Foram encontradas 30.518 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3524964 Português

Leia o texto para responder à questão.


Um Brasil que não lê


    Brasileiros que não costumam ler um livro tornaram-se maioria no Brasil, informa a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, que traz dados inquietantes sobre o perfil dos leitores no País. A pesquisa ouviu 5504 pessoas em 208 municípios, entre abril e julho deste ano, e constatou que 53% das pessoas entrevistadas afirmam não ter lido um livro, mesmo incompleto, nos três meses anteriores à pergunta – prazo que, segundo os pesquisadores, permitiria classificá-las de leitoras. É a primeira vez, em seis edições da pesquisa, que o número de não leitores superou o de leitores. Nos últimos cinco anos, o Brasil perdeu 6,7 milhões de leitores, queda registrada em todas as classes sociais, faixas etárias e níveis de escolaridade.


    Não é novidade o baixo índice de leitura no Brasil, em geral aplacado de maneira circunstancial pelo habitual sucesso de eventos como a Bienal do Livro de São Paulo – a deste ano reuniu 722 mil pessoas no Distrito Anhembi, teve quatro dos dez dias com ingressos esgotados e um balanço geral de vendas acima das expectativas. Mas o retrato da pesquisa demonstra que a histórica pouca valorização do livro e da leitura, seja no ambiente escolar ou no familiar, chega a níveis perturbadores, agravados pelos hábitos relacionados à internet, às redes sociais e às restrições econômicas e sociais. Quase metade dos entrevistados declarou que não leu mais por falta de tempo – a atenção ao livro é uma dramática disputa contra a internet, o WhatsApp ou Telegram, as redes sociais e a televisão.


    E um contexto igualmente grave: uma escola pública que, em muitos casos, tem dificuldade de criar ambiente propício à leitura. Basta ver a redução do número de pessoas que apontam a sala de aula como lugar de leitura. Em 2007, 25% citavam o espaço escolar, índice que caiu para 19% neste ano, efeito direto de uma realidade em que mais da metade das escolas de ensino básico no Brasil não tem uma biblioteca. Não existe mágica: a escola é decididamente o principal espaço para desenvolver o gosto pela leitura, como mostram algumas correlações diretas entre qualidade da rede de ensino e o ranking de leitores. Incluem-se aí Estados como Santa Catarina, Paraná, Goiás, Espírito Santo e Ceará, citados por recentes pesquisas pelos avanços no aprendizado.


    O fato é que o Brasil ainda deve mais atenção aos projetos de formação de leitores, de bibliotecas comunitárias e, claro, de reforço da infraestrutura nas escolas públicas. É possível, sim, construir projetos e ferramentas que mostrem ao País que livros podem ser ótimos brinquedos para crianças e imprescindíveis ferramentas para o crescimento profissional e humano de jovens e adultos. Não custa lembrar, como escreveu o poeta Mário Quintana, que os verdadeiros analfabetos são aqueles que aprenderam a ler e não leem.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 25.11.2024. Adaptado)

O Currículo Paulista: etapa ensino médio (2020) afirma que “Pretende-se que os jovens incorporem em suas vidas a prática de escuta, leitura e produção de textos pertencentes a gêneros da esfera jornalística em diferentes fontes, veículos e mídias, e desenvolvam autonomia e pensamento crítico para se situar em relação a interesses e posicionamentos diversos. Também estão em jogo a produção de textos noticiosos e opinativos e a participação em discussões e debates de forma ética e respeitosa.” Dessa forma, em atividade em sala de aula, uma prática de leitura producente por parte dos alunos permitirá que eles entendam que o assunto em foco no texto é o
Alternativas
Q3524963 Português
Marcos Bagno (Preconceito linguístico, 2015) transcreve, em sua obra, texto publicado no jornal Correio Braziliense (19.02.1995): “O Correio Braziliense passa a publicar, a partir de hoje, uma seção de crítica ao idioma português falado e escrito por autoridades brasileiras em discursos, entrevistas e documentos. A seção vai se chamar A última do português e não deve ser entendida como uma alusão aos nossos irmãos do além-mar, que falam o idioma melhor que os brasileiros.” 

