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Q657608 Português

TEXTO 1

Entre a sabedoria e a loucura

Massas impõem respeito. Políticos que até ontem desdenhavam dos radicais e vândalos do Passe Livre agora juram que apoiam as manifestações desde criancinhas. Já há governantes falando em rever o preço do ônibus. O que está acontecendo?

É difícil dizer com precisão. Estudiosos da psicologia de massas ainda não chegaram a um acordo nem sobre como elas atuam, menos ainda sobre como surgem e desaparecem. Há motivos tanto para júbilo como para apreensão. Multidões, afinal, podem ser extremamente sábias e pavorosamente estúpidas.

Do lado positivo, a agregação de grandes números extirpa certos tipos de erro, já que os palpites mais absurdos se anulam e o que resta faz algum sentido. Se você quer saber o peso de um bezerro, pergunte para 787 pessoas, a maioria das quais não terá a menor ideia de qual número chutar, e tire a média. Em 1906, James Galton, um cientista fascinado por medidas, fez isso e ficou ainda mais fascinado quando descobriu que a diferença entre as estimativas e o peso real do bicho foi de uma libra.

Não é só. A resposta mais popular entre espectadores de programas como "Quem Quer Ser um Milionário" está certa em 90% das vezes. No fundo, é o mesmo princípio utilizado por casas de apostas, que delegam ao mercado a tarefa de estimar as probabilidades e definir os prêmios.

Podemos então sempre confiar na sabedoria das multidões? É claro que não. Se as massas eliminam certos erros, criam outros. Entre as principais patologias do pensamento de grupo destacam-se a radicalização, a supressão do dissenso e a animosidade. Movimentos terroristas, caça às bruxas e brigas de torcida são, afinal, fenômenos de massa.

Multidões podem ainda ser manipuladas por demagogos e geram desastres históricos com seu comportamento de manada. Políticos, com seu aguçado senso de sobrevivência, aprenderam a cultivá-las e a temê-las.

Hélio Schwartsman. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/06/12973 38-entre-a-sabedoria-e-a-loucura.shtml. Acesso em 27/07/2013. Adaptado.

Assinale a informação que está em consonância com as ideias do Texto 1.
Alternativas
Q657607 Português

TEXTO 1

Entre a sabedoria e a loucura

Massas impõem respeito. Políticos que até ontem desdenhavam dos radicais e vândalos do Passe Livre agora juram que apoiam as manifestações desde criancinhas. Já há governantes falando em rever o preço do ônibus. O que está acontecendo?

É difícil dizer com precisão. Estudiosos da psicologia de massas ainda não chegaram a um acordo nem sobre como elas atuam, menos ainda sobre como surgem e desaparecem. Há motivos tanto para júbilo como para apreensão. Multidões, afinal, podem ser extremamente sábias e pavorosamente estúpidas.

Do lado positivo, a agregação de grandes números extirpa certos tipos de erro, já que os palpites mais absurdos se anulam e o que resta faz algum sentido. Se você quer saber o peso de um bezerro, pergunte para 787 pessoas, a maioria das quais não terá a menor ideia de qual número chutar, e tire a média. Em 1906, James Galton, um cientista fascinado por medidas, fez isso e ficou ainda mais fascinado quando descobriu que a diferença entre as estimativas e o peso real do bicho foi de uma libra.

Não é só. A resposta mais popular entre espectadores de programas como "Quem Quer Ser um Milionário" está certa em 90% das vezes. No fundo, é o mesmo princípio utilizado por casas de apostas, que delegam ao mercado a tarefa de estimar as probabilidades e definir os prêmios.

Podemos então sempre confiar na sabedoria das multidões? É claro que não. Se as massas eliminam certos erros, criam outros. Entre as principais patologias do pensamento de grupo destacam-se a radicalização, a supressão do dissenso e a animosidade. Movimentos terroristas, caça às bruxas e brigas de torcida são, afinal, fenômenos de massa.

Multidões podem ainda ser manipuladas por demagogos e geram desastres históricos com seu comportamento de manada. Políticos, com seu aguçado senso de sobrevivência, aprenderam a cultivá-las e a temê-las.

Hélio Schwartsman. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/helioschwartsman/2013/06/12973 38-entre-a-sabedoria-e-a-loucura.shtml. Acesso em 27/07/2013. Adaptado.

Do ponto de vista temático, o Texto 1 aborda os fenômenos de massa, na perspectiva de que eles são, ao mesmo tempo:
Alternativas
Q87005 Medicina
Em relação aos Cardio Desfibibriladores Implantáveis (CDI), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q87004 Medicina
Em relação à Cardioversão (CV) farmacológica, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q87003 Medicina
Em relação à identificação, manuseio e tratamento da FA, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q87002 Medicina
Em relação ao diagnóstico da fibrilação atrial (FA), assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q87001 Medicina
Na prevenção do acidentes vasculares embólicos em portadores de FA, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q87000 Medicina
Em relação à aplicação do escore CHADS, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q86999 Medicina
Em relação ao significado das palavras que formam o acrônimo CHADS, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q86998 Medicina
Sobre a febre reumática (FR), assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q86997 Medicina
Na doença reumática cardíaca, assinale a ordem na frequência de acometimento valvar.
Alternativas
Q86996 Medicina
Considerando o seu diagnóstico qual a melhor opção terapêutica?
Alternativas
Q86995 Medicina
O que seria obtido no ecocardiograma bidimensional c/Doppler?
Alternativas
Q86994 Medicina
De acordo com o seu diagnóstico clínico e que seria esperado encontrar no exame eletrocardiográfico clássico, de 12 derivações?
Alternativas
Q86993 Medicina
Estabeleça a hipótese diagnóstica:
Alternativas
Q86992 Medicina
Analise o relato clínico a seguir e assinale a alternativa correspondente à descrição.

aciente queixa-se de palpitações e episódios isolados de síncope. O risco de desenvolver fibrilação atrial poderá evoluir a óbito. No registro eletrocardiográfico, identifica-se ativação precoce dos ventrículos, representada por intervalos PR curtos e presença de ondas delta.
Alternativas
Q86991 Medicina
Assinale a condição que não tem valor prognóstico na insuficiência cardíaca.
Alternativas
Q86990 Medicina
Assinale o fator etiopatogênico não correlacionado aos sinais e sintomas da insuficiência cardíaca congestiva (ICC).
Alternativas
Q86989 Medicina
Assinale qual dos fatores não interfere para precipitar descompensação aguda da insuficiência cardíaca crônica?
Alternativas
Q86988 Medicina
Em relação ao tamponamento cardíaco (TC), assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Respostas
2941: B
2942: E
2943: C
2944: E
2945: E
2946: A
2947: C
2948: D
2949: C
2950: C
2951: D
2952: D
2953: C
2954: C
2955: C
2956: C
2957: D
2958: E
2959: D
2960: A