Questões de Concurso Para professor - artes

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Q3893174 Raciocínio Lógico

Observe as seguintes afirmativas:


I – O conjunto vazio pode ter somente o número zero como elemento.


II – O conjunto unitário pode ter somente o número 1 como elemento.


III – A divisão de qualquer número por ele mesmo resulta em 1.


São corretas:

Alternativas
Q3893173 Raciocínio Lógico

Observe os números e as operações abaixo:



Imagem associada para resolução da questão



Para se obter o maior resultado possível, qual número deve ser colocado na lacuna? 

Alternativas
Q3893172 Matemática
Uma pequena passarela será construída utilizando blocos retangulares de 10 cm de largura e 20 cm de comprimento, montados conforme a figura: 

Imagem associada para resolução da questão


A passarela completa terá 2,80 metros de comprimento. Quantos blocos serão necessários para confeccionar essa passarela? Considere que não haverá espaçamento entre os blocos.
Alternativas
Q3893171 Português
Analise o excerto a seguir e assinale a alternativa em que os elementos apresentados preenchem corretamente as lacunas. “_ vèsperas da comemoração natalina, Luciana ainda não tinha ideia sobre a sobremesa que levaria _ festa de sua família. Recorreu _ diversos caderninhos antigos com receitas de sua avó, mas não conseguia se decidir, eram muitas opções. Para variar, em mais um ano, optou por que não falha, nem em questão de piadas, nem em questão de paladar: o pavê.” 
Alternativas
Q3893170 Português
Assinale a alternativa em que ocorre ditongo nasal em todas as palavras apresentadas.
Alternativas
Q3893169 Português
Considerando a norma-padrão da língua portuguesa, assinale a alternativa em que a colocação pronominal está correta. 
Alternativas
Q3893168 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
Assinale a alternativa em que, no excerto apresentado, a palavra ‘que’ atua como conjunção integrante.
Alternativas
Q3893167 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
Considere o excerto:

“— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega…
— Já me pegou. Fiz um acerto com ele.”

No contexto dado, o emprego da conjunção ‘se’ é responsável por imprimir à oração em que ocorre um sentido: 
Alternativas
Q3893166 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
Considere o excerto: “Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.” No contexto em que ocorre, a expressão ‘enquanto’ atua como conjunção:
Alternativas
Q3893165 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
Considere o excerto: “Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.” Nesse contexto, decodifica-se o significado do trocadilho com as palavras ‘oligopólio’ e ‘ovigopólio’ porque esta expressão: 
Alternativas
Q3893164 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
As palavras ‘doutor’, ‘excelência’ e ‘senhor’, utilizadas no diálogo entre os personagens do texto, são formas de tratamento que indicam: 
Alternativas
Q3893163 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
Na linguagem coloquial, ‘ladrão de galinhas’ è o termo utilizado para se referir àqueles que cometem roubos de objetos de pouco ou nenhum valor. No texto, por outro lado, ocorre uma quebra de expectativas em relação ao personagem que comete tal crime, isso porque: 
Alternativas
Q3893162 Português
Experiência nova


Pegaram o cara em flagrante roubando galinhas de um galinheiro e levaram para a delegacia.

— Que vida mansa, hein, vagabundo? Roubando galinha pra ter o que comer sem precisar trabalhar. Vai pra cadeia!

— Não era pra mim não. Era pra vender.

— Pior. Venda de artigo roubado. Concorrência desleal com o comércio estabelecido. Semvergonha!

— Mas eu vendia mais caro.

— Mais caro?

— Espalhei o boato de que as galinhas do galinheiro eram bichadas e as minhas não. E que as do galinheiro botavam ovos brancos enquanto as minhas botavam ovos marrons.

— Mas eram as mesmas galinhas, safado.

— Os ovos das minhas eu pintava.

— Que grande pilantra...

Mas já havia um certo respeito no tom do delegado.

— Ainda bem que tu vai preso. Se o dono do galinheiro te pega...

— Já me pegou. Fiz um acerto com ele. Me comprometi a não espalhar mais boato sobre as galinhas dele, e ele se comprometeu a aumentar os preços dos produtos dele para ficarem iguais aos meus. Convidamos outros donos de galinheiro a entrar no nosso esquema. Formamos um oligopólio. Ou, no caso, um ovigopólio.

— E o que você faz com o lucro do seu negócio?

