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I. Para o eu lírico escrever e viver eram verbos que se misturavam: viver era ser poeta e ser poeta era viver
II. Para a autora ser poeta era parte de sua identidade e era uma condição essencial para a sua vida , é o que se constata especialmente no verso: "Não sou alegre nem sou triste: sou poeta".
III. O poema é existencialista e trata da brevidade da vida, muitas vezes com certo grau de tristeza, apesar da extrema delicadeza.
IV. Os versos são construídos a partir de antíteses, ideias opostas (alegre e triste; noites e dias; desmorono e edifico; permaneço e desfaço; fico e passo).
São corretas as afirmativas:

I. O recurso da antítese traz a ideia de existencialismo no poema.
II. O uso de rimas misturadas não acrescenta musicalidade ao poema.
III. O uso constante do tempo presente do indicativo no poema pretende evocar o aqui e o agora.
IV. O poema "Motivo" não é um exemplo de metalinguagem.
São verdadeiras as afirmativas:
Eu não me cansava de admirar aquela variedade de cores, desde o verde negro até o verde água, palmeiras mais altas que as do Jardim Botânico enlaçam os leques formando a mais linda abóbada que se possa imaginar. Árvores derrubadas por raios. (...) A árvore da copaíba da qual decorre a resina que tem o nome de copaíba. (...). Árvores de 4 metros de circunferência, algumas servindo de toca de animais (...). Havia lugares onde os bambus se cruzavam por tal forma que era preciso passar por baixo deles todos curvados, quase a cabeça a tocar as orelhas do animal. Anda-se assim léguas e léguas e é tão espesso o teto de verdura, que não penetra um raio de sol.
CURADO, Augusta Faro Fleury. Do Rio de Janeiro a Goiás (1896). 3 ed. Goiânia: Kelps/UCG, 2005, p. 64.
Essas localidades são, atualmente, as cidades de
DOCUMENTO I:
“[...] Um milagre de salvação, alcançado pelo heroísmo, pela perseverança, pela disciplina perfeita, pelo serviço impecável, pela capacidade, pela habilidade, pela fidelidade inconquistável, é manifesto para todos nós [...]./ Nós expulsamos o exército; e eles pagaram quatro vezes por cada perda que causaram. Formações gigantescas de aeroplanos alemães – e sabemos que eles são um povo muito corajoso [...]” (4 de junho de 1940).
DOCUMENTO II:
“Camaradas, cidadãos, irmãos e irmãs, homens de nosso Exército e Marinha, minhas palavras se dirigem a vocês, caros amigos!/ O ataque insidioso da Alemanha hitlerista à nossa pátria, iniciado em 22 de junho, continua./ Apesar da resistência heroica [...], e embora as melhores divisões e as melhores unidades de força aéreo do inimigo já tenham sido esmagadas e tenham encontrado sua ruína no campo de batalha, o inimigo continua a avançar, enviando novas tropas para o front [...]” (3 de julho de 1941).
Os excertos supracitados correspondem a discursos proferidos, respectivamente, pelos seguintes sujeitos históricos e nos contextos a eles relacionados:
Portugal levou a cabo a incorporação de novas possessões entre o início do século XV e o final do período quinhentista. A primeira tomada territorial extraeuropeia concretizou-se em 1415 […].
CARDIM, Pedro; MIRANDA, Susana. A expansão da Coroa portuguesa e o estatuto político dos territórios. In: GOUVÊA, Maria de Fátima; FRAGOSO, João Luís Ribeiro (orgs.). O Brasil Colonial, vol. 2 (ca. 1580 - ca. 1720). Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014, p. 51-106.
A chegada de quase 8.000 migrantes irregulares [...] evidenciou duas questões, ambas já conhecidas dos dois lados da fronteira. Uma delas é que ficou demonstrada a capacidade de desestabilização que a situação no Marrocos pode ter em relação à Espanha.
Disponível em: . Acesso em: 8 abr. 2022.
A duas fontes se referem ao mesmo território, porém, em momentos distintos da história. Esse lugar corresponde à
Leia a imagem a seguir

A fotografia mostra o então presidente do Brasil, Emílio Garrastazu Médici, erguendo a taça do tricampeonato mundial de futebol, cujo momento histórico foi utilizado para reforçar
O calendário de festividades [...] era imenso e comportava verdadeiros ciclos festivos bastante heterogêneos nas formas de comemoração. As festas misturavam várias formas de agradar aos deuses e aos homens. Numa mesma festividade poderiam ocorrer procissões festivas, sacrifícios de animais, jogos gladiatórios, banquetes públicos, corridas de carros, entre outras atrações.
GONÇALVES, Ana Teresa Marques. As festas romanas. Revista de Estudos do Norte Goiano, Vol. 1, nº 1, ano 2008, p. 26-68.
O texto se refere ao mundo antigo, especificando o contexto
O procurador de Justiça do Ministério Público do Pará (MPPA) destilou ódio em um discurso para alunos de uma faculdade particular de Direito em Belém. ‘Problema da escravidão no Brasil foi porque o índio não gosta de trabalhar, até hoje’, disse, para justificar o holocausto negro que aconteceu no Brasil durante mais de 300 anos .
Disponível em: . Acesso em: 24 fev. 2020. (Adaptado)
A afirmação do procurador reproduz estereótipos construídos historicamente acerca das populações indígenas no Brasil, associados a uma narrativa
Certa lógica e certa linguagem da violência trazem consigo uma determinação cultural profunda. Como se fosse um verdadeiro nó nacional, a violência está encravada na mais remota história do Brasil, país cuja vida social foi marcada pela escravidão. Fruto da nossa herança escravocrata, a trama dessa violência é comum a toda a sociedade, se espalhou pelo território nacional e foi assim naturalizada. A experiência de violência e dor se repõe, resiste e se dispersa na trajetória do Brasil moderno.
SCWHARCZ, Lilia Moritz e STARLING, Heloísa. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. (Adaptado)
De acordo com as autoras do texto, a herança da escravidão na sociedade brasileira é a