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BERGER, Peter. Convite à Sociologia. Rio de Janeiro: Vozes, 1982. p. 19.
Com base na citação e nos fundamentos do olhar sociológico, analise as afirmações a seguir e julgue se são Verdadeiras (V) ou Falsas (F):
I. A imaginação sociológica permite compreender que comportamentos cotidianos, como o consumo e a educação, são moldados por processos históricos e estruturas sociais, ainda que frequentemente vistos como escolhas individuais.
II. Embora a neutralidade valorativa seja desejável, o olhar sociológico pressupõe que o pesquisador mantenha uma postura imparcial ao ponto de se abster do juízo crítico, mesmo diante de desigualdades estruturais.
III. A análise sociológica compreende a ação humana a partir de regularidades sociais, reconhecendo que essas leis são universais e aplicáveis igualmente em diferentes contextos históricos e culturais.
IV. A perspectiva do “estranho no familiar” revela que instituições como o casamento, a educação ou o trabalho, longe de serem naturais, são construções culturais que se transformam ao longo do tempo.
V. A imaginação sociológica envolve a capacidade de relacionar vivências individuais com esferas maiores da estrutura social, como o sistema econômico, os valores culturais e as instituições políticas.
Assinale a alternativa que indica corretamente se cada afirmação é verdadeira (V) ou falsa (F), na ordem em que são apresentadas.
A Sociologia nasceu da tentativa de se compreender e explicar as transformações profundas que ocorriam na sociedade europeia a partir do final do século XVIII, provocadas, sobretudo, pela Revolução Industrial e pela Revolução Francesa. A emergência de uma nova ordem econômica, política e social gerou uma profunda instabilidade, e a Sociologia surgiu como uma ciência da crise.
SOUZA, Jessé. Sociologia Hoje. São Paulo: Ática, 2010. p. 21.
Com base na citação e nos conhecimentos sobre o surgimento da Sociologia como ciência, analise as asserções a seguir:
I. A expansão do cristianismo como ideologia dominante no Ocidente, que reforçou a estabilidade social e tornou desnecessária a análise científica da sociedade, contribuiu diretamente para o surgimento da Sociologia.
II. O fortalecimento da monarquia absolutista europeia, que garantiu ordem social por meio do controle religioso e censurou pensamentos críticos, dificultou o desenvolvimento de uma análise racional e científica da sociedade.
III. A crescente valorização da tradição e da hierarquia na Europa, que bloqueou o avanço de pensamentos racionais e científicos sobre a sociedade, não contribuiu para o surgimento da Sociologia.
IV. As profundas transformações sociais, econômicas e políticas causadas pelas revoluções europeias do século XVIII impulsionaram a necessidade de compreender racionalmente a nova ordem social, originando a Sociologia.
V. A estabilidade social e econômica da Europa no século XIX permitiu aos pensadores se dedicarem à contemplação e à moral religiosa, afastando-se da análise empírica da sociedade.
Com base na análise, estão corretas as afirmações
Acerca desse cenário político, veja abaixo dois Artigos extraídos da Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948).
Artigo 6 – Todo ser humano tem o direito de ser, em todos os lugares, reconhecido como pessoa perante a lei. Artigo 15
1. Todo ser humano tem direito a uma nacionalidade.
2. Ninguém será arbitrariamente privado de sua nacionalidade, nem do direito de mudar de nacionalidade.
Unicef Brasil. Declaração Universal dos Direitos Humanos. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/declaracao-universal-dos-direitoshumanos. Acesso em: 11 abr. 2025.
Entre as alternativas abaixo, qual relaciona de forma correta as atitudes do governo Trump com os Direitos Humanos?
[...] tanto as Ciências Naturais quanto as Sociais partem de um mesmo compromisso com o princípio lógico do conhecimento e, ainda, que ambas compartilham do mesmo rigor na atualização dos métodos de investigação. Ou seja, apesar de diferentes, cada um desses ramos de conhecimento é igualmente válido como estudo científico. Mas essa constatação deixa ainda em aberto a questão sobre a especificidade das Ciências Sociais, ou, em outras palavras, sobre como o objeto de estudo desse ramo de conhecimento pode ser tratado de forma científica.
