Foram encontradas 29.060 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Até o final do século XVIII, não era possível falar de conhecimento geográfico, como algo padronizado, com um mínimo que seja de unidade temática, e de continuidade nas formulações. Designam-se como Geografia: relatos de viagem, escritos em tom literário; compêndios de curiosidades, sobre lugares exóticos; áridos relatórios estatísticos de órgãos de administração; obras sintéticas, agrupando os conhecimentos existentes a respeito dos fenômenos naturais; catálogos sistemáticos, sobre os continentes e os países do Globo etc. Na verdade, trata-se de todo um período de dispersão do conhecimento geográfico, onde é impossível falar dessa disciplina como um todo sistematizado e particularizado.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
Esse período é definido, pelos autores, como a
Definiu o objeto da Geografia como sendo o estudo da relação homem-natureza, na perspectiva de paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o. Observou que as necessidades humanas são condicionadas pela natureza e que o homem busca as soluções para satisfazê- -las nos materiais e nas condições oferecidos pelo meio.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
A proposta de abordagem da Geografia expressa no texto foi idealizada por
À altura de Cabo Frio/Macaé no litoral fluminense, a planície de restinga era ocupada por caatingas espinhentas: os únicos redutos de vegetação do velho domínio das caatingas existentes em toda costa oriental do Brasil.
(Aziz Nacib Ab’Saber, Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Adaptado)
A presença de vegetação característica de ambiente de Caatinga nessa faixa latitudinal está associada à
(Aziz Nacib Ab’Saber, Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Adaptado)
Os números 1, 2 e 3 indicados no mapa representam, respectivamente, os seguintes domínios morfoclimáticos:
(Aziz Nacib Ab’Saber, Os domínios de natureza no Brasil: potencialidades paisagísticas. Adaptado)
A ilustração e a descrição do regime de precipitação e da vazão são características de localidades com climas do tipo
Essa extensão continuada, em que os atores são considerados na sua contiguidade, são espaços que sustentam um conjunto de produções localizadas, interdependentes, dentro de uma área cujas caraterísticas constituem também um fator de produção.
(Milton Santos, Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal. Adaptado)
O texto refere-se ao conceito de espaço
A união entre ciência e técnica que, a partir dos anos 70, havia transformado o território brasileiro revigora-se com os novos e portentosos recursos da informação, a partir do período da globalização e sob a égide do mercado. O território ganha novos conteúdos e impõe novos comportamentos, graças às enormes possibilidades da produção e, sobretudo, da circulação dos insumos, dos produtos, do dinheiro, das ideias e informações, das ordens e dos homens.
(Milton Santos; Maria Laura Silveira, O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Adaptado)
O texto apresenta elementos da constituição
Os itinerários formativos têm como objetivo consolidar e aprofundar conhecimentos, preparar o estudante para os desafios do mundo do trabalho e da cidadania na contemporaneidade e aprimorar a formação ética, além de promover uma postura ativa frente ao conhecimento científico, filosófico e a produção artística e literária.
(Estado de São Paulo, Secretaria da Educação, Currículo Paulista. Adaptado)
Entre esses itinerários formativos, está a investigação científica, que deve
A transição do Ensino Fundamental para o Ensino Médio está garantida na observação e na realização das dez competências da Educação Básica. Essas competências orientam para uma educação envolvida com o seu tempo e com os desafios do mundo contemporâneo. Dessa forma, a articulação do Ensino Médio com o Ensino Fundamental está ancorada no desenvolvimento de competências e habilidades a partir da aprendizagem contextualizada, integrada e articulada de conteúdos, conceitos e processos. Nesse sentido, parece fundamental certa clareza acerca desses conceitos, uma vez que eles nos encaminham para determinado percurso do trabalho pedagógico.
(Estado de São Paulo, Secretaria da Educação, Currículo Paulista. Adaptado)
Nesse contexto, as competências são definidas como
O propósito de organizar um currículo para o Estado de São Paulo na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas, à altura dos compromissos assumidos pela Educação Básica ao aprovar a BNCC, levou os redatores ao desafio de dar tratamento qualificado a conceitos e princípios pronunciados por cada componente curricular da área, de forma articulada e orientada para atender às demandas do mundo contemporâneo, aos diferentes interesses pronunciados pelo estudante da Educação Básica, a partir do aprofundamento e da ampliação das aprendizagens essenciais desenvolvidas no Ensino Fundamental para uma vivência ética no mundo contemporâneo, conforme expresso pela BNCC.
(Estado de São Paulo, Secretaria da Educação, Currículo Paulista. Adaptado)
Dentro desses princípios, a área de Ciências Humanas e Socias Aplicadas envolve um conjunto de disciplinas, que são:
Consiste em um conceito estruturante da geografia e refere-se a uma linguagem com um papel importante no processo de aprendizagem, no sentido de contribuir para o desenvolvimento de habilidades necessárias para o entendimento das interações, dinâmicas, relações e dos fenômenos geográficos em diferentes escalas e para a formação da cidadania e da criticidade e autonomia do estudante.
