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No texto “Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?”, Bernard Lahire destaca a necessidade histórica do ensino das Ciências Sociais: “Os estados, em toda parte do mundo, sublinham a necessidade de formar para a cidadania, e visam geralmente responder a essa exigência pelo ensino moral ou da educação cívica. Ora, as ciências do mundo social poderiam e até mesmo deveriam estar no centro dessa formação”.
Segundo Lahire, o ensino defendido por ele tem sua relevância para formar
Em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, Ricardo Antunes aborda a divisão sexual do trabalho: “Vivencia-se um aumento significativo do trabalho feminino, que atinge mais de 40% da força de trabalho em diversos países avançados. [...] Sabe-se que esta expansão do trabalho feminino tem, entretanto, significado inverso quando se trata da temática salarial, terreno em que a desigualdade salarial das mulheres contradita a sua crescente participação no mercado de trabalho”.
De acordo com o excerto, a divisão do trabalho mencionada
Ao analisar a relação entre mercado de trabalho e informalidade, o IBGE, em seu informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, apresenta o seguinte resultado: “Tanto a taxa de desocupação, que representa a proporção de pessoas desocupadas sobre a força de trabalho, quanto a taxa de subutilização, indicador que inclui, além dos desocupados, os subocupados por insuficiência de horas e pessoas que potencialmente poderiam estar na força de trabalho, das pessoas brancas foram inferiores às dos outros dois grupos populacionais analisados”.
No texto, infere-se que as diferenças nas taxas de desocupação e subutilização entre grupos raciais no Brasil apontam para
Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, em seu texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, apresenta a noção marxiana de práxis revolucionária: “Práxis revolucionária em Marx [...] implica, portanto, a tarefa a ser iniciada e permanentemente continuada, a fim de que os seres humanos não se deixem mais determinar por relações sociais estranhadas que foram inconscientemente por eles mesmos produzidas”.
A concepção marxiana apresentada no texto enfatiza a
Montesquieu, em seu livro O espírito das leis, afirma: “As leis, em seu significado mais extenso, são as relações necessárias que derivam da natureza das coisas; e, neste sentido, todos os seres têm suas leis”.
Montesquieu conclui que as leis decorrem da relação racional entre a natureza das coisas, considerando que
Zygmunt Bauman, na introdução de seu livro Para que serve a Sociologia?, dialoga com o conceito de imaginação sociológica de C. Wright Mills, ao afirmar que “a imaginação sociológica transforma o pessoal em político. [...] É tarefa da imaginação sociológica [...] ajudar as pessoas a ‘compreender o significado de sua época em relação a suas próprias vidas’”.
Segundo Bauman, a Sociologia mostra sua relevância no contexto da transformação social ao
Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, em seu texto A práxis e a compreensão da práxis: sobre as teses ad Feuerbach, apresenta a crítica de Marx à práxis enquanto objeto teórico: “Na oitava tese sobre Feuerbach, Marx destaca que toda a vida social é essencialmente prática e que os problemas teoricamente insolúveis encontram sua solução na práxis humana e na compreensão desta. Marx, portanto, indica para a práxis social e sua compreensão enquanto uma tarefa prática”.
No texto de Wolfdietrich Schmied-Kowarzik, a crítica de Marx evidencia a
Em seu texto “Ações afirmativas da perspectiva dos direitos humanos”, Flávia Piovesan discute a noção de direitos humanos: “compõem um construído axiológico, fruto da nossa história, de nosso passado, de nosso presente, fundamentado em um espaço simbólico de luta e ação social. [...] Realçam, sobretudo, a esperança de um horizonte moral, pautado pela gramática da inclusão, refletindo a plataforma emancipatória de nosso tempo”.
Segundo Piovesan, o desenvolvimento contemporâneo dos direitos humanos é marcado pela
Zygmunt Bauman, em seu livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadoria, trata da relação entre consumo e felicidade: “A sociedade de consumidores talvez seja a única na história humana a prometer felicidade na vida terrena, aqui e agora e a cada ‘agora’ sucessivo. Em suma, uma felicidade instantânea e perpétua. [...] A sociedade de consumidores é avaliada, para o bem ou para o mal, pela felicidade de seus membros – em um grau desconhecido e dificilmente compreensível a qualquer outra sociedade de que se tem registro”.
Com base no texto, conclui-se que a promessa mencionada por Bauman
Bernard Lahire, em seu texto “Viver e interpretar o mundo social: para que serve o ensino de Sociologia?”, apresenta seu entendimento sobre para que serve a Sociologia: “Os quadros de realidades sociais que nos descrevem as Ciências Sociais, em geral, e a Sociologia, em particular, têm, primeiramente, como ambição produzir um conhecimento o mais racional e justo possível do estado do mundo social. Eles podem evidentemente tornar mais conscientes das complexidades e das sutilezas da ordem social das coisas”.
Segundo o autor, o conhecimento produzido pela Sociologia está relacionado à
O IBGE, em seu informativo Desigualdades sociais por cor ou raça no Brasil, destaca: “Apesar da considerável expansão e democratização do ensino superior brasileiro a partir dos anos 2000 [...], as desigualdades de acesso relacionadas às características socioeconômicas dos estudantes continuam elevadas [...]. A classe social, o gênero e a cor ou raça do indivíduo permanecem fatores determinantes para uma melhor ou pior inserção no mercado de trabalho”.
De acordo com o excerto, é correto afirmar que a implicação direta da desigualdade no mercado de trabalho é a
Ricardo Antunes, em seu livro Os sentidos do trabalho: ensaio sobre a afirmação e a negação do trabalho, apresenta a seguinte tese sobre o trabalho: “Posso afirmar também que, em vez da substituição do trabalho pela ciência, ou ainda da substituição da produção de valores de troca pela esfera comunicacional ou simbólica, da substituição da produção pela informação, o que vem ocorrendo no mundo contemporâneo é uma maior inter-relação”.
A tese apresentada por Antunes pode ser compreendida por meio da inter-relação entre
Considerando o exposto, é correto afirmar que, para colaborar com a real obtenção de bons resultados educacionais, essa formação deve
Entretanto, em relação ao trabalho de direção de escolas, Paro adverte para “não desvincular artificialmente a dimensão administrativa (que os “cursos de formação de gestores costumam identificar” “com técnicas e métodos empresariais que desconhecem a realidade do diretor escolar) e a dimensão
Para a citada autora, os diretores de escola, os coordenadores pedagógicos e os professores podem pensar em estratégias de organização e gestão que possibilitem a
Analisando essa temática da formação em diversos contextos, Macedo destaca dois processos: um que ocorre quando o professor está dando aula, denominado processo de exteriorização e, o outro, que ocorre quando o professor reflete sobre a sua prática, se dando oportunidades de aprendizagem para ensinar melhor, o qual se denomina processo de
Diante dessa proposição, e daquelas demandas todas que surgem no cotidiano escolar, citadas, pode-se considerar pertinente a recomendação apresentada na Harvard Business Review (2022), de que o diretor precisa aprender a
Nelas, há um grande número de funções de liderança intermediária e, também, investimento na formação dessas lideranças, o que facilita o trabalho de distribuição de liderança por diretores e vice-diretores, e “faz com que cada estabelecimento tenha profissionais capacitados para tornar aquele ambiente uma verdadeira
Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas do texto.
A respeito do feedback, sua relevância é destacada por Williams (2005), o qual reconhece a existência de quatro tipos de feedback: positivo, corretivo, insignificante e