— Especulo com dólar. Invisto alguma coisa no tráfico de drogas. Comprei alguns deputados. Dois ou três ministros. Consegui a exclusividade no suprimento de galinhas e ovos para os programas de alimentação do governo e superfaturo os preços.

O delegado mandou pedir um cafezinho para o preso e perguntou se a cadeira estava confortável, se ele não queria uma almofada. Depois perguntou:

— Doutor, não me leve a mal, mas com tudo isso, o senhor não está milionário?

— Trilionário. Sem contar o que eu sonego do Imposto de Renda e o que tenho depositado ilegalmente no exterior.

— E, com tudo isso, o senhor continua roubando galinhas?

— Às vezes. Sabe como é.

— Não sei não, excelência. Me explique.

—É que, em todas essas minhas atividades, eu sinto falta de uma coisa. Do risco, entende? Daquela sensação de perigo, de estar fazendo uma coisa proibida, da iminência do castigo. Só roubando galinhas eu me sinto realmente um ladrão, e isso é excitante. Como agora. Fui pego, finalmente. Vou para a cadeia. É uma experiência nova.

— O que é isso, excelência? O senhor não vai ser preso não.

— Mas fui pego em flagrante pulando a cerca do galinheiro!

— Sim. Mas primário, e com esses antecedentes. ..


VERISSIMO, L. F. Verissimo antolégico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.  
No texto ‘Experiência nova’, de Luís Fernando Veríssimo, o humor é desencadeado, principalmente:
Alternativas
Q3713955 Educação Artística
Contemporâneo de Aleijadinho, escultor negro brasileiro. Também foi arquiteto, urbanista e entalhador, e por conta da sua atuação em igrejas e no campo da arte civil foi considerado um dos artistas mais originais em atuação no Rio de Janeiro em sua época. Aprendeu o ofício de escultor e entalhador em Portugal, país para o qual viajou em 1748. Retornando ao Brasil, em 1770, abriu uma oficina em um centro comercial. Foi o principal construtor de obras públicas do Rio de Janeiro, onde se destacou pelo trabalho no embelezamento urbano, a exemplo da construção do Passeio Público (década de 1760). O texto aqui apresentado faz referência a:
Alternativas
Q3713954 Pedagogia
Para contribuir com os pais e a equipe multi e interdisciplinar na avaliação de um aluno que possivelmente apresenta dislexia, foi perguntado ao professor sobre o desenvolvimento da criança durante suas aulas. Ele escreveu sobre os pontos observados e somente uma característica não corrobora com a possibilidade de dislexia. Assinale-a.
Alternativas
Q3713953 Pedagogia
Documento que expressa os objetivos e as metas que a escola se propõe a realizar no ano, organizado através de propostas concretas para todo o período letivo. Deve ser escrito coletivamente, dando voz a pais, gestores, professores, alunos e funcionários.
Alternativas
Q3713952 Educação Artística
Ao trazer para sala de aula diferentes músicas, o professor instiga a curiosidade dos alunos, indagando-os sobre a que cultura elas pertencem e a partir daí traça as suas características. Em uma dessas aulas o professor apresentou aos alunos o “RAP”. Assinale as informações próprias desse estilo musical.
Alternativas
Q3713951 Artes Cênicas
Assinale a informação INCORRETA sobre o teatro:
Alternativas
Q3713950 Educação Artística

De acordo com os PCNs, é papel da escola "ensinar a produção histórica e social da arte e, ao mesmo tempo, garantir ao aluno a liberdade de imaginar e edificar propostas artísticas pessoais ou grupais com base em intenções próprias."


Atualmente, o direcionamento do ensino da arte no Brasil se dá através dos eixos de aprendizagem pautados no seguinte tripé de tendência sociointeracionista: 

Alternativas
Q3713949 Artes Visuais
Forma de arte que combina elementos do teatro, da música e das artes visuais. Segundo Marina Abramovic, trata-se de uma construção física e mental que o artista executa em um determinado espaço e tempo, em frente a uma audiência. Flavio de Carvalho foi o pioneiro nessa forma de arte no Brasil, através de sua Experiência nº 2, realizada em 1931, antes mesmo do termo ser cunhado. Assinale a que se referem as informações:  
Alternativas
Respostas
11601: X
11602: B
11603: B
11604: B
11605: C
11606: D
11607: B
11608: D
11609: D
11610: B
11611: B
11612: C
11613: B
11614: A
11615: C
11616: C
11617: D
11618: C
11619: B
11620: D