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Considere a tabela abaixo estruturada no programa Microsoft Excel, contendo informações sobre o inventário de um escritório:
Um técnico de suporte precisa preencher um relatório e aplicou a seguinte fórmula na célula B5: =CONT.VALORES(B1:B4) - CONT.NÚM(B1:B4). O resultado obtido pelo técnico na célula B5 será:
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Considerando o trecho “[...] só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.”, analise os enunciados abaixo e, em seguida, considerando V como verdadeira e F como falsa, selecione a alternativa correta.
I. A expressão “só lhe restava” sugere que o personagem não dispunha de alternativas para enfrentar o problema da seca.
II. O emprego da expressão “como negro fugido” intensifica a condição de extrema vulnerabilidade de Fabiano.
III. As escolhas lexicais feitas pelo narrador limitam-se a informar sobre o deslocamento de Fabiano e sua família, sem acrescentar efeitos de sentido que contribuam para a interpretação do leitor.
IV. O uso da comparação “como negro fugido” intensifica a argumentação do narrador, pois amplia a percepção do leitor sobre a gravidade da situação vivida por Fabiano e sua família.
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, analise a charge abaixo:
TEXTO II

(Fonte: NINIU. [Não existe racismo. Tanto que você está empregado, né segurança?]. Instagram: @chargesdoniniu. [S. l.], 13 ago. 2023. Disponível em: <https://www.instagram.com/chargesdoniniu/ >. Acesso em: 10 jul. 2026.)
Para a questão, analise a situação-problema abaixo:
Sobre a atuação da Fifa na designação dos países sede da Copa do Mundo, imaginemos que dois jornais de expressividade regional (doravante Jornal A e Jornal B) publiquem as seguintes manchetes:
Manchete 1 (Jornal A)
“A Fifa priorizou aspectos financeiros na definição dos EUA como uma das sedes da Copa do Mundo em 2026”
Manchete 2 (Jornal B)
“A fome financeira da Fifa determinou a escolha dos EUA como uma das sedes do mundial em 2026”