Questões de Concurso Para câmara de viçosa - mg

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Q3564808 Raciocínio Lógico
A prefeitura vai formar uma comissão temporária com 3 (três) servidores escolhidos entre 8 candidatos do setor de planejamento urbano.

De quantas maneiras diferentes essa comissão pode ser formada?
Alternativas
Q3564807 Matemática
A câmara de vereadores de uma cidade decidiu investir em campanhas de conscientização sobre a importância da participação popular nas decisões do município. Para isso, foram planejadas palestras em escolas e espaços públicos. O número médio de participantes por palestra depende da quantidade de palestras realizadas no mês, já que muitas palestras podem diluir o público. Após analisar os dados dos últimos meses, a equipe de planejamento identificou que o número médio de participantes por palestra pode ser estimado pela função:

f(x) = -x2 + 4x + 5 

onde x representa a quantidade de palestras realizadas no mês e f(x), o número médio de participantes em dezenas de unidades. 

Qual é o maior número médio de participantes por palestra que a câmara pode esperar?
Alternativas
Q3564806 Matemática
A função f(x) = 2x - 6 representa o lucro (em reais) de uma empresa em função da quantidade de produtos vendidos x.

Qual o número mínimo de produtos que a empresa precisa vender para começar a ter lucro?
Alternativas
Q3564805 Matemática
Observe o gráfico a seguir, que representa a temperatura (em °C) ao longo de algumas horas do dia, em determinada cidade: 

Q27.png (385×205)

Com base na análise do gráfico, é correto afirmar que a
Alternativas
Q3564804 Raciocínio Lógico
Considere os seguintes conjuntos:

A = {x ∈ N/ x ≤ 10}
B = {x ∈ N/ x é par e x ≤ 10}
C = {3; 6; 9}

Com base nesses conjuntos, indique a proposição válida.
Alternativas
Q3564803 Administração Financeira e Orçamentária
O orçamento público é um tema fundamental no âmbito da administração pública, pois está associado ao planejamento da alocação dos recursos públicos. Um dos princípios orçamentários relaciona-se à necessidade de tornar o orçamento público cada vez mais transparente e acessível para conhecimento de todos.

É correto afirmar que esse é o princípio da/do
Alternativas
Q3564802 Direito Administrativo
De acordo com a Lei nº 14.133, de 1 de abril de 2021, a Lei de Contratos e Licitações, algumas definições são fundamentais para a compreensão dos processos licitatórios e para o firmamento de contratos no contexto da administração pública.

Associe corretamente o elemento à sua respectiva definição.  

ELEMENTOS
1. Licitante
2. Contratante
3. Contratado
4. Autoridade 

DEFINIÇÕES
( ) Agente do governo que tem a responsabilidade de tomar decisões.
( ) Pessoa, empresa ou grupo de empresas que assinou um contrato com a administração pública.
( ) Pessoa jurídica que faz parte da administração pública e que é responsável por realizar a contratação.
( ) Pessoa, empresa ou grupo de empresas que participa ou demonstra interesse em participar de uma licitação.

A sequência correta para essa associação é: 
Alternativas
Q3564801 Arquivologia
Em função de uma reforma em uma das salas de arquivos da Câmara Municipal de Viçosa, vários documentos foram deslocados para outros locais até que a obra fosse concluída. Nesse processo, os servidores aproveitaram a oportunidade para realizar uma seleção, de modo a verificar se alguns desses documentos poderiam ser eliminados.

São exemplos de documentos de guarda permanente de um órgão ou entidade, EXCETO aqueles que
Alternativas
Q3564800 Arquivologia
A teoria das três idades é aquela que classifica os arquivos como correntes, intermediários e permanentes. O que caracteriza cada um deles é a frequência de uso e a identificação de seus valores, se primários ou secundários.

Sobre o conteúdo dessa teoria, avalie o que se afirma a seguir.

