: apresentação da situação comunicacional a ser trabalhada; produção inicial; módulos de aprofundamento do gênero textual ou oral escolhido; e produção final. Foi esse modelo que inspirou o trabalho da professora Dayane Martins, de Ribeirão Pires (SP), que você está conhecendo nesta caixa.



        Segundo o livro, cada uma dessas etapas permite que os alunos desenvolvam suas “capacidades de expressão oral e escrita, em situações de comunicação diversas”. Isso significa que as quatro etapas da proposta de sequência didática defendida pelos autores permitem que os alunos dominem melhor o tipo de texto escolhido, dando acesso às práticas de linguagem novas ou que apresentem dificuldades nunca antes enfrentadas pelos alunos.



        Passaremos rapidamente por cada uma das etapas:


Apresentação da situação: nesta etapa, o professor precisa fazer uma boa descrição do problema de comunicação que os alunos precisam resolver. Algumas perguntas a serem respondidas são: qual o gênero abordado? A quem se dirige essa produção? Que forma assumirá a produção? Quem participará da produção?


Produção inicial: este é um momento crucial para a sequência, pois os alunos revelam o que eles pensam do gênero trabalhado. Dá insumos necessários para que o professor faça boas intervenções e trace com maior clareza o caminho a ser percorrido para se aprofundar durante os módulos.


Módulos: a partir das dificuldades apresentadas na produção inicial, são oferecidos aos alunos os instrumentos necessários para superar os problemas. Ao planejar as atividades e exercícios propostos, é importante diversificar a forma com que o aluno vai acessar e entrar em contato com aquele instrumento a ser desenvolvido. Os autores dão algumas possibilidades, como atividades de análise de textos e tarefas simplificadas de produção, como, por exemplo, reorganizar conteúdos ou complementar um texto.


Produção final: aqui o aluno coloca em prática os instrumentos que foram desenvolvidos separadamente durante os módulos.



        O modelo de sequência didática em si já garante muita aprendizagem. Mas, para engajar ainda mais os alunos, a professora Dayane decidiu ir além: os textos produzidos têm uma função social e circularam entre leitores de verdade. E esse é o produto final da sequência.



        No trabalho sobre fábulas, Dayane e os alunos criaram três coletâneas que foram lidas por alunos mais novos de uma escola vizinha. Ao trabalhar com crônicas, eles criaram um blog. Já um projeto de notícias culminou em um jornal da escola. “Ao experimentar o campo de atuação dos gêneros textuais e entender como aquele tipo de texto circula dentro da sociedade, os alunos vivenciam um desempenho próximo dos autores reais”, explica Maria José Nóbrega, professora de pós-graduação no Instituto Vera Cruz. “Ter leitores reais que são crianças dá outra qualidade para o produto”, afirma a especialista.



        É importante também levar em consideração que cada gênero circula de uma forma, e que o produto final deve ser condizente com ela. Por exemplo: para reforçar a sensação de serem autores de livros, foi realizado um dia de autógrafos, algo que não faria sentido, por exemplo, se o gênero trabalhado fosse notícia, pois autografar reportagens de jornal não é uma prática comum aos jornalistas. Por isso, é importante estar atento para não perder de vista as características e suportes típicos do campo no qual o gênero se insere.



        Escrever para aprender a escrever



        Por outro lado, é preciso ter cuidado para não deixar de lado o exercício da escrita. “Na escola a gente também escreve para aprender a escrever”, explica Maria José. Por isso, por mais significativo e importante seja escrever textos com função social, também é preciso ter momentos de aprimoramento das habilidades de escrita fora de uma sequência didática. É possível também, durante os módulos, trazer pequenos exercícios de escrita, de forma a que os alunos não produzam apenas no começo e final do trabalho. Não é um ou outro, mas equilibrar os dois para extrair o máximo das duas estratégias.


(Gêneros Orais e Escritos na Escola, Bernard Schneuwly, Joaquim Dolz e colaboradores, Editora Mercado de Letras, 2010.)

A professora Helena está planejando uma sequência didática para sua turma do 5º ano, focada no gênero textual “notícia”. Durante a etapa de produção inicial, ela percebe que muitos alunos têm dificuldades em distinguir fatos de opiniões e em manter uma linguagem formal e objetiva, características típicas do jornalismo. 

Assinale a afirmativa que se mostra mais eficaz para ajudar os alunos a superarem tais problemas. 
Alternativas
Q3430659 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.




        O uso de propagandas virtuais em sala de aula, principalmente, no que diz respeito às atividades de produção de textos de caráter argumentativo, além de despertar o interesse imediato pela sua dinamicidade composicional – cores, imagens em movimento, som e outras características particulares dos gêneros digitais emergentes –, pode capacitar ao aluno a habilidade de refletir criticamente (e criativamente) sobre as estratégias argumentativas ativadas por esse tipo de propaganda da web. Mais: os alunos deverão perceber a essência eminentemente argumentativa da língua e que através do uso da língua não dispomos apenas de “atos de dizer”, mas, sobretudo, de “atos de fazer”.


        É importante, então, o professor do nosso tempo conceber as potencialidades das novas tecnologias como ferramenta de apoio ao processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. O uso de gêneros da esfera digital na sala de aula, se bem orientado, certamente, resultará em uma melhoria significativa na qualidade de atividades relacionadas à produção e à leitura de textos escolares.

(ARANHA, Simone Dália de Gusmão. Novas tecnologias no ensino da língua portuguesa: a propaganda da web como ferramenta pedagógica. Acesso em: 15/12/2023. Fragmento.)
Considerando o uso de tecnologias digitais e propagandas virtuais no ensino de Língua Portuguesa alinhado às competências e habilidades propostas pelos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), qual das seguintes atividades avaliativas é a mais apropriada para um professor aplicar em sala de aula?
Alternativas
Q3430658 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.




        O uso de propagandas virtuais em sala de aula, principalmente, no que diz respeito às atividades de produção de textos de caráter argumentativo, além de despertar o interesse imediato pela sua dinamicidade composicional – cores, imagens em movimento, som e outras características particulares dos gêneros digitais emergentes –, pode capacitar ao aluno a habilidade de refletir criticamente (e criativamente) sobre as estratégias argumentativas ativadas por esse tipo de propaganda da web. Mais: os alunos deverão perceber a essência eminentemente argumentativa da língua e que através do uso da língua não dispomos apenas de “atos de dizer”, mas, sobretudo, de “atos de fazer”.


        É importante, então, o professor do nosso tempo conceber as potencialidades das novas tecnologias como ferramenta de apoio ao processo de ensino-aprendizagem da língua portuguesa. O uso de gêneros da esfera digital na sala de aula, se bem orientado, certamente, resultará em uma melhoria significativa na qualidade de atividades relacionadas à produção e à leitura de textos escolares.

(ARANHA, Simone Dália de Gusmão. Novas tecnologias no ensino da língua portuguesa: a propaganda da web como ferramenta pedagógica. Acesso em: 15/12/2023. Fragmento.)
Considerando o uso de propagandas virtuais e gêneros digitais no ensino de Língua Portuguesa, analise as propostas de atividades que um professor poderia implementar em sala de aula:

I. O professor planeja uma atividade em que os alunos analisam diferentes websites, identificando e discutindo as estratégias argumentativas e persuasivas utilizadas, relacionando-as com conceitos de gramática e estilo.
II. O professor propõe que os alunos criem suas próprias propagandas virtuais, aplicando técnicas argumentativas aprendidas em sala de aula, para desenvolver habilidades de escrita criativa e compreensão de mídia.
III. O professor organiza uma atividade em que os alunos comparam propagandas virtuais com propagandas impressas tradicionais, discutindo as diferenças e semelhanças nas técnicas argumentativas e na eficácia da comunicação.
IV. O professor sugere que os alunos realizem um projeto de pesquisa sobre o impacto das propagandas virtuais na sociedade, integrando análise de linguagem e reflexão crítica sobre as mensagens veiculadas.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3430657 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



        Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.



        Vista deste modo a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.



        Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.


(CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: _____. Vários escritos. 4. ed. São Paulo: Duas Cidades, 2004. Fragmento.)

Conforme o texto de Antônio Candido, a literatura é uma manifestação universal em todas as culturas e sociedades. Em razão disso, assinale a alternativa descreve corretamente as especificidades do discurso literário.
Alternativas
Q3430656 Português

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



        Chamarei de literatura, da maneira mais ampla possível, todas as criações de toque poético, ficcional ou dramático em todos os níveis de uma sociedade, em todos os tipos de cultura, desde o que chamamos folclore, lenda, chiste, até as formas mais complexas e difíceis da produção escrita das grandes civilizações.



