Foram encontradas 1.273 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3215998 Jornalismo
Em uma sessão ordinária de determinada Câmara Municipal, diferentes veículos de comunicação enviaram repórteres para realizar a cobertura jornalística do evento. Um dos jornalistas produziu sua reportagem com o presidente da Casa, destacando aspectos mais visíveis de sua atuação durante a sessão e a entrevista. Do ponto de vista dos objetivos da entrevista, essa abordagem específica é caracterizada como:
Alternativas
Q3215997 Jornalismo
A assessoria de comunicação de determinada Câmara Municipal recebeu o seguinte briefing da Mesa Diretora para uma campanha de transparência e participação popular:

“A Mesa Diretora quer ampliar a participação popular nas sessões ordinárias e audiências públicas da Câmara Municipal. Um diagnóstico realizado mostra que apenas 2% da população acompanha as atividades legislativas. Precisamos, portanto, de uma estratégia que aproxime especialmente jovens entre 16 a 29 anos e lideranças comunitárias. Temos um novo sistema de transmissão on-line das sessões e um aplicativo para envio de sugestões de projetos de lei. O orçamento é limitado e a campanha deve durar quatro meses.”

Considerando o briefing fornecido, bem como o contexto da comunicação legislativa municipal, assinale a alternativa que apresenta uma abordagem INCORRETA para o desenvolvimento da estratégia de comunicação.
Alternativas
Q3215996 Jornalismo
Considerando os tipos de texto editorial, coluna, pauta, informativo, comunicado, carta, release, relatório e anúncio, bem como a inter-relação entre esses formatos, analise as afirmativas a seguir.

I. O editorial pode ser baseado em informações obtidas através de uma pauta, mas apresentar a opinião do veículo; a coluna geralmente reflete a visão pessoal do autor.
II. A release enviado por uma assessoria de imprensa pode servir como base para a elaboração de uma pauta, que, por sua vez, pode resultar em reportagem.
III. O comunicado oficial pode ser transformado no informativo interno de uma empresa, assim como pode ser a fonte para a redação de release para a imprensa.
IV. A carta do leitor pode gerar uma pauta para investigação jornalística; o relatório pode fornecer dados para a elaboração de editorial ou coluna.
V. O anúncio publicitário não tem relação com os demais formatos jornalísticos, pois o seu objetivo é exclusivamente comercial e não informativo.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3215995 Jornalismo
O assessor de imprensa de determinada Câmara Municipal foi designado para redigir um comunicado sobre a recente aprovação de um projeto de lei que altera o zoneamento urbano, permitindo a construção de prédios de até trinta andares em uma área até então restrita a residências unifamiliares. Considerando os princípios do jornalismo e as particularidades de uma assessoria legislativa, assinale a abordagem adequada.
Alternativas
Q3215994 Jornalismo
Analise o texto jornalístico hipotético a seguir:

    O renomado cientista Dr. João da Silva anunciou, ontem, sua descoberta revolucionária: um método para reverter o aquecimento global em apenas cinco anos, que usa a dispersão de nanopartículas na atmosfera. A revelação ocorreu durante a Conferência Mundial sobre Mudanças Climáticas, em Genebra, Suíça.
    Silva, que trabalha no Instituto de Pesquisas Ambientais há duas décadas, explicou que sua técnica envolve a dispersão de nanopartículas na atmosfera, as quais absorvem o excesso de dióxido de carbono. “Este é o resultado de quinze anos de pesquisa intensiva”, afirmou o cientista.
    Líderes mundiais presentes no evento reagiram com cautela, solicitando mais estudos sobre a descoberta. Enquanto isso, ambientalistas expressaram preocupações sobre possíveis efeitos colaterais desconhecidos.
    O anúncio gerou um intenso debate na comunidade científica, com alguns especialistas elogiando a inovação e outros questionando sua viabilidade. A Organização das Nações Unidas (ONU) convocou uma reunião para discutir as implicações da descoberta.

Considerando as técnicas de redação jornalística empregadas no texto, assinale a afirmativa INCORRETA
Alternativas
Q3215991 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo
Hipoteticamente, o prefeito do município de Araraquara propõe projeto de lei junto à Câmara Municipal, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos. Considerando que o prefeito solicitou urgência na tramitação do Projeto de Lei e, ainda, não tendo havido deliberação no Plenário da Câmara Municipal sobre a sua propositura no prazo de trinta dias:
Alternativas
Q3215988 Noções de Informática
A equipe de tecnologia da informação da Câmara Municipal de Araraquara realizou uma semana de conscientização dos seus servidores sobre os riscos da utilização de recursos tecnológicos, em ambiente corporativo, sem a devida preocupação com rotinas de prevenção e segurança. Durante a realização de uma palestra técnica, foi apresentado aos servidores que o worm é um programa capaz de se propagar automaticamente pelas redes, enviando cópias de si mesmo de computador para computador, sendo considerado o causador de diversos problemas como o consumo elevado de recursos que afetam diretamente o desempenho da rede e dos computadores. O processo de propagação e infecção dos worms ocorre através da identificação dos computadores-alvo, utilizando as seguintes técnicas, EXCETO:
Alternativas
Q3215987 Noções de Informática
O OneDrive é uma plataforma de armazenamento em nuvem disponibilizada pela Microsoft, que se tornou uma ferramenta essencial tanto para usuários individuais quanto para corporações. Seu grande diferencial está diretamente relacionado à flexibilidade, segurança integração com o ecossistema Microsoft, proporcionando, assim, uma experiência eficiente para gerenciar e compartilhar arquivos em qualquer lugar e a qualquer momento. Considerando essas vantagens e as necessidades do órgão, a Câmara Municipal de Araraquara adotou a utilização da ferramenta no seu parque tecnológico. São configurações de permissão do link de compartilhamento de arquivos, EXCETO:
Alternativas
Q3215986 Noções de Informática
A equipe de tecnologia da Câmara Municipal de Araraquara realizou a assinatura do pacote Microsoft 365 para a utilização interna nos computadores do órgão público. Devidamente autenticado nessa plataforma, após o processo de implantação, um determinado servidor do departamento contábil utilizou o aplicativo Excel, dessa versão, para construir uma planilha eletrônica de controle interno do departamento. Considerando tal ferramenta, analise as afirmativas a seguir.

I. Para adicionar uma tabela dinâmica, deve-se selecionar as células desejadas e, em seguida, clicar em Inserir -> Tabela dinâmica.
II. Uma forma de exibir as versões anteriores de um arquivo é clicar no título do arquivo e selecionar a opção Histórico de versões.
III. As funções CORRESP e DIAS podem ser utilizadas respectivamente para procurar um item em intervalo de células, retornando a posição relativa desse item no intervalo e retornar o número de dias entre duas datas.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3215985 Noções de Informática
Determinado servidor da Câmara Municipal de Araraquara utilizou o editor de textos Word para Microsoft 365 (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil), para realizar a digitação de uma ata com o conteúdo de uma reunião técnica que estava sendo realizada pelo departamento jurídico. Para iniciar esse trabalho, o profissional realizou a autenticação na ferramenta e solicitou a abertura de um documento novo, em branco, para iniciar a digitação necessária. Após a digitação de um parágrafo de texto, no início de uma nova linha, foi digitado o caractere * e, em seguida, pressionada a tecla de espaço do computador. Considerando essa ação, pode-se afirmar que o editor:
Alternativas
Q3215984 Noções de Informática
A Câmara Municipal de Araraquara utiliza nos seus computadores o Sistema Operacional Microsoft Windows 11 (Configuração Padrão – Idioma Português-Brasil). Esse sistema é um dos mais recentes produzidos pela Microsoft e dispõe de diversos recursos e facilidades para os usuários, como o editor de registros, que permite:
Alternativas
Q3215983 Matemática
A Câmara Municipal de Araraquara está analisando a eficiência na alocação de recursos financeiros, através de progressões aritméticas. Durante o estudo, um especialista propõe a sequência numérica (–95, –79, –63, ..., y) cuja soma dos termos é igual a 2.425. Qual a soma dos algarismos de y?
Alternativas
Q3215982 Matemática
O Departamento de Saneamento e Meio Ambiente da cidade de Araraquara está realizando uma análise sobre a quantidade de água armazenada em reservatórios subterrâneos. Um desses reservatórios tem formato cilíndrico, com altura de 50 cm e área da base igual a 2.000 cm². Inicialmente, o reservatório está cheio até a metade de sua capacidade. Durante a manutenção, são colocados objetos submersos no reservatório, fazendo com que o nível da água suba para 30 cm. Considerando esses dados, qual é o volume dos objetos colocados no reservatório? 
Alternativas
Q3215981 Matemática
O Departamento de Planejamento Urbano de Araraquara está realizando uma análise para melhorar a distribuição de recursos em obras públicas. Em um dos cálculos para estimar a necessidade de recursos, foi determinado que o quadrado da diferença entre o número inteiro y e 3 deve ser acrescido da soma de 7 com o próprio número y. O este resultado é, então, dividido pelo dobro de y, obtendo-se quociente 6 e resto 16. Sabendo-se que y > 0, qual a soma dos algarismos do número y?
Alternativas
Q3215979 Matemática
Um colecionador possui uma coleção rara composta por três tipos de moedas:

Moedas especiais tipo A: possuem duas faces iguais com a inscrição “Cara”.
Moedas comuns tipo B: possuem uma face com a inscrição “Cara” e outra com a inscrição “Coroa”.
Moedas especiais tipo C: possuem duas faces iguais com a inscrição “Coroa”.

No total, a coleção contém 80 moedas, das quais 10 são do tipo A, 20 do tipo B e as restantes são do tipo C. O colecionador, sem olhar, retira uma moeda da coleção e observa que a face visível apresenta “Coroa”. Com base nessas informações, qual a probabilidade de que a outra face da moeda também apresente “Coroa”?
Alternativas
Q3215978 Português
Texto para responder à questão. Leia-o atentamente.


O homem que sabia javanês 



    Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades, para poder viver. 

    Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso. 

    O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa, ao esgotarmos os copos, observou a esmo:

    – Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!

    – Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas? Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado! 

    – Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil imbecil e burocrático.

    – Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de javanês! 

    – Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?

    – Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.

    – Conta lá como foi. Bebes mais cerveja? 

    – Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:

     – Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte: 

    “Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”. Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro, recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu.

1. um romance francês do século XVIII.

(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
A circunstância pela qual as palavras se correlacionam no texto é categórica para a construção de sentidos. Dessa forma, em “– Cansa-se; mas, não é disso que me admiro.” (6º§), é possível inferir que a expressão “mas” apresenta valor (de):
Alternativas
Q3215977 Português
Texto para responder à questão. Leia-o atentamente.


O homem que sabia javanês 



    Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades, para poder viver. 

    Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso. 

    O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa, ao esgotarmos os copos, observou a esmo:

    – Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!

    – Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas? Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado! 

    – Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil imbecil e burocrático.

    – Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de javanês! 

    – Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?

    – Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.

    – Conta lá como foi. Bebes mais cerveja? 

    – Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:

     – Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte: 

    “Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”. Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro, recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu.

1. um romance francês do século XVIII.

(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
Lima Barreto, em sua narrativa, propõe-nos uma reflexão cujo teor central é demonstrar que o uso do poder e do dinheiro para obtenção de cargos e favorecimento em instituições públicas era uma realidade da sociedade brasileira. Tal concatenação está melhor representada em:
Alternativas
Q3215976 Português
Texto para responder à questão. Leia-o atentamente.


O homem que sabia javanês 



    Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades, para poder viver. 

    Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso. 

    O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa, ao esgotarmos os copos, observou a esmo:

    – Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!

    – Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas? Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado! 

    – Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil imbecil e burocrático.

    – Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de javanês! 

    – Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?

    – Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.

    – Conta lá como foi. Bebes mais cerveja? 

    – Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:

     – Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte: 

    “Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”. Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro, recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu.

1. um romance francês do século XVIII.

(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
O conto “O homem que sabia javanês”, de Lima Barreto, trata-se de uma crítica à sociedade brasileira do início do século XX. O conto denuncia o bacharelismo e o sistema que favorecia os pseudointelectuais, enquanto aqueles com verdadeiro conhecimento não tinham oportunidades. Tal fato pode ser claramente identificado através do seguinte fragmento textual:
Alternativas
Q3215975 Português
Texto para responder à questão. Leia-o atentamente.


O homem que sabia javanês 



    Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades, para poder viver. 

    Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso. 

    O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa, ao esgotarmos os copos, observou a esmo:

    – Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!

    – Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas? Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado! 

    – Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil imbecil e burocrático.

    – Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de javanês! 

    – Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?

    – Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.

    – Conta lá como foi. Bebes mais cerveja? 

    – Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:

     – Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte: 

    “Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”. Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro, recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu.

1. um romance francês do século XVIII.

(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
Considerando que um texto bem construído é marcado pelas relações entre as palavras, de acordo com a significação das expressões, assinale a associação INCORRETA. 
Alternativas
Q3215974 Português
Texto para responder à questão. Leia-o atentamente.


O homem que sabia javanês 



    Em uma confeitaria, certa vez, ao meu amigo Castro, contava eu as partidas que havia pregado às convicções e às respeitabilidades, para poder viver. 

    Houve mesmo, uma dada ocasião, quando estive em Manaus, em que fui obrigado a esconder a minha qualidade de bacharel, para mais confiança obter dos clientes, que afluíam ao meu escritório de feiticeiro e adivinho. Contava eu isso. 

    O meu amigo ouvia-me calado, embevecido, gostando daquele meu Gil Blas1, vivido, até que, em uma pausa da conversa, ao esgotarmos os copos, observou a esmo:

    – Tens levado uma vida bem engraçada, Castelo!

    – Só assim se pode viver... Isto de uma ocupação única: sair de casa a certas horas, voltar a outras, aborrece, não achas? Não sei como me tenho aguentado lá, no consulado! 

    – Cansa-se; mas, não é disso que me admiro. O que me admira, é que tenhas corrido tantas aventuras aqui, neste Brasil imbecil e burocrático.

    – Qual! Aqui mesmo, meu caro Castro, se podem arranjar belas páginas de vida. Imagina tu que eu já fui professor de javanês! 

    – Quando? Aqui, depois que voltaste do consulado?

    – Não; antes. E, por sinal, fui nomeado cônsul por isso.

    – Conta lá como foi. Bebes mais cerveja? 

    – Bebo. Mandamos buscar mais outra garrafa, enchemos os copos, e continuei:

     – Eu tinha chegado havia pouco ao Rio e estava literalmente na miséria. Vivia fugido de casa de pensão em casa de pensão, sem saber onde e como ganhar dinheiro, quando li no Jornal do Comércio o anuncio seguinte: 

    “Precisa-se de um professor de língua javanesa. Cartas, etc.” Ora, disse cá comigo, está ali uma colocação que não terá muitos concorrentes; se eu capiscasse quatro palavras, ia apresentar-me. Saí do café e andei pelas ruas, sempre a imaginar-me professor de javanês, ganhando dinheiro, andando de bonde e sem encontros desagradáveis com os “cadáveres”. Insensivelmente dirigi-me à Biblioteca Nacional. Não sabia bem que livro iria pedir; mas, entrei, entreguei o chapéu ao porteiro, recebi a senha e subi. Na escada, acudiu-me pedir a Grande Encyclopédie, letra J, a fim de consultar o artigo relativo a Java e à língua javanesa. Dito e feito. Fiquei sabendo, ao fim de alguns minutos, que Java era uma grande ilha do arquipélago de Sonda, colônia holandesa, e o javanês, língua aglutinante do grupo maleo-polinésico, possuía uma literatura digna de nota e escrita em caracteres derivados do velho alfabeto hindu.

1. um romance francês do século XVIII.

(BARRETO, Lima. O homem que sabia javanês e outros contos. Curitiba: Polo Editorial do Paraná, 1997. Fragmento.)
Embora Lima Barreto demostre intensidade na sua narração de acontecimentos, é possível inferir que foram utilizados alguns recursos que tornaram a narrativa mais agradável ao leitor. NÃO se trata de um desses métodos:
Alternativas
Respostas
581: E
582: E
583: D
584: D
585: E
586: C
587: C
588: D
589: A
590: B
591: A
592: E
593: D
594: D
595: C
596: A
597: E
598: E
599: A
600: C