Questões de Concurso Para professor - educação física

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Q3719666 Matemática
O lucro mensal L(x) de uma pequena fábrica de móveis é dado pela função L(x) = 40x − 8.000, em que x representa o número de móveis produzidos e vendidos no mês, e L(x) é o lucro em reais. Com base nessa função, analise as afirmativas:

I. O valor 40 representa o lucro obtido por unidade vendida.
II. O valor − 8.000 representa o custo fixo mensal da fábrica.
III. O ponto de equilíbrio (lucro zero) ocorre quando são vendidos 300 móveis.

Das afirmativas, está(ão) correta(s):
Alternativas
Q3719665 Matemática
Uma empresa de transporte urbano cobra uma tarifa fixa de manutenção e um valor variável por quilômetro rodado. Em determinado mês, o gasto total para uma van que percorreu 120 km foi de R$ 870,00, enquanto o gasto total para outra van, que percorreu 180 km, foi de R$ 1.170,00. Sabendo que o custo total (C) pode ser expresso por uma equação do 1º grau na forma
C = a ⋅ x + b
onde a representa o valor por quilômetro rodado e b a taxa fixa de manutenção, qual é o valor de a (em reais por quilômetro) e o valor de b (em reais)?
Alternativas
Q3719664 Matemática
Um tanque retangular será construído em uma escola para armazenar água da chuva. Suas medidas internas serão de 2 metros de comprimento, 1 metro de largura e 0,5 metro de altura. Com base no Sistema Métrico Decimal, qual é o volume total do tanque em metros cúbicos e sua capacidade em litros?
Alternativas
Q3719663 Raciocínio Lógico
No laboratório de Matemática, a professora Lia apresentou três expressões numéricas para que a turma classificasse corretamente os resultados quanto aos conjuntos numéricos. Considere os números abaixo e analise a qual conjunto numérico cada um pertence:
Imagem associada para resolução da questão
Com base nessa classificação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3719662 Matemática Financeira
Uma empresa aplicou R$ 50.000,00 em um investimento com juros compostos de 1,8% ao mês durante os primeiros 6 meses. A partir do 7º mês até completar 12 meses, a taxa passou a ser de 3% ao mês, mantendo a capitalização mensal. Qual alternativa apresenta o montante total ao final de 12 meses, considerando a capitalização composta em cada etapa no período correspondente?
Alternativas
Q3719661 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
No texto “A covardia do cotidiano”, aparecem palavras que, embora simples na escrita, apresentam particularidades na contagem de fonemas, resultantes da correspondência entre letras e sons. Analise as palavras a seguir e assinale a alternativa INCORRETA quanto ao número de fonemas e dígrafos.
Alternativas
Q3719660 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
No trecho “O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa”, o autor estrutura o período de modo a expressar contraste e subjetividade. Observe as assertivas a seguir sobre seus aspectos linguísticos:

I. A conjunção “mas” introduz uma ideia de oposição, funcionando como conjunção coordenativa adversativa, ao contrapor “água” e “liberdade”.
II. A oração iniciada por “que” em “que evita a cachoeira” é subordinada adjetiva restritiva, pois especifica o termo “sujeito”, delimitando-lhe o sentido.
III. O sujeito da oração principal é simples, sendo o núcleo representado pela palavra “sujeito”.

Das assertivas acima, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3719659 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
No trecho final, o autor afirma: “E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata. O que mata é o tédio disfarçado de prudência.” A oposição construída entre “medo” e “tédio” expressa, no contexto do texto, uma crítica à:
Alternativas
Q3719658 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
Ao longo do texto, o autor menciona filósofos e escritores (Kierkegaard, Galeano, Nietzsche, Sabato, Kundera) como forma de reforçar suas reflexões. Considerando o contexto das citações, é correto afirmar que todas essas referências convergem para a ideia de que: 
Alternativas
Q3719657 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO.


A covardia do cotidiano: Como deixamos de viver por tão pouco

    Tem gente que nunca vai mergulhar na cachoeira porque a água é gelada. E é engraçado como essa pequena covardia cotidiana se replica em escala industrial na vida: quem não se lança na correnteza, também não se lança no amor, no risco, naquilo que verdadeiramente move a alma. Preferem a segurança de uma toalha seca ao perigo de um arrepio.

    O filósofo dinamarquês Søren Kierkegaard, em O Conceito de Angústia, ressaltava que a angústia é a vertigem da liberdade: “A angústia é a possibilidade da liberdade” (KIERKEGAARD, 1844, p. 61).