CASTRO, Celso; O’DONNELL, Julia. Introdução às ciências sociais. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015. [Coleção FGV Universitária]. p. 24.
Acerca da especificidade das Ciências Sociais, pode-se afirmar:
Leia a passagem abaixo, que trata do método de pesquisa em Ciências Sociais:
Vejamos o exemplo das pesquisas de intenção de voto. É comum, em disputas eleitorais, candidatos mal colocados negarem a validade de determinada pesquisa dizendo, por exemplo, que “não conhece ninguém que tenha sido entrevistado” ou que “a única opinião que interessa é a das urnas”. Já os candidatos bem colocados ou em ascensão geralmente valorizam o resultado das pesquisas, visto como uma “tendência positiva”.
CASTRO, Celso; O’DONNELL, Julia. Introdução às ciências sociais. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2015. [Coleção FGV Universitária]. p. 219.
Considerando os principais métodos utilizados em pesquisas nas Ciências Sociais, assinale a alternativa que apresenta o método indicado na passagem.
Nem todo tipo de contato entre pessoas tem caráter social, senão apenas um comportamento que, quanto ao sentido, se orienta pelo comportamento de outra pessoa. Um choque entre dois ciclistas, por exemplo, é um simples acontecimento do mesmo caráter de um fenômeno natural. Ao contrário, já constituiriam “ações sociais” as tentativas de desvio de ambos e o xingamento ou a pancadaria ou a discussão pacífica após o choque.
WEBER, Max. Economia e sociedade: fundamentos da Sociologia compreensiva. Brasília: Editora UnB; São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 1999. V. 1. p. 14.
Segundo o conceito de “ação social” desenvolvido por Max Weber, qual das alternativas a seguir apresenta corretamente uma situação que pode ser considerada uma ação social?
A história de todas as sociedades que existiram até nossos dias tem sido a história das lutas de classes. Homem livre e escravo, patrício e plebeu, barão e servo, mestre de corporação e companheiro, numa palavra, opressores e oprimidos, em constante oposição, têm vivido numa guerra ininterrupta, ora franca, ora disfarçada; uma guerra que terminou sempre, ou por uma transformação revolucionária, da sociedade inteira, ou pela destruição das duas classes em luta. Nas primeiras épocas históricas, verificamos, quase por toda parte, uma completa divisão da sociedade em classes distintas, uma escala graduada de condições sociais. [...] Entretanto, a nossa época, a época da burguesia, caracteriza-se por ter simplificado os antagonismos de classe. A sociedade divide-se cada vez mais em dois vastos campos opostos, em duas grandes classes diametralmente opostas: a burguesia e o proletariado.
MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. Manifesto do Partido Comunista. Estudos Avançados, São Paulo, v. 12, n. 34, p. 7-8, dez. 1998. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/eav/article/view/9068/10626. Acesso em: 8 abr.
2025. Adaptado.
Em Marx, a história da humanidade é marcada pela luta entre classes sociais. Com base no trecho citado, qual das opções abaixo apresenta a ideia central expressa por Marx?
Os homens não esperaram pelo advento da ciência social para formar ideias sobre o direito, a moral, a família, o Estado, a própria sociedade, pois não podiam passar sem elas para viver. [...] Com efeito, os fatos sociais só se realizam através dos homens; eles são um produto da atividade humana. Portanto, parecem não ser outra coisa senão a realização de ideias, inatas ou não, que trazemos em nós, senão a aplicação dessas ideias às diversas circunstâncias que acompanham as relações dos homens entre si.
DURKHEIM, Émile. As regras do método sociológico. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2007. p. 18.
De acordo com a passagem acima, Durkheim busca explicar a natureza dos fatos sociais, que são
Analise os dados a Seguir:

EXTRA. ISP-RJ: Rio fecha 2024 com explosão nos roubos e homicídios no menor número da série histórica. Rio de Janeiro, 24 jan. 2025. Disponível em: https://extra.globo.com/rio/casos-de-policia/noticia/2025/01/isprio-fecha-2024-com-explosao-nos-roubos-e-homicidios-no-menornumero-da-serie-historica.ghtml. Acesso em: 12 abr. 2025.
