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TEXTO PARA A QUESTÃO.
Happy-condria
Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.
Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.
Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.
Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.
Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.
Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Happy-condria
Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.
Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.
Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.
Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.
Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.
Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
No texto Happy-condria, o autor desenvolve uma reflexão crítica sobre discursos contemporâneos ligados à felicidade, articulando observação empírica, ironia e referências filosóficas. A partir da leitura global do texto, analise as assertivas a seguir.
I. A noção de “happy-condria” é construída como uma crítica à tentativa de medicalizar ou padronizar estados emocionais que, por natureza, são instáveis e subjetivos.
II. A figura do “especialista em felicidade” funciona como contraponto irônico ao argumento central do texto, revelando a distância entre discurso prescritivo e experiência humana concreta.
III. A citação de Marco Aurélio reforça a defesa de uma felicidade centrada exclusivamente na individualidade, desvinculada de qualquer dimensão coletiva.
Das assertivas, pode-se afirmar que:
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Happy-condria
Recentemente, um amigo me apresentou a um “especialista em felicidade”. Jesus, pensei, será uma nova profissão que desconheço? Pois é, dizia-se expert em fazer diagnóstico de pessoas das mais variadas classes sociais, para detectar os empecilhos em encontrar instantes plenos e de realização profissional. Desconfiei das intenções do rapaz, mas o ouvi por uns bons trinta minutos. Conclui que a teoria se mostra eficaz, porém dificilmente terá respaldo na prática. E digo isso ancorado em inúmeras leituras e observações que tenho feito ao longo dos anos sobre o tema.
Não dá para usar meras estatísticas para identificar a motivação ou o desânimo frente a uma realidade tão subjetiva como a da mente humana. Tudo bem, podemos estabelecer parâmetros, comparar, concluir. Contudo, é o olhar sobre cada indivíduo que irá determinar as suas prioridades e carências em um mundo em constante mutação.
Devemos ter um cuidado especial: esse desejo de viver sempre imersos na plenitude pode nos conduzir a um projeto irrealizável, querendo editar a existência, salvando só os melhores momentos. Resultado: muitos estão sofrendo da chamada “happy-condria”, uma espécie de obsessão (ou dependência) por estados de euforia, de gozo e prazer. Seria maravilhoso, mas, convenhamos, impossível de acontecer.
Analisei à certa distância o expert que tinha acabado de conhecer. Estava isolado do grupo festivo, bastante silencioso, com uma expressão de tédio. Bem, talvez com ele não esteja funcionando tão bem a sua pregação. Na verdade, nada mais natural: essas oscilações emocionais fazem parte do pacote em que está embrulhada a nossa subjetividade. Ao expor minhas ideias em palestras, enfatizo a importância de cada um desenvolver um roteiro particular e só depois ir agregando proposições alheias. Fórmulas? Jamais! No máximo um convite para refletir sobre os conceitos legados ao longo dos séculos pelos grandes mestres. Evitemos escrever meia dúzia de mandamentos definitivos. Esqueça todo processo mágico que porventura te apresentarem. Será necessário um duro e longo trabalho até aprender a separar o essencial do supérfluo. Aqui começa a descoberta dos reais propósitos a nos servir de guia para a busca desse sentimento que perpassa a história da nossa espécie.
Aprecio o fato de alguém destinar preciosas horas para entender o que nos leva a desejar tão intensamente o bem-estar interior. Somos fruto do tempo que habitamos. Reféns do valor da individualidade, mal conseguimos aprender essa máxima do filósofo Marco Aurélio: “O que não é bom para a colmeia, tampouco o será para a abelha.” Seguimos, no entanto, tentando nos aparelhar mesmo frente à volatilidade do mundo. As coisas importantes são miúdas, estão ausentes das estatísticas. Passam discretamente diante de nós, desejando ser capturadas quando estamos vigilantes.
Na regra de ouro da vida, a atenção é o ingrediente principal.
Autor: Gilmar Marcílio - GZH (adaptado).
A Lei nº 10.639/2003 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) para incluir no currículo oficial a temática da História e Cultura Afro-Brasileira. Sobre sua aplicação no ensino de Arte, analise as afirmativas:
I. O ensino de Arte deve valorizar e incluir o estudo de manifestações culturais de matriz africana, como o Maracatu, o Jongo e a Capoeira.
II. A lei visa reconhecer a importância dos povos africanos na formação da sociedade e da cultura brasileira, combatendo o racismo e a discriminação.
III. A lei determina que o ensino de Arte deve se restringir apenas à arte africana, excluindo as matrizes europeias e indígenas do currículo.
Está correto o que se afirma em:
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) define as Unidades Temáticas para o componente de Arte no Ensino Fundamental. Analise as afirmativas sobre essas unidades.
I. As unidades temáticas definidas são: Artes Visuais, Dança, Música e Teatro.
II. A BNCC exclui a unidade temática "Artes Integradas", focando apenas nas linguagens separadas.
III. As "Práticas Corporais de Aventura" são uma das unidades temáticas de Arte no Ensino Fundamental.
Está correto o que se afirma em:
A arte do Renascimento, na Europa, marcou uma ruptura com a Idade Média. Sobre suas características, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) Houve uma retomada dos valores e da estética da Antiguidade Clássica (Grécia e Roma), valorizando o humanismo e o naturalismo.
(__) A arte renascentista abandonou completamente os temas religiosos, focando-se exclusivamente em retratos da nobreza e temas mitológicos.
(__) A perspectiva linear (uso de ponto de fuga) foi uma técnica matemática amplamente desenvolvida e utilizada para criar a ilusão de profundidade nas pinturas.
