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I. A decisão pela via de acesso (laparoscópica versus aberta) deve ponderar o Índice de Carcinomatose Peritoneal (PCI), a experiência da equipe cirúrgica e a garantia de margens R0, não devendo a mini-invasividade comprometer a radicalidade oncológica.
II. A conversão de um procedimento laparoscópico para a via aberta (laparotomia) não deve ser interpretada como falha técnica, mas sim como uma medida de resgate para assegurar a segurança do paciente e a completude da citorredução.
III. A eficácia da HIPEC depende da sinergia entre a citotoxicidade direta do fármaco e a hipertermia (geralmente entre 41°C e 43°C), exigindo monitoramento hemodinâmico rigoroso e controle preciso da perfusão.
IV. A curva de aprendizado institucional e o volume de casos do centro cirúrgico são fatores irrelevantes para os desfechos de morbimortalidade em procedimentos de citorredução com HIPEC.
I. A estratégia de navegação de pacientes envolve apoio à logística assistencial e também ações de educação, esclarecimento sobre etapas do tratamento e redução de barreiras que possam aumentar ansiedade ou atrasar terapias.
II. Estudos indicam que a discussão de casos em Tumor Boards pode modificar estadiamento ou plano terapêutico em parcela relevante de pacientes, com repercussão positiva sobre os desfechos clínicos.
III. No protocolo SPIKES, a condução da conversa inclui empatia, escuta ativa e pausas intencionais, permitindo que o paciente processe a informação e manifeste suas dúvidas.
IV. Na decisão compartilhada, a autonomia do paciente é respeitada quando há capacidade cognitiva preservada e adequada compreensão dos riscos e benefícios, mesmo diante de recusa a procedimentos.