(Estado de São Paulo, Secretaria da Educação, Currículo Paulista. Adaptado)
O conceito apresentado no texto refere-se à
O raciocínio geográfico está relacionado com uma maneira de exercitar o pensamento espacial, por meio de princípios fundamentais.
(Estado de São Paulo, Secretaria da Educação, Currículo Paulista. Adaptado)
Entre esses princípios, há o da ordem, que expressa
Consiste em um documento que estabelece, para o componente de Geografia, os conhecimentos, as competências e as habilidades que se espera que os estudantes desenvolvam no decorrer do Ensino Fundamental, e os propósitos que direcionam a educação brasileira para a formação humana integral e para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
(Estado de São Paulo, Secretaria da Educação, Currículo Paulista. Adaptado)
Trata-se do seguinte documento oficial:
Utilizar as linguagens cartográfica, gráfica e iconográfica e diferentes gêneros textuais e tecnologias digitais de informação e comunicação no desenvolvimento do raciocínio espaço-temporal relacionado a localização, distância, direção, duração, simultaneidade, sucessão, ritmo e conexão.
(Estado de São Paulo, Secretaria da Educação, Currículo Paulista. Adaptado)
O texto refere-se a um conjunto de encaminhamentos que resultam no desenvolvimento de
Consiste em um conceito que será examinado em diversas escalas, pois elas são os contornos de conjuntos de natureza e tipo os mais diversos: construções geopolíticas datadas, multiescalares, multifuncionais — limites políticos, fiscais, muitas vezes linguísticos, militares... Elas serão abordadas também, distinguindo-se as questões externas — relações internacionais de proximidade entre Estados, relações entre etnias... — ou geopolítica externa; e as questões internas — efeitos internos dos traçados, processos de construção nacional ou regional.
(Wanderley Messias da Costa, Geografia política e geopolítica: discursos sobre o território e o poder, 2010. Adaptado)
Trata-se do conceito de
É sem sombra de dúvida que o surgimento destes campos de conhecimento da Geografia são um produto do contexto europeu na virada do século XIX para o XX, com F. Ratzel e R. Kjéllen, respectivamente. Num plano mais geral, entretanto, não se pode esquecer que o interesse pelos fatos referente à relação entre o espaço e poder também manifestava um momento histórico que envolvia o mundo em escala global caracterizado pela emergência das potências mundiais e, com elas, o imperialismo como forma histórica de relacionamento internacional.
(Wanderley Messias da Costa, Geografia política e geopolítica: discursos sobre o território e o poder, 2010. Adaptado)
Os referidos campos de conhecimento que se desenvolvem na Geografia são a Geografia
Os Estados Unidos da América (EUA), após o término da Segunda Grande Guerra Mundial (1939 a 1945), encontravam-se em uma situação favorável dentre todas as grandes potências da época. Face aos derrotados – como a Alemanha e o Japão, principalmente –, o país, além de vitorioso, tornara-se então o grande provedor dos capitais necessários às suas reconstruções. Derrotados o nazismo, o fascismo e o império japonês, emergia da Segunda Guerra um mundo dividido sob as esferas de influências de superpotências e uma nova regionalização do globo.
(Wanderley Messias da Costa, Geografia política e geopolítica: discursos sobre o território e o poder, 2010. Adaptado)
Essa regionalização do espaço mundial foi denominada de
Para alguns autores, a análise geográfica estaria restrita aos aspectos visíveis do real, vista como uma associação de múltiplos fenômenos, o que mantém a concepção de ciência de síntese, que trabalha com dados de todas as demais ciências. Essa perspectiva apresenta duas variantes: uma, mantendo a tônica descritiva, se determinaria na enumeração dos elementos presentes e na discussão das formas, enquanto a outra se preocuparia mais com a relação entre os elementos e com a dinâmica destes.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
Com base na concepção do autor, o texto apresenta elementos que permitem apontar a Geografia como o estudo
Essa denominação advém de uma postura radical, frente à Geografia existente, a qual será levada ao nível de ruptura com o pensamento anterior. Porém, o designativo diz respeito, principalmente, a uma postura frente à realidade, frente à ordem constituída. São os autores que se posicionam por uma transformação da realidade social, pensando o seu saber como uma arma desse processo. São, assim, os que assumem o conteúdo político de conhecimento científico, propondo uma Geografia militante, que lute por uma sociedade mais justa. São os que pensam a análise geográfica como um instrumento de libertação do homem.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
A essa corrente do pensamento geográfico foi atribuído o nome de geografia
Hartshorne propôs uma segunda forma de estudo da geografia, que deveria ser generalizadora, apesar de parcial. Nessa linha de estudo, o pesquisador pararia na primeira integração e reproduzi-la-ia (tomando os mesmos fenômenos e fazendo as mesmas inter-relações) em outros lugares. As comparações das integrações obtidas permitiriam chegar a um padrão de variação daqueles fenômenos tratados.
(Antonio Carlos Robert Moraes, Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)
Essa forma de estudo da Geografia foi denominada de geografia