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Q3648748 Direito Administrativo
Daniela, servidora pública federal, foi submetida à inspeção médica oficial após apresentar limitações físicas que a impediram de continuar exercendo plenamente as atribuições de seu cargo. Considerando as regras da Lei nº 8.112/1990 sobre readaptação de servidores públicos civis da União, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3648747 Pedagogia
Nos termos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, a educação infantil constitui a primeira etapa da educação básica, sendo organizada de acordo com regras específicas. Considerando o disposto na Lei, indique a alternativa correta.
Alternativas
Q3648746 Ética na Administração Pública
O Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal, aprovado pelo Decreto nº 1.171/1994, estabelece a publicidade como um princípio essencial da Administração Pública. Considerando as exceções previstas no referido diploma e os limites éticos aplicáveis aos atos administrativos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3648745 Direito Administrativo
Artur, servidor público federal ocupante do cargo de professor, no exercício de suas funções, adotou condutas que resultaram em prejuízo financeiro para a instituição de ensino onde atua, vinculada à administração pública federal. Considerando as disposições da Lei nº 8.112/1990, no que tange à responsabilidade do servidor, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3648743 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM


       A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

     Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

      Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

       Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

      Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

      Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

     A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

   Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

   Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.


MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
Em se tratando da função que desempenham nos enunciados a seguir, pode-se afirmar corretamente, sobre os termos enumerados, que:

“Mal¹ nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam [...]”

“Será que esperava demais de si mesma²?” 
Alternativas
Q3648740 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM


       A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

     Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

      Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

       Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

      Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

      Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

     A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

   Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

   Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.


MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
“Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida.”

O processo de formação da palavra busca se deu por:
Alternativas
Q3648739 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM


       A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

     Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

      Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

       Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

      Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

      Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

     A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

   Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

   Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.


MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
Partindo do conceito de regência verbal como sendo a relação que se estabelece entre os verbos e os termos que os complementam ou os circunstanciam, marque o item que traz uma informação correta sobre essa relação nos períodos que seguem.
Alternativas
Q3648737 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM


       A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

     Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

      Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

       Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

      Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

      Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

     A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

   Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

   Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.


MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
Em “Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra”, o termo demarcado assume, no contexto em que se insere, função de: 
Alternativas
Q3648735 Português
Texto para a questão.


AS MOSCAS TAMBÉM AMAM


       A mosca estava profundamente depressiva. E como não estar? Seu corpo expelia tristeza e angústia. Mal nascera, e a brevidade dos seus instantes já anunciavam: sua morte a esperava em apenas alguns dias. Em 15, 20 ou no máximo 30 dias jazeria esquecida, servindo apenas de alimento para outros insetos, se é que teria tal utilidade!

     Pobre sina! Voando entre decomposições, alimentando-se de podridões, a escolha perfeita para todos os males e imperfeições. Uma constante atração por tudo o que é desprezado pela espécie dominante na Terra.

      Ó, pobre mosca! Seu coração palpitava calor, um estômago que regurgitava boas intenções, um cérebro que planejava uma vida cheia de objetivos.

       Fazer o bem. Salvar vidas. Gravar seu nome na história. Será que esperava demais de si mesma? O que fazer, afinal? Concluiu ser uma mosca diferente de todas aquelas que a precederam. E como tal, iria em busca do seu destino alternativo.

      Começou a voar aleatoriamente em busca de um sentido na vida. Sentiu um atrativo odor de carniça ao sobrevoar um terreno baldio, mas resistiu à tentação.

      Precisava lutar contra suas inclinações, contra cada traço instintivo.

    Continuou vagando em direção ao tudo e nada, e chegou a uma casa de humanos. Entrou calmamente pela janela, e começou a inspecionar o local. Voou por toda a casa para descobrir que, no total, havia quatro pessoas ali. Cada qual ocupava um cômodo diferente. Ao inspecionar cada um, a mosca compadeceu-se ao ver seus rostos. Embora parecessem distraídos com aqueles pequenos aparelhos em mãos, emitindo uma estranha luz fosca, na verdade, havia um vazio em cada semblante.

     A mosca percebeu muita dor em cada traço daquelas faces. E concluiu que, mesmo em sua vida curta e sem objetivo, jamais sentira tamanha solidão como aqueles humanos pareciam padecer. Seu pequenino coração condoeu-se com tanto sofrimento contido. Todos eles eram seres mortos, apesar de ainda respirarem.

   Em busca de fazer a diferença, a mosca resolveu fazer-lhes companhia. Por que sobrevoar materiais em decomposição se poderia consolar aqueles que ainda respiravam? Quem sabe sua presença pudesse trazer um pouco de calor e ânimo para aquelas pessoas. Ela não poderia abanar o rabo como um cachorro, nem se esfregaria nos humanos como um gato. Mas encontraria uma forma de expressar seu carinho.

    Cheia de amor e boas intenções, a mosca tentou uma tímida aproximação. Para que fosse vista, aproximou-se dos olhos do humano. Não soube o porquê, mas ele afastou-a com um gesto brusco. Talvez não estivesse acostumado com expressões de carinho. Talvez estivesse simplesmente assustado.

