Questões de Concurso
Para seplag-mg
Foram encontradas 1.240 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
O recente interesse na regulamentação da astrologia como profissão oferece a oportunidade de refletir sobre questões que vão desde as raízes históricas da ciência até a percepção, infelizmente muito popular, de seu dogmatismo. Preocupa-me, e imagino que a muitos dos colegas cientistas, a rotulação do cientista como um sujeito inflexível, bitolado, que só sabe pensar dentro dos preceitos da ciência. Ela vem justamente do desconhecimento sobre como funciona a ciência. Talvez esteja aqui a raiz de tanta confusão e desentendimento.
Longe dos cientistas achar que a ciência é o único modo de conhecer o mundo e as pessoas, ou que a ciência está sempre certa. Muito ao contrário, seria absurdo não dar lugar às artes, aos mitos e às religiões como instrumentos complementares de conhecimento, expressões de como o mundo é visto por pessoas e culturas muito diversas entre si.
Um mundo sem esse tipo de conhecimento não científico seria um mundo menor e, na minha opinião, insuportável. O que existe é uma distinção entre as várias formas de conhecimento, distinção baseada no método pertinente a cada uma delas. A confusão começa quando uma tenta entrar no território da outra, e os métodos passam a ser usados fora de seus contextos.
Portanto, é (ou deveria ser) inútil criticar a astrologia por ela não ser ciência, pois ela não é. Ela é uma outra forma de conhecimento. [...]
Essa caracterização da astrologia como não ciência não é devida ao dogmatismo dos cientistas. É importante lembrar que, para a ciência progredir, dúvida e erro são fundamentais. Teorias não nascem prontas, mas são refinadas com o passar do tempo, a partir da comparação constante com dados. Erros são consertados, e, aos poucos, chega-se a um resultado aceito pela comunidade científica.
A ciência pode ser apresentada como um modelo de democracia: não existe o dono da verdade, ao menos a longo prazo. (Modismos, claro, existem sempre.) Todos podem ter uma opinião, que será sujeita ao escrutínio dos colegas e provada ou não. E isso tudo ocorre independentemente de raça, religião ou ideologia. Portanto, se cientistas vão contra alguma coisa, eles não vão como donos da verdade, mas com o mesmo ceticismo que caracteriza a sua atitude com relação aos próprios colegas. Por outro lado, eles devem ir dispostos a mudar de opinião, caso as provas sejam irrefutáveis.
Será necessário definir a astrologia? Afinal, qualquer definição necessariamente limita. Se popularidade é medida de importância, existem muito mais astrólogos do que astrônomos. Isso porque a astrologia lida com questões de relevância imediata na vida de cada um, tendo um papel emocional que a astronomia jamais poderia (ou deveria) suprir.
A astrologia está conosco há 4.000 anos e não irá embora. E nem acho que deveria. Ela faz parte da história das ideias, foi fundamental no desenvolvimento da astronomia e é testemunha da necessidade coletiva de conhecer melhor a nós mesmos e os que nos cercam. De minha parte, acho que viver com a dúvida pode ser muito mais difícil, mas é muito mais gratificante. Se erramos por não saber, ao menos aprendemos com os nossos erros e, com isso, crescemos como indivíduos. Afinal, nós somos produtos de nossas escolhas, inspiradas ou não pelos astros.
(GLEISER, Marcelo. Folha de São Paulo, 22 set. 2002)
A proposição cujo conteúdo o autor quer que se interprete, não como certo ou possível, mas como obrigatório encontra-se na alternativa:
Leia o texto abaixo e responda às questões propostas.
O recente interesse na regulamentação da astrologia como profissão oferece a oportunidade de refletir sobre questões que vão desde as raízes históricas da ciência até a percepção, infelizmente muito popular, de seu dogmatismo. Preocupa-me, e imagino que a muitos dos colegas cientistas, a rotulação do cientista como um sujeito inflexível, bitolado, que só sabe pensar dentro dos preceitos da ciência. Ela vem justamente do desconhecimento sobre como funciona a ciência. Talvez esteja aqui a raiz de tanta confusão e desentendimento.
Longe dos cientistas achar que a ciência é o único modo de conhecer o mundo e as pessoas, ou que a ciência está sempre certa. Muito ao contrário, seria absurdo não dar lugar às artes, aos mitos e às religiões como instrumentos complementares de conhecimento, expressões de como o mundo é visto por pessoas e culturas muito diversas entre si.
Um mundo sem esse tipo de conhecimento não científico seria um mundo menor e, na minha opinião, insuportável. O que existe é uma distinção entre as várias formas de conhecimento, distinção baseada no método pertinente a cada uma delas. A confusão começa quando uma tenta entrar no território da outra, e os métodos passam a ser usados fora de seus contextos.
Portanto, é (ou deveria ser) inútil criticar a astrologia por ela não ser ciência, pois ela não é. Ela é uma outra forma de conhecimento. [...]
Essa caracterização da astrologia como não ciência não é devida ao dogmatismo dos cientistas. É importante lembrar que, para a ciência progredir, dúvida e erro são fundamentais. Teorias não nascem prontas, mas são refinadas com o passar do tempo, a partir da comparação constante com dados. Erros são consertados, e, aos poucos, chega-se a um resultado aceito pela comunidade científica.
