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Q3820613 Medicina
Mulher de 52 anos apresenta quadro de quatro semanas de dispneia progressiva, dor torácica do lado esquerdo e tosse seca. O histórico é relevante para histerectomia para miomas uterinos há três anos. A oximetria de pulso é de 93% em ar ambiente. Exames séricos: hemoglobina: 9,8 g/dL; d-dímero: 770 ng/mL. O ultrassom mostra derrame pleural esquerdo, e a toracocentese revela: líquido amarelado e levemente turvo; proteína: 6,1 g/dL; lactato desidrogenase: 5.910 UI/L; pH: 7,44; adenosina deaminase: 12,1 UI/L; contagem de leucócitos: 157.109 células/mm3 (78% linfócitos); coloração de Gram e cultura para bactérias e fungos permanecem negativos; a citologia mostra linfócitos abundantes sem células malignas. Imagens da tomografia realizada são mostradas a seguir:
Imagem associada para resolução da questão (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

Considerando a principal hipótese diagnóstica, o exame que mais provavelmente pode estabelecer o diagnóstico é
Alternativas
Q3820612 Medicina
Homem de 26 anos apresenta quadro progressivo de cefaleia, calafrios, febre e rigidez de nuca há oito dias. Não há histórico médico significativo. Ele fuma um maço por dia, bebe três cervejas diariamente e tem relações sexuais desprotegidas com múltiplos parceiros do sexo masculino (cerca de cinco a seis parceiros no último ano). O paciente trabalha em empresa de pintura comercial e recentemente concluiu a limpeza e a pintura de um viaduto. Ao exame físico: temperatura: 39,4 °C; frequência cardíaca: 110 bpm; pressão arterial: 102 x 62 mmHg; frequência respiratória: 18 irpm; SatO2: 95% em ar ambiente. Tomografia de crânio sem contraste: sem alteração relevante. Uma punção lombar com análise do líquor é realizada e mostra: pressão de abertura: 40 cmH2O; contagem de leucócitos: 40/mm3 (21% de polimorfonucleares e 79% de células mononucleares); adenosina deaminase: 2,9 U/L; glicose: 30 mg/dL; proteínas: 102 mg/dL.

A principal hipótese diagnóstica é
Alternativas
Q3820611 Medicina
Homem de 70 anos é avaliado para investigação de anormalidades urinárias. O histórico é positivo para hipertensão arterial e diabetes mellitus tipo 2 complicada por retinopatia, tratada com fotocoagulação a laser há um ano. Os medicamentos em uso são: insulina, ramipril, anlodipino, atorvastatina e doxazosina. Ele consome dezesseis latas de cerveja por semana e fuma dez cigarros por dia há 45 anos. Ao exame físico: pressão arterial: 151 x 88 mmHg; frequência cardíaca: 72 bpm; o restante do exame não é contributivo. Exames séricos: creatinina: 2,6 mg/dL; hemoglobina A1c: 10,5%. Razão proteína urinária/creatinina: 192 mg/mmol (normal: < 30). O exame de urina é positivo para sangue 3+ e proteína 1+ (semelhante em exames repetidos); leucócitos: 3 por campo (normal: até 10); hemácias: acima de 100 por campo (normal: até 5). Ultrassonografia de abdome: rim esquerdo: 9 cm; rim direito: 8 cm; não há obstrução.

Constitui o próximo passo diagnóstico de maior relevância:
Alternativas
Q3820610 Medicina
Homem de 31 anos é avaliado após um diagnóstico recente de espondilite anquilosante. Ele apresenta dor lombar e pélvica que interrompe seu sono. O paracetamol não ajudou. Ao exame físico: os sinais vitais são normais; o teste Faber (flexão, abdução e rotação externa) do quadril revela dor em ambas as articulações sacroilíacas; a amplitude de movimento da coluna lombar é ligeiramente limitada; há boa amplitude de movimento da coluna cervical e das articulações periféricas, incluindo os quadris; não há edema ou sensibilidade nas articulações periféricas. Radiografias da coluna lombar mostram sacroileíte bilateral. O paciente é encaminhado para fisioterapia.

Nesse momento, o tratamento adicional mais adequado é o uso de
Alternativas
Q3820609 Medicina
Homem de 67 anos, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 há 25 anos, apresenta-se para uma consulta de acompanhamento. O histórico é notável por obesidade, doença arterial coronariana (estado pós-cirurgia de revascularização do miocárdio há quatro meses), DPOC tratada com oxigênio domiciliar, hipertensão arterial, dislipidemia, neuropatia diabética e retinopatia diabética leve. O regime medicamentoso consiste em insulina U500 (75 UI subcutânea, três vezes ao dia), insulina glargina (75 UI ao dia) e metformina, 2.550 mg ao dia. A hemoglobina A1c atual é de 8,5%. Ele autoverifica a glicemia de duas a três vezes ao dia e afirma que seus valores estão consistentemente na faixa de 200 mg/dL. O IMC é de 39 kg/m2.

O próximo passo de escolha no tratamento desse paciente é
Alternativas
Q3820608 Medicina
Paciente de 58 anos com DPOC apresenta-se em condição estável. Nos últimos doze meses, ele teve duas exacerbações, uma das quais exigiu hospitalização. Ele usa regularmente tiotrópio (2,5 mg/dia) e formoterol (12 μg, duas vezes ao dia) inalatórios; a medicação oral consiste em roflumilaste (500 mg/dia). A hipertensão arterial é bem controlada com metoprolol (50 mg/dia) e ramipril (10 mg/dia).

A próxima conduta recomendada é
Alternativas
Q3820606 Medicina
Um jovem de 25 anos foi vítima de ferimento por arma branca na região torácica após um desentendimento no trânsito. Foi trazido por populares para a Unidade Básica de Saúde mais próxima. Encontra-se consciente e agitado, taquipneico, taquicardíaco e saturando 85% em ar ambiente. O médico de plantão avalia a lesão, que apresenta 3,0 cm de diâmetro e localiza-se na linha axilar média à esquerda. Percebe que há ruídos e borbulhamento pela ferida com entrada e saída de ar. A unidade de saúde não conta com cirurgião de plantão ou sala de trauma.

Com base no caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
Alternativas
Q3820603 Medicina
Assinale a alternativa correta sobre a utilidade das radiografias na sala de trauma.
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Q3820602 Medicina
Um homem de 45 anos sofreu uma queda de bicicleta enquanto participava de um evento esportivo. Foi trazido para a sala de emergência pelos organizadores do evento. Apresenta múltiplas escoriações em membros superiores e inferiores, bem como equimose na região epigástrica, local de impacto contra o guidão da bicicleta. Apresenta defesa à palpação do andar superior do abdome e dor importante no local do hematoma. Ao exame, apresenta PA: 100  ×  70 mmHg; FC: 105 bpm e saturação de 95% em ar ambiente. Foi submetido a tomografia de abdome, sendo evidenciada presença de líquido livre no andar superior do abdome, ausência de sinais de trauma esplênico, hepático ou pneumoperitônio e um importante hematoma na parede abdominal.

Qual é a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3820599 Noções de Primeiros Socorros
Um paciente de 56 anos foi vítima de colisão automobilística. Foi atendido ainda na rodovia pela equipe de resgate, que evidenciou sinais de instabilidade hemodinâmica. Durante a avaliação inicial, foram identificados sinais de fratura do anel pélvico, com dor intensa e crepitação à palpação.

Considerando o mecanismo de trauma descrito e o tipo de fratura mais comum do anel pélvico, quais são o diagnóstico mais provável e a conduta imediata antes do transporte para o hospital de referência?
Alternativas
Q3820595 Medicina
Durante a colecistectomia videolaparoscópica eletiva de um paciente jovem, o médico residente opta pelo fechamento da parede abdominal com fio absorvível para a aproximação da aponeurose. O preceptor questiona a escolha do fio, lembrando que o fechamento dessa estrutura deve garantir uma maior e mais prolongada força tênsil, minimizando o risco de hernias e, ao mesmo tempo, tendo baixa reação tecidual, evitando a formação de granulomas.

Com base nas características dos materiais de sutura, qual dos seguintes fios absorvíveis seria o mais adequado para o fechamento da bainha anterior do músculo reto abdominal?
Alternativas
Q3820487 Medicina
Paciente de 59 anos de idade, previamente hipertenso, colapsa durante visita hospitalar de parente internado e é levado à sala de emergência. Ao chegar, está inconsciente, sem pulso e com respiração agônica. O eletrocardiograma realizado na urgência apresenta-se a seguir:
Imagem associada para resolução da questão (Arquivo pessoal; imagem usada com autorização)

A equipe inicia manobras de reanimação cardiopulmonar de alta qualidade e realiza o primeiro choque, sem retorno de circulação espontânea. Compressões são retomadas imediatamente.
Qual é o próximo passo indicado segundo o algoritmo atual de reanimação cardiopulmonar? 
Alternativas
Q3820486 Medicina
Menina de 4 anos de idade, previamente hígida, teve crise convulsiva tônico-clônica generalizada por 4 minutos após febre de 39,2 ºC em casa. Chega ao pronto atendimento, trazida pelo SAMU, com acompanhamento da avó materna, e apresenta-se sonolenta, mas despertável, FC: 128 bpm, SpO2: 97%, sem sinais meníngeos, exame neurológico sem déficits. Glicemia normal. Radiografia e eletrólitos normais.

Qual a conduta adequada nesse momento?
Alternativas
Q3820485 Medicina
A crise tireotóxica é uma emergência endócrina potencialmente fatal, decorrente da liberação súbita e exacerbada de hormônios tireoidianos.

Em relação à fisiopatologia, ao diagnóstico e ao tratamento da crise tireotóxica, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3820484 Medicina
Paciente de 6 anos de idade é trazido à emergência com febre alta há 12 horas, vômitos e sonolência progressiva. Mãe refere que surgiram manchas vermelhas que não desaparecem à pressão há 2 horas.

Ao exame fisico: letárgico, PA: 70 × 40 mmHg, FC: 150 bpm, SatO2: 94%, extremidades frias e tempo de enchimento capilar de 5 segundos. Lesões purpúricas disseminadas em tronco e membros. Glicemia: 78 mg/dL. Sem sinais meníngeos clássicos.

Qual é a conduta imediata e prioritária?
Alternativas
Q3820483 Medicina
Paciente do sexo masculino, 64 anos de idade, portador de hipertensão arterial com hipertrofia ventricular e função ventricular esquerda preservada, chega à emergência com dispneia intensa, sudorese e ortopneia iniciadas há 1 hora. Ao exame físico: PA: 220 × 120 mmHg, FC: 110 bpm, FR: 34 irpm, SatO2: 86% em ar ambiente. Murmúrio vesicular presente com estertores difusos até ápices, ritmo cardíaco regular com B3 audível, sem sopros. Eletrocardiograma: taquicardia sinusal, sem isquemia aguda.

Qual é a conduta inicial?
Alternativas
Q3820482 Medicina
Paciente chega ao pronto-socorro com midríase bilateral, pele seca, rubor, taquicardia sem arritmia associada e confusão mental. História de uso de antialérgico e antidepressivo tricíclico.

Qual é o mecanismo fisiopatológico predominante e o tratamento indicado?
Alternativas
Q3820481 Medicina
Paciente portador de cirrose alcoólica Child-Pugh C chega à emergência com hematêmese volumosa e sinais de instabilidade hemodinâmica. Após reposição volêmica inicial e início de octreotídeo EV, é realizada endoscopia digestiva alta, que evidencia varizes esofágicas sangrantes com sangramento ativo, não controlado por ligadura elástica imediata. O exame laboratorial mostra INR: 3,0.

Qual deve ser a próxima conduta imediata para controle do sangramento?
Alternativas
Q3820480 Medicina
Em relação à hipocalcemia aguda grave, assinale a alternativa correta quanto à abordagem diagnóstica e terapêutica inicial.
Alternativas
Q3820479 Medicina
Leia o caso clínico a seguir para responder à questão:


Homem, 34 anos de idade, portador de asma desde a infância, chega à emergência com dispneia intensa, fala entrecortada e uso evidente de musculatura acessória. Relata início do quadro há cerca de 3 horas, sem melhora após várias nebulizações domiciliares com salbutamol. Ao exame físico: PA: 135 × 85 mmHg; FC: 128 bpm; FR: 36 irpm; SpO2: 88% em ar ambiente. Murmúrio vesicular muito reduzido bilateralmente, com sibilos difusos e fala monossilábica. Gasometria arterial: pH: 7,33; PaCO2: 47 mmHg; PaO2: 62 mmHg; HCO3: 23. Após três nebulizações sequenciais com β2-agonista e ipratrópio, permanece com dispneia grave, uso de musculatura acessória e dificuldade para falar.
Mesmo após tratamento otimizado, o paciente evolui com rebaixamento do nível de consciência e bradipneia, necessitando intubação orotraqueal (IOT). Após IOT e ventilação mecânica, as pressões de pico estão elevadas (> 50 cmH2O), e o capnograma mostra hipercapnia persistente (PaCO2: 70 mmHg), com auto-PEEP visível. O ventilador está em volume controlado, VC: 6 mL/kg; FR: 20 irpm; PEEP: 8 cmH2O; FiO2: 60%.

Qual deve ser o ajuste ventilatório inicial para reduzir o risco de barotrauma e hiperdistensão dinâmica nesse paciente?
Alternativas
Respostas
581: C
582: A
583: C
584: D
585: C
586: A
587: E
588: A
589: A
590: D
591: D
592: D
593: C
594: C
595: E
596: C
597: A
598: A
599: D
600: B