        Vista deste modo a literatura aparece claramente como manifestação universal de todos os homens em todos os tempos. Não há povo e não há homem que possam viver sem ela, isto é, sem a possibilidade de entrar em contato com alguma espécie de fabulação. Assim como todos sonham todas as noites, ninguém é capaz de passar as vinte e quatro horas do dia sem alguns momentos de entrega ao universo fabuloso. O sonho assegura durante o sono a presença indispensável desse universo, independentemente da nossa vontade. E durante a vigília a criação ficcional ou poética, que é a mola da literatura em todos os seus níveis e modalidades, está presente em cada um de nós, analfabeto ou erudito – como anedota, causo, história em quadrinho, noticiário policial, canção popular, moda de viola, samba carnavalesco. Ela se manifesta desde o devaneio amoroso ou econômico no ônibus até a atenção fixada na novela de televisão ou na leitura corrida de um romance.



        Ora, se ninguém pode passar vinte e quatro horas sem mergulhar no universo da ficção e da poesia, a literatura concebida no sentido amplo a que me referi parece corresponder a uma necessidade universal, que precisa ser satisfeita e cuja satisfação constitui um direito.


(CANDIDO, Antônio. O direito à literatura. In: _____. Vários escritos. 4. ed. São Paulo: Duas Cidades, 2004. Fragmento.)

De acordo com o texto, a literatura infantil e juvenil 
Alternativas
Q3430655 Pedagogia

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



        A aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos importantes para as crianças ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais.



        O trabalho com a linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito, para a interação com as outras pessoas, na orientação das ações das crianças, na construção de muitos conhecimentos e no desenvolvimento do pensamento.



        Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais, e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sociocultural entendem, interpretam e representam a realidade.



        A educação básica, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.


(BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Brasília: MEC/SEF, 1998. Fragmento.)

Segundo o Art. 32 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, um dos objetivos do ensino fundamental é a formação básica do cidadão, mediante o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo. Considerando o RCNEI e o Art. 32, analise a seguinte situação hipotética:

Pedro demonstra dificuldades na leitura e na escrita em comparação com seus colegas de classe. A professora de Pedro deseja apoiar seu desenvolvimento nessas áreas fundamentais para sua formação básica como cidadão.

Qual das seguintes estratégias é a mais apropriada para atender ao objetivo?
Alternativas
Q3430654 Pedagogia

O texto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.



        A aprendizagem da linguagem oral e escrita é um dos elementos importantes para as crianças ampliarem suas possibilidades de inserção e de participação nas diversas práticas sociais.



        O trabalho com a linguagem se constitui um dos eixos básicos na educação infantil, dada sua importância para a formação do sujeito, para a interação com as outras pessoas, na orientação das ações das crianças, na construção de muitos conhecimentos e no desenvolvimento do pensamento.



        Aprender uma língua não é somente aprender as palavras, mas também os seus significados culturais, e, com eles, os modos pelos quais as pessoas do seu meio sociocultural entendem, interpretam e representam a realidade.



        A educação básica, ao promover experiências significativas de aprendizagem da língua, por meio de um trabalho com a linguagem oral e escrita, se constitui em um dos espaços de ampliação das capacidades de comunicação e expressão e de acesso ao mundo letrado pelas crianças. Essa ampliação está relacionada ao desenvolvimento gradativo das capacidades associadas às quatro competências linguísticas básicas: falar, escutar, ler e escrever.


(BRASIL. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Brasília: MEC/SEF, 1998. Fragmento.)

Considerando as estratégias de ensino da linguagem oral e escrita propostas pelo RCNEI, analise a seguinte situação hipotética:

Na sala de aula, a professora Ana organiza uma atividade de leitura em grupo. Ela lê uma história para a turma e depois pede que as crianças recontem a história com suas próprias palavras, usando as ilustrações do livro como apoio. Durante a atividade, Ana observa que algumas crianças têm dificuldade em lembrar detalhes específicos da história ou em conectar as imagens com a narrativa. 

Qual ação, baseada nas orientações do RCNEI, é mais apropriada para Ana ajudar as crianças?
Alternativas
Q3420922 Português
Mulher negra e os desafios no mercado de trabalho


        A representatividade das mulheres no mercado de trabalho é uma questão cada vez mais presente na agenda de diversidade das empresas. Muitas vezes, no entanto, acaba ficando atrelada apenas aos discursos e evidencia a falta de ações práticas, o que se acentua principalmente com relação à ausência de mulheres negras em cargos superiores. É o que aponta o estudo Mulheres Negras na Liderança 2023, realizado pela plataforma 99Jobs em parceria com o Pacto Global da ONU no Brasil. Segundo o levantamento, 60% das entrevistadas afirmam que nas companhias onde trabalham não existem outras mulheres negras em cargos de liderança.


