Questões de Concurso Para inep

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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148920 Sociologia
Para regulamentar a Lei n. 10.639/2003, o Conselho Nacional de Educação aprovou, em 2004, as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. O relatório que introduz as Diretrizes foi elaborado mediante amplo diálogo com diferentes entidades do movimento negro. Nele, encontra-se o seguinte trecho:

É importante destacar que não se trata de mudar um foco etnocêntrico marcadamente de raiz europeia por um africano, mas de ampliar o foco dos currículos escolares para a diversidade cultural, racial, social e econômica brasileira. Nesta perspectiva, cabe às escolas incluir no contexto dos estudos e atividades, que proporciona diariamente, também as contribuições histórico-culturais dos povos indígenas e dos descendentes de asiáticos, além das de raiz africana e europeia. É preciso ter clareza que o Art. 26A acrescido à Lei 9.394/1996 provoca bem mais do que inclusão de novos conteúdos, exige que se repensem relações étnico-raciais, sociais, pedagógicas, procedimentos de ensino, condições oferecidas para aprendizagem, objetivos tácitos e explícitos da educação oferecida pelas escolas.

BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana. Brasília (DF): Ministério da Educação, 2004. p. 17 (adaptado).

Com base no exposto, assinale a opção que melhor representa a aplicação da Lei n. 10.639/2003 no contexto do ensino de Sociologia no Ensino Médio no Brasil, de acordo com a problematização feita no trecho das Diretrizes.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148919 Pedagogia
O Brasil está entre os países que mais sofrem com catástrofes climáticas, segundo as Organizações das Nações Unidas (ONU) e ainda há muito por fazer para melhorar a infraestrutura do país contra enchentes e diminuir impactos causados por essas catástrofes.

A fim de abordar esse fato, um professor de Sociologia de uma cidade localizada em uma região inundada, após o período de normalização das aulas, solicitou aos seus alunos que fizessem uma investigação sociológica sobre a situação da cidade. Para isso, buscou alternativas que estimulassem o uso ético da pesquisa científica, de modo a promover a produção e a disseminação do conhecimento em Ciências Sociais.

Nessa situação, uma estratégia didática que atenderia a esses objetivos e respeitaria o uso ético de dados na pesquisa em Ciências Sociais seria o docente
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148918 Sociologia
As mortes violentas por causas indefinidas (MVCI) podem ter sido causadas por homicídios, acidentes ou suicídios, mas não foram identificadas pelo Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Esse fato fez com que milhares de óbitos deixassem de ser classificados corretamente. A edição atual do Atlas da Violência apresenta uma pesquisa que analisa e estima os homicídios que ficaram ocultados das estatísticas oficiais. Nessa pesquisa foram utilizadas técnicas de aprendizado de máquinas em problema de classificação, com base nos microdados das quase 3 milhões e 396 mil mortes violentas ocorridas no Brasil entre 1996 e 2021. Grosso modo, o principal algoritmo utilizado “aprende” as características associadas às vítimas e aos aspectos situacionais relacionados aos homicídios e aos acidentes/suicídios registrados no SIM (ou seja, idade da vítima, sexo, raça/cor etc.) e classifica as MVCI de acordo com a semelhança destas com os óbitos conhecidos. Foi observado que, entre 2011 e 2021, o Estado não conseguiu descobrir a causa do óbito em 126.382 casos, concluindo-se que 49.413 dessas MVCI eram, na verdade, homicídios.

ATLAS DA VIOLÊNCIA 2023. São Paulo: Fórum Brasileiro de Segurança Pública; Rio de Janeiro: IPEA, 2023. Sumário executivo, p. 6. Disponível em: https://apidspace.universilab.com.br/server/api/core/bitstreams/. Acesso em: 22 abr. 2024 (adaptado).

Seria adequado um docente de Sociologia do Ensino Médio utilizar, em suas aulas, a pesquisa descrita no texto para ressaltar que os dados da violência no Brasil são
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148917 Sociologia
Desde a internacionalização, em 2006, da Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência pela ONU, há uma tendência globalizante de enquadrar a deficiência como característica multiforme de um grupo populacional socialmente minoritário. O Brasil incorporou a Convenção da ONU no ano de 2008 e promulgou a Lei Brasileira da Inclusão da Pessoa com Deficiência (LBI) em 2015. Com a ratificação e introdução da Convenção como norma constitucional, tem-se redimensionado a forma como se lida com os direitos das pessoas com deficiência. As principais dimensões dessa diretriz jurídico-administrativa são uma absorção da definição biopsicossocial e a demarcação de uma discriminação específica por motivo da deficiência, que passa a ser, posteriormente, nomeada como capacitismo.

MELLO, A. G. de; AYDOS, V.; SCHUCH, P. Aleijar as antropologias a partir das mediações da deficiência. Horizontes Antropológicos, v. 28, n. 64, p. 16, set. 2022. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index. php/horizontesantropologicos/issue/view/4537/1259. Acesso em: 10 maio 2024 (adaptado).

Com o objetivo de promover a inclusão de pessoas com deficiência, um docente de Sociologia no Ensino Médio pode usar as informações do texto apresentado para elaborar estratégias educacionais que identifiquem a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148916 Filosofia
Na obra Globalização: as consequências humanas (1999), o sociólogo Zygmunt Bauman contesta as interpretações hegemônicas sobre esse fenômeno, afirmando que a globalização, ao mesmo tempo em que é louvada como um processo que pode resolver diferenças e diminuir desigualdades, também pode distanciar sociedades e aprofundar disparidades. O autor desenvolve argumentos semelhantes ao abordar amor, medo e modernidade.

Assinale a opção que caracteriza adequadamente fenômenos no contexto da globalização, conforme a perspectiva da obra mencionada. 
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148915 Pedagogia
Ensinar não é apenas uma atividade técnica circunscrita na escola, mas é uma ação política que visa à transformação dos alunos. Educar e ensinar são processos de conflitos, de desestabilização e de constrangimentos. Não saímos do mesmo jeito que entramos nos processos de ensino-aprendizagem. Esse processo é histórico e deve ser fundamentado no acúmulo de saber que também é histórico. Ensinar Sociologia é uma atividade embasada nos mais de 150 anos de história dessa ciência, nas necessidades contemporâneas e nas condições sociais. Nosso ponto de partida é o acúmulo de ciência e o papel do Ensino Médio no processo de construção do tipo de homem e de sociedade que desejamos forjar.

SILVA, I. L. F. Metodologia do Ensino de Sociologia na Educação Básica: aproximações com os Fundamentos Pedagógicos. In: SILVA, I. L. F. et al. (org.). Caderno de metodologia de ensino e de pesquisa: SETI-PR, p.20-21, 2009 (adaptado).

Um professor recém-formado em Ciências Sociais assumiu o seu primeiro contrato de trabalho em uma escola de Ensino Médio, cujo projeto político-pedagógico dispõe como princípio metodológico de ensinoaprendizagem as abordagens ativas. Seu projeto na escola deverá desenvolver a seguinte temática: “Para além das vozes da minha cabeça: como os cientistas sociais desenvolvem suas pesquisas?”.

Nessa situação, para desenvolver o projeto proposto pela escola, com base nos princípios das metodologias ativas de aprendizagem, o professor deverá
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Ciências Sociais |
Q4148914 Sociologia
A seguinte charge foi utilizada por um docente em uma aula de Sociologia para a 1ª série do Ensino Médio, cujo objetivo era apresentar as técnicas e os métodos de pesquisa desenvolvidos pelos teóricos clássicos das Ciências Sociais, a partir do tema da relação entre indivíduo, sociedade e sistema de produção.

Q28.png (532×500)
Disponível em: https://www.instagram.com/. Acesso em: 4 maio 2024 (adaptado).

Nesse caso, para se alcançar o objetivo estabelecido, seria adequado o docente relacionar a charge com a obra
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148913 Pedagogia
Um professor de Filosofia trabalhou, em suas turmas de 1ª e 3ª séries do Ensino Médio, com um trecho da reportagem Dossiê: A história da Filosofia no Brasil, apresentado a seguir.

A filosofia no Brasil vem se desenvolvendo ao longo dos séculos, refletindo as particularidades culturais, sociais e históricas do país. João Cruz Costa oferece uma análise detalhada sobre o desenvolvimento do pensamento filosófico no Brasil. Em sua obra Contribuição à História das Ideias no Brasil (1956), explora as influências e os desafios enfrentados pela Filosofia no Brasil. A formação do pensamento filosófico no Brasil, influenciada por correntes europeias, enfrenta o desafio de se adaptar e refletir sobre a realidade específica de nossa sociedade, marcada por suas próprias contradições e complexidades.

Dossiê: A história da Filosofia no Brasil. Revista Cult. Edição 268. Editora Bregantini. São Paulo-SP, 2021

Considerando a análise de João Cruz Costa, assinale a opção que apresenta uma proposta de intervenção que possibilite ao professor trabalhar com seus alunos a necessidade de se pensar filosoficamente a realidade brasileira.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148912 Filosofia
Com o propósito de explicar o problema do significado, a professora apresentou aos estudantes do Ensino Médio dois excertos de textos de diferentes períodos da História da Filosofia, mostrados a seguir.

TEXTO 1

Palavras, em seu significado primário e imediato, nada significam senão as ideias na mente de quem as usam, por mais imperfeita e descuidadamente que estas ideias sejam apreendidas das coisas que elas supostamente representam. Estas palavras, então, são as marcas das ideias de quem fala.

LOCKE, J. Ensaio sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril cultural, 1978.

TEXTO 2

O significado de uma proposição constitui o método da sua verificação. A forma mais simples de uma definição indicativa consiste em um gesto indicativo combinado com a pronúncia de uma palavra, assim como quando ensinamos a uma criança o sentido do termo “azul’’ mostrando-lhe um objeto azul.

SCHILICK, M. Sentido e verificação. São Paulo: Abril Cultural, 1973.

Nesse caso, pode-se inferir da comparação entre o Texto 1 e o Texto 2 que o significado está
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148911 Filosofia
Um professor de Filosofia apresentou aos seus estudantes em uma de suas aulas sobre mitologia os textos a seguir.

TEXTO 1

Omama criou os xapiri, para podermos nos vingar das doenças e nos proteger da morte a que nos sujeitou seu irmão mau. Depois, escondeu-os, até que seu filho se tornasse xamã, no topo das montanhas e nas profundezas do mato. O pai de minha esposa conta que foi a esposa de Omama, a mulher das águas, quem primeiro pediu que os xapiri fossem trazidos à existência. A mulher das águas lhe disse então: “Crie os xapiri, para curarem nossos filhos!”. Omama concordou: “Awei! São palavras sensatas. Os espíritos irão afugentar os seres maléficos. Foi assim que ele fez aparecer os xapiri, tão numerosos e poderosos quanto os conhecemos hoje. Mais tarde, o filho de Omama tornou-se um rapaz e seu pai quis que ele aprendesse a fazer dançar os xapiri para poder tratar os seus.

KOPENAWA, D.; ALBERT, B. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2010 (adaptado).

TEXTO 2

O médico é o moderno mestre do reino do mito, o guardião da sabedoria a respeito de todos os caminhos secretos e fórmulas poderosas. Seu papel equivale precisamente ao do Velho Sábio, presença constante nos mitos e contos de fadas, cujas palavras ajudam o herói nas provas e terrores da fantástica aventura. É ele que aplica o bálsamo curativo nas feridas quase fatais e, por fim, leva o conquistador de volta ao mundo da vida normal após a grande aventura na noite encantada.

CAMPBELL, J. O herói de mil faces. Tradução: Adail Ubirajara Sobral. São Paulo: Cultrix Pensamento, 2009 (adaptado).

Nesse caso, os fragmentos de texto apresentados possibilitam aos estudantes reconhecer
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148910 Filosofia
Necessitamos de uma crítica dos valores morais, o próprio valor desses valores deverá ser colocado em questão. Para isso é necessário um conhecimento das condições e circunstâncias nas quais nasceram, sob as quais se desenvolveram e se modificaram. Desse modo, tomava-se o valor desses “valores” como dado, como efetivo, como além de qualquer questionamento.

NIETZSCHE, F. W. Genealogia da moral: uma polêmica. São Paulo: Companhia das Letras, 1998 (adaptado).

A partir do texto apresentado, assinale a opção que indica um objetivo de aprendizagem, seguido da abordagem a ser adotada pelo docente em uma aula de Filosofia.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148909 Pedagogia
É mito a ideia de que todos são livres para trabalhar onde queiram. Se não lhes agrada o patrão, podem então deixá-lo e procurar outro emprego. Também é mito que todos, bastando não ser preguiçosos, podem chegar a ser empresários tal qual o dono de uma grande fábrica. Todos esses mitos e mais outros que o leitor poderá acrescentar, cuja introjeção pelas massas populares oprimidas é básica para a sua conquista, são levados a elas pela propaganda bem organizada, pelos slogans, cujos veículos são sempre os chamados “meios de comunicação com as massas”.

FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1987 (adaptado).

Considerando que, ao relacionar educação e mundo do trabalho, Paulo Freire denuncia a propagação ideológica feita pelos meios de comunicação de massa, assinale a opção que apresenta abordagem favorável à percepção crítico-transformadora da realidade, na perspectiva desse autor.
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148908 Filosofia
Ensinar a navegar na Web com discernimento é a missão cultural mais urgente de nossa época. Os melhores podcasts já proporcionam ajuda nesta tarefa — auxiliando o ouvinte ou o visualizador a refletir a respeito das efusões digitais da semana, ou do dia, e sujeitá-las a análise (embora com rigor variado). Em sua simplicidade e objetividade, essa nova forma de conteúdo — em geral dois apresentadores discutindo em detalhes um tópico contemporâneo. Essa é a extremidade suave do espectro do escrutínio, as investigações de código aberto dos grupos de jornalismo cidadão.

D’ANCONA, M. Pós-verdade: a nova guerra contra fatos em tempos de fake news. Barueri: Faro Editorial, 2018 (adaptado).

Caso um professor de Filosofia promova em sala de aula a reflexão contida no texto, é correto afirmar que ele incitará os estudantes a realizar uma análise crítica acerca da difusão do conhecimento e a elaborar a compreensão sobre o
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148907 Conhecimentos Gerais
O retorno do religioso é antes de mais nada motivado pela premência de riscos globais que nos parecem inéditos, sem precedentes na história da humanidade, e começou logo depois da II Guerra Mundial com o medo da guerra nuclear, e hoje, que este risco parece menos iminente por causa das novas condições das relações internacionais, difunde-se o medo da proliferação descontrolada desse mesmo tipo de arma e, de forma mais geral, a ansiedade diante das ameaças que pesam sobre a ecologia planetária e os receios ligados as novas possibilidades de manipulação genética.

VATTIMO, G.; DERRIDA, J. (Orgs.). A religião: O Seminário de Capri. São Paulo: Estação Liberdade, 2000. p. 92.

Considerando o contexto do pós-guerra, depreende-se do texto acima que o retorno do religioso
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148906 Filosofia
Em uma época que ficou tão aliviada ao se ver livre do sistema do idealismo quanto da doutrina objetiva dos valores na economia, só se tornam efetivamente atuais os teoremas com os quais o espírito afirma não poder empreender coisa alguma, um espírito que busca a sua própria segurança e a segurança do conhecimento no ente presente enquanto a soma plenamente ordenada dos fatos particulares imediatos das instituições sociais ou da constituição de seus membros. Esse funcionamento desacostuma os homens em relação à experiência real à qual eles também estão submetidos em si mesmos.

ADORNO, T. W. Dialética negativa. Tradução de Marco Antonio Casanova. Rio de Janeiro: Zahar, 2009 (adaptado).

Em uma aula de Filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, visando à análise crítica da razão moderna, o docente propôs que os estudantes identificassem, por meio de uma pesquisa bibliográfica, as principais correntes de pensamento filosófico e as relacionassem à crítica do texto de Adorno, apresentado acima.

Nesse caso, para entender corretamente a crítica do texto de Adorno, os discentes devem identificar que ela se volta contra
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148905 Filosofia
Para elaborar uma aula de Filosofia, na turma de 3ª série do Ensino Médio, sobre a temática de democracia e das formas de participação dos indivíduos, o professor partiu do seguinte texto para realizar uma análise filosófica:

O tema do poder invisível foi até agora muito pouco explorado (inclusive porque escapa das técnicas de pesquisa adotadas habitualmente pelos sociólogos, tais como entrevistas, levantamentos de opinião, etc.). Talvez eu esteja particularmente influenciado por aquilo que acontece na Itália, onde a presença do poder invisível (máfia, camorra, lojas maçônicas anômalas, serviços secretos incontroláveis e acobertadores dos subversivos que deveriam combater) é, permitam-me o jogo de palavras, visibilíssima. A verdade porém é que o tratamento mais amplo do tema foi por mim encontrado, até agora, no livro de um estudioso americano, Alan Wolfe, Os limites da legitimidade, que dedica um bem documentado capítulo ao que denomina de ‘duplo Estado’, duplo no sentido de que ao lado de um Estado visível existiria sempre um Estado invisível.

BOBBIO, N. O futuro da democracia. São Paulo: Paz e Terra, 1986.

Nessa situação, infere-se que o objetivo de aprendizagem definido pelo professor ao utilizar o referido texto para orientar a discussão da temática é
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148904 Filosofia
Uma professora de Filosofia, ao planejar sua aula, retoma a ilustração proposta por Charles Sanders Peirce acerca dos tipos de raciocínio a partir do exemplo das sacas de feijão branco. Durante a aula, ela solicitou a formação de três grupos, aos quais entregou um pote de feijão branco para que estabelecessem a relação argumentativa correspondente à forma de raciocínio correta. Além dos potes de feijão branco disponibilizados para cada grupo, foram escritos na lousa os seguintes silogismos:

1. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são daquela saca. Logo, esses feijões são brancos.
2. Esses feijões são daquela saca. Esses feijões são brancos. Logo, todos os feijões daquela saca são brancos.
3. Todos os feijões daquela saca são brancos. Esses feijões são brancos. Logo, esses feijões são daquela saca.