I - O arquivo corrente corresponde aos documentos que são de uso constante do órgão ou entidade que o produziu, tendo valor primário administrativo, legal ou fiscal.
II - O arquivo intermediário origina-se do arquivo corrente e está em processo de definição quanto a sua destinação final, sendo pouco utilizado pelo órgão ou entidade que o produziu.
III - Os arquivos permanentes, como o próprio nome já diz, são arquivos que permanecem na instituição, mesmo não sendo mais usados como fontes, não tendo valor nem primário e nem secundário.

Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q3564799 Arquivologia
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre terminologias arquivísticas.

( ) Atas, folhetos e memorandos são exemplos de espécie documental.
( ) A custódia consiste na responsabilidade jurídica pela guarda e proteção de arquivos.
( ) O controle ambiental de arquivos refere-se à escolha de materiais não poluentes para os arquivos físicos.
( ) A listagem de eliminação consiste na discriminação dos documentos que serão descartados após aprovação por autoridade competente.

De acordo com as afirmações, a sequência correta é:
Alternativas
Q3564798 Arquivologia
Ao buscar um documento importante na base de dados da Câmara Municipal de Viçosa, o agente legislativo deparou-se com a informação de que havia sido realizado um aditamento ao arquivo.

É correto afirmar que isso significa que
Alternativas
Q3564797 Atendimento ao Público
Entende-se que a satisfação do cidadão com as instituições públicas é um somatório da excelência dos serviços prestados pela instituição e do atendimento realizado pelos servidores.

É correto afirmar que, para um atendimento de excelência, NÃO se espera que o servidor seja
Alternativas
Q3564796 Administração Geral
O trabalho do agente legislativo envolve competências associadas ao desempenho de variadas tarefas administrativas, desde as mais simples até as que envolvem maior complexidade. Para o desempenho dessas tarefas, é importante o conhecimento sobre as funções administrativas.

Associe corretamente a função administrativa ao seu respectivo conceito. 

FUNÇÕES
1. Planejar
2. Organizar
3. Dirigir
4. Controlar 

CONCEITOS
( ) Reunir os recursos necessários.
( ) Avaliar o plano traçado e realizar ajustes.
( ) Dar o direcionamento sobre o uso dos recursos.
( ) Antecipar o futuro e desenhar um plano de ação.

A sequência correta para essa associação é:
Alternativas
Q3564795 Direito Administrativo
A administração pública brasileira se organiza em administração direta e indireta.

É INCORRETO afirmar que fazem parte da administração indireta brasileira as 
Alternativas
Q3564794 Direito Administrativo
Um dos princípios da Administração Pública referese à necessária imparcialidade do agente público no exercício de suas funções, sem favorecimentos ou discriminações de qualquer natureza.

A esse respeito, é correto afirmar que esse é o princípio da
Alternativas
Q3564793 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.


Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Leia os textos a seguir.

Texto I

“Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço”.

Texto II

Q15.png (718×165)
Disponível em: https://www.gazetanews.com/oi-o-tucano-ecologista-papagaio-roxo/index.html#google_vignette

Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir quanto à função do pronome ESSE.

Tanto no Texto I quanto no Texto II, o pronome __________ "esse" constitui um elemento de __________ porque conecta, respectivamente, o __________ a que se refere com o contexto conhecido, garantindo que a mensagem faça sentido.

A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é:
Alternativas
Q3564792 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.


Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
A separação silábica de palavras com ditongo e hiato segue regras específicas. Quando há ditongo, as vogais ficam na mesma sílaba, não se separam. Quando há hiato, as vogais são separadas em sílabas diferentes.

Com base nesse postulado, a separação silábica da palavra está corretamente indicada em:
Alternativas
Q3564791 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.


Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
A regência verbal diz respeito ao comportamento dos verbos em relação aos seus complementos, indicando a necessidade ou não de preposições para que a frase esteja gramaticalmente correta.

Considerando-se o período “De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá.”, é correto afirmar que a frase modificada do texto cujo verbo obedeceu à mesma regra de regência verbal de “ganhar” é:
Alternativas
Q3564790 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.


Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Na frase “Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário e presenciar o verdadeiro gosto pela arte.”, o termo em destaque, por completar o sentido do termo “gosto”, exerce a função de
Alternativas
Q3564789 Português
A QUESTÃO SE REFERE AO TEXTO SEGUINTE.


