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A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
A rua, a fila, o acaso
Eu ia dando a minha voltinha num silêncio interior de paz. Está difícil flanar nas ruas de hoje. Muito barulho, carros voando ou atravancando a calçada, anda sobrecarregado o ar que respiramos. Mas há sempre o que ver, se levamos olhos desprevenidos, de simpatia. Me lembrei do tempo em que o pai de família saía depois do jantar pra fazer o quilo. A expressão tem a ver com o mistério da nossa usina interior.
Com o perdão da palavra, tem a ver com as nossas tripas. Hoje é o cooper, que traz um afã de competição. Cronometrado e exibido, tira o fôlego e impede a conversinha mole. É mais uma fábrica de ansiedade nesta época que fabrica estresse. Pois eu ia andando pra clarear as ideias, ou pra pensar em nada. Nessa hora de entrega e de inocência é que acontece a iluminação. A luzinha do entendimento acende onde quer.
Sem nenhum objetivo, ia eu bem satisfeitinho na minha disponibilidade. Aberto a qualquer convite, podia comprar um bombom, ou uma flor. Ou uma dessas canetinhas que acertam comigo e, bem ordinária, me traz um estremecimento de colegial. A gente sabe que o endereço da felicidade é no passado e é mentira. Mas é bom que exista, a felicidade. Nem que seja um momentinho só. Tão rico que dá pra ir vivendo. E se renova com qualquer surpresa boba. Encontrar por exemplo na banca uma revista fútil e dar com a foto daquela moça bonita. Olhar seus olhos e entendê-los, olhos adentro.
A vida é um mundo de possibilidades. Atração e repulsa, afinidades. Convergência e divergência. Nessa altura, as minhas pernas tinham me levado pro mundo da lua. Quando dei comigo de volta, estava espiando uma fila que coleava pela calçada. Curioso: etimologicamente, aposentado é quem se recolhe aos aposentos. De repente, os aposentados saíram da toca e estão na rua, pacientes em fila ou irados aos magotes.
Mas aquela fila não podia ser de aposentados. Tinha uma moça de short e pernas fortes de atleta. E muitos jovens. E vários boys. Um pequeno interesse, receber um dinheirinho, ou uma pequena obrigação, pagar uma conta, juntou na fila aquele pessoal todo. Misterioso caminho, esse, que aproxima as pessoas por um instante e depois as separa. Há de ver que ali estavam lado a lado duas almas que se procuram e, distraídas, disso não se deram conta. O acaso, o destino, quanta coisa passa por uma cabeça vadia! Ou por um frívolo coração.
(Otto Lara Resende. Folha de São Paulo. Publicada no livro Bom dia para nascer, Companhia da Letras, 2011.)
[…]

Available at: https://www.britishcouncil.org.br/sites/default/files/leitura_critica_bncc_-_en_-_v4_final.pdf. [Fragment]. Accessed on May 6, 2024.
To develop the BNCC ability of identifying what a text is about and recognising its textual organization and cognate words, English teachers are recommended to exploit different textual genres in the language classroom. Examples of such texts range from a menu, a text message or a poem to a book review.
To develop the BNCC ability EF06LI08, which includes identifying what a text is about, an English teacher should make use of
Read the following text to answer the question.
By Leo Selivan
In this article, informed by the Lexical Approach, I reflect on grammar instruction in the classroom […]. I consider the problems with ‘traditional’ grammar teaching before arguing that what we actually need is more grammar input as well as showing how lexis can provide necessary ‘crutches’ for the learner.
Lexis = vocabulary + grammar
The shift in ELT from grammar to lexis mirrors a similar change in the attitude of linguists. In the past linguists were preoccupied with the grammar of language; however the advances in corpus linguistics have pushed lexis to the forefront. The term ‘lexis’, which was traditionally used by linguists, is a common word these days and frequently used even in textbooks.
Why use a technical term borrowed from the realm of linguistics instead of the word ‘vocabulary’? Quite simply because vocabulary is typically seen as individual words (often presented in lists) whereas lexis is a somewhat wider concept and consists of collocations, chunks and formulaic expressions. It also includes certain patterns that were traditionally associated with the grammar of a language, e.g. If I were you…, I haven’t seen you for ages etc.
Recognising certain grammar structures as lexical
items means that they can be introduced much earlier,
without structural analysis or elaboration. Indeed, since the
concept of notions and functions made its way into language
teaching, particularly as Communicative Language Teaching
(CLT) gained prominence, some structures associated with
grammar started to be taught lexically (or functionally). I’d like
to is not taught as ‹the conditional› but as a chunk expressing
desire. Similarly many other ‹traditional› grammar items can
be introduced lexically relatively early on.
Less grammar or more grammar?
You are, no doubt, all familiar with students who on one hand seem to know the ‘rules’ of grammar but still fail to produce grammatically correct sentences when speaking or, on the other, sound unnatural and foreign-like even when their sentences are grammatically correct. Michael Lewis, who might be considered the founder of the Lexical Approach, once claimed that there was no direct relationship between the knowledge of grammar and speaking. In contrast, the knowledge of formulaic language has been shown by research to have a significant bearing on the natural language production.
Furthermore, certain grammar rules are practically impossible to learn. Dave Willis cites the grammar of orientation (which includes the notoriously difficult present perfect and the uses of certain modal verbs) as particularly resistant to teaching. The only way to grasp their meaning is through continuous exposure and use.
Finally, even the most authoritative English grammars never claim to provide a comprehensive description of all the grammar, hence the word ‘introduction’ often used in their titles (for instance, Huddleston & Pullum’s A Student’s Introduction to English Grammar or Halliday’s An Introduction to Functional Grammar).
If grammarians do not even attempt to address all areas of grammar, how can we, practitioners, cover all the aspects of grammar in our teaching, especially if all we seem to focus on is a limited selection of discrete items, comprised mostly of tenses and a handful of modal verbs? It would seem that we need to expose our students to a lot of naturally occurring language and frequently draw their attention to various grammar points as they arise.
For example, while teaching the expression fall asleep / be asleep you can ask your students:
• Don’t make any noise – she’s fallen asleep.
• Don’t make any noise – she’s asleep.
What does’s stand for in each of these cases (is or has)?
One of the fathers of the Communicative Language Teaching Henry Widdowson advocated using lexical items as a starting point and then ‘showing how they need to be grammatically modified to be communicatively effective’ (1990:95). For example, when exploring a text with your students, you may come across a sentence like this:
• They’ve been married for seven years.
You can ask your students: When did they get married? How should you change the sentence if the couple you are talking about is no longer married?
The above demonstrates how the teacher should be constantly on the ball and take every opportunity to draw students’ attention to grammar. Such short but frequent ‘grammar spots’ will help to slowly raise students’ awareness and build their understanding of the English grammar system.
[…]
Conclusion
So is there room for grammar instruction in the classroom? Certainly yes. But the grammar practice should always start with the exploitation of lexical items. Exposing students to a lot of natural and contextualised examples will offer a lexical way into the grammar of the language.
To sum up, grammar should play some role in language teaching but should not occupy a big part of class time. Instead grammar should be delivered in small but frequent portions. Students should be encouraged to collect a lot of examples of a particular structure before being invited to analyse it. Hence, analysis should be preceded by synthesis.
Lastly, language practitioners should bear in mind that grammar acquisition is an incremental process which requires frequent focus and refocus on the items already studied.
Available at: https://www.teachingenglish.org.uk/professionaldevelopment/teachers/knowing-subject/articles/grammar-vs-lexisor-grammar-through. Accessed on: April 29, 2024.
Read the following text to answer the question.
By Leo Selivan
In this article, informed by the Lexical Approach, I reflect on grammar instruction in the classroom […]. I consider the problems with ‘traditional’ grammar teaching before arguing that what we actually need is more grammar input as well as showing how lexis can provide necessary ‘crutches’ for the learner.
Lexis = vocabulary + grammar
The shift in ELT from grammar to lexis mirrors a similar change in the attitude of linguists. In the past linguists were preoccupied with the grammar of language; however the advances in corpus linguistics have pushed lexis to the forefront. The term ‘lexis’, which was traditionally used by linguists, is a common word these days and frequently used even in textbooks.
Why use a technical term borrowed from the realm of linguistics instead of the word ‘vocabulary’? Quite simply because vocabulary is typically seen as individual words (often presented in lists) whereas lexis is a somewhat wider concept and consists of collocations, chunks and formulaic expressions. It also includes certain patterns that were traditionally associated with the grammar of a language, e.g. If I were you…, I haven’t seen you for ages etc.
Recognising certain grammar structures as lexical
items means that they can be introduced much earlier,
without structural analysis or elaboration. Indeed, since the
concept of notions and functions made its way into language
teaching, particularly as Communicative Language Teaching
(CLT) gained prominence, some structures associated with
grammar started to be taught lexically (or functionally). I’d like
to is not taught as ‹the conditional› but as a chunk expressing
desire. Similarly many other ‹traditional› grammar items can
be introduced lexically relatively early on.
Less grammar or more grammar?
You are, no doubt, all familiar with students who on one hand seem to know the ‘rules’ of grammar but still fail to produce grammatically correct sentences when speaking or, on the other, sound unnatural and foreign-like even when their sentences are grammatically correct. Michael Lewis, who might be considered the founder of the Lexical Approach, once claimed that there was no direct relationship between the knowledge of grammar and speaking. In contrast, the knowledge of formulaic language has been shown by research to have a significant bearing on the natural language production.
Furthermore, certain grammar rules are practically impossible to learn. Dave Willis cites the grammar of orientation (which includes the notoriously difficult present perfect and the uses of certain modal verbs) as particularly resistant to teaching. The only way to grasp their meaning is through continuous exposure and use.
Finally, even the most authoritative English grammars never claim to provide a comprehensive description of all the grammar, hence the word ‘introduction’ often used in their titles (for instance, Huddleston & Pullum’s A Student’s Introduction to English Grammar or Halliday’s An Introduction to Functional Grammar).
If grammarians do not even attempt to address all areas of grammar, how can we, practitioners, cover all the aspects of grammar in our teaching, especially if all we seem to focus on is a limited selection of discrete items, comprised mostly of tenses and a handful of modal verbs? It would seem that we need to expose our students to a lot of naturally occurring language and frequently draw their attention to various grammar points as they arise.
For example, while teaching the expression fall asleep / be asleep you can ask your students:
• Don’t make any noise – she’s fallen asleep.
• Don’t make any noise – she’s asleep.
What does’s stand for in each of these cases (is or has)?
One of the fathers of the Communicative Language Teaching Henry Widdowson advocated using lexical items as a starting point and then ‘showing how they need to be grammatically modified to be communicatively effective’ (1990:95). For example, when exploring a text with your students, you may come across a sentence like this:
• They’ve been married for seven years.
You can ask your students: When did they get married? How should you change the sentence if the couple you are talking about is no longer married?
The above demonstrates how the teacher should be constantly on the ball and take every opportunity to draw students’ attention to grammar. Such short but frequent ‘grammar spots’ will help to slowly raise students’ awareness and build their understanding of the English grammar system.
[…]
Conclusion
So is there room for grammar instruction in the classroom? Certainly yes. But the grammar practice should always start with the exploitation of lexical items. Exposing students to a lot of natural and contextualised examples will offer a lexical way into the grammar of the language.
To sum up, grammar should play some role in language teaching but should not occupy a big part of class time. Instead grammar should be delivered in small but frequent portions. Students should be encouraged to collect a lot of examples of a particular structure before being invited to analyse it. Hence, analysis should be preceded by synthesis.
Lastly, language practitioners should bear in mind that grammar acquisition is an incremental process which requires frequent focus and refocus on the items already studied.
Available at: https://www.teachingenglish.org.uk/professionaldevelopment/teachers/knowing-subject/articles/grammar-vs-lexisor-grammar-through. Accessed on: April 29, 2024.
Read the following text to answer the question.
By Leo Selivan
In this article, informed by the Lexical Approach, I reflect on grammar instruction in the classroom […]. I consider the problems with ‘traditional’ grammar teaching before arguing that what we actually need is more grammar input as well as showing how lexis can provide necessary ‘crutches’ for the learner.
