Questões de Concurso Para seduc-sp

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Q3430450 História
Assim, exemplificando, o estudo da história das populações indígenas deve partir dos grupos existentes no presente ou que já viveram na região, para conhecer as singularidades históricas de cada grupo nativo e evitar a generalização “índios”. Uma abordagem genérica sobre o índio brasileiro impossibilita o conhecimento da história das relações e formas de contato com o mundo branco, diferente para cada população indígena e com consequências igualmente diversas para a História do Brasil.

(Circe Bittencourt, Identidade nacional e o ensino de História do Brasil. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula:conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

O fragmento exemplifica
Alternativas
Q3430449 História
A diferença entre o velho conceito de História Contemporânea e História do Tempo Presente pode ser definida pela presença viva dos protagonistas e da memória, ainda interagindo com o tempo do historiador, como testemunhos vivos e dinâmicos do passado.

(Marcos Napolitano, Pensando a estranha História sem fim. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

O historiador Marcos Napolitano aponta que um dos desafios da pesquisa historiográfica do Tempo Presente refere-se à
Alternativas
Q3430448 História
Tomando o ponto de vista da classificação cronológica, entendeu-se o “moderno” como algo que iniciava com a queda de Constantinopla (maio de 1453) até a Revolução Francesa (1789).

Sabemos das imensas limitações desses marcos.

(Leandro Karnal, A História Moderna e a sala de aula. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

Dentre as limitações apontadas pelo autor, encontra-se o fato de que
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Q3430447 História
Na História Antiga, a tradicional dicotomia entre Oriente e Ocidente constitui uma grande narrativa que estrutura toda uma visão da História.

(Pedro Paulo Funari, A renovação da História Antiga. Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas)

De acordo com o autor, a dicotomia mencionada foi cada vez mais enfatizada
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Q3430446 Pedagogia
Resolvi regalá-lo [ao nativo Sexta-Feira] com um pedaço de cabrito assado. Preparei a carne, pendurando-a de um cordel sobre a fogueira, conforme vira fazer muitas vezes na Inglaterra (...). Quando lhe dei a comer um pedaço de carne, usou de tantos gestos para dizer-me quanto a apreciava, que não pude deixar de entendê-lo. Acabou por me afiançar que nunca mais comeria carne humana, o que me alegrou bastante.

(Daniel Defoe. Robinson Crusoé. Apud Rafael Ruiz. Novas formas de abordar o Ensino de História. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos práticas e propostas)

Apresentando possibilidades de utilização da literatura nas aulas de História, o historiador Rafael Ruiz propôs a leitura do fragmento para
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Q3430445 História
O problema, em termos de ensino-aprendizagem, é que o abandono da diacronia pode transformar o conhecimento histórico numa sabedoria de almanaque mal digerida, em que acontecimentos, instituições e movimentos ocorrem do nada para o nada. Será que é isso o que mais nos interessa com relação à disciplina História? Misturar Galileu e Einstein ou Espártaco e Zumbi – unidos por algum “tema transversal” – como se fossem contemporâneos prontos a dialogar pode desistoricizar suas práticas e formas de pensamento se não estivermos muito atentos.

(Jaime Pinsky e Carla B. Pinsky. O que e como ensinar. Em: Leandro Karnal (org.), História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)

No fragmento, os autores enfatizam a importância de o ensino de História estar fundamentado
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Q3430444 Pedagogia
O termo “atitude historiadora”, no Currículo Paulista, refere-se ao movimento que professores e estudantes devem realizar para se posicionarem como sujeitos frente ao processo de ensino e aprendizagem [...].

(São Paulo (Estado) Secretaria da Educação. Currículo Paulista)

O documento apresenta, como sendo parte da “atitude historiadora”,
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Q3430423 Geografia
São lugares de concentração, lugares complexos particulares do fenômeno urbano, que favorecem a floração de uma multiplicidade de atividades localmente complementares. A multiplicidade de funções eficientes que desempenha leva à concentração financeira, econômica, cultural, informacional, que se traduz em alterações da função urbana, em modificações brutais da lógica interna da cidade, mas também em uma surpreendente operação de estranhamento, que é condição para a superação do hábito.

(SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI, 2021)

O texto apresenta a definição de
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Q3430422 Geografia
Processo atribuído direta ou indiretamente à atividade humana que altere a composição da atmosfera global e que seja adicional à variabilidade climática natural observada ao longo de períodos comparáveis de tempo.

(KLUG, Letícia; MARENGO, Jose A.; LUEDEMANN, Gustavo. Mudanças climáticas e os desafios brasileiros para a implementação da Nova Agenda Urbana. In: COSTA, Marco Aurélio (org.). O Estatuto da Cidade e a Habitat III: um balanço de quinze anos da política urbana no Brasil e a Nova Agenda Urbana, 2016)

O texto apresenta a definição de
Alternativas
Q3430421 Geografia
O movimento de renovação na Geografia reproduz, ao nível desse campo específico do conhecimento, o embate ideológico contemporâneo – reflexo, no plano da ciência, da luta de classes na sociedade capitalista. Os geógrafos ligados a esse movimento, em suas diferenciadas orientações, assumem a perspectiva popular, a da transformação da ordem social. Buscam uma Geografia mais generosa e um espaço mais justo, que seja organizado em função dos interesses dos homens.

