Questões de Concurso
Para ses-mt
Foram encontradas 3.013 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
É correto afirmar que esse reconhecimento ocorreu por ser um
I. O fato é que, a relação entre biografia e história acabou por inserir-se em um conjunto mais vasto de contraposições que opõe indivíduo a sociedade; individual a coletivo; social a particular; estrutura a contexto. Nessa rede de dualidades, oscilamos entre ver o personagem como apenas a reiteração de impasses sociais e ligados a seu grupo, ou, em buscar nele um caso único, particular e afeito a uma memória de si. É claro que não se trata de “opção” e muito menos de imaginar que os modelos são necessariamente excludentes.
Adaptado de: SCHWARCZ, Lilia. Biografia como gênero e problema. História Social, n. 24, 2013.
II. A importância da biografia é permitir uma descrição das normas e de seu funcionamento efetivo, sendo este considerado não mais o resultado exclusivo de um desacordo entre regras e práticas, mas também de incoerências estruturais e inevitáveis entre as próprias normas. Parece-me que assim evitamos abordar a realidade histórica a partir de um esquema único de ações e reações, mostrando, ao contrário, que a repartição desigual do poder, por maior e mais coercitiva que seja, sempre deixa alguma margem de manobra para os dominados; estes podem então impor aos dominantes mudanças nada desprezíveis.
Adaptado de: LEVI, Giovanni. Usos da biografia. In: Ferreira, M. e Amado, J. Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro: Editora FGV. 2006, p. 180.
III. Os acontecimentos biográficos se definem como colocações e deslocamentos no espaço social, isto é, mais precisamente nos diferentes estados sucessivos da estrutura da distribuição das diferentes espécies de capital que estão em jogo no campo considerado. O sentido dos movimentos que conduzem de uma posição a outra evidentemente se define na relação objetiva entre o sentido e o valor, no momento considerado, dessas posições num espaço orientado. O que equivale dizer que não podemos compreender uma trajetória sem que tenhamos previamente construído os estados sucessivos do campo no qual ela se desenrolou.
Adaptado de: BOURDIEU, Pierre. A ilusão da biografia. In: Ferreira, M. e Amado, J. Usos e abusos da história oral. Rio de Janeiro: Editora FGV. 2006.p. 190
Assinale a afirmativa que interpreta corretamente as afirmativas.
( ) Os grupos humanos, ao realizar o exercício da memória coletiva, reconstroem um passado histórico com base em um método crítico científico, que permite distinguir o que realmente ocorreu do que é inventado.
( ) A memória histórica, como a História, requer referências tangíveis e materiais para sua construção, tendo uma das suas maiores expressões os arquivos históricos.
( ) A História e a Memória compartilham o objetivo de se aproximar do passado, mas possuem limites conceituais distintos. Enquanto a História evita os anacronismos e se baseia em documentos, a memória não está sujeita ao mesmo rigor.
As afirmativas são, respectivamente,

Fonte: https://museuhistorianaturalmt.com.br
Ela retrata a Casa Dom Aquino, uma construção de tipo colonial, construída em 1842 e atualmente é a sede do Museu de História Natural de Mato Grosso.
A respeito do uso dessa residência como espaço museológico, é correto afirmar que
As afirmativas a seguir apresentam corretamente esses critérios, à exceção de uma. Assinale-a
Adaptado de: FERNANDO, Tamara. Seeing like the sea: a multispecies history of the Ceylon Pearl Fishery 1800-1925, Past and Present, n. 254, 2022, p. 129
Com base no trecho, é correto afirmar que a História Ambiental compreende

A fotografia retrata as ruínas da zona arqueológica “Templo Mayor”, localizado no centro histórico da cidade do México, com a Catedral Metropolitana da Cidade do México em segundo plano e edifícios contemporâneos da cidade ao fundo.
A respeito da imagem, assinale a afirmativa que a interpreta corretamente.
Fonte: DE ALMEIDA, Juniele Rabêlo; Fonseca, Vivian. História Oral: Dimensões Públicas no tempo presente, Estudos históricos, 34 (74), 2021, p. 446.
Assinale a afirmativa que descreve corretamente as possibilidades do uso da metodologia da História Oral, como as entrevistas, para a investigação histórica.
Adaptado de: LEVI, Giovanni. Microhistoria e História Global, Historia crítica, n. 69, 2018, pp 21-35.
Com base na interpretação de Giovani Levi, é correto afirmar que a Micro História
Adaptado de: KOSELLECK, Reinhart. Futuro Passado, Contribuição à semântica dos tempos históricos, Rio de Janeiro: Contraponto, Editora PUC RIO, 2006, p. 13
Com base no trecho, analise as afirmativas a seguir sobre o tempo histórico.
I. O tempo histórico é composto por sobreposição de domínios temporais, os quais podem ser revelados pelos historiadores a partir da análise semântica dos documentos históricos.
II. No tempo histórico, as projeções futuras contidas na linguagem dos documentos não devem ser consideradas pelos historiadores, que não devem fazer prognósticos mensuráveis.
III. O tempo histórico é percebido como linear, seguindo as determinações temporais compreendidas de maneira física ou astronômica, que transcende o simbolismo observado nas fontes históricas.
Está correto o que se afirma em
O passado é algo que nunca poderemos possuir. Porque quando percebemos o que aconteceu, os fatos já estão inacessíveis para nós: não podemos revivê-los, recuperá-los, ou retornar no tempo como um experimento de laboratório ou simulação de computador. Salvo com a invenção de uma máquina do tempo, nunca retornaremos para ter certeza. Contudo, a experiência direta de eventos não é necessariamente o melhor caminho para entendê-los, porque nosso campo de visão não vai mais além de nossos sentidos imediatos. Falta-nos a capacidade, quando imaginamos como sobreviver à escassez de víveres, ou fugir de um bando de criminosos, ou lutar dentro de uma armadura, para assumir nosso papel de historiador. O mero ato de representação, todavia, nos faz sentir superiores porque nós mesmos estamos encarregados desta ação: somos nós que tornamos a complexidade compreensível, primeiro para nós mesmos, depois para os outros.
Adaptado de: GADDIS, John Lewis. Paisagens da História, como os
historiadores mapeiam o passado, Rio de Janeiro: Campus, 2003, pp. 19-
22.
Com base na leitura do trecho, assinale a afirmativa que descreve corretamente a perspectiva do autor sobre a relação entre historiadores e eventos passados.
As narrativas visuais no Instagram representam uma nova linguagem visual da cultura digital contemporânea. Uma parcela dessas imagens pode ser lida em chave lúdica e narcisista, pois projeta uma certa imagem do self do usuário, mediante a sequência de retratos de família e amigos, selfies, viagens, pratos de restaurantes, animais de estimação, capas de álbuns de música do Spotfy e imagens da paisagem urbana como expressão do exercício cotidiano de apreensão estética.
Adaptado de https://imageria.fau.usp.br/narrativas-visuais-no-instagram/
O trecho descreve uma categoria da narrativa visual constituída por imagens
Usar a tecnologia, a internet e as mídias digitais para o ensino de artes visuais é um meio para difundir o ensino de arte fora da escola, mas a tecnologia não deve ser vista apenas como uma maneira de visualizar a arte: navegar por sites que simplesmente dispõem digitalmente conteúdos de livros e apostilas não é considerada uma forma de educação.
Adaptado de HAMDAN, Isabel Gontijo. Uso da Tecnologia na ArteEducação. Belo Horizonte: UFMG, 2016, p. 14.
Com base no trecho, é correto afirmar que o uso de novas tecnologias na educação em arte
Leia o trecho de O Manifesto ciborgue - ciência, tecnologia e feminismo-socialista no final do século XX, ensaio de 1985, elaborado pela bióloga e filósofa Donna Haraway:
No final do século XX, neste nosso tempo, somos todos ciborgues, híbridos de máquina e organismo. O ciborgue é nossa ontologia e ele determina nossa política. Nas tradições da ciência e da política ocidentais (a tradição do capitalismo racista, dominado pelos homens; a tradição do progresso; a tradição da apropriação da natureza como matéria para a produção da cultura; a tradição da reprodução do eu a partir dos reflexos do outro), a relação entre organismo e máquina tem sido uma guerra de fronteiras. As coisas que estão em jogo nessa guerra de fronteiras são os territórios da produção, da reprodução e da imaginação. Este ensaio é um argumento em favor do prazer da confusão de fronteiras, bem como em favor da responsabilidade em sua construção.
Adaptado de Antropologia do ciborgue: as vertigens do pós-humano. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2009.
A fotomontagem é uma técnica que combina fragmentos de fotografias com o objetivo de produzir uma nova imagem. A partir dos anos 1920, as técnicas de montagem fotográfica e cinematográfica foram apropriadas pelas principais correntes das vanguardas, ampliando as possibilidades de representação e de narrativa visuais.
A respeito da mútua influência entre a linguagem cinematográfica e a fotomontagem na primeira metade do século XX, analise as afirmativas a seguir.
I. Na técnica cinematográfica utilizava-se a montagem alternada para intercalar os planos de duas ou mais cenas e apresentar ações que se desenrolavam em espaços diversos, mas que estavam diretamente relacionadas, o que permitia criar a união de dois pontos de vista simultâneos.
II. Na fotomontagem dadaístas as possibilidades da montagem visual eram experimentadas livremente e utilizadas como meio expressivo para uma arte engajada e crítica em relação à sociedade da época e à estética burguesas, ainda atrelada ao princípio da imitação da composição pictórica.
III. As duas linguagens se influenciaram mutuamente e contribuíram para derrubar o pressuposto do realismo: no cinema, a montagem libertou a câmera do lugar do espectador; nas vanguardas, a fotomontagem rompeu com a ideia de que a fotografia era apenas um registro.
Está correto o que se afirma em
Leia o trecho de uma pesquisadora em dança a respeito do Congado na Zona da Mata mineira:
Por meio dos significados lidos no ritual, criaram-se interconexões híbridas com a dança, o canto, os símbolos e signos do Congado e suas relações com o inconsciente e a produção em artes na contemporaneidade, permitindo a performance transcender o Congado real, porque não pretende reproduzi-lo ou sê-lo, mas sim relê-lo, absorvendo seus sentidos e articulando-os às temáticas atuais dos processos criativos em dança contemporânea.
ÁVILA, Carla Cristina de. Itinerâncias e Inter-heranças. Mestrado, Instituto de Artes da Unicamp, 2007, pág. 26.
Com base no depoimento, assinale a afirmativa que descreve
corretamente a posição da pesquisadora a respeito da relação
entre danças folclóricas e dança contemporânea no Brasil.