Com base nos dados de segurança pública referentes ao mês de dezembro de 2024 no estado do Rio de Janeiro, assinale a alternativa correta sobre as variações percentuais registradas em relação a dezembro de 2023.
Em dezembro de 2024, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou dados indicando que a pobreza e a extrema pobreza no Brasil atingiram os menores níveis desde o início da série histórica, em 2012. Veja a notícia divulgada:
Pobreza cai ao nível mais baixo desde 2012 no Brasil
O número de brasileiros vivendo abaixo da linha da pobreza é o mais baixo desde 2012, segundo dados oficiais divulgados nesta quarta-feira (4), que mostram que, em 2023, foram registrados 8,7 milhões de pobres a menos que no ano anterior. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o percentual de pessoas que vivem abaixo da linha de pobreza definida pelo Banco Mundial – aqueles que ganham até 6,85 dólares por dia, o que equivale a cerca de R$ 665 por mês – caiu de 31,6% em 2022 para 27,4% em 2023. Em números absolutos, o total de pessoas consideradas pobres passou de 67,7 milhões para 59 milhões, entre os 212 milhões de habitantes do país. O percentual dos que vivem em extrema pobreza também caiu em 2023, para 4,4%, ficando abaixo de 5% pela primeira vez desde que o IBGE começou a calcular essa variável em 2012. No total, a população em extrema pobreza – aqueles que ganham menos de 2,15 dólares por dia, cerca de R$ 209 por mês, conforme os critérios do Banco Mundial – passou de 12,6 milhões em 2022 para 9,5 milhões em 2023, ou seja, 3,1 milhões de pessoas a menos. "A pobreza cai de 2023 em relação a 2022 pelo dinamismo do mercado de trabalho, como principal fator, e também o aumento da cobertura pelos benefícios sociais", explicou Leonardo Athias, gerente de Indicadores Sociais do IBGE.
UOL. Pobreza cai ao nível mais baixo desde 2012 no Brasil. São Paulo, 4 dez. 2024. Disponível em: https://noticias.uol.com.br/ultimasnoticias/afp/2024/12/04/pobreza-cai-ao-nivel-mais-baixo-desde-2012- no-brasil.htm. Acesso em: 9 abr. 2025. Adaptado.
Considerando os fatores que influenciaram esse resultado, assinale a alternativa correta.
A Base Nacional Comum Curricular da área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CHSA), composta pelos componentes curriculares de Sociologia, Filosofia, Geografia e História, propõe o aprofundamento das aprendizagens essenciais, objetos do conhecimento e ampliação das habilidades desenvolvidas no Ensino Fundamental, sempre orientada por uma formação ética, propondo a articulação de temas, conceitos e teorias. A área tem como princípios: a justiça, a solidariedade, a autonomia, a liberdade de pensamento e de escolha. Também é inerente à área a interculturalidade, a equidade, a compreensão e o reconhecimento das diferenças sociais, étnicas, de gênero e culturais, bem como o respeito e a prática dos direitos humanos, a desnaturalização das explicações dos fenômenos sociais e o combate aos preconceitos de qualquer natureza.
GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Documento de referência curricular para Mato Grosso: etapa ensino médio. Cuiabá: Secretaria de Estado de Educação, 2021. Adaptado.
De acordo com o texto, a área de Ciências Humanas, integrada pela Sociologia, é essencial na escola porque
Enquanto a Sociologia, no que tange às Ciências Sociais, reflete sobre a desigualdade e a diversidade cultural, bem como os processos identitários e fenômenos, em articulação com as múltiplas maneiras de organizações políticas. Sociologia, Geografia, Filosofia e História tornam-se instrumentos na compreensão das práticas sociais e culturais das linguagens, das ciências, das tecnologias e das Ciências Sociais Aplicadas. A presença das Ciências Sociais Aplicadas, na área de Ciências Humanas, dá-se a partir da amplitude na concepção de área, pois os objetos de conhecimento e saberes das diferentes disciplinas se constituem enquanto direito de aprendizagem das juventudes. Portanto, conhecimentos da Economia, Psicologia, Direito e outras perpassam todo o Ensino Médio e permitem compreensão ampla dos fenômenos sociais e dos processos tecnológicos diversos, amparados nos conhecimentos das Ciências Humanas.