        É necessário ressaltar que a representatividade no local de trabalho não é apenas sobre cumprir cotas, mas também proporcionar um ambiente que valorize e respeite a diversidade de experiências, perspectivas e talentos. E empresas que oferecem oportunidades para as mulheres negras de ocupar cargos de destaque faz que enriqueçam a tomada de decisões e impulsionem sua inovação, além do que a representatividade inspira outras negras a acreditar na possibilidade de alcançar seus objetivos profissionais. Inclusive, a pesquisa Trama do Pertencimento, realizada pela consultoria Bain & Company, apontou que mais de 70% das mulheres negras que trabalham em empresas no Brasil, acredita que o senso de inclusão na companhia em que trabalham aumentou devido às discussões sobre diversidade e inclusão nos últimos anos. 


         E, como todos já sabemos, infelizmente, a jornada da mulher negra no mercado de trabalho é frequentemente marcada por desafios adicionais, já que a discriminação racial e de gênero persiste, tornando mais difícil para elas avançarem na carreira. Sem falar que estereótipos e preconceitos ainda influenciam as percepções dos empregadores, muitas vezes levando a oportunidades limitadas e promoções negligenciadas. Além disso, a falta de modelos a seguir e redes de apoio específicas podem criar um sentimento de isolamento para essas mulheres. A minha trajetória na liderança, por exemplo, foi durante muitos anos solitária, pois não havia outras colegas negras que eu pudesse compartilhar todas as situações vividas diariamente, já que os espaços de comando no Brasil país sempre foram majoritariamente brancos.


       Acredito que a área de recursos humanos pode ter a missão de sensibilizar os líderes das companhias e garantir o seu desenvolvimento em políticas e práticas que abordem desafios específicos enfrentados pelas negras, tais como: diversidade na contratação, desenvolvimento profissional, cultura de inclusão, combate à discriminação, conscientização com comunicação, entre outros.


        De acordo com dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PnadC) 2022, realizada pelo IBGE, a população brasileira é formada por 29% de mulheres negras, mas apenas 3% delas _______ cargos de liderança, que __________ a nível gerente ou superior, o que evidencia a falta de oportunidades na maioria das empresas.


        Outro recorte que ressalta um dos motivos para as mulheres negras muitas vezes não obterem oportunidades é aquele feito pelo Dieese, em que dos 38 milhões de lares chefiados por mulheres, 21,5 milhões eram liderados por negras com a responsabilidade do trabalho doméstico, o que dificulta esse acesso ao mercado de trabalho.


        Por outro lado, gostaria de afirmar que, mesmo com tantas dificuldades, algumas mulheres negras têm alcançado notáveis conquistas na carreira, pois temos exemplos de líderes, empreendedoras e profissionais de sucesso em muitos setores. Para isso, é importante que as negras inspirem outras pessoas com suas trajetórias. É importante que essas conquistas sejam celebradas e compartilhadas para que sirvam de exemplo e inspiração.


        A maior representatividade da mulher negra no mercado de trabalho é uma questão urgente. Para isso, ela tem de deixar de ser vista como útil apenas para tarefas operacionais. Para alcançarmos uma verdadeira equidade no local de trabalho, é essencial que as empresas se comprometam com políticas e práticas que promovam a diversidade e a inclusão. Assim, algum dia, podemos construir uma realidade em que todas as mulheres, independentemente de sua raça ou origem, tenham a oportunidade de prosperar e brilhar no mundo profissional.

(Claudia Perazio. Disponível em: <https://www.hojeemdia.com.br/. Publicado em: 28/12/2023.)


Em “É o que aponta o estudo Mulheres Negras na Liderança 2023, realizado pela plataforma 99Jobs em parceria com o Pacto Global da ONU no Brasil. Segundo o levantamento, 60% das entrevistadas afirmam que nas companhias onde trabalham não existem outras mulheres negras em cargos de liderança.” (1º§), a palavra “onde” é empregada como pronome relativo. Indique, a seguir, a alternativa que tal emprego é considerada inadequado de acordo com a norma padrão da língua.
Alternativas
Respostas
7301: A
7302: A
7303: A
7304: A
7305: B
7306: D
7307: D
7308: A
7309: A
7310: B
7311: C
7312: A
7313: B
7314: C
7315: A
7316: C
7317: D
7318: C
7319: C
7320: X