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Sobre a dinâmica externa da Terra, é correto afirmar:
1. A dinâmica externa do globo terrestre de modo geral está intimamente correlacionada aos fenômenos climáticos.
2. A climatologia estuda a temperatura, a umidade, o regime dos ventos, a evaporação, a insolação entre outros fenômenos; fatores esses correlacionados com as atividades biológicas, e todos esses estão ligados ao intemperismo.
3. A principal causa da variação de temperatura é a inclinação com que os raios solares atingem a Terra.
4. Dos trópicos aos polos, a obliquidade dos raios solares aumenta progressivamente, diminuindo assim a insolação, embora os dias sejam mais longos.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A energia elétrica pode ser gerada a partir de diversas fontes. No Brasil a energia elétrica é gerada principalmente por:
A agricultura moderna no Brasil promove o aumento da produtividade e a geração de riqueza com a expansão do agronegócio e o uso de biocombustíveis.
Sobre a importância do agronegócio no Brasil, é correto afirmar:
1. O agronegócio constitui uma atividade econômica em plena expansão no Brasil e pode ser definido como cadeia produtiva.
2. A cadeia produtiva envolve a produção agropecuária, a transformação dos gêneros agropecuários em produtos industrializados e a distribuição e a venda desses produtos.
3. O agronegócio envolve a aplicação de altos investimentos na aquisição e utilização de técnica moderna de produção, com o uso intensivo de máquinas e insumos agrícolas.
4. O aumento da produtividade do agronegócio possibilita o aumento da exportação de produtos agrícolas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Sobre a divisão política do Brasil, é correto afirmar:
1. O território brasileiro está dividido em 31 unidades da Federação, num total de 30 estados.
2. Os representantes eleitos nos estados são denominados governadores e nos municípios recebem o nome de prefeitos.
3. O Distrito Federal é formado por uma parte do território brasileiro onde se localiza a capital do país, Brasília, que é a única cidade do Brasil administrada por um prefeito.
4. No Brasil, a extensão territorial e o grau de desenvolvimento socioeconômico das unidades federativas variam muito de estado para outro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Analise as afirmativas abaixo sobre a formação e o povoamento do território brasileiro.
1. A evolução das fronteiras brasileiras está estreitamente relacionada à defesa da soberania territorial e à organização das atividades econômicas desenvolvidas.
2. No início da colonização, com a implantação da atividade leiteira, a Coroa portuguesa decidiu estabelecer a segunda divisão política-administrativa dividindo o território em 25 lotes de terra de limites retilíneos que foram chamados de capitanias hereditárias.
3. A expansão portuguesa gerou conflitos com vários países, sobretudo com a Coroa espanhola.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
O Brasil é um país de dimensões continentais, com grande diversidade de riquezas naturais e culturais.
Sobre o Brasil, é correto afirmar:
1. A grande extensão de terras férteis para a prática agrícola e o extenso litoral diminuem as possibilidades de exploração econômica do território.
2. Ao longo do tempo, as fronteiras do Brasil foram sofrendo constantes alterações por meio de conquistas territoriais.
3. As atividades econômicas desenvolvidas no território propiciaram a concentração populacional e a integração do território brasileiro.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
A Terra é formada por diversos ambientes que estão estreitamente interligados.
Analise as afirmativas abaixo sobre o planeta Terra:
1. A atmosfera é uma camada formada por gases e partículas que envolve a superfície terrestre.
2. O interior da Terra é considerado um grande enigma para os seres humanos, devido à dificuldade de pesquisá-lo e também por causa de sua complexidade.
3. O conhecimento que temos sobre o interior de nosso planeta se deve a pesquisas realizadas em sua superfície e às observações de fenômenos naturais.
4. A litosfera forma a camada interior da Terra.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Sobre o Estado de Santa Catarina, é correto afirmar:
1. O Estado de Santa Catarina situa-se totalmente no Hemisfério Austral.
2. O relevo catarinense é predominantemente planáltico.
3. Somente o Estado de Santa Catarina está situado totalmente na zona temperada da Terra.
4. Os depósitos mais recentes encontrados em Santa Catarina são os sedimentos arenosos e argilosos inconsolidados, presentes nos vales fluviais e no litoral.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Sobre a diversidade cultural na América Latina, é correto afirmar:
1. Entre os grupos pré-colombianos distinguem- se algumas regiões socioculturais diversificadas, como por exemplo, os povos maias, incas, asiáticos e astecas que formaram cidades e impérios, tendo sua organização econômica voltada para as práticas agrícolas e de comércio.