GOVERNO DO ESTADO DE MATO GROSSO. Documento de referência curricular para Mato Grosso: etapa ensino médio. Cuiabá: Secretaria de Estado de Educação, 2021.
A partir do texto, é possível compreender que a presença da Sociologia no Ensino Médio ganha sentido mais amplo quando
Em sua maior parte, o debate em torno do homeschooling vincula-se ao princípio da liberdade de escolha dos pais em educar seus filhos, baseado em longa tradição ético-política, que tem influência da religião judaico-cristã e do liberalismo. Contudo, esse tipo de argumentação, pautada no direito individual, não nos parece suficiente e satisfatório. Em uma sociedade plural, é preciso um exercício reflexivo ponderado que almeje encontrar razões que esclareçam e abarquem globalmente as posições de um problema. Associa-se a isso certa preocupação desconfiada com as possíveis consequências de uma educação mais limitada em relação à sua radical dimensão socializadora e de encontro com o outro.
Cledes Antonio Casagrande e Nadja Hermann. Formação e
homeschooling: controvérsias. Práxis Educativa, Ponta Grossa, v. 15, p. 1- 16, 2020. Adaptado.
Considerando os elementos apresentados no texto, o debate sobre homeschooling demanda uma análise sociológica que
O chamado conflito de gerações é um problema causado pelo choque entre as visões de pessoas que nasceram em épocas distintas. Na sala de aula, esse fator tem influência no processo de ensino e aprendizagem dos estudantes. Esta é a conclusão do professor da USP, Hugo Tourinho Filho. Em entrevista, ele avaliou que “o fato de existir um conflito não significa que ele só traz problemas. Quando isso é abordado de uma forma que possibilita o aprendizado entre gerações, é muito interessante o convívio.” Outro desafio é vencer a “superficialidade do conhecimento adquirido”, que, muitas vezes, é impactado pela grande quantidade de informação presente nos mecanismos de busca online. Para o professor, a resposta para isso é apostar na abordagem da importância de todo tipo de conhecimento. “Nós temos que formar a juventude em cidadãos que tenham criticidade, e capacidade de julgar. Da matemática à filosofia, todas as disciplinas são essenciais”.
(Bruna Sales. Estudante da Geração Z deve ser protagonista no processo de ensino, avalia professor. www.cnnbrasil.com.br, 12.07.2022. Adaptado.)
A partir das reflexões trazidas pelo texto, é possível compreender que o conflito de gerações no ambiente escolar exige do professor uma postura que
O que é o homem? (...) Se pensamos nisto, a própria pergunta não é uma pergunta abstrata ou "objetiva". Nasceu daquilo que refletimos sobre nós mesmos e sobre os outros e queremos saber, em relação ao que refletimos e vimos, o que somos e em que coisa nos podemos tornar, se realmente e dentro de que limites somos "artífices de nós próprios", da nossa vida, do nosso destino. E isto queremos sabê-lo "hoje", nas condições dadas hoje, pela vida "hodierna" e não por uma vida qualquer e de qualquer homem.
GRAMSCI, Antônio. Os intelectuais e a organização da cultura. 1982.
Analisando o texto sob a ótica educacional, a função social da escola
O período que compreende os anos de 1925 a 1942 representa o auge do ensino da Sociologia na escola secundária do Brasil, pois seu prestígio saiu do cenário acadêmico, atingindo o cotidiano das classes médias ilustradas. Ademais, durante os anos de 1942 a 1960, a importância da Sociologia declina-se. Surge o medo da ciência social, pois poderia ser subversiva. As circunstâncias do Estado Novo representaram um obstáculo ao florescimento das atividades de ensino e pesquisa em Sociologia.
Alice Anabuki Plancherel e Evelina Antunes F. de Oliveira (org.). Leituras sobre Sociologia no Ensino Médio, 2007. Adaptado.
