Questões de Concurso Para professor - língua portuguesa

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Q3998919 Português
Assinale a frase em que a palavra sublinhada está corretamente grafada.
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Q3998918 Português
Entre as palavras destacadas nas frases a seguir, assinale aquela em que, na forma plural, a pronúncia é feita com O aberto (ó).
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Q3998917 Português
Assinale a frase em que a palavra sublinhada não é paroxítona (as palavras estão propositalmente sem acento gráfico).
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Q3998916 Português
Observe com atenção o início de uma crônica de Mário de Andrade.

A pesca do dourado

    “Quando chegamos na barranca do Mogi, andadas oito léguas de cabriolante forde, era madrugada franca. O rio fumava no inverninho delicioso. Vento, nada. E a névoa do rio meio que arroxeava, guardando na brancura as cores do sol futuro.
    Estivemos por ali, esquentando no foguinho caipira que é o cobertor da nossa gente. Estivemos por ali, esfregando as mãos, tomando café, preparando as varas. Eu, como não tinha esperança mesmo de pescar nenhum dourado, fui pescar iscas no ceveiro. Nove bastavam, me falaram.
     E a rodada principiou.”

Há um conjunto de características da linguagem empregada nesse texto.

Assinale a característica apontada que mostra um exemplo adequado.
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Q3998915 Português
Alfabetização é o mesmo que letramento?

    A alfabetização é o processo de aprender a ler e escrever, algo que já conhecemos há bastante tempo. As crianças na faixa dos seis anos vão à escola, no Ensino Fundamental I, para aprender a ler e escrever. Jovens e adultos que ainda não adquiriram esse conhecimento também podem frequentar aulas para se alfabetizarem, sem importar a idade.
     Já o letramento é uma habilidade um pouco mais complexa. A palavra “letramento” vem da expressão em inglês literacy, que remete ao latim littera, que significa letra. Antigamente, a ideia dizia respeito apenas a alguém conhecedor das “Letras”, ou seja, da literatura. Com o decorrer da história e a modernização da sociedade, o conceito foi influenciado por diversas transformações, quando se tornou imprescindível que os indivíduos desenvolvessem habilidades para ler e escrever no cenário das práticas sociais, algo além da simples leitura e escrita de palavras.
(ICL-Notícias / 31/01/2026)

Sobre a estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmação correta.
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Q3998914 Português
O termo “odontólogo”, presente na crônica de Stanislaw, é um termo erudito, equivalente a “dentista”.
Entre os termos a seguir, assinale aquele que mostra significação correta.
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Q3998913 Português
Os segmentos abaixo, retirados da crônica de Stanislaw, tiveram termos substituídos por equivalentes.

Assinale a frase em que essa substituição foi realizada de forma correta e conveniente.
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Q3998912 Português
ATENÇÃO: O texto abaixo é o início de uma pequena narrativa de Stanislaw Ponte Preta. Use-o para responder à próxima questão.


    “Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.

    Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

     Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

    É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal.”
O texto de Stanislaw Ponte Preta é classificado como uma narrativa, estrutura textual caracterizada pela evolução cronológica de ações.

Assinale a opção em que os segmentos destacados estão em sequência cronológica.
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Q3998911 Literatura
ATENÇÃO: O texto abaixo é o início de uma pequena narrativa de Stanislaw Ponte Preta. Use-o para responder à próxima questão.


    “Diz que era uma velhinha que sabia andar de lambreta. Todo dia ela passava na fronteira montada na lambreta, com um bruto saco atrás da lambreta. O pessoal da alfândega – tudo malandro velho – começou a desconfiar da velhinha.

    Um dia, quando ela vinha na lambreta com o saco atrás, o fiscal da alfândega mandou ela parar. A velhinha parou e então o fiscal perguntou assim pra ela:

     Escuta aqui, vovozinha, a senhora passa por aqui todo dia, com esse saco aí atrás. Que diabo a senhora leva nesse saco?

    A velhinha sorriu com os poucos dentes que lhe restavam e mais os outros, que ela adquirira no odontólogo, e respondeu:

    É areia!

    Aí quem sorriu foi o fiscal.”
Uma das marcas do Modernismo é a penetração da oralidade e da linguagem popular na língua escrita literária. Assinale a frase abaixo que se mostra isenta dessa penetração.
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Q3998910 Português
ATENÇÃO: use o fragmento textual abaixo, retirado do Sermão da Sexagésima, que aborda o tema do estilo dos pregadores, para responder à próxima questão. 


    “O pregador há de ser como quem semeia e não como quem ladrilha ou azuleja. Ordenado, mas como as estrelas: As estrelas, permanecendo na sua ordem. Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que faça lavor. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o céu em xadrez de palavras. Se de uma parte há de estar branco, da outra há de estar negro; se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizem sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com seu contrário?”
No fragmento, há uma referência específica ao seguinte tipo de linguagem figurada: 
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Q3998909 Literatura
ATENÇÃO: use o fragmento textual abaixo, retirado do Sermão da Sexagésima, que aborda o tema do estilo dos pregadores, para responder à próxima questão. 


    “O pregador há de ser como quem semeia e não como quem ladrilha ou azuleja. Ordenado, mas como as estrelas: As estrelas, permanecendo na sua ordem. Todas as estrelas estão por sua ordem; mas é ordem que faz influência, não é ordem que faça lavor. Não fez Deus o céu em xadrez de estrelas, como os pregadores fazem o céu em xadrez de palavras. Se de uma parte há de estar branco, da outra há de estar negro; se de uma parte dizem luz, da outra hão de dizem sombra; se de uma parte dizem desceu, da outra hão de dizer subiu. Basta que não havemos de ver num sermão duas palavras em paz? Todas hão de estar sempre em fronteira com seu contrário?”
Esse segmento critica um estilo de época.

Assinale a opção que identifica corretamente esse estilo e a razão básica de ser criticado. 
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Q3998908 Português
Uma das marcas mais fortes da literatura machadiana é a correção gramatical.

Assinale a frase abaixo que respeita integralmente a norma culta.
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Q3998907 Português
ATENÇÃO: use o trecho abaixo, do famoso romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, que narra o dia do casamento de Bentinho e Capitu, para responder à próxima questão.


    “Pois sejamos felizes de uma vez, antes que o leitor pegue em si, morto de esperar, e vá espairecer a outra parte; casemo-nos. Foi em 1865, uma tarde de março, por sinal chovia. Quando chegamos ao alto da Tijuca, onde era o nosso ninho de noivos, o céu recolheu a chuva e acendeu as estrelas, não só as já conhecidas, mas ainda as que só serão descobertas daqui a muitos séculos. Foi grande fineza e não foi única. São Pedro, que tem as chaves do céu, abriu-nos as portas dele, fez-nos entrar, e depois de tocar-nos com o báculo, recitou alguns versículos da sua primeira epístola: “As mulheres sejam sujeitas a seus maridos... Não seja o adorno delas o enfeite dos cabelos riçados ou as rendas de ouro, mas o homem que está escondido no coração... Do mesmo modo, vós, maridos, coabitai com elas, tratando-as com honra, como a vasos mais fracos, e herdeiras convosco da graça da vida...” Em seguida, fez sinal aos anjos, e eles entoaram um trecho do Cântico, tão concertadamente, que desmentiram a hipótese do tenor italiano, se a execução fosse na terra; mas era no céu. A música ia com o texto, como se houvessem nascido juntos, à maneira de uma ópera de Wagner. Depois, visitamos uma parte daquele lugar infinito. Descansa que não farei descrição alguma, nem a língua humana possui formas idôneas para tanto.”
Leia com atenção o fragmento do texto:

“Depois, visitamos uma parte daquele lugar infinito. Descansa que não farei descrição alguma, nem a língua humana possui formas idôneas para tanto.”

Assinale a afirmação correta sobre a estruturação descritiva de um texto, com base nesse segmento.
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Q3998906 Português
ATENÇÃO: use o trecho abaixo, do famoso romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, que narra o dia do casamento de Bentinho e Capitu, para responder à próxima questão.


    “Pois sejamos felizes de uma vez, antes que o leitor pegue em si, morto de esperar, e vá espairecer a outra parte; casemo-nos. Foi em 1865, uma tarde de março, por sinal chovia. Quando chegamos ao alto da Tijuca, onde era o nosso ninho de noivos, o céu recolheu a chuva e acendeu as estrelas, não só as já conhecidas, mas ainda as que só serão descobertas daqui a muitos séculos. Foi grande fineza e não foi única. São Pedro, que tem as chaves do céu, abriu-nos as portas dele, fez-nos entrar, e depois de tocar-nos com o báculo, recitou alguns versículos da sua primeira epístola: “As mulheres sejam sujeitas a seus maridos... Não seja o adorno delas o enfeite dos cabelos riçados ou as rendas de ouro, mas o homem que está escondido no coração... Do mesmo modo, vós, maridos, coabitai com elas, tratando-as com honra, como a vasos mais fracos, e herdeiras convosco da graça da vida...” Em seguida, fez sinal aos anjos, e eles entoaram um trecho do Cântico, tão concertadamente, que desmentiram a hipótese do tenor italiano, se a execução fosse na terra; mas era no céu. A música ia com o texto, como se houvessem nascido juntos, à maneira de uma ópera de Wagner. Depois, visitamos uma parte daquele lugar infinito. Descansa que não farei descrição alguma, nem a língua humana possui formas idôneas para tanto.”
O segmento “Pois sejamos felizes de uma vez, antes que o leitor pegue em si, morto de esperar, e vá espairecer a outra parte; casemo-nos.” indica algo sobre a estrutura narrativa do texto. Podemos afirmar que o narrador do romance é
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Q3998905 Português
ATENÇÃO: use o trecho abaixo, do famoso romance Dom Casmurro, de Machado de Assis, que narra o dia do casamento de Bentinho e Capitu, para responder à próxima questão.


    “Pois sejamos felizes de uma vez, antes que o leitor pegue em si, morto de esperar, e vá espairecer a outra parte; casemo-nos. Foi em 1865, uma tarde de março, por sinal chovia. Quando chegamos ao alto da Tijuca, onde era o nosso ninho de noivos, o céu recolheu a chuva e acendeu as estrelas, não só as já conhecidas, mas ainda as que só serão descobertas daqui a muitos séculos. Foi grande fineza e não foi única. São Pedro, que tem as chaves do céu, abriu-nos as portas dele, fez-nos entrar, e depois de tocar-nos com o báculo, recitou alguns versículos da sua primeira epístola: “As mulheres sejam sujeitas a seus maridos... Não seja o adorno delas o enfeite dos cabelos riçados ou as rendas de ouro, mas o homem que está escondido no coração... Do mesmo modo, vós, maridos, coabitai com elas, tratando-as com honra, como a vasos mais fracos, e herdeiras convosco da graça da vida...” Em seguida, fez sinal aos anjos, e eles entoaram um trecho do Cântico, tão concertadamente, que desmentiram a hipótese do tenor italiano, se a execução fosse na terra; mas era no céu. A música ia com o texto, como se houvessem nascido juntos, à maneira de uma ópera de Wagner. Depois, visitamos uma parte daquele lugar infinito. Descansa que não farei descrição alguma, nem a língua humana possui formas idôneas para tanto.”
No trecho “Pois sejamos felizes de uma vez, antes que o leitor pegue em si, morto de esperar, e vá espairecer a outra parte; casemo-nos.”, há uma alusão indireta a um tipo de leitor, que é o leitor 
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Q3998287 Português

A letra da canção “Domingo no parque” (GIL, 1982, p. 26, 27), um frevo, fala de um triângulo amoroso envolvendo dois amigos e uma moça chamada Juliana. Leia-a atentamente para, depois, escolher apenas uma opção correta que se refira a ela. 


O rei da brincadeira – ê, José

O rei da confusão – ê, João

Um trabalhava na feira – ê, José

Outro na construção – ê, João


A semana passada, no fim da semana,

João resolveu não brigar.

No domingo de tarde saiu apressado

E não foi pra Ribeira jogar

Capoeira.

Não foi pra lá, pra Ribeira,

Foi namorar.

O José, como sempre, no fim da semana

Guardou a barraca e sumiu.

Foi fazer, no domingo, um passeio no parque,

Lá perto da Boca do Rio.

Foi no parque que ele avistou Juliana,

Foi que ele viu Foi que ele viu Juliana na roda com João,

Uma rosa e um sorvete na mão.

Juliana, seu sonho, uma ilusão,

Juliana e o amigo João.


O espinho da rosa feriu Zé

E o sorvete gelou seu coração.

O sorvete e a rosa – ê José

A rosa e o sorvete – ê José

Oi dançando no peito – ê José

Do José brincalhão – ê, José

O sorvete e a rosa – ê José

A rosa e o sorvete – ê José

Oi girando na mente – ê José

Do José brincalhão – ê José


Juliana girando – oi girando

Oi na roda gigante – oi girando

Oi na roda gigante – oi girando

O amigo João – oi João

O sorvete é morango – é vermelho

Oi girando e a rosa – é vermelha

Oi girando, girando – é vermelha

Oi girando, girando – olha a faca

Olha o sangue na mão – ê José

Juliana no chão – ê José

Outro corpo caído – ê José

Seu amigo João – ê José

Amanhã não tem feira – ê José

Não tem mais construção – ê, João

Não tem mais brincadeira – ê José

Não tem mais confusão – ê, João



Alternativas
Q3998286 Português
Leia um trecho de um poema do poeta João de Jesus Paes Loureiro (2002, p. 9, 10) para marcar a opção correta em relação a ele.


(Fragmento)


Plantador de cana verde

das terras de Abaetetuba,

por que só tu quem trabalha,

por que teu filho não estuda?

Plantador de cana verde

das terras de Abaetetuba?


Teus braços plantam doçuras

colhem braçadas de dor.

O sol que te cresta a pele

doura a praia do Senhor.

Teus braços plantam doçuras

colhem braçadas de dor.


Tuas mãos acendem esperanças

de um certo verde esplendor.

E um verde mar que propagas,

um doce mar, Plantador.

Tuas mãos acendem doçuras

de um certo verde esplendor.


Não vês, porém que esta cana

é cano cruel que aponta

o lucro de teu patrão

para teu lar que não janta?

Não vês, porém que esta cana

é cano cruel que aponta?

(...)

Alternativas
Q3998285 Português
A obra de Carolina de Jesus, Quarto de Despejo: diário de uma favelada, é riquíssima em diversos aspectos, inclusive sociológicos, por registrar realisticamente as mazelas que havia em um ambiente violento e abandonado pelas políticas sociais. Esse livro, assim como outros da escritora, que poderia ser classificado como romance-diário ou autobiográfico, foi escrito na década de 1950, tendo sua primeira publicação em 1960, sem uma revisão gramatical completa, saindo ao público mais ou menos como ela apresentou nos seus originais. A autora havia estudado apenas as séries iniciais do antigo primário, portanto, a narrativa apresenta elementos marcados por forte oralidade, tanto que muitos pensaram que se tratava de golpe publicitário. Porém, o escritor Manuel Bandeira declarou que “(...) ninguém poderia inventar aquela linguagem, aquele dizer as coisas com extraordinária força criativa mas típico de quem ficou a meio do caminho da instrução primária” (JESUS, 2014, p. 9). 
Abaixo há três fragmentos retirados da obra de Carolina de Jesus nos quais ela narra sua história, apresentando alguns problemas quanto à norma culta, e que muitos deles se aproximam do linguajar oral. Identifique a opção que expressa esses trechos, mas de acordo com o que seria exigido pela norma padrão da língua portuguesa.
“Avisei as crianças que não tinha pão. Que tomassem café simples e comesse carne com farinha. (...) e os 13 cruzeiros não dava!” (JESUS, 2014, p. 10).
“Quando iniciei outro surgiu os filhos pedindo pão” (JESUS, 2014, p. 11).
“E lhe chinguei interiormente. Se estou gravida não é de sua conta. Tenho pavor destas mulheres da favela. Tudo quer saber!” (JESUS, 2014, p. 12).
Alternativas
Q3998284 Literatura
A poesia de Max Martins (2001, p. 175) surge num cenário diverso e de experimentalismo da tendência da poesia moderna, legando influências evidentes na literatura poética até o século XXI. Gilberto Mendonça Teles (1983) em seu clássico Vanguarda Europeia e Modernismo Brasileiro informa – a respeito dessa inclinação na literatura brasileira e abraçada por poetas mais arrojados, a exemplo de Martins – que a modernidade chamou tais tendências de concretismo e neoconcretismo, sendo este distante daquele e abrindo o caminho aos mais novos e ousados estilos. Leia e observe o poema de Max Martins (2001, p. 175), expresso na figura, para marcar a única alternativa que se pode aplicar a ele, o qual o liga a um dos movimentos citados por Teles em seu livro acima referido – nas palavras do próprio crítico literário ou nas de poetas que publicaram manifestos e poemas alinhados a correntes literárias vanguardistas, considerando sua classificação exata:
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Alternativas
Q3998283 Literatura
Acerca da literatura realista, afirma Alfredo Bosi (2006, p. 179): “O Realismo ficcional aprofunda a narração de costumes contemporâneos da primeira metade do século XIX (Stendhal, Balzac, Dickens, Hugo) e de todo o século XVIII (Lesage, Diderot, Defoe, Fieldding, Jane Austen...). Nas obras desses grandes criadores do romance moderno já se exibiam poderosos dons de observação e de análise, razão pela qual não se deve cavar um fosso entre elas e as de Flaubert, Maupassant, Verga, Thackeray e Machado. Entretanto, é sempre válido dizer que as vicissitudes que pontuaram a ascensão da burguesia durante o século XIX foram rasgando os véus idealizantes que ainda envolviam a ficção romântica. Desnudam-se as mazelas da vida pública e os costumes da vida íntima; e buscam-se para ambas causas naturais (raça, clima, temperamento) ou culturais (meio, educação) que lhes reduzem de muito a área de liberdade. O escritor realista tomará a sério as suas personagens e se sentirá no dever de descobrir-lhes a verdade, no sentido positivista de dissecar os móveis do seu comportamento”.
Aponte a alternativa abaixo com obras de autores do Realismo ou do Realismo-Naturalismo brasileiro, ou seja, que apresentem essas características apontadas por Bosi:
Alternativas
Respostas
2301: B
2302: A
2303: C
2304: B
2305: D
2306: D
2307: C
2308: D
2309: E
2310: C
2311: A
2312: E
2313: A
2314: D
2315: C
2316: D
2317: B
2318: C
2319: C
2320: C