Tinha um rio no meio do caminho


    Inspirado em uma viagem que fiz à foz do rio Doce, no Espírito Santo, em meados do ano passado, encarei um itinerário ainda mais ambicioso: explorar um pouco mais do percurso desse rio.

    Não era apenas por mera curiosidade de ver como a região estava quase dez anos depois de uma das maiores tragédias ambientais da nossa história. O que eu queria mesmo era ampliar a experiência que tive quando fui à tal foz: a de encontrar pessoas incríveis. 

    Sabia que não me decepcionaria logo no meu ponto de partida, em Mariana (MG), onde fui conhecer o precioso trabalho de restauro na reserva técnica lá montada. De uma peça de altar à folha de papel destruída, tudo ganha novamente vida por lá. 

    Por mais minucioso que seja o trabalho desses técnicos, o que me chamava a atenção era o carinho envolvido nesses restauros. Qualquer mesa de trabalho parecia uma oficina de ourivesaria. Visitar uma sala com peças já restauradas era como adentrar um berçário.

    Isso tinha a ver com as pessoas envolvidas, não só no restauro. Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.

    Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

    Claro que o Perd é absolutamente exuberante. É uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica preservada no Brasil, e a lagoa Dom Helvécio, ou Lagoa do Bispo, a mais profunda do Brasil, é de uma imensidão apaixonante. 

    Pode ser num grupo de maracatu em Governador Valadares (MG), o animadíssimo Maracatudo, ou em volta de uma mesa em Regência, em Linhares (ES), comendo o peixe frito da Deia, no Comida de Mãe. Aí está o maior patrimônio dessa região: humanidade.

    Essa viagem serviu para reforçar minha ideia de que esse é um país que se mistura e que se orgulha de ser tão mestiço. Há, em cada uma dessas pessoas, uma conexão muito forte com a história dos lugares.

    Não era apenas uma ligação geográfica. A terra ali significa não só um solo, mas um passado. Ou, ainda, uma narrativa em comum. E que com carinho, apesar de todas as dificuldades, todos fazem questão de preservar. Isso aumentou a minha fé de que eu estava viajando por um Brasil maior.

    "Tenho certeza de que esse lugar ainda vai ser o que era antes", me conta Deia. "As pessoas saindo pra pescar, com alegria e com a certeza de trazer a comida pra mesa". Uma lágrima, inevitavelmente, assinou a sua fala. Outra desceu pelo rosto de quem a ouvia.

    A mesma Deia encontrei depois, batendo seu tambor no ensaio do Congo de São Benedito. "Eu tava no porto do dia do desastre. O rio e o mar estavam a coisa mais linda", ela continuou. "Parece que Deus falou: vou dar essa visão pra você", completa, na certeza de que ela ainda vai poder mostrar a seus netos uma paisagem como aquela.

    Porque tem esse rio no meio do caminho dessa gente. No meio dessa gente tem esse rio Doce. Mineiro que sou, como o Drummond de quem empresto os versos, não posso deixar de desejar uma visão como essa para as retinas tão fatigadas de Deia.


Camargo, Zeca. Tinha um rio no meio do caminho. Folha de S. Paulo, Turismo, 20 jan. 2025, p. B11. Adaptado.
Leia os seguintes parágrafos transcritos do texto.

Estrada adentro em direção à foz, cruzei o Perd (Parque Estadual do Rio Doce) e novamente me emocionei primeiro com as pessoas, depois com a natureza.
Seja o Marlon procurando bichos exóticos, a Lariane me mostrando o guia das aves que os turistas do mundo vêm conferir no Perd, o Maurício explicando como o rio Doce é monitorado ou o Vicente me lembrando que onde tem capivara tem onça... A paixão é o ponto comum entre eles.

Quanto ao emprego dos sinais de pontuação nesses parágrafos, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
121: B
122: D
123: E
124: D
125: C
126: D
127: E
128: C
129: C
130: B
131: E
132: C
133: D
134: D
135: E
136: C
137: D
138: A
139: E
140: C