(__) Os artistas renascentistas rejeitavam o estudo da anatomia e a representação fiel do corpo humano, preferindo formas estilizadas e bidimensionais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
O ensino de Arte no Brasil passou por diferentes tendências pedagógicas. Analise as afirmativas sobre essas tendências.
I. A tendência "Tecnicista" focava no aprendizado de habilidades e técnicas artísticas (como o desenho geométrico), muitas vezes desvinculado da expressão ou da fruição.
II. A tendência "Escola Nova" (ou "Livre Expressão") valorizava a criatividade espontânea da criança, vendo o professor como um facilitador que não deveria interferir no processo criativo.
III. A "Abordagem Triangular", proposta por Ana Mae Barbosa, é uma tendência contemporânea que busca articular o Fazer, a Leitura de Imagem e a Contextualização.
Está correto o que se afirma em:
Os elementos da visualidade são a base da composição em Artes Visuais. Sobre esses elementos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) A linha é um elemento fundamental, podendo ser usada para criar contornos, sugerir movimento ou criar texturas.
(__) A cor possui propriedades como matiz (o nome da cor), saturação (pureza) e brilho (claridade/escuridão).
(__) A textura refere-se exclusivamente à sensação tátil (o que podemos sentir com as mãos), não existindo textura visual em um desenho ou pintura.
(__) O ritmo, a melodia e a harmonia são os principais elementos de composição das artes visuais.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Acerca do trabalho com cultura popular e folclore na escola, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) A abordagem da cultura popular na escola deve superar a visão romântica do 'folclore' como algo estático, puro e restrito ao passado rural, reconhecendo-a como uma produção cultural dinâmica, urbana e em constante transformação, como o funk, o rap e o grafite.
(__) Ao trabalhar danças folclóricas, como o maracatu ou o samba de roda, a escola deve focar exclusivamente na repetição mecânica dos passos e coreografias, visando a apresentação final, sem a necessidade de discutir seus contextos históricos, sociais e religiosos de origem.
(__) A cultura popular e o folclore são considerados 'cultura de segunda classe' e devem ser evitados no ensino da Arte, que deve se concentrar exclusivamente no cânone artístico europeu (cultura erudita) para garantir a elevação do nível cultural dos alunos.
(__) O estudo das lendas e mitos folclóricos (como Saci Pererê ou Curupira) pode ser uma ferramenta pedagógica rica, mas deve se limitar ao aspecto lúdico na Educação Infantil, sendo inadequado para o Ensino Fundamental, que deve focar em conteúdos 'sérios' da história da arte.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Assim, analise as afirmativas a seguir:
I. A competência 'Cultura Digital' (Competência Geral 5 da BNCC) aplicada à Arte implica apenas o consumo passivo de arte digital, sem a necessidade de compreender a linguagem tecnológica ou de utilizar ferramentas digitais para a criação artística.
II. O uso de tecnologias no ensino da Arte deve promover a 'alfabetização midiática', capacitando os alunos a analisar criticamente as mensagens veiculadas nas mídias, identificar 'fake news' em contextos artísticos (como a autoria de obras) e compreender os algoritmos que moldam o consumo cultural.
III. A integração de mídias como fotografia digital, edição de vídeo, animação e web art nas aulas de Arte permite a exploração de 'poéticas pessoais' e o desenvolvimento de processos criativos híbridos, que mesclam técnicas tradicionais e digitais, ampliando o repertório dos alunos.
Está correto o que se afirma em:
Assim, analise as afirmativas a seguir:
I. O Modernismo Brasileiro, especialmente o da Semana de 1922, foi diretamente influenciado pelas Vanguardas Europeias, absorvendo ideias como a fragmentação do Cubismo (visto em Tarsila do Amaral), a exaltação da velocidade do Futurismo e a crítica iconoclasta do Dadaísmo.
II. O Movimento Antropofágico, liderado por Oswald de Andrade, propunha a 'deglutição' das influências europeias (vanguardas) para, combinadas aos elementos nativos brasileiros, criar uma arte autenticamente nacional, superando a mera cópia dos modelos estrangeiros.
III. As Vanguardas Europeias, ao chegarem ao Brasil, foram rejeitadas por todos os artistas locais, que, em 1922, organizaram a Semana de Arte Moderna com o objetivo de reafirmar os valores da arte acadêmica, do Belo clássico e do Parnasianismo na pintura e literatura.
Está correto o que se afirma em:
Acerca dos conceitos de Afrofuturismo e Arte Decolonial, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O Afrofuturismo é um movimento cultural e estético que combina elementos de ficção científica, fantasia, história e cosmologias africanas e da diáspora para imaginar futuros possíveis e reinterpretar o passado sob a perspectiva da negritude, frequentemente usando a tecnologia como metáfora (ex: Sun Ra, Pantera Negra).
(__) A Arte Decolonial (ou o 'giro decolonial' nas artes) propõe uma ruptura com a 'colonialidade do poder' e do 'saber', questionando os cânones artísticos eurocêntricos e valorizando estéticas, saberes e práticas artísticas de povos colonizados (ameríndios, africanos) que foram inferiorizados.
(__) O Afrofuturismo é um movimento artístico que rejeita qualquer uso de tecnologia ou referência ao futuro, focando exclusivamente na recriação de rituais africanos pré-coloniais de forma documental e histórica.
(__) A Arte Decolonial defende que a única arte válida é a produzida na Europa (especialmente no Renascimento e no Iluminismo) e que as manifestações artísticas de outras culturas devem ser vistas apenas como 'artesanato' ou 'folclore', reforçando o cânone eurocêntrico.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: