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Leia o texto abaixo:
“Chega-se às pequenas cidades amazônicas pelo rio quando o barco em que navegamos se aproxima. Se for dia, antes víamos a torre da igreja e hoje a torre telefônica, como sinal da modernidade; se for noite, é o clarão da cidade a que se achega vagarosamente sem pressa, com tempo para os aconteceres [...]. Chega-se ao porto [...], é o intermediário entre o rio, a floresta e a cidade como lugar privilegiado dos enigmas da Amazônia [...] onde estão os mais poderosos arquivos culturais [...], os igapós simbólicos da nossa cultura, as raízes submersas de um povo.”
OLIVEIRA, Jose Aldemir. A cultura nas(das) pequenas cidades da Amazônia brasileira. Disponível em: . Acesso em: 15 jan. 2008.
Sobre as cidades da Amazônia acima descritas, é correto afirmar que
Leia o texto abaixo:
“Durante muito tempo sonhei conhecer a Amazônia, terra dos meus antepassados.(...). Imaginava um paraíso, com florestas virgens, rios caudalosos, um clima quente mas com chuvas freqüentes para ameniza-lo, tal como contava minha avó. Era o mês de setembro(...),inicio minha viagem por via fluvial em Benjamin Constant (Amazônia Ocidental) no estado do Amazonas(...) que beleza ! Matas imensas, igapós, rios gigantescos e muitas palafitas. (...) Chego a Manaus, que tristeza ! Poluição, favelas flutuantes e em seu entorno muita pobreza. (...). Sigo viagem pelo grandioso rio amazonas e encontro lugares com muita seca, estiagem mesmo, parece até que não estou na Amazônia. (...) Mais adiante, já na porção ocidental do Pará deparo com enormes clareiras na floresta, grandes extensões de pastos e ainda vários caminhões carregados de toras de madeira. (...) Viajo dias pela Br 163 e não vejo chuvas, só calor e muita devastação.(...) Parece que o paraíso virou “inferno”(...) Nossa floresta está sumindo e com elas as chuvas, os rios e igarapés, com drástica diminuição da grande biodiversidade amazônica.”
Adaptado do depoimento da geógrafa Liz Santos ao Jornal Folha de São Paulo ( caderno 2) 12/2005
Com base nas idéias expressas no texto acima e na realidade atual do espaço geográfico amazônico, é correto afirmar que
Inseridos em um grande esquema de reorganização do território, os grandes projetos agropecuários implantados na Amazônia, beneficiando-se dos incentivos oficiais, provocaram um intenso reordenamento no espaço rural regional com a incorporação de novas áreas destinadas à pecuária. Hoje essas áreas constituem-se basicamente de novas pastagens que ainda proliferam na região. Dentre os fatores que contribuíram para o crescimento recente da pecuária na Amazônia, destacam-se
Ariovaldo Umbelino de Oliveira, em seu livro Amazônia: monopólio, expropriação e conflitos (1987, p. 96), afirma que "o estado do Pará conhece a ação de órgãos oficiais de colonização [...] desde a década de 40; no entanto, foi com o PIN (Plano de Integração Nacional) e a Transamazônica que esta ação se intensificou". A respeito do assunto, é correto afirmar que
Leia com atenção o texto abaixo:
“A colonização como forma planejada de proceder à ocupação de uma área é um processo que vem sendo
adotado no Brasil há pelo menos dois séculos, respondendo a objetivos econômico-sociais e/ou político-militares,
e operando em áreas estratégicas. É sob a égide do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma
Agrária), criado em 1970 com a finalidade de promover, executar e controlar a reforma agrária, que se monta todo
um esquema de colonização em larga escala para a maior porção do espaço nacional, a Amazônia.”
BERTHA, K. Becker. Amazônia. São Paulo: Ática, 1990, p. 31-32.
Como conseqüência da estratégia do Estado de distribuição controlada de terras na Amazônia, ocorreu na região
Atualmente, seguindo uma tendência mundial, o Brasil passa por um processo de descentralização industrial, intra e inter-regionalmente. Como fato relacionado a essa desconcentração, pode-se citar o(a)
Nas últimas décadas, intensificou-se a dominação da economia brasileira pela economia capitalista monopolista internacional, o que ocasionou significativas alterações no papel do Brasil na Divisão Internacional do Trabalho. Quanto a esse fato, podemos dizer que
“No Brasil, o processo de modernização caracteriza-se pela velocidade e simultaneidade de fenômenos de grande impacto e profundidade. O país convive com um processo de redistribuição espacial de sua população, no qual atua uma força propulsora de dispersão rumo às novas fronteiras econômicas, originando gigantescas migrações em busca de trabalho, de consumo e de sobrevivência.” Adaptado de OLIVA, Jaime; GIANSANT, Roberto. Espaço e modernidade. Temas da Geografia do Brasil. São Paulo: Atual, 1999, p. 35.
O processo de industrialização que se instalou no Brasil a partir dos anos 30 do século XX resultou em significativas transformações socioespaciais, dentre as quais se destaca a alteração da rede de transportes, que
O mundo de hoje, substancialmente urbano, dá origem a um modo de vida que ultrapassa os contornos e a estrutura espacial da cidade e chega ao campo, dando-lhe uma nova configuração. O Brasil não escapa a esse fenômeno. Como conseqüência da expansão urbana no Brasil, ocorre(m)
“No período pré-industrial, quando a economia brasileira era baseada fundamentalmente nas atividades primárias (normalmente voltadas para o mercado externo), não havia ainda um espaço nacional unificado, uma integração real entre todas as áreas que compõem o país. Existiam diversas economias, áreas relativamente isoladas uma das outras e fundadas na agricultura, na mineração ou na pecuária.”
VESENTINI, José William. Brasil. Sociedade e espaço. Geografia do Brasil. São Paulo: Ática, 1998, p. 83.
Com base na citação acima, pode-se afirmar que
Na regionalização do espaço brasileiro, várias divisões são apresentadas. Sobre essas divisões e os critérios em que se basearam, é verdadeiro afirmar que
“A construção do espaço é obra da sociedade em sua marcha histórica ininterrupta. Mas não basta dizer que o espaço é o resultado da acumulação do trabalho da sociedade global. Pode-se dizer isso e ainda assim trabalhar com uma noção abstrata de sociedade, onde não se leva em consideração o fato de que os homens se dividem em classes [...]. Para desmistificar o espaço, é preciso levar em conta dois dados essenciais: de um lado, a paisagem, funcionalização da estrutura tecnoprodutiva e lugar da reificação; de outro lado, a sociedade total, a formação social que anima o espaço. Assim desmistificaremos o espaço e o homem.”
SANTOS, Milton. Por uma geografia nova. São Paulo: Hucitec, 1986, p. 213-217
Com base na argumentação do autor, pode-se concluir que o espaço geográfico
“Os geógrafos, ao lado de outros cientistas sociais, devem se preparar para colocar o fundamento de um espaço verdadeiramente humano, um espaço que una os homens por e para seu trabalho, mas não para em seguida os separar entre classes, entre exploradores e explorados; um espaço matéria inerte trabalhado pelo homem, mas não para se voltar contra ele; um espaço natureza social aberto à contemplação direta dos seres humanos, e não um artifício; um espaço instrumento de reprodução da vida, e não uma mercadoria trabalhada por uma outra mercadoria, o homem artificializado.”
SANTOS, Milton. Por uma geografia nova. São Paulo: Hucitec, 1986, p. 219.
A concepção de espaço geográfico, comentada acima pelo geógrafo Milton Santos, traduz a concepção da chamada Geografia