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Q3859291 Português

Leia o texto e responda as dez questões seguintes.


As crianças agora vão poder falar e escrever errado?


    É comum ouvir que há alguns anos ou em outro momento da história brasileira, o ensino da Língua Portuguesa era mais “puxado”, com maior rigor na gramática, com sua escrita, pronúncia e formalidade. A preocupação com uma suposta flexibilização da norma culta já virou até tema de campanha política e discussões em redes sociais. Será que as escolas estão mais tolerantes com as variações linguísticas presentes no país e nas salas de aula? Realmente há um menor apego com a norma culta no ensino brasileiro?


    Marcos Bagno é doutor em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro "Preconceito linguístico: o que é, como se faz” e ressalta que ainda persiste um senso comum a respeito do ensino da língua: o de que só é possível aprender pelo estudo sistemático e minucioso da gramática, pela apreensão dos termos e conceitos elaborados para descrever a língua e, principalmente, que tal estudo garantiria um uso “correto” da língua. “Mas séculos de ensino baseados nessa tradição já demonstraram a ineficácia dessa metodologia”, destaca. Para o autor, campanhas contra uma suposta flexibilização da norma culta ensinada nas aulas de Língua Portuguesa podem revelar projetos político-ideológicos em que a Educação apareceria apenas em segundo plano, sem aprofundamento da questão.


    Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) auxiliavam os conhecimentos em Língua Portuguesa e outras disciplinas a serem passados no Ensino Fundamental e Médio, desde 1997 até aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2017 e neste ano. Além do novo documento trazer ao processo de ensino-aprendizado da Língua Portuguesa as especificidades da leitura e da escrita em ambientes digitais, a BNCC inclui, agora, alguns determinantes sociais da escrita, como por exemplo, a articulação da produção textual com a situação de comunicação, levando em conta o interlocutor e a variação linguística.


    A norma culta é uma dessas variantes, porém a que possui o maior prestígio social, de acordo com Bruno Pereira, doutor em Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). “O fato de apresentarmos aos alunos diversas variações linguísticas o auxilia na comunicação de contextos socioculturais plurais, atentando-os à adequação pragmática da língua”, explica.


    De acordo com Bruno, é importante ressaltar que o aluno brasileiro de agora não é o mesmo aluno de 20 anos atrás. “É necessário incentivar uma postura reflexiva acerca do uso da língua em nossos alunos e, para isso, devemos apresentar a ele as diversas variações linguísticas que existem no mesmo idioma, bem como suas especificidades e funcionalidades”, ressalta.


    Ao falar em ensino mais, ou menos, “rigoroso”, Maria Helena Moreira professora da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) destaca outro possível engano. “Todo ensino tem de ser ‘rigoroso’, mas no sentido de rastrear rigorosamente aquilo que é pertinente na tarefa em questão, e, no nosso caso, não no sentido de dosar para mais ou para menos o policiamento da linguagem”, afirma.


    Alguns educadores, o preconceito linguístico é um preconceito social. “Não é por acaso, então, que são as pessoas mais pobres, em sua maioria negras, as que mais sofrem a acusação de ‘falar errado’ ou ‘não saber português’", afirma Marcos Bagno. Ele tem pesquisado textos do período pós-independência que apresentam essa característica. "É um discurso que se repete no Brasil há duzentos anos, deixando bem manifesto este preconceito”, diz. Para o doutor pela USP, o fundamental e necessário nas propostas políticas e discussões é o foco no letramento das pessoas, isto é, a inserção crescente de cidadãos na cultura escrita. “E isso se faz por meio da leitura e da escrita de todos os tipos e gêneros textuais possíveis, desde os mais marginalizados, como letras de funk e hip-hop, até os mais prestigiados, como a literatura canonizada”, enfatiza.


    Os números dão ênfase à preocupação de Marcos Bagno. Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no Brasil – 29% do total, o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas – são considerados analfabetos funcionais, de acordo com o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2018.


    Diante desse cenário, o pensamento sobre o que é "certo" e "errado" na Língua Portuguesa está mudando no país. “Isso não quer dizer que, como professor de Língua Portuguesa, eu não vá apresentar preceitos da norma culta durante as aulas”, pondera Bruno Pereira, afirmando que a dicotomia “certo vs errado” tornou-se obsoleta hoje. “Prefiro utilizar ‘adequado’ ou ‘inadequado’, pois acredito que devemos formar alunos que saibam fazer uso da língua de maneira consciente e adequada, e não de maneira mecanizada, como sugere a concepção de ‘erro’, destaca.


    Ou seja, o trabalho escolar com a língua que se fala só tem sentido se apreendido na vivência efetiva da língua. “As diferenças linguísticas dentro da sala de aula constituem o melhor possível tudo aquilo que há para ser dito sobre língua, linguagem, gramática e norma: ora, são exatamente as diferenças que ilustram a real natureza da linguagem”, explica Maria Helena, mostrando que é exatamente a variação que caracteriza a linguagem. O que menos há, nessa realidade de diferenças existentes e observáveis, é lugar para preconceito.


    O doutor pela UFT demonstra que a língua é como mecanismo viva, dinâmico e carregado de intencionalidades e isso, para ele, precisa se refletir no ensino atualmente. Segundo Bruno, a compreensão da norma culta deixa de ter perfil unilateral e passa a dialogar com as outras variantes na rotina escolar, que deve estar focada no letramento e no desenvolvimento de habilidades de lei tura, escrita e interpretação de textos de maneira catalisadora. “O aluno passa a entender a função e aplicação social da língua, não é algo mecânico. Por isso, acredito na construção de uma língua igualitária”, conclui.


(Fonte: Paula Calçade. https://novaescola.org.br/con teudo/12459/as-criancas-agora-vao-poder-falar-e-escre ver-errado. Acesso em 29.12.2025) 

No trecho em que se afirma que “a norma culta é uma dessas variantes”, o mecanismo de coesão responsável pela retomada do referente opera por meio de: 
Alternativas
Q3859290 Português

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As crianças agora vão poder falar e escrever errado?


    É comum ouvir que há alguns anos ou em outro momento da história brasileira, o ensino da Língua Portuguesa era mais “puxado”, com maior rigor na gramática, com sua escrita, pronúncia e formalidade. A preocupação com uma suposta flexibilização da norma culta já virou até tema de campanha política e discussões em redes sociais. Será que as escolas estão mais tolerantes com as variações linguísticas presentes no país e nas salas de aula? Realmente há um menor apego com a norma culta no ensino brasileiro?


    Marcos Bagno é doutor em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro "Preconceito linguístico: o que é, como se faz” e ressalta que ainda persiste um senso comum a respeito do ensino da língua: o de que só é possível aprender pelo estudo sistemático e minucioso da gramática, pela apreensão dos termos e conceitos elaborados para descrever a língua e, principalmente, que tal estudo garantiria um uso “correto” da língua. “Mas séculos de ensino baseados nessa tradição já demonstraram a ineficácia dessa metodologia”, destaca. Para o autor, campanhas contra uma suposta flexibilização da norma culta ensinada nas aulas de Língua Portuguesa podem revelar projetos político-ideológicos em que a Educação apareceria apenas em segundo plano, sem aprofundamento da questão.


    Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) auxiliavam os conhecimentos em Língua Portuguesa e outras disciplinas a serem passados no Ensino Fundamental e Médio, desde 1997 até aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2017 e neste ano. Além do novo documento trazer ao processo de ensino-aprendizado da Língua Portuguesa as especificidades da leitura e da escrita em ambientes digitais, a BNCC inclui, agora, alguns determinantes sociais da escrita, como por exemplo, a articulação da produção textual com a situação de comunicação, levando em conta o interlocutor e a variação linguística.


    A norma culta é uma dessas variantes, porém a que possui o maior prestígio social, de acordo com Bruno Pereira, doutor em Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). “O fato de apresentarmos aos alunos diversas variações linguísticas o auxilia na comunicação de contextos socioculturais plurais, atentando-os à adequação pragmática da língua”, explica.


    De acordo com Bruno, é importante ressaltar que o aluno brasileiro de agora não é o mesmo aluno de 20 anos atrás. “É necessário incentivar uma postura reflexiva acerca do uso da língua em nossos alunos e, para isso, devemos apresentar a ele as diversas variações linguísticas que existem no mesmo idioma, bem como suas especificidades e funcionalidades”, ressalta.


