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Q3471875 Odontologia
O método radiográfico simples e exato que pode ser realizado na localização de estruturas de posição desconhecida na mandíbula, onde é possível obter duas radiografias que se complementam, uma radiografia periapical e uma oclusal total, é denominado de:
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Q3471874 Odontologia
O amálgama é formado quando o mercúrio líquido é misturado a uma liga metálica composta basicamente por prata, estanho e cobre. Nessa reação de cristalização são formadas 3 fases. A fase menos resistente e mais propensa a corrosão é:
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Q3471873 Odontologia
O dente humano é constituído por: esmalte e dentina na sua parte coronária e dentina e cemento na parte radicular, além da polpa que ocupa a região central do dente. O espaço ocupado pela polpa no interior do dente é denominado de:
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Q3471872 Direito Sanitário

De acordo com o Decreto Federal n° 7.508/2011.Assinale a alternativa incorreta.


Para ser instituída, a Região de Saúde deve conter, no mínimo, ações e serviços de:

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Q3471871 Direito Constitucional

Analise os itens a seguir de acordo com a Constituição da República Federativa do Brasil e assinale a alternativa correta.



I – A seguridade social será financiada pelo estado de forma indireta, e pela sociedade de forma direta, mediante recursos provenientes dos orçamentos dos Estados, e Distrito Federal.


II – A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos relativos à saúde, à previdência e à assistência social.

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Q3471870 Direito Sanitário
De acordo com a Lei Federal 8.142/1990. assinale a alternativa correta. Os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão alocados como:
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Q3471869 Direito Sanitário
De acordo com o Decreto Federal n° 7.508/2011. Considera-se, Rede de Atenção à Saúde:
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Q3471868 Direito Sanitário

Analise os itens a seguir de acordo a Lei n° 8.080/1990. Assinale a alternativa correta.



I - Entende-se por saúde bucal o conjunto articulado de ações, em todos os níveis de complexidade, que visem a garantir promoção, prevenção, recuperação e reabilitação odontológica, individual e coletiva, inseridas no contexto da integralidade da atenção à saúde.


II - As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja indiretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma municipal e hierarquizada em níveis de complexidade decrescente.

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Q3471857 Matemática

A tabela abaixo mostra o resultado da pontuação de uma competição de tiro ao alvo entre 3 competidores de países diferentes. Cada jogador tem 5 tentativas. A cada tentativa ele obtém uma determinada quantidade de pontos. Após as 5 tentativas, sua pontuação final é a média das pontuações das 5 tentativas. Ganha quem tiver a maior média final.




Imagem associada para resolução da questão



Sabendo que os pontos são sempre múltiplos de 5, quantos pontos a mais o competidor do BRA deveria ter tirado na Tentativa 5 para que ganhasse a competição?

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Q3471849 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo.”


II. “Na noite de núpcias, ele lhe declarou.”


III. “Taí teu apelido. Xaropão.”



As sentenças dadas apresentam diferentes tipos de pronomes. Ocorre pronome indefinido apenas em:

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Q3471848 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro.”


II. “Você não me ama.”



Nas sentenças dadas, a colocação pronominal ocorre, respectivamente, como: 

Alternativas
Q3471847 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere o seguinte excerto: “Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo.” Neste contexto, os verbos ‘desmontara’, ‘saíra’ e ‘dando’ apresentam, respectivamente, as conjugações:
Alternativas
Q3471846 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as palavras I. fofura e II. barrilzinho, que ocorrem no texto. As palavras dadas apresentam marcas que indicam tipos de processos de formação. Assinale a alternativa que classifica corretamente os elementos -ura e - inho, que ocorrem respectivamente nas palavras I e II, e o tipo de processo ao qual esses elementos são relacionados. 
Alternativas
Q3471845 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil.”


II. “― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.”



Nas sentenças dadas, a palavra “se” atua, respectivamente, como:

Alternativas
Q3471844 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

O uso da palavra “xarope” retratado no texto exprime um sentido:
Alternativas
Q3471843 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

No texto Caso de divórcio (I), o humor é desencadeado por uma situação em que não há reciprocidade aparente entre um casal, em relação ao uso de apelidos carinhosos. Depois de diversas cobranças, a esposa dá o apelido ao marido de ‘Xaropão’. No entanto, há uma quebra de expectativa quando: 
Alternativas
Q3470006 Química

Se 30 mL de uma solução 0,4 mol/L for adicionada em 750 mL de solvente, a concentração final (mol/L) será de aproximadamente:

Alternativas
Respostas
1641: D
1642: C
1643: A
1644: A
1645: E
1646: E
1647: A
1648: A
1649: D
1650: C
1651: D
1652: E
1653: A
1654: E
1655: A
1656: D
1657: C
1658: A
1659: B
1660: A