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Q2741343 Medicina

Considere o caso clínico a seguir.

Paciente de 66 anos de idade, sexo feminino, diagnóstico recente de epilepsia secundária (pós-acidente vascular cerebral isquêmico) com crises focais motoras. A paciente é portadora de litíase renal e fibrilação atrial (faz uso de warfarina).


O anticonvulsivante apropriado para essa situação é

Alternativas

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Tema central: A questão aborda a escolha do anticonvulsivante mais adequado em paciente idosa, com epilepsia secundária pós-AVC, fibrilação atrial em uso de warfarina e litíase renal. O ponto-chave é a avaliação do risco de interação medicamentosa entre anticonvulsivantes e anticoagulantes orais, bem como as comorbidades que influenciam a escolha.

Justificativa para a alternativa correta (A – levetiracetam):

O levetiracetam destaca-se por não ser indutor do citocromo P450, apresentando risco mínimo de interação medicamentosa—particularmente com a warfarina, usada na fibrilação atrial para prevenção de eventos tromboembólicos. Isso mantém a eficácia da anticoagulação e minimiza riscos de eventos adversos.

Além disso, o levetiracetam é bem tolerado em idosos e não está associado à nefrolitíase, sendo ainda preferido para pacientes com quadros cardiovasculares e risco de interações medicamentosas relevantes.

Análise das alternativas incorretas:

B) Fenobarbital, C) Fenitoína e D) Carbamazepina:

  • São anticonvulsivantes indutores potentes do citocromo P450. Isso aumenta o metabolismo da warfarina, reduzindo seu efeito anticoagulante — elevando significativamente o risco de eventos tromboembólicos nesses pacientes.
  • Carbamazepina está também associada à nefrolitíase e hiponatremia, agravando comorbidades renais pré-existentes.
  • Fenobarbital e fenitoína têm alto risco de efeitos adversos no idoso, como depressão cognitiva, risco de quedas e interações múltiplas.

Como reforçado pelo UpToDate e Epilepsy Foundation (2023): “Levetiracetam é uma opção segura para idosos em uso de anticoagulantes, dada sua baixa taxa de interações medicamentosas.”

Pegadinhas da questão:

Fique atento ao uso da warfarina e à questão da litíase renal: escolher drogas indutoras enzimáticas ou nefrotóxicas pode comprometer a segurança do tratamento.

Resumo prático:

Em epilepsia secundária pós-AVC em paciente idosa, com comorbidades e necessidade de anticoagulação, o levetiracetam é o fármaco de escolha. Outras opções aumentam risco de interação e complicações clínicas.

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A ALTERNATIVA CORRETA É: A - Levetiracetam.

Justificativa

A paciente apresenta epilepsia secundária após um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico, com crises focais motoras. Dado o quadro clínico, o anticonvulsivante mais apropriado é o levetiracetam, que é seguro para pacientes com histórico de AVC e com comorbidades como fibrilação atrial e uso de anticoagulantes (como a warfarina). O levetiracetam não interage de forma significativa com a anticoagulação, o que o torna a opção ideal.

ANÁLISE DAS ALTERNATIVAS INCORRETAS

B: Fenobarbital.

Errado. Embora o fenobarbital seja um anticonvulsivante eficaz, ele tem um potencial risco de interação com a warfarina, podendo reduzir a eficácia do anticoagulante. Além disso, o fenobarbital tem um perfil sedativo que pode ser indesejável em idosos.

C: Fenitoína.

Errado. A fenitoína também tem interações com a warfarina, podendo alterar seus níveis plasmáticos e aumentar o risco de sangramentos. Além disso, a fenitoína tem um perfil de efeitos colaterais mais complexos em pacientes idosos.

D: Carbamazepina.

Errado. A carbamazepina tem interações com warfarina e pode diminuir a eficácia do anticoagulante. Também pode ser menos indicada em pacientes com histórico de AVC, devido ao risco de agravar condições cardíacas.

EM RESUMO

A melhor escolha para esta paciente é o levetiracetam, pois apresenta um perfil seguro em pacientes com distúrbios hemorrágicos, como o uso de warfarina, e não interage de forma significativa com a medicação anticoagulante.

PONTOS CHAVE

  • Levetiracetam é uma escolha de primeira linha em pacientes com AVC e comorbidades que utilizam anticoagulantes, como warfarina.
  • Fenitoína e carbamazepina podem interferir no metabolismo da warfarina e não são a melhor opção em pacientes com risco de sangramentos.

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