Lexis = vocabulary + grammar
The shift in ELT from grammar to lexis mirrors a similar change in the attitude of linguists. In the past linguists were preoccupied with the grammar of language; however the advances in corpus linguistics have pushed lexis to the forefront. The term ‘lexis’, which was traditionally used by linguists, is a common word these days and frequently used even in textbooks.
Why use a technical term borrowed from the realm of linguistics instead of the word ‘vocabulary’? Quite simply because vocabulary is typically seen as individual words (often presented in lists) whereas lexis is a somewhat wider concept and consists of collocations, chunks and formulaic expressions. It also includes certain patterns that were traditionally associated with the grammar of a language, e.g. If I were you…, I haven’t seen you for ages etc.
Recognising certain grammar structures as lexical
items means that they can be introduced much earlier,
without structural analysis or elaboration. Indeed, since the
concept of notions and functions made its way into language
teaching, particularly as Communicative Language Teaching
(CLT) gained prominence, some structures associated with
grammar started to be taught lexically (or functionally). I’d like
to is not taught as ‹the conditional› but as a chunk expressing
desire. Similarly many other ‹traditional› grammar items can
be introduced lexically relatively early on.
Less grammar or more grammar?
You are, no doubt, all familiar with students who on one hand seem to know the ‘rules’ of grammar but still fail to produce grammatically correct sentences when speaking or, on the other, sound unnatural and foreign-like even when their sentences are grammatically correct. Michael Lewis, who might be considered the founder of the Lexical Approach, once claimed that there was no direct relationship between the knowledge of grammar and speaking. In contrast, the knowledge of formulaic language has been shown by research to have a significant bearing on the natural language production.
Furthermore, certain grammar rules are practically impossible to learn. Dave Willis cites the grammar of orientation (which includes the notoriously difficult present perfect and the uses of certain modal verbs) as particularly resistant to teaching. The only way to grasp their meaning is through continuous exposure and use.
Finally, even the most authoritative English grammars never claim to provide a comprehensive description of all the grammar, hence the word ‘introduction’ often used in their titles (for instance, Huddleston & Pullum’s A Student’s Introduction to English Grammar or Halliday’s An Introduction to Functional Grammar).
If grammarians do not even attempt to address all areas of grammar, how can we, practitioners, cover all the aspects of grammar in our teaching, especially if all we seem to focus on is a limited selection of discrete items, comprised mostly of tenses and a handful of modal verbs? It would seem that we need to expose our students to a lot of naturally occurring language and frequently draw their attention to various grammar points as they arise.
For example, while teaching the expression fall asleep / be asleep you can ask your students:
• Don’t make any noise – she’s fallen asleep.
• Don’t make any noise – she’s asleep.
What does’s stand for in each of these cases (is or has)?
One of the fathers of the Communicative Language Teaching Henry Widdowson advocated using lexical items as a starting point and then ‘showing how they need to be grammatically modified to be communicatively effective’ (1990:95). For example, when exploring a text with your students, you may come across a sentence like this:
• They’ve been married for seven years.
You can ask your students: When did they get married? How should you change the sentence if the couple you are talking about is no longer married?
The above demonstrates how the teacher should be constantly on the ball and take every opportunity to draw students’ attention to grammar. Such short but frequent ‘grammar spots’ will help to slowly raise students’ awareness and build their understanding of the English grammar system.
[…]
Conclusion
So is there room for grammar instruction in the classroom? Certainly yes. But the grammar practice should always start with the exploitation of lexical items. Exposing students to a lot of natural and contextualised examples will offer a lexical way into the grammar of the language.
To sum up, grammar should play some role in language teaching but should not occupy a big part of class time. Instead grammar should be delivered in small but frequent portions. Students should be encouraged to collect a lot of examples of a particular structure before being invited to analyse it. Hence, analysis should be preceded by synthesis.
Lastly, language practitioners should bear in mind that grammar acquisition is an incremental process which requires frequent focus and refocus on the items already studied.
Available at: https://www.teachingenglish.org.uk/professionaldevelopment/teachers/knowing-subject/articles/grammar-vs-lexisor-grammar-through. Accessed on: April 29, 2024.
Read the following text to answer the question.
By Leo Selivan
In this article, informed by the Lexical Approach, I reflect on grammar instruction in the classroom […]. I consider the problems with ‘traditional’ grammar teaching before arguing that what we actually need is more grammar input as well as showing how lexis can provide necessary ‘crutches’ for the learner.
Lexis = vocabulary + grammar
The shift in ELT from grammar to lexis mirrors a similar change in the attitude of linguists. In the past linguists were preoccupied with the grammar of language; however the advances in corpus linguistics have pushed lexis to the forefront. The term ‘lexis’, which was traditionally used by linguists, is a common word these days and frequently used even in textbooks.
Why use a technical term borrowed from the realm of linguistics instead of the word ‘vocabulary’? Quite simply because vocabulary is typically seen as individual words (often presented in lists) whereas lexis is a somewhat wider concept and consists of collocations, chunks and formulaic expressions. It also includes certain patterns that were traditionally associated with the grammar of a language, e.g. If I were you…, I haven’t seen you for ages etc.
Recognising certain grammar structures as lexical
items means that they can be introduced much earlier,
without structural analysis or elaboration. Indeed, since the
concept of notions and functions made its way into language
teaching, particularly as Communicative Language Teaching
(CLT) gained prominence, some structures associated with
grammar started to be taught lexically (or functionally). I’d like
to is not taught as ‹the conditional› but as a chunk expressing
desire. Similarly many other ‹traditional› grammar items can
be introduced lexically relatively early on.
Less grammar or more grammar?
You are, no doubt, all familiar with students who on one hand seem to know the ‘rules’ of grammar but still fail to produce grammatically correct sentences when speaking or, on the other, sound unnatural and foreign-like even when their sentences are grammatically correct. Michael Lewis, who might be considered the founder of the Lexical Approach, once claimed that there was no direct relationship between the knowledge of grammar and speaking. In contrast, the knowledge of formulaic language has been shown by research to have a significant bearing on the natural language production.
Furthermore, certain grammar rules are practically impossible to learn. Dave Willis cites the grammar of orientation (which includes the notoriously difficult present perfect and the uses of certain modal verbs) as particularly resistant to teaching. The only way to grasp their meaning is through continuous exposure and use.
Finally, even the most authoritative English grammars never claim to provide a comprehensive description of all the grammar, hence the word ‘introduction’ often used in their titles (for instance, Huddleston & Pullum’s A Student’s Introduction to English Grammar or Halliday’s An Introduction to Functional Grammar).
If grammarians do not even attempt to address all areas of grammar, how can we, practitioners, cover all the aspects of grammar in our teaching, especially if all we seem to focus on is a limited selection of discrete items, comprised mostly of tenses and a handful of modal verbs? It would seem that we need to expose our students to a lot of naturally occurring language and frequently draw their attention to various grammar points as they arise.
For example, while teaching the expression fall asleep / be asleep you can ask your students:
• Don’t make any noise – she’s fallen asleep.
• Don’t make any noise – she’s asleep.
What does’s stand for in each of these cases (is or has)?
One of the fathers of the Communicative Language Teaching Henry Widdowson advocated using lexical items as a starting point and then ‘showing how they need to be grammatically modified to be communicatively effective’ (1990:95). For example, when exploring a text with your students, you may come across a sentence like this:
• They’ve been married for seven years.
You can ask your students: When did they get married? How should you change the sentence if the couple you are talking about is no longer married?
The above demonstrates how the teacher should be constantly on the ball and take every opportunity to draw students’ attention to grammar. Such short but frequent ‘grammar spots’ will help to slowly raise students’ awareness and build their understanding of the English grammar system.
[…]
Conclusion
So is there room for grammar instruction in the classroom? Certainly yes. But the grammar practice should always start with the exploitation of lexical items. Exposing students to a lot of natural and contextualised examples will offer a lexical way into the grammar of the language.
To sum up, grammar should play some role in language teaching but should not occupy a big part of class time. Instead grammar should be delivered in small but frequent portions. Students should be encouraged to collect a lot of examples of a particular structure before being invited to analyse it. Hence, analysis should be preceded by synthesis.
Lastly, language practitioners should bear in mind that grammar acquisition is an incremental process which requires frequent focus and refocus on the items already studied.
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