    Ao falar em ensino mais, ou menos, “rigoroso”, Maria Helena Moreira professora da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) destaca outro possível engano. “Todo ensino tem de ser ‘rigoroso’, mas no sentido de rastrear rigorosamente aquilo que é pertinente na tarefa em questão, e, no nosso caso, não no sentido de dosar para mais ou para menos o policiamento da linguagem”, afirma.


    Alguns educadores, o preconceito linguístico é um preconceito social. “Não é por acaso, então, que são as pessoas mais pobres, em sua maioria negras, as que mais sofrem a acusação de ‘falar errado’ ou ‘não saber português’", afirma Marcos Bagno. Ele tem pesquisado textos do período pós-independência que apresentam essa característica. "É um discurso que se repete no Brasil há duzentos anos, deixando bem manifesto este preconceito”, diz. Para o doutor pela USP, o fundamental e necessário nas propostas políticas e discussões é o foco no letramento das pessoas, isto é, a inserção crescente de cidadãos na cultura escrita. “E isso se faz por meio da leitura e da escrita de todos os tipos e gêneros textuais possíveis, desde os mais marginalizados, como letras de funk e hip-hop, até os mais prestigiados, como a literatura canonizada”, enfatiza.


    Os números dão ênfase à preocupação de Marcos Bagno. Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no Brasil – 29% do total, o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas – são considerados analfabetos funcionais, de acordo com o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2018.


    Diante desse cenário, o pensamento sobre o que é "certo" e "errado" na Língua Portuguesa está mudando no país. “Isso não quer dizer que, como professor de Língua Portuguesa, eu não vá apresentar preceitos da norma culta durante as aulas”, pondera Bruno Pereira, afirmando que a dicotomia “certo vs errado” tornou-se obsoleta hoje. “Prefiro utilizar ‘adequado’ ou ‘inadequado’, pois acredito que devemos formar alunos que saibam fazer uso da língua de maneira consciente e adequada, e não de maneira mecanizada, como sugere a concepção de ‘erro’, destaca.


    Ou seja, o trabalho escolar com a língua que se fala só tem sentido se apreendido na vivência efetiva da língua. “As diferenças linguísticas dentro da sala de aula constituem o melhor possível tudo aquilo que há para ser dito sobre língua, linguagem, gramática e norma: ora, são exatamente as diferenças que ilustram a real natureza da linguagem”, explica Maria Helena, mostrando que é exatamente a variação que caracteriza a linguagem. O que menos há, nessa realidade de diferenças existentes e observáveis, é lugar para preconceito.


    O doutor pela UFT demonstra que a língua é como mecanismo viva, dinâmico e carregado de intencionalidades e isso, para ele, precisa se refletir no ensino atualmente. Segundo Bruno, a compreensão da norma culta deixa de ter perfil unilateral e passa a dialogar com as outras variantes na rotina escolar, que deve estar focada no letramento e no desenvolvimento de habilidades de lei tura, escrita e interpretação de textos de maneira catalisadora. “O aluno passa a entender a função e aplicação social da língua, não é algo mecânico. Por isso, acredito na construção de uma língua igualitária”, conclui.


(Fonte: Paula Calçade. https://novaescola.org.br/con teudo/12459/as-criancas-agora-vao-poder-falar-e-escre ver-errado. Acesso em 29.12.2025) 

O texto articula diferentes vozes (acadêmica, institucional e pedagógica), produzindo um efeito discursivo característico de determinado gênero. Essa articulação evidencia que o texto se insere predominantemente no gênero:
Alternativas
Q3859289 Português

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As crianças agora vão poder falar e escrever errado?


    É comum ouvir que há alguns anos ou em outro momento da história brasileira, o ensino da Língua Portuguesa era mais “puxado”, com maior rigor na gramática, com sua escrita, pronúncia e formalidade. A preocupação com uma suposta flexibilização da norma culta já virou até tema de campanha política e discussões em redes sociais. Será que as escolas estão mais tolerantes com as variações linguísticas presentes no país e nas salas de aula? Realmente há um menor apego com a norma culta no ensino brasileiro?


    Marcos Bagno é doutor em Língua Portuguesa pela Universidade de São Paulo (USP) e autor do livro "Preconceito linguístico: o que é, como se faz” e ressalta que ainda persiste um senso comum a respeito do ensino da língua: o de que só é possível aprender pelo estudo sistemático e minucioso da gramática, pela apreensão dos termos e conceitos elaborados para descrever a língua e, principalmente, que tal estudo garantiria um uso “correto” da língua. “Mas séculos de ensino baseados nessa tradição já demonstraram a ineficácia dessa metodologia”, destaca. Para o autor, campanhas contra uma suposta flexibilização da norma culta ensinada nas aulas de Língua Portuguesa podem revelar projetos político-ideológicos em que a Educação apareceria apenas em segundo plano, sem aprofundamento da questão.


    Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) auxiliavam os conhecimentos em Língua Portuguesa e outras disciplinas a serem passados no Ensino Fundamental e Médio, desde 1997 até aprovação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) em 2017 e neste ano. Além do novo documento trazer ao processo de ensino-aprendizado da Língua Portuguesa as especificidades da leitura e da escrita em ambientes digitais, a BNCC inclui, agora, alguns determinantes sociais da escrita, como por exemplo, a articulação da produção textual com a situação de comunicação, levando em conta o interlocutor e a variação linguística.


    A norma culta é uma dessas variantes, porém a que possui o maior prestígio social, de acordo com Bruno Pereira, doutor em Ensino de Língua e Literatura pela Universidade Federal do Tocantins (UFT). “O fato de apresentarmos aos alunos diversas variações linguísticas o auxilia na comunicação de contextos socioculturais plurais, atentando-os à adequação pragmática da língua”, explica.


    De acordo com Bruno, é importante ressaltar que o aluno brasileiro de agora não é o mesmo aluno de 20 anos atrás. “É necessário incentivar uma postura reflexiva acerca do uso da língua em nossos alunos e, para isso, devemos apresentar a ele as diversas variações linguísticas que existem no mesmo idioma, bem como suas especificidades e funcionalidades”, ressalta.


    Ao falar em ensino mais, ou menos, “rigoroso”, Maria Helena Moreira professora da Faculdade de Ciências e Letras da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp) destaca outro possível engano. “Todo ensino tem de ser ‘rigoroso’, mas no sentido de rastrear rigorosamente aquilo que é pertinente na tarefa em questão, e, no nosso caso, não no sentido de dosar para mais ou para menos o policiamento da linguagem”, afirma.


    Alguns educadores, o preconceito linguístico é um preconceito social. “Não é por acaso, então, que são as pessoas mais pobres, em sua maioria negras, as que mais sofrem a acusação de ‘falar errado’ ou ‘não saber português’", afirma Marcos Bagno. Ele tem pesquisado textos do período pós-independência que apresentam essa característica. "É um discurso que se repete no Brasil há duzentos anos, deixando bem manifesto este preconceito”, diz. Para o doutor pela USP, o fundamental e necessário nas propostas políticas e discussões é o foco no letramento das pessoas, isto é, a inserção crescente de cidadãos na cultura escrita. “E isso se faz por meio da leitura e da escrita de todos os tipos e gêneros textuais possíveis, desde os mais marginalizados, como letras de funk e hip-hop, até os mais prestigiados, como a literatura canonizada”, enfatiza.


    Os números dão ênfase à preocupação de Marcos Bagno. Três em cada dez jovens e adultos de 15 a 64 anos no Brasil – 29% do total, o equivalente a cerca de 38 milhões de pessoas – são considerados analfabetos funcionais, de acordo com o Indicador do Alfabetismo Funcional (Inaf) 2018.


    Diante desse cenário, o pensamento sobre o que é "certo" e "errado" na Língua Portuguesa está mudando no país. “Isso não quer dizer que, como professor de Língua Portuguesa, eu não vá apresentar preceitos da norma culta durante as aulas”, pondera Bruno Pereira, afirmando que a dicotomia “certo vs errado” tornou-se obsoleta hoje. “Prefiro utilizar ‘adequado’ ou ‘inadequado’, pois acredito que devemos formar alunos que saibam fazer uso da língua de maneira consciente e adequada, e não de maneira mecanizada, como sugere a concepção de ‘erro’, destaca.