De acordo com Bagno, o texto do jornal deve ser entendido como
Alternativas
Q3524962 Português
Os relatos dos alunos revelam contrastes observáveis do ensino, com representações de aula de LP em perspectivas pedagógicas distintas, sendo a intervenção [do projeto] responsável por resultados mais produtivos. A monotonia das aulas fora representada na fala de Milton com repetições lexicais descrevendo exercícios rotineiros copiados na lousa em aulas de língua materna (“leitura e escrever leitura e escrever”; “só ler e escrever ler e escrever”). Esse tipo de aula foi rotulado como “meio chato”. Também reforçou essa monotonia o uso exclusivo de livro didático em situações educativas do período pandêmico (“basicamente usou só livro podemos se dizer”).
A monotonia comentada aparece retomada em outra entrevista, quando Milton caracteriza o ensino tradicional pela reprodução de perguntas e respostas (“o ensino tradicional costuma dá... a questão e a resposta”). Essa prática é contrastada com o desafio e o aprendizado diferenciado trazidos pela pedagogia informada por pesquisa do ConGraEduC (“já na pesquisa de vocês estivemos que ir atrás da resposta... não foi dada de mão beijada... e eu gostei pois desafiava a gente... aquela coisa toda... a gente compreendia melhor”). Ao ser questionado sobre o interesse em participar de outra pesquisa semelhante, o estudante demonstrou disposição para outras propostas desafiadoras, afirmando se sentir mais preparado e em momento mais propício para experiências do tipo, diferentemente do período pandêmico (“se outra pesquisa dessa acontecesse atualmente ... nossa eu me empenharia muito mais”).
(Wagner Rodrigues Silva, Andreia Cristina Fidelis e Kiahra Antonella. Laboratório virtual de pesquisa escolar com gramática: educação científica em aulas de língua materna. 2024. Adaptado)


De acordo com os pesquisadores, os contrastes observados no ensino de língua portuguesa decorrem de um trabalho em sala de aula que envolveu
Alternativas
Q3524961 Português

Leia os versos de Tomás Antônio Gonzaga para responder à questão.



(Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 2015)

Tendo por referência Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), quando se analisam os versos de I e II, constata-se entre eles a incoerência
Alternativas
Q3524960 Literatura

Leia os versos de Tomás Antônio Gonzaga para responder à questão.



(Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 2015)

Ao analisar os aspectos formais dos versos de Tomás Antônio Gonzaga, Alfredo Bosi assinala que eles
Alternativas
Q3524959 Literatura

Leia os versos de Tomás Antônio Gonzaga para responder à questão.



(Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 2015)

De acordo com Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira. 2015), a natureza na poesia árcade corresponde ao
Alternativas
Q3524958 Português

Leia os versos de Tomás Antônio Gonzaga para responder à questão.



(Tomás Antônio Gonzaga. Marília de Dirceu. Em: Alfredo Bosi. História concisa da literatura brasileira. 2015)

A leitura permite afirmar que o eu lírico
Alternativas
Q3524957 Português

Enchente


Chama o Alexandre!

Chama!

Olha a chuva que chega!

É a enchente.

Olha o chão que foge com a chuva...

Olha a chuva que encharca a gente.

Põe a chave na fechadura.

Fecha a porta por causa da chuva...

olha a rua como se enche!

Enquanto chove, bota a chaleira

no fogo: olha a chama! olha a chispa!

Olha a chuva nos feixes de lenha!

Vamos tomar chá, pois a chuva

é tanta que nem de galocha

se pode andar na rua cheia!

Chama o Alexandre!

Chama!



(Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo.

Em: Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)

De acordo com Koch e Elias (Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011), nos versos “Vamos tomar chá, pois a chuva / é tanta que nem de galocha / se pode andar na rua cheia!”, ocorrem, respectivamente, os encadeamentos por conexão por meio de relação de 
Alternativas
Q3524956 Português

Enchente


Chama o Alexandre!

Chama!

Olha a chuva que chega!

É a enchente.

Olha o chão que foge com a chuva...

Olha a chuva que encharca a gente.

Põe a chave na fechadura.

Fecha a porta por causa da chuva...

olha a rua como se enche!

Enquanto chove, bota a chaleira

no fogo: olha a chama! olha a chispa!

Olha a chuva nos feixes de lenha!

Vamos tomar chá, pois a chuva

é tanta que nem de galocha

se pode andar na rua cheia!

Chama o Alexandre!

Chama!



(Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo.

Em: Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)

Podem-se citar, corretamente, como recursos de produção de sentido no poema
Alternativas
Q3524955 Literatura

Enchente


Chama o Alexandre!

Chama!

Olha a chuva que chega!

É a enchente.

Olha o chão que foge com a chuva...

Olha a chuva que encharca a gente.

Põe a chave na fechadura.

Fecha a porta por causa da chuva...

olha a rua como se enche!

Enquanto chove, bota a chaleira

no fogo: olha a chama! olha a chispa!

Olha a chuva nos feixes de lenha!

Vamos tomar chá, pois a chuva

é tanta que nem de galocha

se pode andar na rua cheia!

Chama o Alexandre!

Chama!



(Cecília Meireles. Ou isto ou aquilo.

Em: Angela Kleiman. Oficina de leitura: teoria & prática. 2017)

De acordo com Angela Kleiman, muitas práticas com o texto em sala de aula banalizam-no. Porém, uma atividade significativa para engajar os alunos no trabalho com o poema de Cecília Meireles seria 
Alternativas
Q3524954 Português
Ainda decorrente da opção teórica geral do documento, que considera a língua numa perspectiva enunciativo- -discursiva, cabe uma última palavra sobre a reflexão linguística-semiótica: além da continuidade do estudo da ortografia, pontuação e acentuação em suas regularidades e irregularidades, são aprofundados, progressivamente, os estudos que regem a língua dentro da norma padrão.
(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista. 2019)
De acordo com o Currículo Paulista: ensino fundamental, a reflexão linguística-semiótica deve ser desenvolvida em sala de aula articulada
Alternativas
Q3524953 Português

De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão. 2008), em sua análise sobre o continuum da relação fala-escrita, “um aspecto interessante é o que se dá no círculo intermediário que envolve alguns gêneros (intermodais?) que são de difícil localização em uma ou outra modalidade de maneira muito clara. Trata-se dos chamados gêneros mistos ou híbridos, sob o ponto de vista da modalidade.”