2. O povo maia e o povo asteca viviam em território mesoamericano e o povo inca em áreas de Cordilheira dos Andes (territórios dos atuais países: Peru, Equador, Argentina, Chile e Bolívia).
3. O povo inca possuía um complexo sistema de contagem e cálculos, além de conhecimentos astronômicos e de geometria que aplicavam em suas construções. Os incas formaram um grande império com a capital em Cuzco, na Bolívia.
4. Os povos maias possuíam um sistema de escrita em hieróglifos e faziam avançados cálculos matemáticos e observações astronômicas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Sobre o Sistema Solar, é correto afirmar:
1. Atualmente, com a tecnologia que conhecemos, podemos dizer que a Terra é a única estrela do Sistema Solar que tem as condições necessárias para a criação e a manutenção da vida.
2. As mudanças de posição da Lua em relação à Terra e ao Sol fazem com que, na Terra, a visualização da face iluminada da Lua sofra alterações constantes.
3. O Sol e a Lua são corpos celestes que exercem grande influência nos fenômenos que ocorrem na Terra.
4. A Lua é a principal responsável pelo movimento das marés.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Analise o texto abaixo:
Uma das explicações para os baixos índices pluviométricos em áreas da região do semiárido nordestino está relacionada à presença ........................................................ , que funciona com barreira natural às massas de ar carregadas de umidade que vêm do Oceano Atlântico. Ao encontrar a barreira, as massas de ar se elevam entrando em contato com o ar mais frio. Isso provoca sua condensação e favorece a ocorrência de precipitações, resultando no chamado efeito ................................................ . Por essa razão as chuvas se concentram a leste, deixando as áreas do interior do Nordeste em estiagem.
Assinale a alternativa que completa corretamente as lacunas do texto.
Identifique abaixo as frases corretas ( C ) e as erradas ( E ), considerando a regência verbal e o emprego do pronome.
( ) Todos sabem que amamo-nos incondicionalmente.
( ) Hoje, repreendo-me pelos arroubos da juventude.
( ) Eu disse que lhe daria meu apoio em qualquer circunstância, disse o rapaz àquela autoridade.
( ) O professor havia enganado-se.
( ) Um aluno caiu da cadeira que estava escrevendo.
( ) A casa, em cuja frente funcionava um bar, foi arrombada.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Na estrutura sintática de nossa língua, o nome pode ser empregado em várias funções.
Assinale a alternativa em que o nome sublinhado compõe um adjunto adverbial.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Considere a frase:
“O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem”
Assinale a alternativa correta sobre ela.
Considerando que as conjunções subordinadas adverbiais são elementos coesivos importantes para dar significado ao nosso discurso, analise as frases abaixo:
1. Ela emprestará seu livro preferido desde que você o devolva até domingo.
2. Desde que ele se mudou para Florianópolis, nunca mais voltou à cidade natal.
3. Desde que o juramento que fizeste é falso, foi considerado inocente aquele rapaz.
4. Ele não será chamado a depor, uma vez que tenha álibi.
5. Ele não será chamado a depor, uma vez que apresentou álibi.
Assinale a alternativa correta.
Leia o texto.
-
Noturno de Belo Horizonte.
-
[…]
-
Que importa que uns falem mole descansado
Que os cariocas arranhem os erres na garganta
Que os capixabas e paroaras escancarem as vogais?
Que tem si os quinhentos réis meridional
Vira cinco tostões do Rio pro norte?
Juntos formamos este assombro
de misérias e grandezas,
Brasil, nome de vegetal!…
(Mário de Andrade)
-
Avalie as afirmativas abaixo feitas sobre o texto.
-
O autor fala das variantes linguísticas socioculturais. O texto mostra diferenças linguísticas no aspecto sonoro e no vocabulário. O pronome “este” está em uma posição anafórica, no que diz respeito à coesão textual. Os verbos empregados no texto estão no mesmo tempo e modo. Um dos verbos está sendo usado de maneira inadequada, de acordo com a norma culta.-
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Assinale a alternativa em que as duas frases apresentam correta concordância nominal ou verbal.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
No primeiro parágrafo do texto temos a presença de figuras de linguagem.
Assinale a alternativa que apresenta uma delas.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Considere as afirmativas abaixo sobre o texto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Leia o texto.
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por fazer bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo era um lindo garção*, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas, porém, a que me cativou foi uma … uma … uma que não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção ele é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de hortelão da Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que não lhe permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga do dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
* rapaz, moço
(Machado de Assis – Memórias Póstumas de Brás Cubas. Excerto)
Assinale a alternativa correta, considerando a descrição de Marcela no texto.