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Q2744697 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 3 a 10.


Nossas cidades têm passados (e presentes) negros


[...]

Existe aquele bairro que surgiu por causa de um grande produtor de café, açúcar ou milho, aquele outro que apareceu quando uma indústria europeia chegou no Brasil e construiu uma pequena vila operária, ou ainda um formado por imigrantes alemães, italianos ou japoneses que chegaram durante ou após as duas Guerras Mundiais. Porém, você já ouviu falar de algum bairro da sua cidade que começou com a população negra após a abolição da escravidão (ou mesmo antes dela)? Não? Mas não existiam negros por aí durante a época das grandes fazendas, da indústria estrangeira ou das Guerras Mundiais?

Provavelmente existiam, mas você não ouviu falar de bairros iniciados por negros e negras porque essa parte da história precisou ser apagada, infelizmente. Isso faz parte da tentativa de embranquecimento da população brasileira e de esquecimento do período mais sombrio da nossa história. Esse apagamento da história preta faz com que muitas vezes negros e negras não se sintam pertencentes a suas cidades, mesmo que seus bisavós, avós e pais tenham construído esses municípios tanto quanto operários europeus e camponeses orientais.

Falando especificamente de São Paulo, os bairros nos quais isso fica mais evidente são o Bixiga e a Liberdade. O primeiro fica bem próximo ao centro da cidade e hoje é conhecido pelos descendentes de imigrantes italianos que ali habitam, além das festas e inúmeros restaurantes de comida típica de várias regiões da Itália existentes por lá. Contudo, quase ninguém sabe que anteriormente esse bairro era chamado de Saracura, uma parte de várzea de um córrego com o mesmo nome, que frequentemente transbordava e gerava alagamentos. No século 19, existiam tantos negros naquela área que o bairro era chamado de “Pequena África”. Já o bairro da Liberdade, atualmente conhecido pela forte cultura oriental em suas ruas e pelos restaurantes japoneses, foi uma grande zona de tortura e cemitério de escravos. E foi por serem regiões com terrenos de baixo custo que, posteriormente, os imigrantes europeus e orientais se alojaram por lá, sendo os cortiços comuns nesses bairros.

O preconceito e a especulação imobiliária após o desenvolvimento de maior infraestrutura nestas regiões afastaram as famílias negras desses espaços centrais, o que as levaram a ocupar as zonas periféricas da cidade, já que a percepção social sobre a população negra não foi modificada, diferentemente do que ocorreu com os imigrantes europeus e orientais, de modo que nunca teve as mesmas oportunidades de exercer funções melhores remuneradas.

Atualmente os bairros com a maior população negra da capital paulistana ficam no extremo de suas zonas leste e sul ou nas pequenas cidades ao redor do município, que formam a chamada zona metropolitana e costumam ser cidades dormitórios. Essa situação não é exclusiva de São Paulo, acontecendo também no Rio de Janeiro, em Brasília e em várias outras cidades do país. É claro que nas periferias ou nas cidades dormitórios moram brancos, mas o fato de existir uma maioria negra nessas localidades não é coincidência.

Desta forma, ao falarmos de esquecimento de bairros negros, podemos falar sob duas perspectivas: o apagamento de negros da construção histórica de bairros tradicionais das mais diversas cidades do Brasil ou da falta de infraestrutura e da aparente falta de memória de alguns governantes quanto a serviços básicos, como saneamento, educação e saúde, nas periferias. Em ambos os casos, o direito de negros e negras em participar ativamente de suas cidades e terem orgulho delas é podado.

Portanto, relembrar as histórias dos bairros construídos por negros em nossas cidades, reconhecendo a importância de pretos e pretas na urbanização e produção de espaços, é uma forma de resistir à lógica racista e dar força aos movimentos que lutam pelo direito de ocupação da cidade por todos os seus cidadãos e reivindicam que os “novos bairros negros” sejam parte integral dos planos das cidades, de forma que não seja negada a eles a infraestrutura e o direito à moradia digna.

[...]

BORGES, Ester. Revista Capitolina. Disponível em: < https://bit.ly/2IJ03zv >. Acesso em: 24 maio 2018 (Fragmento adaptado).

Em relação às características desse texto, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2744696 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões de 3 a 10.


Nossas cidades têm passados (e presentes) negros


[...]

Existe aquele bairro que surgiu por causa de um grande produtor de café, açúcar ou milho, aquele outro que apareceu quando uma indústria europeia chegou no Brasil e construiu uma pequena vila operária, ou ainda um formado por imigrantes alemães, italianos ou japoneses que chegaram durante ou após as duas Guerras Mundiais. Porém, você já ouviu falar de algum bairro da sua cidade que começou com a população negra após a abolição da escravidão (ou mesmo antes dela)? Não? Mas não existiam negros por aí durante a época das grandes fazendas, da indústria estrangeira ou das Guerras Mundiais?

Provavelmente existiam, mas você não ouviu falar de bairros iniciados por negros e negras porque essa parte da história precisou ser apagada, infelizmente. Isso faz parte da tentativa de embranquecimento da população brasileira e de esquecimento do período mais sombrio da nossa história. Esse apagamento da história preta faz com que muitas vezes negros e negras não se sintam pertencentes a suas cidades, mesmo que seus bisavós, avós e pais tenham construído esses municípios tanto quanto operários europeus e camponeses orientais.

Falando especificamente de São Paulo, os bairros nos quais isso fica mais evidente são o Bixiga e a Liberdade. O primeiro fica bem próximo ao centro da cidade e hoje é conhecido pelos descendentes de imigrantes italianos que ali habitam, além das festas e inúmeros restaurantes de comida típica de várias regiões da Itália existentes por lá. Contudo, quase ninguém sabe que anteriormente esse bairro era chamado de Saracura, uma parte de várzea de um córrego com o mesmo nome, que frequentemente transbordava e gerava alagamentos. No século 19, existiam tantos negros naquela área que o bairro era chamado de “Pequena África”. Já o bairro da Liberdade, atualmente conhecido pela forte cultura oriental em suas ruas e pelos restaurantes japoneses, foi uma grande zona de tortura e cemitério de escravos. E foi por serem regiões com terrenos de baixo custo que, posteriormente, os imigrantes europeus e orientais se alojaram por lá, sendo os cortiços comuns nesses bairros.

O preconceito e a especulação imobiliária após o desenvolvimento de maior infraestrutura nestas regiões afastaram as famílias negras desses espaços centrais, o que as levaram a ocupar as zonas periféricas da cidade, já que a percepção social sobre a população negra não foi modificada, diferentemente do que ocorreu com os imigrantes europeus e orientais, de modo que nunca teve as mesmas oportunidades de exercer funções melhores remuneradas.

Atualmente os bairros com a maior população negra da capital paulistana ficam no extremo de suas zonas leste e sul ou nas pequenas cidades ao redor do município, que formam a chamada zona metropolitana e costumam ser cidades dormitórios. Essa situação não é exclusiva de São Paulo, acontecendo também no Rio de Janeiro, em Brasília e em várias outras cidades do país. É claro que nas periferias ou nas cidades dormitórios moram brancos, mas o fato de existir uma maioria negra nessas localidades não é coincidência.

Desta forma, ao falarmos de esquecimento de bairros negros, podemos falar sob duas perspectivas: o apagamento de negros da construção histórica de bairros tradicionais das mais diversas cidades do Brasil ou da falta de infraestrutura e da aparente falta de memória de alguns governantes quanto a serviços básicos, como saneamento, educação e saúde, nas periferias. Em ambos os casos, o direito de negros e negras em participar ativamente de suas cidades e terem orgulho delas é podado.

Portanto, relembrar as histórias dos bairros construídos por negros em nossas cidades, reconhecendo a importância de pretos e pretas na urbanização e produção de espaços, é uma forma de resistir à lógica racista e dar força aos movimentos que lutam pelo direito de ocupação da cidade por todos os seus cidadãos e reivindicam que os “novos bairros negros” sejam parte integral dos planos das cidades, de forma que não seja negada a eles a infraestrutura e o direito à moradia digna.

[...]

BORGES, Ester. Revista Capitolina. Disponível em: < https://bit.ly/2IJ03zv >. Acesso em: 24 maio 2018 (Fragmento adaptado).

Em relação ao seu gênero, esse texto é, predominantemente, um(a)

Alternativas
Q2744695 Português

Leia o fragmento de texto a seguir para responder às questões 1 e 2.


“Por morar fora do reino, como bárbaros, pensamos diferente, mas não enxergamos os problemas do outro lado. Por morar dentro do reino, temos medo daquilo que possa nos desafiar do lado de fora de nosso entendimento.”

Disponível em: < https://bit.ly/2s5Q2ls >. Acesso em: 24 maio 2018.

Em relação à primeira frase do texto, a conjunção coordenativa presente indica uma ideia

Alternativas
Q2744694 Português

Leia o fragmento de texto a seguir para responder às questões 1 e 2.


“Por morar fora do reino, como bárbaros, pensamos diferente, mas não enxergamos os problemas do outro lado. Por morar dentro do reino, temos medo daquilo que possa nos desafiar do lado de fora de nosso entendimento.”

Disponível em: < https://bit.ly/2s5Q2ls >. Acesso em: 24 maio 2018.

Nesse trecho, o autor

Alternativas
Q2741356 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente de 55 anos de idade apresenta-se com sintomas de vertigem recorrente de manhã. Eventualmente esses sintomas se repetem ao longo do dia e normalmente associados à mudança de posição do segmento cefálico. Entre esses episódios, não tem nenhuma queixa. O exame neurológico é normal e a manobra de Dix-Halpike não induz vertigem.


A etiologia e a conduta adequada nessa situação, respectivamente, são

Alternativas
Q2741355 Medicina

A principal causa de meningite bacteriana no adulto é

Alternativas
Q2741353 Medicina

O medicamento que pode ser utilizado no tratamento de demência associada à doença de Parkinson é

Alternativas
Q2741351 Medicina

Em relação à doença de Parkinson, a manifestação clínica que, se presente no paciente, sugere uma alternativa de diagnóstico diferente é

Alternativas
Q2741349 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente de 12 anos de idade, sexo feminino, apresenta forte encefalopatia aguda associada a cefaleia e dificuldade de marcha. Há dez dias apresentou quadro viral inespecífico. O estudo de imagem com ressonância magnética do encéfalo revela múltiplas lesões da substância branca encefálica, tálamo e núcleos da base. O estudo do liquor apresenta 60 células (predomínio linfomonocítico), proteína de 160 mg% e glicorraquia de 80 mg% (glicemia 110 mg%).


A provável causa do quadro manifestado por essa paciente é

Alternativas
Q2741347 Medicina

Dos seguintes achados, aquele que pode ser encontrado em um portador de esclerose múltipla é

Alternativas
Q2741345 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente de 70 anos de idade, sexo feminino, leucoderma, tem forte cefaleia há três semanas. Não tem relato prévio de cefaleia. Nega ser diabética ou hipertensa. Nega também qualquer outro antecedente médico relevante.


O achado do exame físico que, nesse caso, pode ser específico para a determinar a causa da cefaleia é

Alternativas
Q2741344 Medicina

A síndrome de hipoventilação é uma causa de cefaleia matutina logo após o paciente despertar.


A hipótese que melhor explica a causa desse tipo de cefaleia é

Alternativas
Q2741343 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente de 66 anos de idade, sexo feminino, diagnóstico recente de epilepsia secundária (pós-acidente vascular cerebral isquêmico) com crises focais motoras. A paciente é portadora de litíase renal e fibrilação atrial (faz uso de warfarina).


O anticonvulsivante apropriado para essa situação é

Alternativas
Q2741340 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente de 63 anos de idade, sexo masculino, queixa-se de mialgia importante e paresia proximal de grau leve após o uso de sinvastatina. Após a suspensão do medicamento, não apresentou melhora em 90 dias. Manteve desde o início CPK (creatinoquinase) elevada.


A hipótese diagnóstica que justifica esse quadro clínico é

Alternativas
Q2741335 Medicina

São padrões associados a grave alteração clínica, exceto:

Alternativas
Q2741331 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente de 55 anos de idade, sexo masculino, foi vítima de acidente vascular isquêmico há dois dias. A investigação revela múltiplas estenoses intracranianas. Não há anormalidade ecocardiográfica e nenhum relato de arritmia cardíaca (realizado Holter e eletrocardiograma).


Nesta situação, assinale a conduta correta.

Alternativas
Q2741329 Medicina

No tratamento medicamentoso das epilepsias, deve-se previlegiar a monoterapia ainda que em dose elevada. No entanto, ocasionalmente a associação de medicamentos é imprescindível para o sucesso terapêutico.


Qual a associação de medicamentos antiepiléticos é racional e sinérgica levando em consideração o mecanismo de ação e características farmacocinéticas das drogas?

Alternativas
Q2741327 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo feminino, 77 anos de idade, apresenta-se com fibrilação atrial. Durante a avaliação, ela pergunta sobre a prevenção de “derrame” nos portadores de fibrilação atrial.


Baseado nos dados expostos, a conduta a ser seguida nesse caso é

Alternativas
Q2741326 Medicina

A demência frontotemporal é uma causa significativa de déficit cognitivo na população abaixo de 60 anos.


São características de demência frontotemporal, exceto:

Alternativas
Q2741325 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente do sexo feminino, 35 anos de idade, com perda visual do olho direito de curso subagudo em dois dias. Tem acuidade visual de 20/100 à direita e 20/20 à esquerda. Teve sintomas de dor à movimentação ocular e refere que a perda visual compromete o campo central de sua visão. Refere que nunca havia apresentado qualquer sintoma semelhante. Nega parestesias e hipoestesia. Estudo de ressonância magnética do encéfalo normal e estudo do nervo óptico direito com lesão captante de contraste localizada e de pequena dimensão na porção retro-orbitária do olho direito.


Frente a esse quadro clinico, o risco de a paciente apresentar esclerose múltipla clinicamente definida nos próximos 12 anos será de

Alternativas
Respostas
1401: D
1402: B
1403: A
1404: D
1405: D
1406: A
1407: B
1408: B
1409: A
1410: C
1411: D
1412: C
1413: A
1414: C
1415: D
1416: C
1417: D
1418: C
1419: D
1420: A