Os gêneros que exemplificam a explicação do autor são:

Alternativas
Q3524952 Português

Conforme explica Ingedore Grunfeld Villaça Koch (Desvendando os segredos do texto. 2018), há os gêneros escolares 2, chamados por Rojo de “gêneros escolarizados, que são objeto de ensino/aprendizagem (gêneros secundários do discurso, transpostos para a sala de aula)”. Entre eles, está o que “seria o protótipo por excelência desse tipo de gêneros, visto que é feito para a escrita, para o ensino da escrita, para toda a escolaridade e não existe, evidentemente, fora da escola”. 


O gênero referido é a

Alternativas
Q3524951 Português

De acordo com o Currículo Paulista: etapa ensino médio (2020), as obras da tradição literária “... proporcionam o contato com uma linguagem que amplia o repertório linguístico dos jovens e oportuniza novas potencialidades e experimentações de uso da língua, no contato com as ambiguidades da linguagem e seus múltiplos arranjos.”


Essas ambiguidades da linguagem e seus múltiplos arranjos decorrem

Alternativas
Q3524950 Português
Bernard Schneuwly & Joaquim Dolz (Gêneros orais e escritos na escola. 2004) consideram que a abordagem textual na escola se
Alternativas
Q3524949 Português
... permite ao produtor do texto evitar perturbações previsíveis na comunicação ou sanar (on-line ou a posteriori) conflitos efetivamente ocorridos por meio da introdução, no texto, de sinais de articulação ou apoios textuais, e pela realização de atividades específicas de formulação ou construção textual. Trata-se do conhecimento sobre os vários tipos de ações linguísticas que, de certa forma, permitem ao locutor assegurar a compreensão do texto e conseguir a aceitação, pelo parceiro, dos objetivos com que é produzido, monitorando com elas o fluxo verbal. 
(Ingedore Grunfeld Villaça Koch. Desvendando os segredos do texto. 2018)

As informações apresentadas pela autora no excerto dado referem-se ao conhecimento 
Alternativas
Q3524948 Linguística
De acordo com Luiz Antônio Marcuschi (Produção textual, análise de textos e compreensão. 2008), um dos focos na visão da Linguística estrutural consiste na ideia de que 
Alternativas
Q3524947 Literatura
De acordo com Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira. 2015), em Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, “a linguagem do mito rompia as amarras espácio-temporais”. Isso se comprova com a passagem: 
Alternativas
Q3524946 Português
Angela Kleiman (Oficina de leitura: teoria & prática. 2017), analisando os procedimentos de ensino de leitura, afirma que “A união de todos esses aspectos que fazem da atividade escolar uma paródia da leitura encontra-se numa concepção autoritária de leitura, que parte do pressuposto de que há apenas uma maneira de abordar o texto, e uma interpretação a ser alcançada.” Assim, de acordo com a autora, a leitura na escola deveria levar em conta
Alternativas
Q3524945 Português

        10 DE MAIO Fui na delegacia e falei com o tenente. Que homem amavel! Se eu soubesse que ele era tão amavel, eu teria ido na delegacia na primeira intimação. (...) O tenente interessou-se pela educação dos meus filhos. Disse-me que a favela é um ambiente propenso, que as pessoas tem mais possibilidades de delinquir do que tornar-se util à patria e ao país. Pensei: Se ele sabe disto, porque não faz um relatorio e envia para os politicos? O senhor Janio Quadros, o Kubstchek e o Dr. Adhemar de Barros? Agora falar para mim, que sou uma pobre lixeira. Não posso resolver nem as minhas dificuldades.


        ...O Brasil precisa ser dirigido por uma pessoa que já passou fome. A fome também é professora.


        Quem passa fome aprende a pensar no proximo, e nas crianças.



(Carolina Maria de Jesus. Quarto de despejo – diário de uma favelada)

Com base na competência – Empregar, nas interações sociais, a variedade e o estilo de linguagem adequados à situação comunicativa, ao(s) interlocutor(es) e ao gênero do discurso/gênero textual. – do Currículo Paulista: ensino fundamental (2019), conclui-se que o texto de Carolina Maria de Jesus
Alternativas
Respostas
5241: C
5242: E
5243: B
5244: D
5245: C
5246: E
5247: A
5248: D
5249: D
5250: B
5251: B
5252: A
5253: E
5254: E
5255: B
5256: B
5257: D
5258: C
5259: A
5260: E