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Q3718338 Português
A beleza total


   A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

  O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

   Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)
A fim de identificar suas camadas de sentido e recursos de construção simbólica, dado o texto “A beleza total”, analise as afirmativas a seguir, com base na interpretação textual e inferência crítica.

I. O texto apresenta uma crítica simbólica aos padrões estéticos impostos pela sociedade, sugerindo que a obsessão pela beleza pode gerar isolamento e até destruição.

II. A linguagem fantástica e hiperbólica usada na narrativa reforça o caráter cômico da história, anulando qualquer possibilidade de leitura crítica ou simbólica.

III. A personagem Gertrudes é retratada como uma figura mitificada, cuja beleza transcende o corpo físico e permanece viva após sua morte.

IV. O desfecho do texto evidencia a efemeridade da beleza, mostrando que, após a morte de Gertrudes, toda sua beleza desaparece junto com o corpo.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3718337 Português
A beleza total


   A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

  O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

   Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)
Considerando os desvios gramaticais relacionados à concordância verbal e nominal e ao uso da pontuação textual, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3718336 Português
A beleza total


   A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

  O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

   Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)
Considerando o texto “A beleza total”, sobre a tipologia textual predominante, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3718335 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
Ao empregar a expressão “[...] palavras dóceis e resignadas ao uso incolor?” (2º§), o autor atribui à linguagem o sentido de:
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Q3718334 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
A progressão temática e a manutenção da coerência no texto são asseguradas, entre outros recursos, pelo uso de:
Alternativas
Q3718333 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
Na frase “O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé.” (1º§), a expressão “fazer mil gols” classifica-se, sintaticamente, como:
Alternativas
Q3718332 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
Pode-se afirmar que o texto de Carlos Drummond de Andrade se apresenta como um exemplo de crônica porque:
Alternativas
Q3718331 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
Com base na leitura do texto, a metáfora do gol de Pelé, no texto, representa:
Alternativas
Q3717765 Psicologia
Como salienta Bock (2025, p. 293), o mundo do trabalho é hoje um importante tema de estudo interdisciplinar, e são inúmeras as áreas que estudam seus diversos aspectos. Isso porque se trata de um fenômeno que estrutura o próprio ser humano. Essa visão de que a constituição do ser humano está intrinsicamente relacionada ao trabalho abre espaços para reflexões e intervenções necessárias, em especial, sobre a saúde do trabalhador. Nesse contexto, considerando os processos de sofrimento psíquico relacionado ao trabalho, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A síndrome de Burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, resultante de situações de trabalho desgastante e que demandam muita competitividade ou responsabilidade.
( ) O Burnout é comum em profissionais que atuam diretamente sob pressão e com responsabilidades constantes, tais como médicos, professores, policiais, entre outros.
( ) Burnout e estresse ocupacional são sinônimos.
( ) A síndrome de Burnout se caracteriza por exaustão, cinismo ou despersonalização e ineficácia.


A sequência está correta em 
Alternativas
Q3717764 Pedagogia
Carmem e Joana são psicólogas e passaram recentemente em um concurso para trabalhar na rede de ensino municipal. Elas irão atuar com foco na educação especial e, para nortear o trabalho, entre outros aspectos, deverão se aprofundar no conhecimento da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI), instituída pelo Governo brasileiro em 2008, com o objetivo de garantir o direito à educação para pessoas com deficiência; transtornos globais do desenvolvimento; e altas habilidades/superdotação. Considerando as diretrizes da PNEEPEI, analise as afirmativas a seguir.

I. Está organizado em quatro eixos: expansão do acesso; qualidade e permanência; produção de conhecimento; e formação.
II. O eixo “expansão do acesso”, com ênfase na educação infantil,realiza busca ativa, abre novas turmas e investe na atenção precoce.
III. O eixo “qualidade e permanência” objetiva ações voltadas à ampliação do transporte escolar acessível; acessibilidade nas escolas; e garantia do atendimento educacional especializado aos estudantes da educação especial.
IV. No eixo “formação” se destaca a regulamentação do trabalho dos profissionais de apoio escolar, além de investimento na formação dos professores de salas comum, do atendimento especial e dos gestores.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3717763 Psicologia
Um dos desafios que os professores enfrentam é manter os alunos interessados e atuantes no processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, Maria Helena, psicóloga escolar, buscou trabalhar a construção de metodologias a serem utilizadas em sala de aula, que levam em consideração a motivação juntamente com os professores. Tendo em vista a relação entre motivação e educação, analise as afirmativas a seguir.