    O sujeito que evita a cachoeira, na verdade, não foge da água, mas da liberdade que ela representa. Porque, convenhamos, quem tem medo de água fria, também tem medo de qualquer calor que queime por dentro.

    Tem gente que nunca vai ver o sol nascer porque não quer acordar cedo. Como se o espetáculo cósmico dependesse do nosso humor ou da função soneca do celular. Esses, quando morrem, descobrem que perderam os bilhetes mais baratos do teatro da existência: as manhãs.

    O escritor uruguaio Eduardo Galeano, em O Livro dos Abraços, escreveu: “Os cientistas dizem que estamos feitos de átomos, mas a mim um passarinho contou que estamos feitos de histórias” (GALEANO, 1989, p. 13).

    Quem não vê o sol nascer, perde justamente isso: a história acontecendo diante dos olhos, gratuita, democrática, mas recusada como se fosse spam da vida.

    Tem gente que nunca vai se aventurar sozinho, porque teme a solitude. Acharam que solitude é sinônimo de abandono, quando na verdade é o laboratório do espírito.

    Nietzsche, em Assim Falou Zaratustra, falava que “a solidão é para o espírito o que a dieta é para o corpo” (NIETZSCHE, 1883, p. 46). Mas preferem a mesa cheia de vozes vazias do que a companhia honesta do próprio silêncio.

    Tem gente que nunca vai fazer trilha, porque tem medo de bicho. Como se a vida fosse um zoológico higienizado com trilhasde concreto e placas explicativas.

    Esquecem que os “bichos” que mais devoram o ser humano não vivem no mato, mas no sofá da sala: preguiça, covardia e conformismo.

    O escritor argentino Ernesto Sabato, em Sobre Heróis e Tumbas, dizia: “A pior forma de solidão não é estar só, mas estar rodeado por pessoas que fazem você se sentir só” (SABATO, 1961, p. 212). Trocam o medo da onça pelo convívio manso das hienas sociais.

    Tem gente que nunca vai amar de novo, por medo de se machucar. Esses são os que transformam o coração em museu: um lugar bonito, cheio de lembranças, mas sem vida pulsando.

    O escritor tcheco Milan Kundera, em A Insustentável Leveza do Ser, lembrava: “O amor começa naquele ponto em que o ser humano começa a se esquecer de si mesmo” (KUNDERA, 1984, p. 58). Quem foge do amor, foge de si, mas acha que está se preservando.

    O medo, esse tirano delicado, governa mais vidas que qualquer ditadura militar ou Estado policial. Ele não precisa de censura, porque a própria vítima se censura. Não precisa de prisão, porque cada um constrói sua própria cela com tijolos de desculpas.

    E assim seguimos: homens e mulheres que se orgulham de “nunca terem sofrido muito”, como se isso fosse medalha. Gente que sobreviveu ilesa porque nunca ousou viver.

    No fim, a maioria vai morrer sem cicatrizes. Vão ser enterrados com a pele lisa, sem marcas, sem arranhões, sem nada que comprove que estiveram vivos. Terão a biografia imaculada de quem nunca ousou.

    A vida, essa senhora debochada, olha para eles e gargalha: “Você gastou tanto tempo tentando não se machucar que acabou não vivendo nada”.

    E é aí que mora a tragédia: não é o medo que mata.

    O que mata é o tédio disfarçado de prudência.

Autor: Felipe Daroit (adaptado).
O texto “A covardia do cotidiano” utiliza metáforas recorrentes (cachoeira, sol, trilha, amor) para representar posturas humanas diante da vida. Essas imagens, além do valor poético, funcionam como uma crítica à paralisia emocional contemporânea. Nesse sentido, o autor atribui sentido simbólico ao medo da água fria, comparando-o a: 
Alternativas
Q3715503 Pedagogia
O professor de Educação Física, ao desenvolver conteúdos de dança, deve promover práticas pedagógicas que favoreçam a autonomia e a participação ativa dos estudantes. A construção colaborativa do conhecimento e o protagonismo dos estudantes são elementos essenciais para uma educação transformadora. Sobre os processos formativos em dança no contexto da Educação Física escolar com perspectiva emancipatória, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3715502 Pedagogia
A implementação pedagógica das lutas na Educação Física escolar requer estratégias metodológicas que articulem as três dimensões dos conteúdos e considerem os diferentes níveis de ensino. Nesse contexto, um(a) professor(a) planejou uma unidade didática sobre capoeira para as suas turmas, organizando atividades que contemplassem procedimentos, conceitos e atitudes. Analise as estratégias propostas pelo(a) docente:

I. Dimensão procedimental: vivência de jogos de luta adaptados, enfatizando ginga, esquivas e movimentos básicos da capoeira, sem necessidade de acompanhamento musical ou formação de roda tradicional.
II. Dimensão conceitual: pesquisa sobre a origem histórica da capoeira e sua relação com a resistência dos povos escravizados, análise de vídeos comparando diferentes estilos e discussão sobre seu reconhecimento como patrimônio cultural imaterial.
III. Dimensão atitudinal: reflexão sobre respeito, cooperação e inclusão durante as práticas, problematização de preconceitos relacionados a gênero nas lutas e valorização da diversidade cultural brasileira.

Considerando os princípios do ensino das lutas na perspectiva da cultura corporal de movimento, é estratégia pedagogicamente adequada a indicada em: 
Alternativas
Q3715501 Pedagogia
Durante o planejamento de uma unidade didática sobre corrida de orientação para turmas do ensino fundamental, uma professora elabora estratégias metodológicas que articulam Educação Física e Matemática. Considerando os princípios da Base Nacional Comum Curricular e a pedagogia das Práticas Corporais de Aventura, analise as propostas a seguir:

I. Desenvolver atividades progressivas iniciando com familiarização aos pontos cardeais na quadra, seguindo para leitura de mapas simples e construção de sequências de azimutes, até culminar em corrida de orientação em ambiente externo.
II. Promover reflexões sobre preservação ambiental, impactos das práticas esportivas na natureza e comportamentos sustentáveis durante as vivências em trilhas e espaços naturais.
III. Organizar competições excludentes priorizando apenas estudantes com maior habilidade técnica, desconsiderando diferentes níveis de aprendizagem para garantir melhor desempenho nas atividades propostas.

É estratégia pedagogicamente adequada para o ensino fundamental a apresentada em:
Alternativas
Q3715500 Pedagogia
No contexto da avaliação do processo de ensino-aprendizagem dos jogos populares nas aulas de Educação Física, diferentes instrumentos e critérios podem ser utilizados para verificar a construção de conhecimentos pelos alunos. Analise as afirmativas relacionadas aos processos avaliativos:

I. A avaliação deve verificar se os alunos promoveram interações entre o fazer e o saber-fazer, analisando se construíram conhecimentos que transcendem a mera execução motora e alcançam a compreensão das relações e coordenações envolvidas.
II. Os critérios avaliativos devem contemplar prioritariamente a capacidade dos alunos de cumprirem as regras estabelecidas e demonstrarem atitudes cooperativas, considerando que a formação moral constitui o objetivo central do ensino de jogos.
III. O processo avaliativo deve abranger a análise de como os alunos refletem e abstraem sobre seu corpo em movimento, percebendo-se como corpos possíveis e capazes de interagir intencionalmente com o meio.
IV. Os instrumentos de avaliação devem incluir observações sistemáticas do desempenho motor em situações de jogo, registrando quantitativamente a evolução das habilidades motoras básicas ao longo do período letivo.

É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3715499 Educação Física
A ginástica, enquanto manifestação da cultura corporal de movimento, apresenta-se no contexto escolar em diferentes campos de atuação. Uma categorização reconhecida organiza as práticas gímnicas de acordo com seus objetivos e finalidades específicas. Considerando essa categorização e as características de cada campo, analise as afirmativas apresentadas a seguir:

I. As Ginásticas de Demonstração têm como principal característica a não competitividade e visam a interação social e a formação integral do indivíduo nos aspectos motor, cognitivo, afetivo e social.
II. As Ginásticas Fisioterápicas utilizam o exercício físico na prevenção ou tratamento de doenças, diferenciando-se das Ginásticas de Condicionamento Físico por seu caráter terapêutico.
III. As Ginásticas de Conscientização Corporal, também conhecidas como Técnicas Alternativas ou Ginásticas Suaves, têm origem na busca da solução de problemas físicos e posturais.
IV. As Ginásticas de Competição reúnem modalidades que têm por objetivo exclusivo a aquisição ou manutenção da condição física do atleta. 

