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Q3855578 Medicina
Lactente de 9 meses, sexo masculino, que ainda não deambula, é trazido ao pronto-socorro por sua avó paterna. Ela relata que o bebê “caiu da mesa de trocar fraldas” cerca de 12 horas antes, enquanto ela se virava para pegar uma fralda. A avó nega quaisquer outras lesões ou incidentes prévios e expressa preocupação com o “exagero” das enfermeiras ao questionar a história. Ao exame físico, o bebê está pálido e letárgico, com equimoses bilaterais periorbitárias, um inchaço evidente no antebraço esquerdo e uma equimose na região lombar. Chora intensamente ao toque suave no antebraço esquerdo. A radiografia do antebraço esquerdo revela uma fratura em espiral da ulna. Uma radiografia completa do esqueleto (solicitada pela equipe de enfermagem devido à suspeita) mostra, além da fratura recente, uma fratura metafisária da tíbia direita em estágio de consolidação avançada (antiga). A tomografia computadorizada de crânio (realizada devido à letargia) identifica um pequeno hematoma subdural crônico.
Qual é a avaliação diagnóstica mais provável e a conduta inicial mais adequada para esse lactente?
Alternativas
Q3855577 Medicina
Adolescente, sexo feminino, de 12 anos, sem história prévia de doenças, é trazida ao pronto-socorro pela mãe, que relata poliúria, polidipsia e perda de peso há cerca de 2 semanas. Nas últimas 12 horas, a paciente evoluiu com dor abdominal intensa, náuseas e vômitos persistentes, e letargia crescente. Ao exame físico, apresenta- -se com esforço respiratório acentuado, respiração de Kussmaul, hálito cetônico, mucosas muito secas, tempo de enchimento capilar de 3 segundos, FC: 130 bpm, PA: 90  ×  60 mmHg. A paciente está letárgica, mas responsiva a estímulos verbais. Exames laboratoriais iniciais revelam: glicemia: 780 mg/dL; pH arterial: 6.98; HCO3: 4 mEq/L; pCO2: 18 mmHg; sódio: 136 mEq/L; potássio: 5.8 mEq/L.
Qual é a estratégia de manejo correta e segura para essa adolescente?
Alternativas
Q3855576 Medicina
Uma puérpera primípara de 18 anos, residente em uma comunidade rural de difícil acesso e com ensino fundamental incompleto, deu à luz um recém-nascido (RN) pré-termo tardio (36 semanas de idade gestacional), com peso de 2.200g, por parto vaginal, em uma maternidade de alto risco. O RN permaneceu internado por 7 dias devido à dificuldade de ganho ponderal e icterícia, recebendo alta hospitalar em bom estado geral, exclusivamente em aleitamento materno. Durante a “alta qualificada” realizada pela equipe multiprofissional da maternidade, a mãe foi orientada a procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) de sua referência para o primeiro acompanhamento do bebê. No entanto, a puérpera expressou à equipe médica da maternidade sua apreensão quanto à dificuldade de acesso à UBS, citando a distância significativa e a ausência de transporte público regular na região em que reside, além da falta de rede de apoio familiar próxima para auxiliá-la. O pediatra da UBS de referência, ao ser informado do caso pela maternidade, precisa agir em conformidade com as diretrizes da PNAISC.
Considerando a situação descrita e os princípios e eixos estratégicos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC), qual é a conduta mais adequada a ser adotada pelo pediatra da UBS, em conformidade com a Portaria MS/GM no 1.130/2015?
Alternativas
Q3855575 Medicina
Lactente, sexo masculino, com 5 meses, é levado ao pronto-socorro pelos pais que relatam que o bebê apresentou coriza e tosse leve por 3 dias, seguidos por um aumento do esforço respiratório e chiado no peito nas últimas 24 horas. O bebê não tem histórico de episódios anteriores de chiado, alergias ou doenças crônicas. Ao exame físico, está com temperatura de 37,5 ºC, apresenta batimento de asa nasal, tiragens subcostais e, à ausculta pulmonar, alguns roncos e sibilos expiratórios. A saturação de oxigênio é de 94% em ar ambiente. Qual é o diagnóstico mais provável para esse lactente?
Alternativas
Q3855574 Medicina
Lactente, com 2 anos, sexo masculino, previamente hígido, é trazido ao pronto-socorro com história de episódios recorrentes de sangramento retal indolor nas últimas 48 horas. Os pais relatam que as fezes são ora vermelho-vivo, em grande volume, ora melena. O paciente está pálido e letárgico, mas sem queixas de dor abdominal significativa, febre ou vômitos. Ao exame físico, apresenta-se com perfusão periférica normal, taquicardia leve (FC 120 bpm), palidez cutâneo-mucosa acentuada e abdome flácido, indolor à palpação, sem massas. O toque retal revela fezes escurecidas e coágulos frescos. Hemograma de urgência mostra hemoglobina de 6,5 g/dL.
Com base no caso apresentado, quais são o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada?
Alternativas
Q3855573 Medicina
Adolescente, sexo feminino, apresenta, há 14 dias, febre baixa persistente, dor de garganta intensa (odinofagia), com dificuldade para engolir, e uma fadiga intensa que a impede de frequentar a escola e participar de suas atividades usuais. A mãe informa que, nos primeiros dias dos sintomas, ela foi tratada com amoxicilina por um médico, suspeitando de faringite estreptocócica. No entanto, a febre e a odinofagia não melhoraram, e ela desenvolveu um rash maculopapular difuso, que durou alguns dias após o início do antibiótico. Ao exame físico, a paciente apresenta-se pálida. Há amígdalas hiperemiadas e edemaciadas com exsudato branco-acinzentado, e a faringe posterior está difusamente eritematosa. Observa-se linfadenopatia cervical posterior bilateral, com linfonodos de 1-2 cm, móveis e discretamente dolorosos. O baço é palpável a 2 cm do rebordo costal esquerdo, e o fígado não é palpável. Não há rash ativo no momento do exame. Os exames laboratoriais iniciais do pronto-socorro revelam:
•  Hemograma: leucócitos: 16.000/mm3 (com 65% de linfócitos, dos quais 30% são linfócitos atípicos); hemoglobina: 13,2 g/dL; plaquetas: 280.000/mm3.
•  Transaminases: AST 90 U/L, ALT 105 U/L.
•  Teste rápido para strep A: negativo.
Quais são o diagnóstico mais provável e o achado que mais reforça essa hipótese, em detrimento de outras causas infecciosas?
Alternativas
Q3855572 Medicina
Pré-escolar com 3 anos e 11 meses, sexo masculino, morador de área carente de seu município, apresenta ressecamento da conjuntiva e córnea, fotofobia e dificuldade para enxergar em ambientes escuros. Apresenta pele seca e a análise da curva de crescimento mostra peso abaixo do escore- z -2.
Entre outras carências, a forte evidência de deficiência de vitamina
Alternativas
Q3855571 Medicina
Adolescente, 12 anos, sexo feminino, é trazida por sua mãe que acha que sua filha está muito pálida, principalmente com o início das menstruações. Apresenta um hemograma com os seguintes resultados: eritrócitos: 4.500.000/mm3 ; hemoglobina: 9,3g/dL; hematócrito: 31%; VCM: 71 fl; HCM: 22 pg; RDW: 16%. Leucometria com 6.100/mm3 (0% basófilos, 4% eosinófilos, 1% bastões, 59% segmentados; 29% linfócitos típicos; 6% monócitos) e plaquetometria de 160.000/mm3.
A melhor conduta para se confirmar a principal hipótese diagnóstica é:
Alternativas
Q3855570 Medicina
Lactente, sexo feminino, 18 meses, com diagnóstico prévio de dermatite atópica, é trazida ao pronto-socorro pelos pais. Eles relatam uma agudização grave das lesões há 3 dias, com intenso prurido que a impede de dormir e comer bem. Ao exame físico, apresenta placas eritematosas, escoriadas nas fossas antecubitais e poplíteas, com algumas pápulas vesiculosas. Há também lesões eritematosas e descamativas na região perioral e nas bochechas, além de uma placa eritematosa na região de fraldas. Não há sinais de infecção secundária evidente. Os pais já utilizavam hidratante intensivo.
Nesse caso, qual das seguintes condutas é a mais adequada?
Alternativas
Q3855569 Medicina
Mãe, durante a consulta de puericultura aos 6 meses de idade, solicita orientações sobre a alimentação complementar de seu filho que ainda permanece em regime de amamentação exclusiva.
Assinale a alternativa que contém a orientação correta.
Alternativas
Q3855568 Medicina
Lactente, sexo masculino, de 5 meses, sem comorbidades conhecidas, é trazido ao pronto-socorro com história de irritabilidade, hipoatividade e febre (39.2 ºC) há 12 horas. Os pais notam que a diurese está diminuída, e ele recusa a alimentação. Ao exame físico, o paciente está letárgico, com tempo de enchimento capilar (TEC) de 4 segundos, pulsos periféricos fracos, com frequência cardíaca (FC) de 190 bpm. A pele apresenta livedo e está marmórea. A pressão arterial sistólica (PAS) é de 60 mmHg. A saturação de oxigênio é de 92% em ar ambiente. Exames laboratoriais iniciais revelam lactato sérico de 7.2 mmol/L, plaquetas de 90  ×  103/µL e creatinina sérica de 0.6 mg/dL.
Considerando as diretrizes para novas definições de sepse e choque séptico em Pediatria – 2024 (Phoenix Sepsis Score), assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3855567 Medicina
Lactente, sexo feminino, 11 meses, com história de febre nos últimos três dias, com irritabilidade sem quaisquer outros sintomas. Logo após o último pico febril, há 12 horas, iniciou exantema maculopapular, que começou no tronco e evoluiu para cabeça e membros. A principal hipótese diagnóstica é:
Alternativas
Q3855566 Medicina
Recém-nascido, sexo masculino, com 22 dias de vida, vem para a primeira consulta de puericultura. Mãe está preocupada porque percebeu que a pele e os olhos do bebê estão amarelados desde a primeira semana de vida, e essa coloração parece ter se intensificado nos últimos dias. Além disso, a mãe notou que as fezes do bebê estão quase brancas e que a urina tem uma coloração amarela mais escura do que o usual. O bebê está mamando bem. O ganho ponderal aferido foi satisfatório.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, qual achado laboratorial é esperado?
Alternativas
Q3855565 Medicina
Escolar, sexo masculino, com 7 anos de idade é trazido ao pronto-socorro com queixa de manchas avermelhadas nas pernas e nádegas há 2 dias. Refere dor em ambos os joelhos e tornozelos, que os pais descrevem como “andando” de uma articulação para outra, limitando a deambulação. Nos últimos 2 dias, queixou-se de dor abdominal em cólica intermitente, que o faz dobrar as pernas, e teve um episódio de melena hoje pela manhã. Há uma semana, teve um quadro de “resfriado”. Ao exame físico, apresenta-se afebril, com boa perfusão periférica, PA: 105  ×  70 mmHg. Observam-se púrpuras palpáveis simétricas em membros inferiores e nádegas, e discreto edema e dor à palpação nos joelhos. As lesões não desaparecem à digitopressão. O abdome é difusamente doloroso à palpação leve, sem sinais de irritação peritoneal. Hemocultura foi negativa. Urina I com 2+ de proteína, 3+ de sangue, sem dismorfismo eritrocitário significativo. Hemograma com Hb: 12,8 g/dL; leucócitos: 8.500/mm3, plaquetas: 250.000/mm3; VHS: 30 mm/h; PCR: 25 mg/L; ureia: 25 mg/dL; creatinina: 0,5 mg/dL, ASLO: normal; C3 e C4: dentro dos limites da normalidade.
Quais são o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada para esse paciente?
Alternativas
Q3855564 Medicina
Os pais de um bebê de 11 meses de idade o trazem para consulta de puericultura, buscando regularizar o calendário vacinal. O bebê está saudável, sem intercorrências e apenas recebeu as vacinas ao nascimento (BCG e primeira dose de hepatite B). Os pais solicitam especificamente informações sobre as vacinas para rotavírus e poliomielite, pois têm ouvido informações conflitantes na internet sobre as idades de aplicação e os tipos de vacina. Eles moram em uma região com saneamento básico precário e alto risco de surtos de doenças infecciosas.
Com base no calendário de vacinação atual do Ministério da Saúde, qual das seguintes alternativas apresenta a conduta mais adequada e segura em relação às vacinas de rotavírus e poliomielite?
Alternativas
Q3855563 Medicina
Um lactente de 2 meses e 14 dias de idade, que recebeu a vacina BCG intradérmica ao nascer, é trazido à consulta por sua mãe. A mãe está preocupada, pois, nas últimas 4 semanas, o local da vacinação desenvolveu uma lesão que, inicialmente, era uma pápula, evoluiu para um nódulo eritematoso de aproximadamente 1 cm de diâmetro e, mais recentemente, apresentou uma ulceração central com discreta secreção seropurulenta ocasional. Adicionalmente, a mãe notou um linfonodo móvel e não doloroso de cerca de 1,5 cm na axila ipsilateral (direita). O bebê está ativo, mamando bem, afebril e com ganho ponderal adequado. Não há sinais de inflamação perilesional intensa nem eritema significativo estendendo-se além da área do nódulo.
Quais são a avaliação mais adequada e a conduta recomendada para esse lactente?
Alternativas
Q3855562 Medicina
Escolar de 4 anos de idade é levado ao consultório pediátrico pela mãe, que relata prurido intenso há, aproximadamente, 3 semanas. A coceira é predominantemente noturna, frequentemente interrompendo o sono, e parece piorar após o banho quente. A mãe menciona que o irmão mais velho, de 7 anos, também começou a se queixar de coceira semelhante, especialmente nas mãos, nos últimos dias. Ao exame físico, observam-se múltiplas pápulas eritematosas e escoriações lineares, com algumas pequenas vesículas e crostas finas, localizadas principalmente nas regiões interdigitais das mãos, punhos, axilas, cotovelos, umbigo e virilhas. Não há febre ou outras queixas sistêmicas.
Qual é o diagnóstico mais provável nesse caso?
Alternativas
Q3855561 Medicina
Adolescente, sexo masculino, com 12 anos é levado ao pronto-socorro com quadro de dor abdominal há 24 horas. Inicialmente, a dor era difusa e localizava-se na região epigástrica, mas, com o passar do tempo, migrou para o quadrante inferior direito. O paciente passou a apresentar febre de 38,5ºC, anorexia e 2 episódios de vômitos. Ao exame físico, observa-se dor à palpação profunda na fossa ilíaca direita, sinal de Blumberg positivo e sinal do psoas doloroso. Exames laboratoriais mostram leucocitose com desvio à esquerda, e uma ultrassonografia de abdome revela aumento do diâmetro do apêndice de 8 mm, com espessamento da parede e discreta quantidade de líquido livre na área.
Com base no caso apresentado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3855560 Medicina
Lactente, sexo feminino, com 8 meses, pesando 7 kg, é levada ao pronto-socorro com história de diarreia aquosa volumosa e vômitos persistentes há 2 dias. A mãe relata que a bebê está “quietinha”, não aceita líquidos e não urina há 12 horas. Ao exame físico, apresenta-se prostrada, letárgica, com olhos muito encovados, ausência de lágrimas e mucosa oral muito seca. A prega cutânea se desfaz em mais de 2 segundos. Os pulsos periféricos estão fracos; a frequência cardíaca é de 160 bpm. O enchimento capilar é de 4 segundos e as extremidades estão frias. A fontanela anterior está deprimida.
Considerando as diretrizes atuais do Ministério da Saúde para o manejo da diarreia em crianças, qual é a conduta inicial de hidratação intravenosa mais apropriada?
Alternativas
Q3855559 Medicina
Adolescente de 15 anos, sexo feminino, é trazida ao pronto-socorro por sua mãe, cerca de 80 horas após relatar ter sido sexualmente agredida por um conhecido familiar. A paciente mostra-se calada, com o olhar baixo, e responde às perguntas da equipe de forma monossilábica, muitas vezes olhando para a mãe antes de falar. Nega dor geniturinária específica, mas refere desconforto abdominal leve e insônia desde o ocorrido. A mãe está visivelmente abalada, mas expressa preocupação com o impacto social do evento e a “honra da família”, demonstrando relutância em permitir um exame físico completo na filha, “para não traumatizá-la mais”. Ao exame físico, não há lesões externas agudas visíveis na região genital ou corporal, e o teste rápido de gravidez urinário é negativo.
Qual é a conduta inicial mais apropriada para essa adolescente?
Alternativas
Respostas
1: A
2: C
3: D
4: B
5: E
6: D
7: B
8: C
9: A
10: C
11: D
12: E
13: B
14: A
15: C
16: D
17: A
18: E
19: D
20: B