I. A teoria da autodeterminação evidencia dois tipos de motivação: intrínseca e extrínseca. A primeira é considerada uma tendência inerente ao ser humano para buscar novidades e desafios, ampliar e exercitar suas capacidades, explorar e aprender. A segunda está vinculada a comportamentos desencadeados com o objetivo de obter algum ganho ou recompensa sem necessariamente guardar relação com a atividade-fim.

II. Para a teoria da autodeterminação, a motivação intrínseca e extrínseca são antagônicas, sendo a autodeterminação orientada pela motivação intrínseca.

III. Caso as atividades propostas no âmbito escolar não apresentem um atrativo natural, que permita aos alunos realizarem o que lhes é proposto com interesse e entusiasmo, elas não serão realizadas de modo espontâneo por grande parte dos alunos, sendo, provavelmente, realizadas a partir de motivos extrínsecos.

IV. O papel do professor é atuar como um mediador entre aluno e conhecimento, assumindo a tarefa de criar um ambiente de aprendizagem que favoreça a autonomia e o envolvimento interpessoal, ao invés de criar um ambiente altamente controlador.


Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3717762 Pedagogia
Sobre a abordagem de Vygotsky, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Existem duas estruturas no pensamento humano: as naturais ou primitivas, determinadas por fatores biológicos; e as estruturas superiores, que são originadas do desenvolvimento sociocultural do sujeito e que se constituem a partir da história e da cultura vivida.

( ) O desenvolvimento mental é o que produz o aprendizado – uma compreensão muito próxima a de Piaget.

( ) O estudo da linguagem tem importante destaque, sendo a linguagem compreendida como um mediador da interação entre o ser humano e o mundo à sua volta.

( ) O conceito de Zona do Desenvolvimento Proximal (ZDP) tem importante impacto nos processos de aprendizagem, uma vez que a ZDP define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão, presentemente, em estado embrionário.


A sequência está correta em 
Alternativas
Q3717761 Psicologia
Carlos Eduardo, especialista em psicologia escolar e educacional, trabalha em uma escola de ensino fundamental da rede municipal. Entre as ações que ele planejou para a formação continuada dos professores, uma foi a discussão sobre a relação personalidade x desenvolvimento x aprendizagem. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.

I. No âmbito da psicologia escolar, a avaliação da personalidade tem objetivos diferentes de outras áreas da psicologia. No contexto educacional, uma avaliação de personalidade se volta para identificar causas possíveis para explicar problemas de aprendizagem, por exemplo.

II. O desenvolvimento da criança e do adolescente na perspectiva de Piaget se dá a partir da experiência, que pode ser física e lógico-matemática, sendo que a ação pode modificar ou transformar os objetos.

III. O estágio de desenvolvimento sensório-motor; a atividade representativa egocêntrica e suas duas fases; a atividade representativa operatória; e o caráter ativo que sustenta o desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança e do adolescente contribuem para uma pedagogia ativa.

IV. A partir da compreensão do desenvolvimento proposto por Piaget, para que ocorra a aprendizagem da criança e do adolescente, é necessário que exista a interação entre sujeito e objeto, uma vez que o conhecimento não está pronto e acabado e só pode ser elaborado por meio de uma construção contínua.


Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3717760 Psicologia
O Conselho Federal de Psicologia (CFP), através da Resolução nº 31/2022, estabelece as diretrizes para a realização da avaliação psicológica e a define como um processo estruturado de investigação de fenômenos psicológicos, composto de métodos, técnicas e instrumentos, com o objetivo de prover informações à tomada de decisão, no âmbito individual, grupal ou institucional, com base em demandas, condições e finalidades específicas. Considerando os métodos, técnicas e instrumentos possíveis para a realização da avaliação psicológica, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3717759 Psicologia
Karina é psicóloga e trabalha com orientação vocacional e profissional. Para tanto, ela usa testes de personalidade e de interesses, que têm como objetivo mais do que diagnosticar – produzir reflexões que promovem o autoconhecimento. Tendo em vista os instrumentos disponíveis para a realização do processo de orientação vocacional e profissional, analise as afirmativas a seguir.

I. Um dos instrumentos possíveis de utilização é a Avaliação dos Interesses Profissionais (AIP), que possibilita a identificação dos interesses reais e relativos em diversos campos de interesses, desde o físico/matemático até o biológico/saúde.

