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Q4104658 Segurança da Informação
Um Ministério Público Estadual (MPE) passou a exigir autenticação multifator para acesso remoto à rede institucional através de uma VPN, combinando credenciais corporativas e um segundo fator resistente a ataques de phishing e reutilização de código. Nesse caso, o mecanismo que melhor atende ao requisito de segundo fator resistente a phishing e reutilização de código é
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Q4104657 Segurança da Informação
Considerando que um Ministério Público Estadual implementou autenticação federada por meio de OpenID Connect para unificar acessos aos sistemas administrativos e processuais, exigindo validação criptográfica da identidade do usuário autenticado antes da autorização nas aplicações cliente, o artefato que corresponde à prova verificável de autenticação no OpenID Connect (OIDC) é um(a)
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Q4104656 Banco de Dados
Um Ministério Público Estadual mantém sistema de controle de procedimentos investigatórios, no qual um mesmo membro pode atuar em múltiplos procedimentos e cada procedimento pode ter diversos membros designados em períodos distintos, com necessidade de registrar data de início e fim da designação. O modelo conceitual que representa corretamente essa situação é
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Q4104655 Legislação do Ministério Público
Em conformidade com a lei que dispõe sobre a organização administrativa do Ministério Público do Estado de Alagoas (Lei nº 6.306/2002),
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Q4104654 Legislação do Ministério Público
Em conformidade com a lei que dispõe sobre a organização administrativa do Ministério Público do Estado de Alagoas (Lei nº 6.306/2002), são órgãos de administração superior
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Q4104653 Legislação Estadual
Bento é servidor público ocupante de cargo efetivo há 1 ano. Considerando somente as informações fornecidas, em conformidade com o Regime Jurídico Único dos Servidores Civis do Estado de Alagoas, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais (Lei nº 5.247/1991), a exoneração de Bento dar-se-
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Q4104652 Legislação Estadual

Em conformidade com o Regime Jurídico Único dos Servidores Civis do Estado de Alagoas, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais (Lei nº 5.247/1991), considere:


I. A redistribuição dar-se-á exclusivamente para ajustamento de quadro de pessoal às necessidades dos serviços, exceto nos casos de reorganização de órgãos ou entidades.


II. Dar-se-á a remoção, a pedido, para outra localidade, independentemente de vaga, para acompanhar cônjuge ou companheiro ou dependente enfermo, condicionado à comprovação, por junta médica, da indispensabilidade da providência.


III. É vedada, em qualquer hipótese, a consignação em folha de pagamento de servidor público a favor de terceiros.


Está correto o que se afirma em

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Q4104651 Legislação Estadual
Em conformidade com o Regime Jurídico Único dos Servidores Civis do Estado de Alagoas, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais (Lei nº 5.247/1991), às pessoas portadoras de deficiência é assegurado o direito de inscrição a concurso público para provimento de cargo cujas atribuições estejam aptas a exercer, sendo-lhes reservadas até
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Q4104650 Legislação do Ministério Público
No que concerne ao capítulo que trata das promoções e remoções na carreira do Ministério Público, em conformidade com a Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Alagoas (Lei Complementar nº 15/1996),
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Q4104649 Legislação do Ministério Público
Em conformidade com a Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Alagoas (Lei Complementar nº 15/1996), o procedimento de impugnação do vitaliciamento de Promotor de Justiça em estágio probatório será instaurado e processado
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Q4104648 Legislação do Ministério Público

Em conformidade com a Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Alagoas (Lei Complementar nº 15/1996), considere:


I. É o órgão orientador e fiscalizador das atividades funcionais e da conduta dos membros do Ministério Público.


II. Compete a ele, como órgão de Administração Superior, dentre outras atribuições, decidir sobre vitaliciamento de membros do Ministério Público.


III. Compete a ele, dentre outras atribuições, julgar recurso contra decisão condenatória em procedimento administrativo disciplinar.


Os itens I, II e III referem-se, respectivamente, aos seguintes órgãos:

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Q4104647 Legislação Estadual

Considere as situações dos seguintes servidores públicos estáveis:


I. Gabriela sofreu limitação em sua capacidade física, verificada em inspeção médico-oficial, e foi investida em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a referida limitação.