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3714005 Pedagogia
A construção de uma prática educacional orientada por princípios éticos exige do professor uma postura que transcenda a mera transmissão de conteúdos, integrando-se ao projeto pedagógico da escola como agente de transformação social. Considerando os fundamentos da ética profissional docente e sua aplicabilidade no cotidiano escolar, o princípio que deve fundamentar prioritariamente a atuação do professor diante de situações que envolvam conflitos entre interesses individuais dos estudantes e normas institucionais é:
Alternativas
Q3714004 Pedagogia
No contexto educacional contemporâneo, as relações humanas estabelecidas no ambiente escolar são fundamentais para a efetivação de práticas pedagógicas transformadoras. Considerando os fundamentos teóricos sobre intersubjetividade, clima organizacional e desenvolvimento profissional docente, analise as afirmativas a seguir sobre os princípios que sustentam relações humanas saudáveis e produtivas no ambiente escolar:

I.A construção de um ambiente educativo interdisciplinar pressupõe a eliminação das barreiras entre pessoas antes mesmo da integração formal entre disciplinas, fundamentando-se no reconhecimento mútuo de competências e limites, na valorização recíproca e na capacidade de questionamento constante das próprias posições assumidas.
II.O desenvolvimento de relações humanas pautadas na racionalidade comunicativa requer a superação do paradigma da subjetividade pelo paradigma da intersubjetividade, reconhecendo que o espírito subjetivo obtém sua estrutura a partir do engajamento em relações entre sujeitos socializados.
III.A construção de um projeto pedagógico coletivo dispensa a explicitação de projetos pessoais de vida dos educadores, uma vez que a dimensão institucional deve prevalecer sobre as trajetórias individuais para garantir a coesão organizacional.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3714003 Educação Física
No ensino do karatê, a compreensão das diferentes categorias de bases (dachi) é fundamental para o desenvolvimento técnico adequado dos praticantes, uma vez que cada classificação apresenta características biomecânicas e aplicações pedagógicas específicas. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as categorias de bases com suas respectivas características:

Primeira coluna: categoria de bases

1.Bases naturais
2.Bases fundamentais
3.Bases derivadas

Segunda coluna: características

(__)Construídas através da combinação de elementos técnicos aprendidos, ampliam as possibilidades de aplicação no kihon, kata e kumite.
(__)Caracterizadas por serem curtas e sensíveis a pequenas mudanças no posicionamento dos pés, sendo de grande importância para a aprendizagem e desenvolvimento inicial do karatê.
(__)Exigem flexão dos joelhos com consequente rebaixamento do centro de gravidade, proporcionando maior estabilidade e demandando alterações mais significativas no posicionamento dos pés para sua modificação.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:
Alternativas
Q3714002 Psicologia
No contexto da aplicação da teoria de orientação por objetivos ao ensino de karatê, o professor deve compreender os fatores que influenciam a formação motivacional dos praticantes e as estratégias pedagógicas adequadas para promover ambiente de aprendizagem favorável. Considerando as evidências científicas sobre clima motivacional e orientação por objetivos, analise as afirmativas a seguir:

I.A percepção dos alunos quanto às atitudes e valores do técnico, combinada com as normas pró-agressão da equipe, exerce influência mais significativa sobre comportamentos agressivos do que a própria orientação por objetivos individual dos praticantes.
II.O clima motivacional orientado para a maestria (tarefa) contribui exclusivamente para a melhoria do bem-estar psicológico dos praticantes, não apresentando relação com aspectos como motivação intrínseca, interesse pela atividade física ou diminuição da evasão esportiva.
III.A orientação ego do instrutor, percebida pelos alunos, demonstra maior influência na probabilidade de comportamentos agressivos durante o treinamento do que a própria orientação ego dos praticantes, evidenciando o papel determinante do professor na formação de atitudes.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3714001 Pedagogia
A formação pedagógica de um professor de Karatê licenciado em Educação Física requer compreensão aprofundada sobre os fundamentos filosóficos que diferenciam o Karatê como arte marcial educativa. Considerando os princípios estabelecidos pelos mestres fundadores dos principais estilos e a transição conceitual do Karatê-jutsu para Karatê-Do, qual perspectiva melhor representa a visão educacional que consolidou o Karatê como caminho de desenvolvimento integral do praticante, transcendendo a mera eficácia técnica combativa? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
6421: B
6422: C
6423: D
6424: A
6425: B
6426: A
6427: D
6428: A
6429: B
6430: A
6431: D
6432: B
6433: B
6434: D
6435: E
6436: B
6437: D
6438: E
6439: A
6440: A