   Talvez fosse melhor uma aproximação mais gentil. Na nova tentativa, pousou nos lábios do humano. Foi quase um beijo, uma expressão de “estou aqui se precisar”. Aquele foi seu último ato. Em um movimento rápido e certeiro, o humano se afastou e esmagou a mosca com as duas palmas.

    Aquela mosca imaginava ser a única em busca de um objetivo na vida. Enganou-se. Morreu sem ao menos saber que outros milhares de sua espécie tiveram (e ainda teriam) o mesmo fim, ao tentar consolar aqueles seres que estavam mortos, apesar de ainda respirarem.


MARTINZ, Juliano. “Crônicas Narrativas”; Literatura Corrosiva. Adaptado.
Por meio dos elementos constituintes do texto, é correto afirmar que a intencionalidade discursiva do autor é: 
Alternativas
Q3645821 Português
Leia a tira e responda.
Q39.png (577×197)
Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.todamateria.com.br/figuras-de-linguagem/. Acesso em: 31 jul. 2025.

No segundo quadrinho, temos um exemplo de:
Alternativas
Q3645819 Português
A tira a seguir serve de referência para a questão.


Q37_38.png (304×370)

Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMxLZfjORNZ/?img_index=3. Acesso em: 31 jul. 2025.
No primeiro quadrinho, a função da linguagem predominante é a:
Alternativas
Q3645818 Português

A tira a seguir serve de referência para a questão.


Q35_36.png (368×437)


Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMxLZfjORNZ/?img_index=3. Acesso em: 31 jul. 2025.

Sobre a análise linguística do texto, É CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3645817 Português

A tira a seguir serve de referência para a questão.


Q35_36.png (368×437)


Fonte: GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Disponível em: https://www.instagram.com/p/DMxLZfjORNZ/?img_index=3. Acesso em: 31 jul. 2025.

A respeito do texto, analise as assertivas a seguir.



I- A informatividade é um critério de textualidade que se destaca, pois é necessário saber para que serve uma colheitadeira e quem é a personagem no último quadrinho para estabelecer a coerência do texto.


II- O efeito de sentido de humor é construído através da informatividade que, juntamente com a coerência, imprimem aceitabilidade à tira.


III- A falta de relação entre os dois quadrinhos compromete a coerência do texto.


IV- A intencionalidade do texto é gerar o efeito de sentido de humor.



É CORRETO o que se afirma apenas em:

Alternativas
Q3645816 Português
Para Bortoni-Ricardo (2004, p. 13), “Qualquer posição que coloque ou pareça colocar em risco a pureza e a propriedade do idioma pátrio será sempre recebida no mínimo com perplexidade, quando não com veemente resistência”.
Fonte: BORTONI-RICARDO, Stella Maris. Nós cheguemu na escola, e agora? Sociolinguística & educação. São Paulo: Parábola Editorial, 2005 (Série Língua[gem], v. 11).

Tendo em mente esse posicionamento da autora, leia o caso a seguir: em sua prática pedagógica, Leila, professora de português da Educação Básica, percebe que seus alunos chegam à escola com registros de linguagem cada vez mais heterogêneos. Recentemente, chegou a uma de suas turmas Carlos, um aluno oriundo da zona rural, que fala a variedade linguística típica de sua região. Os demais alunos consideram que Carlos fala errado e o “corrigem” com frequência. Por vezes, zombam dele. Como Leila deve intervir? Analise as assertivas abaixo.

I- A professora deve corrigir Carlos, pois ele precisa substituir a sua variedade linguística pela norma culta.
II- A professora deve conscientizar os alunos de que a língua varia. Logo, Carlos não fala errado. Ele apenas usa uma variedade diferente da norma urbana culta.
III- A professora deve aproveitar a oportunidade para reforçar a importância do purismo linguístico, que deve ser ensinado na escola.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3645815 Português
Lopes-Rossi (2011, p. 70-71) afirma que “Um dos méritos do trabalho pedagógico com gêneros discursivos [...] é o fato de proporcionar o desenvolvimento da autonomia do aluno no processo de leitura e produção textual como uma consequência do domínio do funcionamento da linguagem em situações de comunicação, uma vez que é por meio dos gêneros discursivos que as práticas de linguagem incorporam-se às atividades dos alunos”.

Fonte: LOPES-ROSSI, Maria Aparecida Garcia. Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de textos. In: MARCUSCHI, Luiz Antônio et al. Gêneros textuais: reflexões e ensino. Organização de Acir Mário Karwoski, Beatriz Gaydecza e Karim Siebeneicher Brito. 4. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2011 (Série Estratégias de Ensino; v. 25).

Com base nesta afirmação da autora, analise as assertivas abaixo:

I- O trabalho com gêneros textuais/discursivos é fundamental para o desenvolvimento das práticas de leitura/escuta e produção textual/oralidade.
II- Através do trabalho com gêneros textuais/discursivos, os alunos acessam de forma contextualizada o funcionamento da linguagem e tornam-se proficientes na leitura e na escrita.
III- De acordo com a autora, a autonomia do aluno na Educação Básica com relação às práticas de linguagem independem do trabalho pedagógico com gêneros discursivos.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3645814 Português
Qual seria a hora certa de ensinar a metalinguagem gramatical aos alunos? A respeito deste assunto, Antunes (2014, p. 64, grifo da autora) defende que “não se trata apenas de se saber 'quando' iniciar esse estudo; ainda assim, vale ressaltar que não se deve começar por aí; sem que os alunos estejam lendo e escrevendo, não há por que entrar em definições do que é ditongo, tritongo, dígrafo, por exemplo, nem de outras tantas diferenciações, todas do domínio da metalinguagem”.
Fonte: ANTUNES, Irandé. Gramática contextualizada: limpando “o pó das ideias simples”. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2014 (Série Estratégias de Ensino; v. 49).

Acerca do posicionamento de Antunes (2014), analise as seguintes assertivas.

I- O sucesso do ensino da metalinguagem gramatical independe da proficiência em leitura e escrita.
II- É improdutivo ensinar a metalinguagem gramatical se os alunos estão apresentando sérias dificuldades acerca do domínio da leitura e da escrita.
III- O ensino gramatical deve ser contextualizado, ou seja, ele deve suscitar o domínio das práticas de leitura e escrita.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3645813 Português

Leia o seguinte posicionamento de Fayol (2014, p. 85): “[...] preparar a redação equivale a produzir, e vice-versa. Os conhecimentos disponíveis são a principal dimensão a ter um efeito sobre a qualidade e o tamanho dos textos, bem como sobre o modo de produção: os textos são melhores na medida em que os conhecimentos prévios são numerosos e bem-organizados na memória”.


Fonte: FAYOL, Michel. Aquisição da escrita. 1. ed. São Paulo: Parábola Editorial, 2014 (Série Estratégias de Ensino; v. 45).



Com base nas elucidações de Fayol (2014), considere a seguinte situação de sala de aula: Aline, professora de português do 6º ano do Ensino Fundamental, percebe que a escrita de seus alunos é muito influenciada pela oralidade e pouco desenvolvida. Uma estratégia CORRETA para abordar a situação é:

Alternativas
Q3645812 Português
Rojo (2009, p. 112) defende que: “[...] o texto já não pode mais ser visto fora da abrangência dos discursos, das ideologias e das significações, como tanto a escola quanto as teorias se habituaram a fazer. [...] a compreensão de um discurso é ativa, é uma ação de réplica e não de repetição”.
Fonte: ROJO, Roxane. Letramentos múltiplos, escola e inclusão social. São Paulo: Parábola Editorial, 2009 (Série Estratégias de Ensino; v. 13).

A respeito das ideias de Rojo (2009), considere as assertivas abaixo.

I- O texto é uma atividade discursiva. Portanto, não se fecha em si mesmo. Ler e compreender implicam a necessidade de réplica.
II- A compreensão de um texto, oral ou escrito, é um processo ativo e que implica a interação. É um evento de letramento.
III- O sentido de um texto é único. Ler corresponde a identificar esse sentido.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3645810 Português
No contexto do Ensino Médio, a BNCC afirma: “Considerando que uma semiose é um sistema de signos em sua organização própria, é importante que os jovens, ao explorarem as possibilidades expressivas das diversas linguagens, possam realizar reflexões que envolvam o exercício de análise de elementos discursivos, composicionais e formais de enunciados nas diferentes semioses [...]” (Brasil, 2018, p. 486).
Fonte: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.

A partir dessa definição da BNCC, considere as assertivas que seguem:

I- Explorar em sala de aula gêneros textuais diversos é uma forma eficiente de explorar diferentes semioses.
II- Cada gênero apresenta uma organização própria e sua diversidade em sala de aula garante ao jovem acesso a múltiplas formas de usar a linguagem com eficiência.
III- O domínio de diferentes semioses não é uma condição necessária para a proficiência em gêneros textuais.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3645809 Pedagogia
Acerca do ensino de Língua Portuguesa sob a ótica da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), analise as assertivas a seguir.
Fonte: BRASIL. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2017.

I- O texto é considerado o centro do ensino da língua portuguesa e deve sempre ser relacionado aos seus contextos de produção e ao desenvolvimento de práticas de linguagem: leitura, escrita, escuta, análise linguística/semiótica/oralidade.
II- Os letramentos da cultura escrita devem ser privilegiados na sala de aula, uma vez que o aluno já chega à escola dominando a oralidade.
III- A hipertextualidade deve ser contemplada no ensino de Língua Portuguesa.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Respostas
4901: B
4902: B
4903: A
4904: D
4905: D
4906: D
4907: E
4908: E
4909: C
4910: C
4911: D
4912: E
4913: C
4914: A
4915: D
4916: A
4917: E
4918: B
4919: B
4920: E