(MORAES, Antonio Carlos Robert., 1985)

O texto refere-se à Geografia
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Q3430420 Geografia
O objeto de conhecimento “Geografia – Posicionamentos de organismos internacionais, como ONU, FMI, Conselho de Segurança, OMC, OIT, OMS, UNESCO e Banco Mundial, frente às demandas das sociedades globais e locais”, assim como “Os organismos internacionais e a economia globalizada, suas influências sobre os Estados Nacionais, (des)respeitando sua governança”, está presente no currículo paulista.

(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa ensino médio, 2020)

Considerando a natureza desse objeto de conhecimento, é possível afirmar que ele está relacionado à categoria: 
Alternativas
Q3430419 Pedagogia
No ensino médio, uma das habilidades fundamentais na área de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas é a capacidade de identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens, com vistas à compreensão de ideias filosóficas e de processos e eventos históricos, geográficos, políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais.

(SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Currículo Paulista: etapa ensino médio, 2020)

Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa que apresenta os objetos de conhecimento da Geografia relacionados a essa habilidade.
Alternativas
Q3430418 Geografia
Considerando o exposto por Santos (2021), o território não pode ser entendido apenas como um espaço físico, mas sim como um “território usado”.
(SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, 2021)

Como essa concepção se relaciona com a identidade da população e com as atividades econômicas?
Alternativas
Q3430417 Geografia
Para Milton Santos (2021), a globalização não é apenas a existência de um novo sistema de técnicas. Ela é também o resultado das ações que asseguram a emergência de um mercado dito global, responsável pelo essencial dos processos políticos atualmente eficazes. Para ele, existem fatores que contribuem para explicar a arquitetura da globalização, entre esses destaca que pela primeira vez na história, o ser humano tem a capacidade de conhecer o mundo de forma ampla e detalhada, principalmente pelo avanço da ciência e da tecnologia. Antes, as pessoas utilizavam apenas os materiais disponíveis na natureza. Hoje, a tecnologia permite que criemos novos materiais em laboratórios, possibilitando invenções como os satélites.

(SANTOS, Milton. Por uma outra globalização: do pensamento único à consciência universal, 2021)

A esse fator, Santos (2021) denomina de
Alternativas
Q3430416 Geografia
Santos e Silveira (2021), como sugestão para um debate, reconhecem a existência de quatro Brasis. Entre eles, um é caracterizado como uma área de ocupação periférica recente, com meio técnico-científico-informacional se estabelecendo sobre um território praticamente natural, ou melhor pré-técnico, onde a vida de relações era rala e precária. Sobre essa herança de rarefação, os novos dados constitutivos do território são os do mundo da informação, da televisão, de uma rede de cidades assentada sobre uma produção agrícola moderna e suas necessidades relacionadas.

(SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI, 2021)

A região que os autores se referem é:
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Q3430415 Geografia
A noção de desigualdade territorial, segundo Santos e Silveira (2021), persiste nas condições atuais. Todavia, produzir uma tipologia de tais diferenciações é, hoje, muito mais difícil do que nos períodos históricos precedentes. As desigualdades territoriais do presente têm como fundamento um número de variáveis bem mais vasto, cuja combinação produz uma enorme gama de situações de difícil classificação.

(SANTOS, Milton; SILVEIRA, Maria Laura. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI, 2021)

Sobre esse tema, é possível afirmar que
Alternativas
Q3430414 Geografia
Milton Santos ressalta que a unidade de análise do geógrafo deve ser uma específica, e somente levando em conta esta escala, pode-se compreender os vários lugares contidos em seu território. Para ele, essa unidade é o agente de transformação, de difusão e de dotação. É o intermediário entre as forças internas e externas. Assim, não é passivo; ao contrário, orienta os estímulos e é o grande criador das “rugosidades”.

(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica, 1985. Adaptado)

De acordo com o autor, nesta obra, a unidade de análise do geógrafo para Milton Santos é: 
Alternativas
Q3430413 Geografia
A crise da Geografia Tradicional e o movimento de renovação a ela associado começam a se manifestar já em meados da década de cinquenta e se desenvolvem aceleradamente nos anos posteriores. A década de sessenta encontra as incertezas e os questionamentos difundidos por vários pontos.

(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo, 1985)

Duas vertentes foram responsáveis pela crítica à Geografia tradicional. Uma delas refere-se à 
Alternativas
Q3430412 Geografia
Vidal de La Blache definiu o objeto da Geografia como a relação homem-natureza, na perspectiva da paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, porém que atua sobre este, transformando-o. Observou que as necessidades humanas são condicionadas pela natureza, e que o homem busca as soluções para satisfazê-las nos materiais e nas condições oferecidas pelo meio.

(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica, 1985)

O texto apresenta um dos principais autores relacionado ao pensamento
Alternativas
Q3430411 Geografia
O principal livro desse autor foi publicado em 1882, denominado de Antropogeografia – fundamentos da aplicação da Geografia à História. Pode-se dizer que esta obra funda a Geografia Humana. Nela, o autor definiu o objeto geográfico como o estudo da influência que as condições naturais exercem sobre a humanidade.

(MORAES, Antonio Carlos Robert. Geografia: pequena história crítica. São Paulo,1985)

O autor a que o texto se refere é: 
Alternativas
Respostas
4881: B
4882: E
4883: C
4884: D
4885: A
4886: D
4887: A
4888: B
4889: C
4890: E
4891: D
4892: A
4893: A
4894: B
4895: C
4896: E
4897: D
4898: E
4899: B
4900: A