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Q4323853 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

No texto, encontra-se a construção “exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores”. Considerando a norma-padrão e os fatores sintáticos que condicionam a colocação pronominal, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4323852 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

No período “Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente.”, a relação estabelecida entre as orações é fundamental para a argumentação desenvolvida. Assinale a alternativa que identifica corretamente a estrutura sintática e o valor semântico da primeira oração:
Alternativas
Q4323851 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

Considerando o emprego dos recursos linguísticos no texto sobre influenciadores digitais produzidos por inteligência artificial, analise as afirmativas a seguir.

I. No título “Os influenciadores digitais que não existem”, o pronome relativo “que” introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva, delimitando o referente de “influenciadores digitais”.
II. Em “o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade”, o termo “da IA” exerce função de complemento nominal e estabelece relação sintática com “avanço”.
III. Em “a que somos submetidos diariamente”, o emprego do vocábulo “a” antes do pronome relativo está relacionado à regência do verbo “submeter”, e o uso da crase, nesse contexto de escrita, é facultativo.
IV. Em “Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente”, a locução verbal “ter se plataformizado” apresenta o verbo principal flexionado na forma nominal de particípio para manter concordância nominal com “isso”.
V. No segmento “não seria diferente com aqueles que não existem materialmente”, a oração introduzida por “que” exerce função de adjunto adnominal do termo “aqueles”.

Estão correto apenas os itens: 
Alternativas
Q4323850 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

Analise o excerto: “Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade.”, os elementos de coesão contribuem para a articulação e para a progressão das ideias apresentadas no texto. Assinale a alternativa correta acerca dos recursos da coesão textual: 
Alternativas
Q4323849 Português
Os influenciadores digitais que não existem


       A espanhola Aitana Lopez vive em Barcelona e ganha a vida como influenciadora digital fitness, compartilhando sua rotina de treinos e passeios nas redes sociais para mais de 400 mil seguidores. Tem cerca de 26 anos, é do signo de escorpião, mantém as madeixas pintadas de rosa e tem um corpo exatamente de acordo com os padrões estéticos socialmente impostos. Mas Aitana não existe: ela foi criada por meio de ferramentas hiper-realistas de inteligência artificial generativa.

      Em seu perfil no Instagram, a bio diz: "criadora de conteúdo de IA; fitness e estilo de vida virtuais". Há o nome da empresa que a representa —na verdade, a agência que a criou— e a indicação de que é uma embaixadora da OpenArt, uma plataforma de IA. Para grande parte do público, isso pode não ser suficiente para entender que a moça nas fotos na academia e no litoral europeu é simplesmente uma ficção.

     Influencers criados por IA não são exatamente uma novidade, mas vêm tomando as mídias sociais com mais força nos últimos dois anos. Se há uma década víamos figuras como a robô Miquela, considerada uma das primeiras do tipo, exibirem-se para os seus mais de 2 milhões de seguidores nas mídias sociais, hoje o cenário está muito mais complexo.

    Isso porque, além da nossa experiência virtual ter se plataformizado significativamente, o que fomentou a criação de um mercado de influência digital, o avanço expressivo da IA tem alterado a nossa noção de realidade. E, nessa conjuntura, não podemos esquecer da avalanche de desinformação a que somos submetidos diariamente.

      Essa equação pode ser extremamente perigosa se olharmos para os nichos desses influenciadores irreais. Um levantamento recente da organização sem fins lucrativos CTRL+Z encontrou, no YouTube, 29 canais em língua portuguesa de médicos criados por IA. Os dados mostram que os vídeos publicados nesses perfis ultrapassavam 70 milhões de visualizações. Após uma reportagem da BBC Brasil denunciar o problema, alguns perfis foram excluídos pela plataforma por ferir as suas diretrizes.

      Ao ameaçar a integridade das informações que produzimos e consumimos, os influenciadores fotorrealistas escancaram a complexidade do ecossistema digital atual. O combate aos riscos que muitos deles oferecem requer vigilância rigorosa de governos e empresas de tecnologia, aliada a iniciativas urgentes de educação digital e midiática que ultrapassem os muros das escolas. Ainda que algumas dessas figuras pareçam inofensivas, é fundamental compreendermos o que (e quem) está por trás das telas.

      No fim das contas, o perigo não é apenas a existência desses avatares sintéticos, mas a opacidade em torno deles. Sem sinalização clara de IA e sem letramento digital, o público pode ficar cada vez mais vulnerável. Se muitos influencers de carne e osso já divulgam discursos e serviços extremamente questionáveis e até antiéticos, não seria diferente com aqueles que não existem materialmente. Por isso, exigir transparência e educar a população já deixaram, há tempos, de ser uma opção para a saúde dos ambientes informacionais e para a sustentabilidade da democracia.


Texto disponível em https://www1.folha.uol.com.br/educacao/2026/08/os-influenciadores-digitais-que-naoexistem.shtml , acesso em 01 de setembro de 2026 (adaptado).

Nesse gênero, em análise predomina a argumentação. Nesse sentido, a ideia central focalizada pelo locutor do texto é: 
Alternativas
Q4323808 Pedagogia
A ludicidade vai além do simples ato de brincar; é uma dimensão humana que deve permear as práticas pedagógicas. Ao integrar a ludicidade no processo de ensino e aprendizagem, o professor potencializa o desenvolvimento cognitivo, emocional e social.
Assim, analise as afirmativas a seguir.

I.A ludicidade na Educação Infantil permite que a criança elabore hipóteses, resolva problemas e regule suas emoções através da representação simbólica e do jogo de papéis.
II.As atividades lúdicas devem ser sempre dirigidas e com regras preestabelecidas pelo professor, visto que o brincar livre não possui valor pedagógico mensurável para o processo de ensino.
III.O uso de jogos e brincadeiras no contexto escolar favorece a apropriação de conhecimentos de forma significativa, pois mobiliza o interesse e a motivação intrínseca da criança.
IV.A ludicidade deve ser restrita aos momentos de pátio ou parque, devendo a sala de aula ser um ambiente de seriedade e foco exclusivo em atividades de registro em papel.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q4323807 Pedagogia
As interações na Educação Infantil envolvem a relação criança-criança, criança-adulto e criança-objeto-ambiente. O papel do adulto nessas interações é crucial. Acerca desse tema, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O professor deve atuar como um observador e mediador nas interações, intervindo para enriquecer a brincadeira ou resolver conflitos, sem, contudo, dirigir excessivamente a ação da criança.
(__)Nas interações entre crianças de diferentes idades, os mais velhos tendem a regredir em seu desenvolvimento, devendo a escola evitar esse tipo de agrupamento para não prejudicar o aprendizado.
(__)A qualidade da interação adulto-criança é determinante para o desenvolvimento da linguagem oral, sendo fundamental que o professor converse com a criança, narre ações e escute suas tentativas de comunicação.
(__)O adulto deve se ausentar das brincadeiras livres no parque, aproveitando o momento para preencher diários de classe, pois sua presença inibe a criatividade infantil.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4323806 Pedagogia
Na Educação Infantil, a dicotomia entre cuidar e educar foi superada pelas diretrizes atuais, que preconizam a indissociabilidade entre essas ações. Considere uma situação de rotina, como o momento da alimentação ou higiene, que deve ser entendido como um ato pedagógico. Acerca da indissociabilidade entre cuidar e educar, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F).

(__)O cuidar e o educar são funções indissociáveis na Educação Infantil, pois ao cuidar da criança, o professor também a educa, promovendo interações que favorecem o desenvolvimento da autonomia e a construção de vínculos.
(__)O cuidar refere-se exclusivamente às necessidades biológicas e físicas da criança, como alimentação e higiene, sendo responsabilidade de auxiliares, enquanto o educar é função exclusiva do professor em momentos de atividade dirigida.
(__)A dimensão do cuidar deve ser secundarizada em relação ao educar nas turmas de pré-escola, visto que crianças maiores de 4 anos já possuem autonomia total e não necessitam de mediação nas atividades de vida diária.
(__)As ações de cuidado na instituição de Educação Infantil devem ser integradas ao projeto político-pedagógico, intencionalmente planejadas para promover o bem-estar, o desenvolvimento e a aprendizagem da criança.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4323805 Pedagogia
O conceito de protagonismo infantil implica reconhecer a criança como um ator social competente, capaz de influenciar e transformar o meio em que vive. Isso exige uma mudança na postura do educador. Acerca das abordagens participativas, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)As abordagens participativas envolvem a consulta às crianças sobre decisões do cotidiano escolar, como a escolha de materiais, a organização do espaço e a definição de regras de convivência.
(__)O protagonismo infantil significa deixar a criança fazer tudo o que quer, sem a intervenção ou mediação do adulto, eliminando a autoridade docente em favor de uma liberdade irrestrita.
(__)Promover o protagonismo requer que o professor pratique a pedagogia da escuta, valorizando as cem linguagens da criança e incorporando suas contribuições no planejamento.
(__)A participação das crianças deve restringir-se apenas às atividades lúdicas, pois elas não possuem capacidade cognitiva para opinar sobre assuntos sérios da gestão da sala ou da escola.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4323804 Pedagogia
As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Infantil (DCNEI) definem os eixos estruturantes das práticas pedagógicas dessa etapa da Educação Básica. Esses eixos devem garantir experiências que promovam o conhecimento de si e do mundo.
Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.As interações e as brincadeiras constituem os eixos estruturantes das práticas pedagógicas na Educação Infantil, devendo nortear todo o planejamento e a organização do cotidiano escolar.
II.A brincadeira na escola deve ser utilizada prioritariamente como uma ferramenta de recompensa para o bom comportamento ou como momento livre sem intencionalidade pedagógica, para descanso dos professores.
III.As interações propiciam à criança a construção de sentidos sobre o mundo, sendo fundamental que a instituição promova oportunidades de convívio entre crianças da mesma idade e de diferentes idades, além da interação com adultos.
IV.A interação criança-criança deve ser evitada em momentos de atividade dirigida para garantir o silêncio e a concentração individual, priorizando a interação vertical professor-aluno.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q4323802 Pedagogia
A avaliação na Educação Infantil possui características e finalidades distintas das demais etapas da Educação Básica, conforme estabelecido na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96). Acerca da avaliação nesta etapa, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)A avaliação deve ter caráter classificatório e promocional, sendo necessário que a criança atinja nota mínima ou conceitos específicos para avançar do Grupo 3 para o Grupo 4.
(__)A avaliação far-se-á mediante o acompanhamento e registro do desenvolvimento das crianças, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao Ensino Fundamental.
(__)Os instrumentos de avaliação devem privilegiar a observação crítica e criativa das atividades, das brincadeiras e das interações das crianças no cotidiano, utilizando múltiplos registros (relatórios, fotos, portfólios).
(__)A retenção na Educação Infantil é recomendada nos casos em que a criança não demonstra maturidade para a alfabetização, devendo repetir a pré-escola para consolidar os pré-requisitos.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4323801 Pedagogia
O trabalho pedagógico com bebês (0 a 1 ano e 6 meses) exige especificidades que diferem das práticas com crianças maiores. O currículo para essa faixa etária é pautado fundamentalmente nas experiências sensoriais, motoras e afetivas.
Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.A troca de fraldas, o banho e a alimentação são momentos puramente assistenciais e higienistas, devendo ser realizados o mais rápido possível para que sobre tempo para as atividades pedagógicas de estimulação visual.
II.A ação pedagógica com bebês deve privilegiar o vínculo estável com o educador de referência, pois a segurança emocional é a base para a exploração do mundo e o desenvolvimento cognitivo.
III.O desenvolvimento dos bebês ocorre de forma integral, não sendo possível separar o cuidado físico da atenção afetiva e da estimulação intelectual nos momentos de rotina.
IV.Deve-se evitar pegar os bebês no colo frequentemente para não acostumá-los mal; a independência deve ser forçada desde os primeiros meses, deixando-os no berço ou no chão a maior parte do tempo.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q4323800 Pedagogia
A organização do ambiente na Educação Infantil é considerada por muitos teóricos, como Loris Malaguzzi, como o 'terceiro educador'. O espaço deve convidar à ação, à descoberta e à autonomia. Acerca da organização dos tempos, espaços e materiais, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Os materiais devem estar dispostos em alturas acessíveis às crianças, promovendo a autonomia para que possam escolhê-los e utilizá-los sem a constante intervenção direta do adulto para pegar cada objeto.
(__)A organização do tempo deve ser rígida e inflexível, com horários cronometrados para cada atividade, impedindo que o interesse das crianças altere a rotina planejada, garantindo assim a disciplina.
(__)Os espaços devem ser organizados em cantos ou áreas de interesse (leitura, faz de conta, construção, etc.), permitindo que as crianças se dividam em pequenos grupos e vivenciem diferentes experiências simultaneamente.
(__)A estética do ambiente é irrelevante para a aprendizagem; o mais importante é que o espaço seja asséptico e fácil de limpar, devendo-se evitar a exposição de produções das crianças nas paredes para não poluir visualmente a sala.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4323799 Pedagogia
O planejamento na Educação Infantil deve garantir os seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento definidos na BNCC: conviver, brincar, participar, explorar, expressar e conhecer-se.
Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.O direito de 'Explorar' refere-se à possibilidade da criança manipular diferentes materiais, testar hipóteses sobre fenômenos físicos e naturais, e transitar por diferentes espaços.
II.O direito de 'Participar' envolve apenas a presença física da criança na escola, não sendo necessário que ela opine ou se envolva ativamente nas escolhas das atividades, função esta exclusiva do docente.
III.O direito de 'Conhecer-se' está ligado à construção da identidade pessoal, social e cultural, permitindo que a criança crie uma imagem positiva de si e de seus grupos de pertencimento.
IV.O planejamento deve articular esses direitos com os Campos de Experiências, garantindo que, em cada atividade, um ou mais direitos sejam efetivamente assegurados.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q4323798 Pedagogia
Para efetivar o protagonismo infantil na escola, é necessário instituir práticas de gestão democrática que incluam as crianças. Assinale a alternativa que apresenta uma estratégia pedagógica coerente com essa abordagem participativa.
Alternativas
Q4323797 Pedagogia
O desenvolvimento motor e a liberdade de movimento são fundamentais nos primeiros anos de vida. Emmi Pikler desenvolveu uma abordagem que valoriza o desenvolvimento motor livre. Acerca da ação pedagógica com bebês sob essa ótica, marque V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)O desenvolvimento motor livre pressupõe que o adulto não deve colocar o bebê em posições que ele ainda não consegue assumir ou sair sozinho (ex: sentar o bebê cercado de almofadas antes que ele sente por si só).
(__)É dever do professor exercitar as pernas do bebê passivamente e forçá-lo a ficar em pé segurando suas mãos para acelerar a aquisição da marcha (andar).
(__)O chão firme e seguro, roupas confortáveis e objetos adequados ao interesse do bebê são condições ambientais que o educador deve garantir para favorecer a motricidade livre.
(__)O bebê que tem liberdade de movimento desenvolve não apenas a coordenação motora, mas também a confiança em si mesmo e a prudência diante de desafios corporais.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q4323796 Pedagogia
Durante o planejamento de atividades para uma turma de berçário, uma professora propõe que o momento do banho seja realizado em silêncio e rapidamente, para que ela possa dedicar mais tempo a uma atividade de estimulação com cartões de cores. Considerando a indissociabilidade entre cuidar e educar, assinale a alternativa que analisa corretamente essa proposta. 
Alternativas
Q4323795 Educação Artística
O trabalho com Arte na Educação Infantil não visa formar artistas, mas ampliar o repertório expressivo e cultural das crianças.
Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.O ensino de arte deve focar na reprodução fiel de modelos adultos e no preenchimento de desenhos mimeografados para treinar a coordenação motora fina dentro dos limites das linhas.
II.A exploração de diferentes materialidades (argila, tinta, elementos naturais, papéis variados) é essencial para que a criança investigue as possibilidades expressivas da matéria.
III.A música deve estar presente não apenas como canção de rotina para comandar ações (hora de lanchar, hora de dormir), mas como linguagem a ser apreciada, explorada e produzida pelas crianças.
IV.A dança e o movimento corporal devem ser controlados e coreografados rigidamente pelo professor para apresentações em datas festivas, evitando a improvisação que gera desordem.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS: 
Alternativas
Q4323793 Pedagogia
A documentação pedagógica é um elemento central no trabalho com projetos, servindo para tornar visível a aprendizagem e guiar os próximos passos do professor.
Assim, analise as afirmativas a seguir:

I.A documentação pedagógica consiste apenas em guardar todas as folhas de atividades feitas pelas crianças em uma pasta individual para entregar aos pais no final do ano.
II.O registro fotográfico, as anotações de falas das crianças e as produções gráficas analisadas pelo professor permitem revisitar o percurso do projeto e reorientar o planejamento.
III.A documentação serve como ferramenta de comunicação com as famílias e a comunidade, mostrando não apenas o que as crianças fazem, mas como elas aprendem.
IV.O portfólio de projeto deve conter apenas os trabalhos que ficaram esteticamente bonitos e corretos, descartando rascunhos ou tentativas 'erradas' das crianças.

Assinale a alternativa que apresenta somente as proposições CORRETAS:
Alternativas
Q4323792 Pedagogia
Em uma sala de Educação Infantil, a professora dispôs estantes abertas com livros, cestos com elementos da natureza (pinhas, pedras) e tecidos de diferentes texturas ao alcance das crianças. As mesas foram agrupadas em ilhas. Com base nas concepções atuais de organização do espaço, assinale a alternativa que justifica corretamente essa escolha.
Alternativas
Respostas
141: B
142: B
143: D
144: E
145: C
146: A
147: C
148: C
149: A
150: B
151: D
152: D
153: B
154: D
155: A
156: A
157: B
158: D
159: D
160: C