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Q2134127 Matemática
A herança deixada por um pai exigia que sua fortuna fosse dividida de maneira proporcional às idades dos três herdeiros. Sabendo que, no momento da divisão, os herdeiros estavam com 12, 15 e 18 anos de idade, qual percentual da fortuna foi deixado ao filho mais velho?
Alternativas
Q2134122 Português
Leia o Texto I, a seguir para responder a questão.

Texto I

A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo.

A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013. 
No sexto parágrafo, a palavra “mas” estabelece uma oposição que pode ser depreendida lexicalmente por meio do par
Alternativas
Q2134121 Português
Leia o Texto I, a seguir para responder a questão.

Texto I

A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo.

A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013. 
No contexto da discussão realizada no texto, a formação da palavra “des-espero” sugere 
Alternativas
Q2134120 Português
Leia o Texto I, a seguir para responder a questão.

Texto I

A espiritualidade das pedras

Meu Deus, como ter um "eu" cansa! Os místicos têm razão. Não é necessário ser um "crente" para ver isso, basta ter algum senso de ridículo para ver o quão cansativo é satisfazer o "eu". E a modernidade é toda uma sinfonia (ou melhor, uma "diafonia", contrário da sinfonia) para este pequeno "eu" infantil.

Outro dia, contemplava pessoas num aeroporto embarcando para os EUA com malas vazias para poder comprar um monte de coisas lá. Que vergonha. É o tal do "eu" que faz isso. Ele precisa comprar, adquirir, sentir-se tendo vantagem em tudo. O "eu" sente um "frisson" num outlet baratinho em Miami. [...]

A filosofia inglesa tem uma expressão muito boa que é "wants", para se referir a nossas necessidades a serem satisfeitas. Poderíamos traduzir de modo livre por "quereres". O "eu" é um poço sem fundo de "wants". Isso me deprime um tanto.

Como dizia acima, a modernidade é toda feita para servir ao pequeno autoritário, o "eu": ele exige mais sucesso, mais autoestima, mais saúde, mais dinheiro, mais beleza, mais celulares, mais viagens, mais consumo, mais direitos, mais rapidez, mais eficiência, mais atenção, mais reconhecimento, mais equilíbrio, melhor alimentação, mais espiritualidade para que ele não se sinta um materialista grosseiro. [...]

Outra armadilha típica do mundinho do "eu" é a idolatria do desejo. A filosofia sempre problematizou o desejo como modo de escravidão, e isso nada tem a ver com a dita repressão cristã (que nem foi o cristianismo que inventou) do desejo. [...]

O "eu" falante inunda o mundo com seu ruído. O "eu" mais discreto tece um silêncio que desperta o interesse em conhecê-lo. Mas hoje vivemos num mundo da falação de si, como numa espécie de contínuo striptease da alma. O corpo nu é mais interessante do que a alma que se oferece. Por isso toda poesia sincera é ruim (Oscar Wilde). O "eu" deve agir como as mulheres quando fecham as pernas em sinal de pudor e vergonha.

A alta literatura espiritual, oriental ou ocidental, há muito compreende o ridículo do culto ao "eu". Uma leveza peculiar está presente em narrativas gregas (neoplatonismo), budistas (o "eu" como prisão) ou místicas (cristã, judaica ou islâmica).

Conceitos como "aniquilamento" (anéantissement, comum em textos franceses entre os séculos 14 e 17), "desprendimento" (abegescheidenheit, em alemão medieval) e "aphalé panta" (grego antigo) descrevem exatamente esse processo de superação da obsessão do "eu" por si mesmo.

A leveza nasce da sensação de que atender ao "eu" é uma prisão maior do que atender ao mundo, porque do "eu" nunca nos libertamos quando queremos servi-lo. Ele está em toda parte como um deus ressentido.

Por isso, um autor como Nikos Kazantzakis, em seu primoroso "Ascese", diz que apenas quando não queremos nada, quando não desejamos nada é que somos livres. Muito próximo dele, o filósofo epicurista André Comte-Sponville, no seu maior livro, "Tratado do Desespero e da Beatitude", defende o "des-espero" como superação de uma vida pautada por expectativas.

Entre as piores expectativas está a da vida eterna. Espero que ao final o descanso das pedras nos espere. Amém.

PONDÉ, Luiz Felipe. A espiritualidade das pedras. Folha de S. Paulo, São Paulo, 29 de julho de 2013. 
Ao usar a frase “Por isso, toda poesia sincera é ruim”, de Oscar Wilde, o autor estabelece a seguinte relação implícita: 
Alternativas
Q2126291 Geografia
As formas de relevo exercem influência sobre as condições dos solos, do clima e dos recursos hídricos de uma determinada área. Assinale a alternativa CORRETA que cita o mapeamento destinado para representar as formas de relevo. 
Alternativas
Q2126290 História e Geografia de Estados e Municípios
A principal bacia hidrográfica do estado do Ceará é a do Rio Jaguaribe, ocupando aproximadamente 48% do território cearense. Assinale a alternativa que indica CORRETAMENTE as 05 (cinco) principais sub-bacias do Rio Jaguaribe.
Alternativas
Q2126289 Geografia
A distância gráfica medida em linha reta entre dois pontos em um mapa é de 10(dez) centímetros, e a distância real entre esses mesmos dois pontos é de 10km. Assinale a alternativa CORRETA que apresenta a escala cartográfica desse mapa.
Alternativas
Q2126288 Geografia
No mundo atual, encontram-se disponíveis diversos satélites destinados para geração de imagens do globo terrestre, subsidiando a elaboração de mapeamentos temáticos e de estudos ambientais. Assinale a alternativa CORRETA que consta o nome de um programa do governo dos Estados Unidos que tem lançado satélites os quais têm suas imagens disponibilizadas de forma gratuita desde a década de 1970 até os dias atuais.
Alternativas
Q2126287 Geografia
Nas últimas décadas, as técnicas destinadas para elaboração de produtos cartográficos obtiveram importantes avanços tecnológicos. Assinale a alternativa CORRETA que consta o nome de uma dessas técnicas.
Alternativas
Q2126286 Geografia
Entre as principais técnicas utilizadas atualmente pelos geógrafos para realização de estudos ambientais encontra-se a do Sensoriamento Remoto. Assinale a alternativa que cita uma definição CORRETA da referida técnica.
Alternativas
Q2126285 Geografia
Entre as classes temáticas inseridas nos mapeamentos da cobertura e uso da terra encontra-se a Agropecuária. Assinale a alternativa CORRETA cujas atividades encontram-se diretamente relacionadas com a referida classe.
Alternativas
Q2126284 Geografia
Os avanços tecnológicos ocorridos nas últimas décadas nas áreas de sensoriamento remoto e de Geoprocessamento foram muito expressivos, permitindo a elaboração de produtos cartográficos e a realização de análises espaciais de uma forma muito mais otimizada e precisa. Assinale a alternativa CORRETA que cita alguns desses recursos tecnológicos que somente foram disponibilizados ao público em geral nos últimos 10 (dez) anos.
Alternativas
Q2126283 Geografia
Entre as principais técnicas utilizadas atualmente pelos geógrafos para a realização de análises do espaço geográfico encontra-se o Geoprocessamento. Para utilização dessa técnica, no mercado atual, encontram-se disponíveis diversos softwares e dados que são comercializados e outros que são disponibilizados de forma gratuita. Assinale a alternativa CORRETA que cita o nome de um dos principais softwares que ainda é comercializado para ser utilizado na área de Geoprocessamento.
Alternativas
Q2126282 Geografia
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a partir de Fevereiro/2015, adotou, de forma definitiva, um novo sistema geodésico a ser utilizado como referência ao posicionamento em todo o território brasileiro. Assinale a alternativa CORRETA que cita o nome desse novo sistema de referência geodésico. 
Alternativas
Q2126281 História e Geografia de Estados e Municípios
No território brasileiro, ocorrem diferentes tipos de clima, influenciados principalmente pelo relevo, pela cobertura vegetal, pelas massas de ar e pelas correntes marítimas. Assinale a alternativa CORRETA que cita o tipo de clima que predomina no estado do Ceará.
Alternativas
Q2126280 Geografia
Assinale a alternativa CORRETA que cita algumas fontes de Energia Renovável.
Alternativas
Q2126279 Geografia
Os mapeamentos temáticos encontram-se entre os principais instrumentos utilizados pelos geógrafos na realização dos estudos ambientais. Assinale a alternativa CORRETA relacionada ao mapeamento temático.
Alternativas
Q2126278 História e Geografia de Estados e Municípios
Com relação à contextualização ambiental do município de Fortaleza, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2126277 História e Geografia de Estados e Municípios
No que se refere ao ambiente litorâneo do estado do Ceará, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q2126276 História e Geografia de Estados e Municípios
Na Geografia física do estado do Ceará, encontram-se situados compartimentos geoambientais com diferentes características, potencialidades e vulnerabilidades. Assinale a alternativa que cita de forma CORRETA algumas características da unidade geoambiental Depressão Sertaneja
Alternativas
Respostas
15781: C
15782: B
15783: C
15784: A
15785: B
15786: B
15787: D
15788: B
15789: C
15790: C
15791: A
15792: A
15793: D
15794: A
15795: C
15796: B
15797: D
15798: A
15799: A
15800: C