Foram encontradas 6.408 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
As vanguardas europeias do início do século XX caracterizaram-se pela atitude de rompimento formal com estruturas estéticas cristalizadas da arte ocidental.
Uma faceta do alcance utópico da plasticidade das formas modernistas revela-se na arquitetura, que impõe a experiência estética ao cenário urbano cotidianamente degradado.
O modernismo europeu é o primeiro movimento estético derivado de vanguardas estéticas organizadas por grupos marginalizados da periferia do capitalismo, tais como aqueles que organizaram, no Brasil, em 1922, a Semana de Arte Moderna.
Os teóricos que se dedicam à análise da estética da pós- modernidade consideram-na basicamente um esforço coletivo de retomada da atitude vanguardista de rejeição do mundo da mercadoria e do espetáculo.
Embora tenha existido algum comunismo romântico na América Latina das primeiras décadas do século XX, e mesmo uma revolução social e política do peso da Revolução Mexicana, poucos grupos políticos absorveram o caminho da guerrilha comunista na região naquela quadra histórica.
A tensão ideológica e política da Guerra Fria e, em especial, os interesses soviéticos e dos partidos comunistas tiveram grande impacto na América Latina e culminaram na Revolução Cubana.
As lutas do general César Augusto Sandino contra fuzileiros navais norte-americanos, em fins da década de 20 do século passado, base da posterior Revolução Sandinista, na Nicarágua, foram marcadas por forte influência da Internacional Comunista.
A Revolução Cubana já nasceu dirigida por militantes vinculados aos partidos comunistas da Europa oriental e aos interesses estratégicos da URSS na América Latina e no Caribe.
A Primeira e a Segunda Guerras Mundiais foram explicadas fundamentalmente, pelos historiadores do século XX, como resultado exclusivo da atitude belicosa alemã.
A chamada linha Maginot, estratégia defensiva posta em prática pela França no período que antecedeu ao início da Primeira Guerra Mundial, embora contestada inclusive por alguns oficiais franceses, contribuiu para retardar a invasão do país pelas tropas alemãs na Segunda Guerra.
Após a Segunda Guerra Mundial, surgiram, na historiografia alemã — como a de Fritz Fischer — acerca da recente história política europeia, interpretações que destacavam a importância, para a eclosão dos dois conflitos mundiais, do desequilíbrio de poder europeu, resultante da ascensão da Alemanha no final do século XIX.
Em reação às acusações franco-britânicas de que a Alemanha seria a única responsável pela ocorrência dos dois conflitos mundiais do século XX, historiadores alemães defenderam consensualmente, na última década, a tese segundo a qual as provocações feitas pelo czar russo, no início do século XX, teriam assegurado à Alemanha o direito de legítima defesa.
Menos de quarenta anos após a chegada de Lênin ao poder, os modelos socialistas inspirados na Revolução de Outubro fundamentavam os governos aos quais estava submetido aproximadamente um terço da população do mundo.
Os impactos da Revolução Russa foram relevantes, mas não a ponto de acarretarem a imposição de uma disciplina de revolucionários profissionais a seus militantes, como evidenciam as resistências, na Terceira Internacional Comunista, ao modelo revolucionário soviético.
Na Ásia e na América Latina, a organização dos partidos comunistas após a Revolução Russa reproduziu, sem adaptações culturais e políticas, o modelo organizacional do Partido Comunista Russo.
A adoção da união antifascista permitiu que se rompesse, nos anos 20 e 30 do século XX, parte do isolamento sectário dos comunistas ortodoxos da Europa, propiciando-lhes a busca de apoio de massa tanto entre trabalhadores quanto entre intelectuais.
Ao contrário do que aparentava, o imperialismo formal, que caracterizou o final do século XIX, foi uma continuação histórica de processo anterior, que, já em curso na história do Atlântico Sul desde os tempos do mercantilismo, permitia a acumulação capitalista por meio do mercado de escravos e especiarias.
Durante o século XIX, o imperialismo europeu na África foi caracterizado pela ocupação gradual de grandes extensões territoriais, diferentemente do que ocorreu, nesse período, na América Latina.