A ciência pode ser apresentada como um modelo de democracia: não existe o dono da verdade, ao menos a longo prazo. (Modismos, claro, existem sempre.) Todos podem ter uma opinião, que será sujeita ao escrutínio dos colegas e provada ou não. E isso tudo ocorre independentemente de raça, religião ou ideologia. Portanto, se cientistas vão contra alguma coisa, eles não vão como donos da verdade, mas com o mesmo ceticismo que caracteriza a sua atitude com relação aos próprios colegas. Por outro lado, eles devem ir dispostos a mudar de opinião, caso as provas sejam irrefutáveis.
Será necessário definir a astrologia? Afinal, qualquer definição necessariamente limita. Se popularidade é medida de importância, existem muito mais astrólogos do que astrônomos. Isso porque a astrologia lida com questões de relevância imediata na vida de cada um, tendo um papel emocional que a astronomia jamais poderia (ou deveria) suprir.
A astrologia está conosco há 4.000 anos e não irá embora. E nem acho que deveria. Ela faz parte da história das ideias, foi fundamental no desenvolvimento da astronomia e é testemunha da necessidade coletiva de conhecer melhor a nós mesmos e os que nos cercam. De minha parte, acho que viver com a dúvida pode ser muito mais difícil, mas é muito mais gratificante. Se erramos por não saber, ao menos aprendemos com os nossos erros e, com isso, crescemos como indivíduos. Afinal, nós somos produtos de nossas escolhas, inspiradas ou não pelos astros.
(GLEISER, Marcelo. Folha de São Paulo, 22 set. 2002)
A argumentação desenvolvida no texto está orientada no sentido de persuadir o leitor a concluir que:
I. Iniciar o trabalho com a estatística.
II. Melhorar a capacidade de sistematização de dados e análise de resultados.
III. Expandir a utilização de conhecimentos da língua escrita para outros campos da língua oral.
IV. Aumentar a compreensão das informações veiculadas pela mídia.
Estão corretas as afirmativas:
I. Valoriza a comunidade em que a escola se localiza e busca conhecer as agências e organizações comunitárias, ONGs e empresas que apoiam a saúde, o bem estar e a educação de crianças e jovens.
II. Entende o papel da escola na comunidade, porém não busca parcerias para fomentar a aprendizagem e o desenvolvimento dos alunos.
III. Identifica oportunidades e utiliza recursos da comunidade para os alunos aprenderem em contextos extra classe e extra escolares com ou sem a presença do professor.
IV. Deve conhecer o funcionamento do Sistema Educacional Brasileiro e solicitar autorizações devidas para a interação com a comunidade.
Assinale a alternativa correta:
I. Promover a integração de conhecimentos através de oportunidades investigativas.
II. Definir metas e objetivos para os planos de ensino do professor em consonância com as metas e objetivos da SEE e do Projeto Pedagógico da Escola.
III. Planejar intervenções pedagógicas, de acordo com os avanços dos alunos nas series iniciais.
IV. Aplicar os princípios e os métodos da Aprendizagem Significativa ao definir as abordagens metodológicas para o desenvolvimento curricular.
Estão corretas as afirmativas:
I. O ensino de História da América e do Brasil deve conceber apenas a evolução dos povos americanos a partir de um fato específico: a chegada dos europeus na América, a partir do século XV.
II. O estudo das teorias migratórias da espécie humana, bem com sua diversidade, pode contribuir para romper com a visão eurocêntrica presente no ensino de História.
III. As opiniões divergentes entre especialistas e mesmo as teorias excludentes ou concorrentes, podem ser de grande valia para que os alunos levantem hipóteses a partir de indícios dos especialistas.
Estão corretas as afirmativas:
( ) Conhecer o que é apropriado para o contexto da apresentação.
( ) Levar em conta o perfil das pessoas que se quer atingir.
( ) Um público-alvo mais jovem gostará se as ideias forem transmitidas por meio de animações.
( )0 público-alvo feminino ou masculino preferem o mesmo tipo de linguagem apresentada.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
( ) Os alunos estão começando a desenvolver as habilidades de leitura, mas ainda aquém do nível exigido para a 4ª série.
( ) O estágio crítico de competência de leitura caracterizase pelo fato dos alunos serem “leitores incompetentes” por lerem apenas frases simples.
( ) Um percentual considerável de alunos avaliados estão no estágio crítico de construção de suas competências de leitura.
( ) A grande maioria dos alunos avaliados apresenta acentuadas limitações em seu aprendizado da leitura e da escrita.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo:
I. O que passou a dar significado à história foram as relações sociais existentes no cotidiano, as relações de poder explícitas ou ocultadas, as resistências, as diversidades culturais e a percepção de múltiplas temporalidades expressas em mudanças e permanências, a busca da construção da identidade dos sujeitos históricos, da construção da história local, das inter-relações do local com o regional, o nacional e o mundial. É o conhecimento histórico se fazendo sob a pressão da própria história.
II. No contexto de mudanças historiográficas e sociais, a própria noção de nacionalidade não se redefine e se assentará mais sobre a ideia da homogeneidade, da unidade de interesses e de projetos.
III. As novas concepções de ensino aprendizagem, oriundas da teoria socioconstrutivista do conhecimento, das teorias genéticas e sócio-históricas da aprendizagem e do desenvolvimento cognitivo e social, propiciaram a construção de novos saberes históricos, escolares e de novas concepções e práticas do ensino da História.
Estão corretas as afirmativas:
Sobre esse contexto, complete as lacunas corretamente: