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Texto CB1A1-I
Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”.
“Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.”
Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado.
A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma.
Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões.
Diego Viana. Darcy Ribeiro: a chama da utopia. Revista Pesquisa FAPESP,
30/10/2022 (com adaptações).
A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir.
Infere-se do texto que Darcy Ribeiro atuou pouco tempo
como professor universitário no Brasil.
Texto CB1A1-I
Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”.
“Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.”
Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado.
A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma.
Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões.
Diego Viana. Darcy Ribeiro: a chama da utopia. Revista Pesquisa FAPESP,
30/10/2022 (com adaptações).
A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir.
O texto informa que Darcy Ribeiro foi pioneiro no campo
educacional de antropologia cultural no Brasil.
Texto CB1A1-I
Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”.
“Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.”
Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado.
A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma.
Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões.
Diego Viana. Darcy Ribeiro: a chama da utopia. Revista Pesquisa FAPESP,
30/10/2022 (com adaptações).
A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir.
Com o emprego da expressão ‘em voz alta’ (segundo
parágrafo), o sociólogo Fabrício Pereira da Silva sugere uma
semelhança entre a escrita de Darcy Ribeiro e o discurso
falado.
Texto CB1A1-I
Em uma de suas últimas entrevistas, o antropólogo Darcy Ribeiro (1922-1997) relatou que havia fugido do hospital onde se submetia a tratamento contra um câncer, para terminar o livro que considerava o coroamento de sua obra: O povo brasileiro, publicado em 1995. Na mesma entrevista, reconhecia ser um homem de “muitas peles”: foi etnólogo indigenista, antropólogo, educador, gestor público, político militante e romancista. Entretanto, dizia ter fracassado em sua missão de tornar o Brasil aquilo que “poderia ser”.
“Darcy Ribeiro é uma figura fascinante e um dos autores latino-americanos que projetaram mais futuros. Em alguns dos textos, ele parece comentar em voz alta as alternativas, utópicas e distópicas, para o Brasil e a América Latina”, observa o sociólogo Fabrício Pereira da Silva. “Este é um momento excelente para reexaminar suas ideias, suas utopias e seus projetos.”
Sua carreira de educador teve início na Escola Brasileira de Administração Pública, da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro, onde, durante dois anos, ensinou etnologia brasileira. Na mesma época, participou da fundação do Museu do Índio, em 1953, e, dois anos mais tarde, da criação do primeiro curso de pós-graduação em antropologia cultural no Brasil. Ao deixar o Serviço de Proteção aos Índios, lecionou na Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Nesse período, desenvolveu trabalhos com o pedagogo Anísio Teixeira (1900-1971), uma das principais referências em educação no Brasil e defensor do ensino básico integral. Sua influência perduraria por toda a trajetória de Darcy Ribeiro e se concretizaria no projeto dos centros integrados de educação pública (CIEP), escolas de tempo integral criadas no Rio de Janeiro nos anos 80 do século passado.
A crítica ao colonialismo, a análise dos povos latino-americanos e a valorização do ponto de vista indígena fazem da obra de Darcy Ribeiro uma fonte de inspiração para pesquisadores do campo de estudos pós-coloniais e decoloniais, de acordo com Pereira da Silva. “São releituras e apropriações, porque, quando ele publicou, esses termos não eram usados. A tendência ao evolucionismo e ao eurocentrismo de seus primeiros anos deu lugar, no exílio, a uma visão mais diversificada, em que a América Latina aparece como um polo civilizacional”, afirma.
Apesar de ter sido reitor, fundador e reformador de universidades, Darcy viveu a maior parte de sua carreira fora de instituições universitárias brasileiras. Entretanto, jamais deixou de refletir sobre seu projeto para o ensino superior. Publicou livros como A universidade necessária e La universidad latinoamericana, em que expôs seu projeto baseado em interdisciplinaridade, investimento em pesquisa científica avançada, compromisso social e participação do corpo discente na tomada de decisões.
Diego Viana. Darcy Ribeiro: a chama da utopia. Revista Pesquisa FAPESP,
30/10/2022 (com adaptações).
A respeito das ideias do texto CB1A1-I, julgue o item a seguir.
De acordo com o texto, Darcy Ribeiro se considerava
fracassado por ter-se dedicado a muitas áreas do
conhecimento.
PENNA, Maura. Música(s) e seu ensino.Porto Alegre: Sulina, 2012, p. 27. Adaptado.
As afirmativas a seguir descrevem corretamente o sentido da educação musical na escola com base no trecho citado, à exceção de uma. Assinale-a.
Para essa geração de artistas e intelectuais, fazer uma “arte popular revolucionária” significava

Com base na definição de móbile e na imagem da escultura de Alexander Calder, assinale a opção que identifica a manifestação artística a que este tipo de obra está associada.
Anchieta foi o maior representante jesuíta da produção teatral no Brasil no século XVI e um dos primeiros a elaborar peças na língua geral (tupi).
A respeito do teatro jesuítico, é correto afirmar que
AJZENBERG, Elza. A Semana de Arte Moderna de 1922. Revista de Cultura e Extensão. USP: 2012, p. 26. Adaptado.
Com base no texto, assinale a opção que contextualiza corretamente o movimento da Semana de Arte Moderna de 1922.