    Ou seja, o trabalho escolar com a língua que se fala só tem sentido se apreendido na vivência efetiva da língua. “As diferenças linguísticas dentro da sala de aula constituem o melhor possível tudo aquilo que há para ser dito sobre língua, linguagem, gramática e norma: ora, são exatamente as diferenças que ilustram a real natureza da linguagem”, explica Maria Helena, mostrando que é exatamente a variação que caracteriza a linguagem. O que menos há, nessa realidade de diferenças existentes e observáveis, é lugar para preconceito.


    O doutor pela UFT demonstra que a língua é como mecanismo viva, dinâmico e carregado de intencionalidades e isso, para ele, precisa se refletir no ensino atualmente. Segundo Bruno, a compreensão da norma culta deixa de ter perfil unilateral e passa a dialogar com as outras variantes na rotina escolar, que deve estar focada no letramento e no desenvolvimento de habilidades de lei tura, escrita e interpretação de textos de maneira catalisadora. “O aluno passa a entender a função e aplicação social da língua, não é algo mecânico. Por isso, acredito na construção de uma língua igualitária”, conclui.


(Fonte: Paula Calçade. https://novaescola.org.br/con teudo/12459/as-criancas-agora-vao-poder-falar-e-escre ver-errado. Acesso em 29.12.2025) 

A macroestrutura do texto organiza-se por meio de uma progressão argumentativa que articula diagnóstico social, fundamentação teórica e implicações pedagógicas. Considerando as relações lógico-semânticas predominantes, infere-se que o eixo organizador do texto é estruturado prioritariamente pela relação de: 
Alternativas
Q3846260 Educação Física
David Gallahue propôs um modelo teórico para o desenvolvimento motor utilizando a metáfora da ampulheta, dividindo-o em fases e estágios. Sobre a fase dos movimentos fundamentais, crucial na educação infantil e anos iniciais, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A fase dos movimentos fundamentais compreende os estágios inicial, elementar e maduro, ocorrendo aproximadamente entre 2 e 7 anos de idade.

(__)Nesta fase, a criança desenvolve habilidades básicas de locomoção (correr, saltar), estabilização (equilíbrio) e manipulação (arremessar, chutar), que servirão de base para movimentos especializados.

(__)O desenvolvimento motor nesta fase é determinado exclusivamente pela maturação biológica, não sendo influenciado pelas oportunidades de prática ou encorajamento.

(__)Se a criança não dominar o estágio maduro dos movimentos fundamentais, ela poderá encontrar dificuldades (barreira de proficiência) ao tentar aprender habilidades esportivas especializadas posteriormente.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3846259 Pedagogia
Ao planejar aulas para o ensino fundamental, o professor deve distinguir conceitualmente o jogo do esporte institucionalizado para adequar a prática pedagógica ao desenvolvimento infantil. Considerando a ludicidade como eixo central, a abordagem correta para o ensino do movimento nesta fase deve priorizar a experimentação e a criatividade. Assinale a alternativa que define corretamente a característica do jogo em oposição ao esporte de rendimento na infância.
Alternativas
Q3846258 Educação Física
A especialização esportiva precoce é um tema controverso que envolve riscos físicos e psicológicos para crianças e adolescentes. Analise as afirmativas a seguir sobre os impactos do treinamento especializado intenso antes da maturação adequada.

I.A especialização precoce pode levar ao "Burnout" (esgotamento), resultando no abandono prematuro do esporte devido ao estresse psicológico e à perda da motivação intrínseca.

II.O treinamento intenso e repetitivo em um único esporte na infância aumenta o risco de lesões por sobrecarga (overuse) e pode comprometer o crescimento ósseo.

III.A diversificação esportiva na infância, com a prática de múltiplas modalidades, é prejudicial ao desenvolvimento motor, pois confunde a criança e impede a aquisição de excelência.


Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3846257 Educação Física
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) preconiza que a Educação Física deve promover o autoconhecimento e o autocuidado através das práticas corporais. O professor pode utilizar abordagens somáticas e de conscientização corporal para atingir esse objetivo. Assinale a alternativa correta sobre uma estratégia didática para o conhecimento de si.
Alternativas
Q3846256 Educação Física
Ao abordar o esporte como conteúdo escolar, o professor deve evitar a simples reprodução do modelo de alto rendimento, buscando metodologias que favoreçam a compreensão tática e a inclusão. Assinale a alternativa que descreve corretamente o método "Situacional" ou de "Jogos Condicionados" no ensino dos esportes coletivos.
Alternativas
Q3846255 Pedagogia
A abordagem crítico-emancipatória propõe a transformação didático-pedagógica do esporte para superar o modelo mecanicista e excludente nas aulas de Educação Física. Sobre os princípios dessa transformação propostos por Elenor Kunz, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A transformação didática implica na adaptação das regras, espaços e materiais do esporte para que este atenda aos interesses e possibilidades dos alunos, e não o contrário.

(__)O ensino do esporte deve manter a hegemonia do rendimento e da técnica apurada como objetivos centrais da aula escolar.

(__)A encenação, a problematização e a ampliação (transcendência) são categorias didáticas fundamentais para que o aluno compreenda o esporte criticamente.

(__)O professor deve evitar alterações na estrutura do esporte formal para não descaracterizar a modalidade olímpica que está sendo ensinada.


Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3846254 Pedagogia
A formação do professor de Educação Física deve articular os saberes disciplinares com a realidade escolar, promovendo uma práxis reflexiva e comprometida socialmente. Analise as afirmativas a seguir sobre o papel do professor e a função social da escola.

I.O professor deve atuar como um intelectual transformador, compreendendo a escola como um espaço de democratização da cultura corporal de movimento e de formação cidadã.

II.A formação inicial deve priorizar exclusivamente o domínio da técnica desportiva e da fisiologia, visto que a dimensão pedagógica é secundária e se aprende na prática.

III.A escola tem o papel de mediar o conhecimento científico e cultural, permitindo que o aluno compreenda, critique e transforme a realidade social através das práticas corporais.


Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3846253 Psicologia
A aprendizagem motora e o desempenho esportivo estão intimamente ligados aos processos cognitivos, como atenção, memória e tomada de decisão. Nos esportes coletivos de invasão (como basquete e futebol), a demanda cognitiva é elevada devido à imprevisibilidade do ambiente. Assinale a alternativa correta sobre a relação entre cognição e ação nesses esportes.
Alternativas
Q3846252 Artes Cênicas
Rudolf Laban desenvolveu um sistema de análise do movimento que é fundamental para o ensino da dança na escola, permitindo explorar a expressividade corporal. Esse sistema baseia-se em quatro fatores de movimento essenciais que compõem a "Eucinética" (ou Dinâmica). Assinale a alternativa que apresenta corretamente esses quatro fatores.
Alternativas
Q3846251 Pedagogia
A Educação Física transita entre visões mecanicistas e visões fenomenológicas do corpo e do movimento. A abordagem fenomenológica, defendida por autores como Merleau-Ponty e aplicada à Educação Física por Elenor Kunz (Se-movimentar), propõe uma interpretação específica. Assinale a alternativa correta que define o movimento humano nesta perspectiva.
Alternativas
Q3846250 História e Geografia de Estados e Municípios
O território que hoje compõe Santa Catarina foi palco de diferentes momentos históricos desde o período colonial, incluindo disputas de poder e movimentos políticos locais, influenciados também por acontecimentos nacionais e imigratórios. Entre esses episódios, destaca-se a proclamação de uma república na região, chamada de:
Alternativas
Q3846249 Saúde Pública
O desenvolvimento de vacinas nacionais representa um marco estratégico para a área de Ciências, especialmente no campo da saúde pública, ao articular pesquisa científica, produção tecnológica e políticas de imunização. A aprovação da vacina Butantan-DV pela autoridade sanitária brasileira reforça a capacidade do país em gerar soluções próprias para problemas epidemiológicos recorrentes. Além de ampliar o acesso à prevenção, o imunizante aprovado apresenta uma característica inédita no cenário internacional, o que confere destaque ao Brasil no campo da ciência biomédica. Diante desse contexto, qual é o principal diferencial científico da vacina Butantan-DV?
Alternativas
Q3846248 Geografia
A dimensão territorial constitui um elemento central para a compreensão da posição geopolítica dos Estados no sistema internacional, influenciando fatores como diversidade ambiental, integração regional e desafios administrativos. No cenário global, poucos países apresentam extensões continentais capazes de abarcar grande variedade de biomas, recursos naturais e fronteiras extensas com múltiplos vizinhos. Nesse contexto comparativo, o território brasileiro ocupa posição de destaque quando analisado em relação aos demais países do mundo.
Considerando o ranking internacional de extensão territorial, o Brasil é:
Alternativas
Q3846247 Geografia
A organização do espaço catarinense resulta da combinação entre fatores naturais e processos históricos de ocupação, refletindo contrastes marcantes entre o litoral, o planalto e as áreas de transição. As características do relevo, do clima e da hidrografia influenciam diretamente a distribuição da população, as atividades econômicas e as formas de uso do solo. A diversidade paisagística também contribui para diferentes dinâmicas regionais dentro do território estadual. Assim, qual das alternativas abaixo cita aspectos geográficos que explicam a diferenciação espacial existente em Santa Catarina?
Alternativas
Q3846246 Conhecimentos Gerais
A Inteligência Artificial (IA) tem sido incorporada a diversas áreas da sociedade, influenciando decisões automatizadas e o tratamento de grandes volumes de dados. Esse avanço tecnológico ampliou debates sobre responsabilidades, limites e impactos sociais do uso dessas ferramentas. Nesse contexto, diferentes instituições discutem princípios éticos que devem orientar o desenvolvimento e a aplicação da IA.
Analise as afirmativas a seguir:

I.A transparência e a possibilidade de compreender decisões automatizadas são temas centrais discutidos no campo da ética da Inteligência Artificial.

II.O viés algorítmico pode ocorrer quando sistemas de IA são treinados com bases de dados que reproduzem desigualdades sociais existentes.

III.A ética da Inteligência Artificial exclui discussões sobre privacidade de dados, por se tratar de um tema restrito ao campo jurídico.

IV.Organizações internacionais defendem que a IA deve ser utilizada sem restrições éticas, desde que promova avanços tecnológicos e econômicos.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3846245 Turismo
 O turismo internacional tem assumido papel cada vez mais relevante na economia brasileira, refletindo transformações econômicas, culturais e simbólicas no posicionamento do país no cenário global. O crescimento do fluxo de visitantes estrangeiros resulta de múltiplos fatores articulados, envolvendo condições econômicas, estratégias de divulgação e a retomada de grandes eventos. A análise desse fenômeno permite compreender como o Brasil passou a ser percebido como destino atrativo no mercado internacional de viagens. Com base nesse contexto, avalie as afirmações a seguir e registre (V), para verdadeiro, e (F), para falso.

(__)O crescimento do turismo internacional no Brasil está relacionado, entre outros fatores, ao câmbio favorável aos visitantes estrangeiros.

(__)A divulgação do Brasil no exterior foi apontada como elemento irrelevante para o aumento do fluxo turístico internacional.

(__)A retomada de grandes eventos culturais e esportivos contribuiu para ampliar a visibilidade do país como destino turístico.

(__)O aumento do turismo internacional ocorreu de forma isolada, sem relação com fatores econômicos ou promocionais.



A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q3846244 Áudio e Vídeo
A seleção de produções brasileiras em diferentes categorias do Oscar evidencia a amplitude temática e formal do cinema nacional no cenário internacional. A presença simultânea de longas de ficção, documentários e curtas-metragens revela um reconhecimento que ultrapassa gêneros específicos e valoriza distintas formas de narrativa audiovisual. Além disso, a participação de profissionais brasileiros em categorias artísticas e técnicas reforça essa visibilidade ampliada. Recentemente, três filmes brasileiros avançaram mais uma etapa na seleção para serem indicados ao Oscar 2026. São eles:
Alternativas
Respostas
2441: B
2442: B
2443: C
2444: B
2445: C
2446: C
2447: E
2448: C
2449: A
2450: D
2451: D
2452: B
2453: E
2454: E
2455: C
2456: C
2457: A
2458: B
2459: D
2460: A