II. Tatiana foi aposentada por invalidez, porém, por terem sido declarados insubsistentes os motivos da sua aposentadoria por junta médica oficial, retornou à atividade.


III. Lenara foi demitida, contudo, por ter sido a sua demissão invalidada por decisão judicial, ela foi reinvestida no cargo anteriormente ocupado.


Em conformidade com o Regime Jurídico Único dos Servidores Civis do Estado de Alagoas, das Autarquias e das Fundações Públicas Estaduais (Lei nº 5.247/1991), as situações supramencionadas correspondem, respectivamente, a

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Q4104646 Legislação do Ministério Público
Em conformidade com a Lei Orgânica do Ministério Público do Estado de Alagoas (Lei Complementar nº 15/1996), o Conselho Superior do Ministério Público é composto pelo Procurador-Geral de Justiça
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Q4104645 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém


A frase acima conservará seu sentido e sua correção caso se substituam os elementos sublinhados, na ordem dada, por

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Q4104644 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na frase:
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Q4104643 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

No contexto do poema, ao afirmar que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder, o menino deixa claro
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Q4104642 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

Na relação que o menino mantém com um irmão e outros observadores de sua conduta,
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Q4104641 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

O menino mantém sua busca em alta intensidade, não acatando as sugestões dos companheiros.


Transpondo a frase acima para a voz passiva, seus verbos assumem as seguintes formas:

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Q4104640 Português

Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Procurar o quê*


   O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.

   

 Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.   


   Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.


   Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeira, nas do muro, nos espaços vazios.


   Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejava.


   Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manga, e no inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.


   Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casa do impossível.


   Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.


   Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.



* Este poema em prosa é de Carlos Drummond de Andrade, e consta do livro Esquecer para lembrar, no qual o poeta se dedica a recordar experiências marcantes de sua infância. Rio de Janeiro: José Olympio, 1979, p. 43.

Para o poeta, a ação de procurar
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Q4104639 Português

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Um inseto sentimental


    A primeira frase da crônica é quase sempre a mais difícil, mas quando as palavras aparecem no papel, a mão que segura a caneta fica mais leve e envereda para um lugar desconhecido...


    No entanto, basta surgir um inseto para mudar toda a história: o movimento da mão é interrompido pelo intruso, que voa em círculos e faz com insistência. Uma picada no pescoço ou no braço pode acabar com a alegria de escrever uma crônica, mesmo sabendo que vou reescrevê-la mais tarde. Deixo a caneta na mesa, pego ao acaso uma revista e tento afugentar o intruso. Não há mais silêncio, já me desconcentrou, apagou a ideia luminosa da crônica que nasceria.


    Apago a lâmpada: talvez ele se acalme na penumbra. O voo lento pode ser uma trégua e, pensando bem, o inseto não é tão ameaçador assim. De repente, um voo rápido em espiral, e três palmos ele se equilibra no helicóptero perfeito. Uns segundos depois, navega na horizontal e se refugia numa caixa de papelão.


    Acendo a lâmpada, me aproximo da caixa e vejo meu ex-inimigo no centro de uma fotografia antiga. Repousa no rosto de uma mulher ainda jovem, que sorri para a lente do fotógrafo. Pego com cuidado a foto, saio do quarto e o inseto some na tarde morna. Minha mãe me abraça numa manhã de 1960: nós dois alinhados no banco da praça da Matriz, aonde ela levara seu menino para ver o aviário e conversar com os pássaros. Devo essa lembrança ao inseto estranho e sentimental, que me roubou a ideia de uma crônica, mas me deu outra. Agora, quando já escurece, o pegar a caneta e escrever a primeira frase, quase sempre a mais difícil.



                                                                           (Adaptado de HATUM, Milton. Um solitário à espreita. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 11-12)

A supressão da vírgula altera sobremaneira o sentido da frase:
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Respostas
101: E
102: E
103: C
104: E
105: B
106: E
107: D
108: D
109: A
110: C
111: C
112: B
113: B
114: C
115: A
116: E
117: C
118: B
119: A
120: B