Para finalizar a atividade, a professora estabeleceu como critério avaliativo a devida associação das formas de raciocínio com os argumentos apresentados, de modo que os silogismos 1, 2 e 3 deveriam ser, respectivamente, classificados por cada grupo como
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148903 Filosofia
A liberdade será ética quando o exercício da vontade estiver em harmonia com a direção apontada pela razão. Sartre levou essa concepção ao ponto limite. Para ele, a liberdade é a escolha incondicional que o próprio homem faz de seu ser e de seu mundo. Quando julgamos estar sob o poder de forças externas mais poderosas do que nossa vontade, esse julgamento é uma decisão livre, pois outros homens, nas mesmas circunstâncias, não se curvaram nem se resignaram. Em outras palavras, conformar-se ou resignar-se é uma decisão livre, tanto quanto não se resignar nem se conformar, lutando contra as circunstâncias. Por isso, Sartre afirma que estamos condenados à liberdade. É ela que define a humanidade dos humanos, sem escapatória.

CHAUÍ, M. Convite à Filosofia. São Paulo: Ática, 2000 (adaptado).

Uma professora de Filosofia, ao abordar a relação entre ética e liberdade em uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental, realizou, de forma contextualizada, a leitura do texto acima.
Após a leitura, um estudante se mostrou bastante incomodado e pediu a palavra, afirmando que “estar sob o poder de forças externas não é uma escolha, nem é racional, pois existe um Deus absoluto que tem planos para nós”.

Nesse cenário, a metodologia que potencializa a problematização feita pelo estudante é a
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148902 Filosofia
Uma professora de Filosofia do Ensino Médio solicitou que seus alunos desenvolvessem pesquisa, em sala de aula, sobre questões éticas contemporâneas a partir de artigos filosófico-científicos disponíveis na Internet. Durante a atividade, os alunos observaram que grande parte dos artigos atuais está publicada em revistas que permitem o acesso ao conteúdo apenas mediante pagamento. A professora, então, aproveitou esse cenário para motivá-los a refletir sobre uma das características centrais em Ética, a partir da seguinte situação:

Uma plataforma que disponibiliza textos na Internet, entre os quais muitos não possuem autorização de publicação, é motivo de debate entre os acadêmicos. Alguns a consideram um exemplo da ideia de educação universal e democratização do conhecimento. Já outros a veem como um site ilegal, uma vez que burla as regras de direitos autorais.

Nesse contexto, sob a perspectiva da ética utilitarista, a reflexão apresentada pela professora constitui o princípio
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Ano: 2024 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2024 - INEP - Filosofia |
Q4148901 Pedagogia
Com a finalidade de estimular a reflexão interdisciplinar no dia mundial do meio ambiente, a professora de Filosofia propôs aos estudantes do Ensino Médio a análise do fragmento de texto abaixo, sob uma perspectiva de como a Filosofia pode contribuir junto a outras áreas do conhecimento, na luta pela preservação do meio ambiente.
Hans Jonas pensa a natureza a partir de seu valor intrínseco, deduzido do esforço autoafirmativo da vida, considerado por ele como o testemunho mais evidente do seu próprio valor: se a vida quer viver, é porque viver é um bem e, se é assim, é também um valor e emite um apelo de dever, cuja audiência está no ser humano, o único capaz de ouvir um tal apelo. Além disso, para Jonas, se só o ser humano pode se responsabilizar, então isso significa que ele só se realiza plenamente quando assume essa tarefa. E é assim que a responsabilidade diante da natureza se torna a alternativa mais radical ao niilismo: se a tecnologia tem sido uma espécie de fuga e de negação do mundo, a ética da responsabilidade é um convite a um novo vínculo com o Planeta.

OLIVEIRA, J. Como Hans Jonas nos ajuda a compreender a crise do meio ambiente? Uma conversa entre três filósofos. Disponível em: https://www.anpof.org.br/comunicacoes/entrevistas/. Acesso em: 14 jun. 2024 (adaptado).

Considerando a diversidade de identidades e de filiações ideológicas de seus estudantes, nesse caso, uma proposta de intervenção pedagógica coerente com o texto-base é
Alternativas
Respostas
1001: B
1002: D
1003: C
1004: C
1005: B
1006: A
1007: A
1008: C
1009: B
1010: A
1011: B
1012: B
1013: D
1014: D
1015: A
1016: A
1017: C
1018: D
1019: B
1020: C