Ismael Nery, Composição Surrealista, 1929, óleo sobre tela.
Com base no quadro de Ismael Nery, considerando os princípios do surrealismo, analise as afirmativas a seguir.
I. O olhar do artista surrealista se detém na observação das formas sensíveis e fenomênicas da realidade cotidiana, como no caso do corpo feminino e da natureza retratados no quadro.
II. A colagem é um recurso explorado pelas vanguardas e se torna uma técnica recorrente na composição surrealista, como no caso do quadro, em que são reunidos elementos díspares do ponto de vista realista.
III. O surrealismo é uma linguagem visual para o artista divulgar poeticamente seu modo de enxergar o mundo, libertando-se das exigências da lógica e da razão, como na paisagem metafísica criada pelo pintor no quadro.
Está correto o que se afirma em
1. Impressionismo
2. Expressionismo Abstrato
3. Surrealismo
( ) Preferência pelo registro da experiência contemporânea e observação da natureza com base em impressões pessoais e sensações visuais imediatas.
( ) A obra de arte é fruto de uma relação corporal do artista com a pintura e nasce da liberdade de improvisação e do gesto espontâneo, como na “pintura de ação” (action painting).
( ) Diálogo com a psicanálise e valorização do irracional e do inconsciente, com o estímulo à investigação do imaginário e dos impulsos ocultos da mente nas artes.
Assinale a opção que indica a relação correta, na ordem apresentada.
Observe o desenho do baldaquino do altar de São Pedro projetado por Gian Lorenzo Bernini (Cidade do Vaticano, Roma).

Esta obra apresenta um aporte próprio do Barroco, explicitado em
suas colunas denominadas
Desde o Renascimento, o vocábulo perspectiva indica a representação gráfica que mostra os objetos como eles aparecem à nossa vista (com três dimensões), de modo a termos a sensação de profundidade e relevo.
O tipo de perspectiva exemplificado a seguir é utilizado para representar um objeto evitando ao máximo sua deformação.

Assinale a opção que identifica corretamente o tipo de perspectiva
usado para representar o cubo.
Analise o plano do Capitólio, praça romana projetada por Michelangelo no século XVI.

Fonte: https://images.app.goo.gl/UFnmV7Xj39VdZe6P8
A respeito da composição espacial da praça executada por
Michelangelo, assinale a opção que caracteriza corretamente
aspectos da arte e da perspectiva renascentistas.
A respeito da relação entre arte e tecnologia, relacione os princípios que regem a linguagem das novas mídias listados a seguir às suas respectivas descrições.
1. Transcodificação
2. Modularidade
3. Representação numérica
( ) Todos os objetos das novas mídias são compostos por um código digital.
( ) Um objeto da nova mídia mantém a mesma estrutura em diferentes escalas, como um fractal.
( ) Categorias e conceitos culturais são substituídos por outros derivados pelo computador.
Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem apresentada.
MANOVICH, Lev. The language of new media. MIT Press, 2002. Adaptado.
A respeito das novas mídias, assinale a opção que descreve corretamente o seu impacto na arte.

Sallisa Rosa, Oca do Futuro, fotofilme documental, 8’45’’, 2018.
Entre 2014 e 2017, Sallisa Rosa fotografou indígenas que vivem na cidade do Rio de Janeiro. A artista investigou os descendentes indígenas que, como ela, cotidianamente, integram suas dimensões culturais de origem em um espaço urbano e globalizado, exercitando suas identidades híbridas.
O resultado desse projeto foi o fotofilme Oca do Futuro, que fala da trajetória de artistas indígenas, dando visibilidade às reflexões sobre cosmologia originária, integração nacional, povos indígenas urbanos, identidade e território.
A respeito do trabalho artístico de Sallisa Rosa, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.
( ) A artista constrói seu lugar de fala pela criação estética com as tecnologias da imagem e seus modos operatórios no domínio fotográfico e videográfico.
( ) A artista denuncia a corrosão da ancestralidade e a contaminação do fazer artístico indígena pela vida em um meio globalizado e tecnológico.
( ) O trabalho da artista dá visibilidade à condição do indígena que vive em ambientes urbanos, tematizando poeticamente sua subjetividade mestiça.
Assinale a opção que indica a sequência correta, na ordem apresentada.