II. O uso do Big Five – Modelo dos Cinco Fatores – agrupa características da personalidade em: extroversão, socialização ou amabilidade, realização ou consciência, neuroticismo e abertura à experiência e, ainda, permite investigar relações entre interesses profissionais e aspectos da personalidade.

III. Os tipos de interesses vocacionais propostos por Holland são: realista; investigativo; artístico; social; empreendedor; e convencional. Tais interesses são associados a determinados comportamentos.

IV. A utilização de testes de personalidade concomitante ao uso da AIP possibilita uma compreensão dinâmica da escolha de carreira.


Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3717758 Pedagogia
Cláudia é psicóloga escolar em uma escola da rede municipal de educação e um dos desafios apresentados para a equipe multiprofissional é a inclusão de educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), no que se refere à educação especial quanto aos aspectos analisados por Cláudia, para propor qualquer atividade voltada para a educação especial, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3717757 Psicologia
Josiane é psicóloga clínica e está atendendo L., sexo masculino, 4 anos, para realizar um psicodiagnóstico, tendo em vista que ele apresenta quadros de irritabilidade, acesso de raiva e respostas coléricas quando contrariado. Trata-se de uma criança ainda em processo de desenvolvimento. Josiane considera que o exame é precoce, ou seja, uma avaliação prospetiva – um processo concebido em termo probabilístico. Considerando as características de uma avaliação prospectiva, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O prognóstico depende exclusivamente do quadro clínico apresentado, de sua severidade e complicações.
( ) A realização da avaliação precoce, acompanhada de uma oportuna intervenção, amplia a probabilidade de, no futuro, L. se desenvolver de modo mais equilibrado.
( ) Josiane, em casos de avaliação prospectiva, adota o modelo de avaliação-intervenção, que é diferente do modelo tradicional de avaliação, pois preconiza que a intervenção ocorre posteriormente à avaliação.
( ) Entre os procedimentos de avaliação no modelo avaliação-intervenção, destacam-se a entrevista de anamnese; a observação participante – também conhecida como a hora do jogo; a aplicação de escalas de desenvolvimento; entre outros.

A sequência está correta em
Alternativas
Q3717756 Psicologia
A trajetória da psicologia escolar pode ser remontada a partir do século XIX e, ao longo do tempo, sofreu mudanças quanto à sua concepção e formas de atuação. Considerando o desenvolvimento da psicologia escolar no Brasil, analise as afirmativas a seguir.

I. No Brasil, até a metade do século XX, a psicologia escolar inicialmente se configurou como um campo de aplicação na medicina e na educação, possuindo um caráter clínico, com enfoque psicométrico e classificatório no tratamento dos problemas de aprendizagem.

II. A partir dos anos de 1980, o papel do psicólogo escolar começa a ser criticado, trazendo a discussão sobre os problemas de aprendizagem não mais como um problema individual, mas como um fenômeno complexo, que requer ser compreendido dentro de um contexto social, histórico, econômico e político.

III. Um importante marco para a psicologia escolar no Brasil foi a criação da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, no final dos anos de 1980 e início de 1990, e da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia, em especial pela atuação do Grupo de Trabalho Psicologia Escolar: pesquisa, formação e prática. Tais espaços têm contribuído para reflexões sobre a identidade do psicólogo escolar, das possibilidades de atuação em espaços educacionais, entre outras.

IV. Apesar dos avanços sobre a atuação do psicólogo escolar, incluindo sua atuação institucional e participação na formação de professores, a participação na elaboração do Projeto Político-Pedagógico (PPP) da escola não está incluída.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3717755 Legislação Municipal
Em uma reunião pedagógica, a equipe de professores de determinada escola municipal de Indaiatuba discute a reforma do currículo de ensino. Um dos professores sugere a adoção de um novo material didático, alinhado exclusivamente com as diretrizes e padrões nacionais. Segundo a Lei Orgânica do Município de Indaiatuba, assinale a afirmativa correta a respeito do assunto tratado.
Alternativas
Q3717754 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo
Em um processo de atribuição de classes e aulas, uma professora, recém-nomeada para o cargo de Professor Docente I, questiona o professor gestor sobre a estrutura do Quadro Geral do Magistério. Considerando a Lei Complementar nº 65/2020 do Município de Indaiatuba, que institui o Estatuto e o Plano de Cargos, Carreira e Vencimentos do Magistério Público, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Respostas
281: A
282: A
283: C
284: D
285: B
286: D
287: C
288: A
289: C
290: D
291: C
292: B
293: A
294: B
295: A
296: A
297: D
298: C
299: B
300: D