Com base no texto e nos conhecimentos sobre o ensino de Sociologia no Brasil, afirma-se que
A compreensão dada na reforma [de 1971] à educação geral e à formação especial foi um dos aspectos mais inovadores e polêmicos. O tema da educação para o trabalho no ensino médio vinha sendo defendido por um grande número de educadores brasileiros de várias posições políticas e ideológicas. Mas o modo como a reforma tratou o problema foi inusitado seja pela radicalidade das proposições, seja pela arbitrariedade como elas foram implantadas. A noção de humanismo adquiria uma nova conotação. Na visão dos educadores que conceberam a reforma, essa noção incorporava as referências do desenvolvimento científico e tecnológico e se traduzia no currículo como educação geral e formação especial. Essa terminalidade estava pressuposta, indicando que a reforma previra a adequação do sistema educacional à realidade do trabalho vivenciada por estudantes das camadas populares.
(Rosa Fátima de Souza. História da organização do trabalho escolar e do currículo no século XX, 2008. Adaptado.
Considerando a educação escolar vinculada à organização social e política de uma nação, a referida reforma
Texto 1
O projeto de nação de José Bonifácio (1763-1838) tinha por fim último a invenção de uma identidade para o Brasil, por meio da constituição de uma utópica sociedade racial, social, política e culturalmente homogênea. Por isso, seus discursos e propostas conferiam centralidade à temática da educação e da incorporação progressiva dos indígenas, grupos étnicos por ele representados como expressão da índole negativa do brasileiro que, "por natureza, clima e vícios coloniais", era "preguiçoso, indolente e ignorante".
José Gonçalves Gondra e Alessandra Schueler. Educação, pode e sociedade no império brasileiro, 2008. Adaptado.
Texto 2
Art. 78. O Sistema de Ensino da União, com a colaboração das agências federais de fomento à cultura e de assistência aos indígenas, desenvolverá programas integrados de ensino e pesquisa, para oferta de educação escolar bilingue e intercultural aos povos indígenas, com os seguintes objetivos:
I. proporcionar aos indígenas, suas comunidades e povos, a recuperação de suas memórias históricas; a reafirmação de suas identidades étnicas; a valorização de suas línguas e ciências;
II. garantir aos indígenas, suas comunidades e povos, o acesso às informações, conhecimentos técnicos e científicos da sociedade nacional e demais sociedades indígenas e não índias.
BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Adaptado.
Assinale a alternativa que expressa corretamente a mudança na concepção de educação indígena ao longo do tempo, conforme os textos.
Mais de 9 milhões de jovens, entre 15 e 29 anos de idade, já tinham deixado de estudar em 2023 antes de concluir a educação básica. A informação é da pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), “Síntese de indicadores sociais: uma análise das condições de vida da população brasileira 2024″, divulgada em dezembro de 2024. Entre os homens, a necessidade de trabalhar foi a principal razão para o abandono escolar, com 53,5% dos casos. Já tarefas domésticas foi o menor motivo (0,8%). Entre as mulheres, 32,6% abandonaram a escola por gravidez e necessidade de realizar tarefas de casa ou cuidar de criança, adolescente, idoso ou pessoa com deficiência. A porcentagem foi maior que a necessidade de trabalhar (25,5%) e a falta de interesse (20,9%).
(Rafael Saldanha. IBGE: 9,1 milhões abandonaram a escola sem terminar o ensino básico até 2023. www.cnnbrasil.com.br. 04.12.2024. Adaptado.)
Com bases nos dados apresentados, afirma-se que
Texto 1
No documentário brasileiro Nunca me sonharam (2017), um jovem declara: “como meus pais não foram bem-sucedidos na vida, eles não me incentivaram. Nunca me sonharam eu sendo um psicólogo, um professor, um médico. Não me ensinaram a sonhar. Eu aprendi a sonhar sozinho.”.
NUNCA ME SONHARAM. Direção: Cacau Rhoden. Produção: Maria
Farinha Filmes. São Paulo, 2017.
Texto 2
Uma parcela de milhões de jovens brasileiros sonha mais com o mundo mágico dos influencers do que com uma vaga na universidade. Eles sabem que é um funil para pouquíssimos, que podem vender um carro e não chegar lá, mas que no fim, para a maioria, sobrará a resignação.
Moisés Mendes. A geração que “estuda” para ser influencer.
www.extraclasse.org.br. 22.10.2014. Adaptado.
Os textos revelam que, no Brasil, a juventude é