Questões de Concurso Para prefeitura de indaiatuba - sp

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Q3718345 Matemática
Em determinado clube esportivo, sabe-se que 54 atletas irão participar de um torneio interno divididos igualmente em 6 equipes. Esses atletas praticam apenas uma das seguintes modalidades: natação ou atletismo, na razão de 1 para 2, respectivamente. As equipes devem ser formadas de modo que cada uma tenha o mesmo número de atletas de natação e o mesmo número de atletas de atletismo. Quantos atletas de natação haverá em cada equipe?
Alternativas
Q3718344 Matemática
Dois tanques – A e B – armazenam água em um depósito. Observou-se que o tanque A contém 5 litros a mais que o tanque B. Além disso, sabe-se que ao adicionar 20 litros de água ao tanque B, o volume resultante será três vezes maior do que o volume atual do tanque A. Considerando essas informações, qual a soma dos volumes atuais dos dois tanques?
Alternativas
Q3718343 Matemática
Um agricultor colheu 1.200 sacas de café e decidiu distribuí-las entre três cooperativas – X, Y e Z, da seguinte forma:

• 60% da colheita deve ser dividida entre as cooperativas X, Y e Z em partes diretamente proporcionais a 2, 3 e 5, respectivamente.
• O restante da colheita deve ser dividido igualmente entre as três cooperativas.


Quantas sacas de café a cooperativa X recebeu ao final da distribuição? 
Alternativas
Q3718342 Matemática
Em um festival literário participaram 150 visitantes, divididos em três áreas – X, Y e Z. Inicialmente, a área X abriga 2/5 do total de visitantes, enquanto a área Y abriga 1/3 do total de visitantes. O restante foi alocado na área Z. Em seguida, transferiu-se 1/4 dos visitantes da área X para a área Y e, logo depois, 1/5 dos visitantes da área Y (após a primeira transferência) foram transferidos para a área Z. Ao final dessas transferências, quantos visitantes ficaram na área Z?
Alternativas
Q3718341 Raciocínio Lógico
Em um festival com 200 visitantes, perguntou-se quais tipos de café eles apreciam. Os resultados obtidos foram:

• 90 gostam de espresso; • 80 gostam de cappuccino; • 70 gostam de latte; • 40 gostam de espresso e cappuccino; • 35 gostam de espresso e latte; • 30 gostam de cappuccino e latte; e • 15 gostam dos três tipos.

Quantos visitantes não gostam de nenhum dos três cafés?
Alternativas
Q3718340 Português
A beleza total


   A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

  O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

   Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)
Sobre os efeitos de sentido construídos por meio da escolha vocabular, do uso de figuras de linguagem e do estilo adotado pelo autor, considerando os recursos semânticos e estilísticos do conto, analise as afirmativas a seguir.

I. A expressão “[...] cerrou os olhos para sempre.” (4º§) é um exemplo de eufemismo, que suaviza a referência à morte de forma estilisticamente elegante.

II. O uso do verbo “pasmavam” (1º§), para descrever o comportamento dos espelhos, constitui uma metáfora, e não personificação.

III. A escolha lexical de termos como “imortal”, “cintilando” e “fechado a sete chaves” (4º§) contribui para uma atmosfera mítica e simbólica, que intensifica o valor estilístico do texto.

IV. A adjetivação exagerada e o tom hiperbólico em diversos trechos do texto são marcas de estilo que produzem humor e crítica social ao mesmo tempo.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3718338 Português
A beleza total


   A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

  O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

   Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)
A fim de identificar suas camadas de sentido e recursos de construção simbólica, dado o texto “A beleza total”, analise as afirmativas a seguir, com base na interpretação textual e inferência crítica.

I. O texto apresenta uma crítica simbólica aos padrões estéticos impostos pela sociedade, sugerindo que a obsessão pela beleza pode gerar isolamento e até destruição.

II. A linguagem fantástica e hiperbólica usada na narrativa reforça o caráter cômico da história, anulando qualquer possibilidade de leitura crítica ou simbólica.

III. A personagem Gertrudes é retratada como uma figura mitificada, cuja beleza transcende o corpo físico e permanece viva após sua morte.

IV. O desfecho do texto evidencia a efemeridade da beleza, mostrando que, após a morte de Gertrudes, toda sua beleza desaparece junto com o corpo.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3718337 Português
A beleza total


   A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

  O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

   Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)
Considerando os desvios gramaticais relacionados à concordância verbal e nominal e ao uso da pontuação textual, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3718336 Português
A beleza total


   A beleza de Gertrudes fascinava todo mundo e a própria Gertrudes. Os espelhos pasmavam diante de seu rosto, recusando-se a refletir as pessoas da casa e muito menos as visitas. Não ousavam abranger o corpo inteiro de Gertrudes. Era impossível, de tão belo, e o espelho do banheiro, que se atreveu a isto, partiu-se em mil estilhaços.

   A moça já não podia sair à rua, pois os veículos paravam à revelia dos condutores, e estes, por sua vez, perdiam toda capacidade de ação. Houve um engarrafamento monstro, que durou uma semana, embora Gertrudes houvesse voltado logo para casa.

  O Senado aprovou lei de emergência, proibindo Gertrudes de chegar à janela. A moça vivia confinada num salão em que só penetrava sua mãe, pois o mordomo se suicidara com uma foto de Gertrudes sobre o peito.

   Gertrudes não podia fazer nada. Nascera assim, este era o seu destino fatal: a extrema beleza. E era feliz, sabendo-se incomparável. Por falta de ar puro, acabou sem condições de vida, e um dia cerrou os olhos para sempre. Sua beleza saiu do corpo e ficou pairando, imortal. O corpo já então enfezado de Gertrudes foi recolhido ao jazigo, e a beleza de Gertrudes continuou cintilando no salão fechado a sete chaves.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. A beleza total. In.: Contos Plausíveis. Rio de Janeiro: Companhia das Letras, 2002.)
Considerando o texto “A beleza total”, sobre a tipologia textual predominante, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q3718335 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
Ao empregar a expressão “[...] palavras dóceis e resignadas ao uso incolor?” (2º§), o autor atribui à linguagem o sentido de:
Alternativas
Q3718334 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
A progressão temática e a manutenção da coerência no texto são asseguradas, entre outros recursos, pelo uso de:
Alternativas
Q3718333 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
Na frase “O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé.” (1º§), a expressão “fazer mil gols” classifica-se, sintaticamente, como:
Alternativas
Q3718332 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
Pode-se afirmar que o texto de Carlos Drummond de Andrade se apresenta como um exemplo de crônica porque:
Alternativas
Q3718331 Português
Pelé: 1000


    O difícil, o extraordinário, não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé. Aquele gol que gostaríamos tanto de fazer, que nos sentimos maduros para fazer, mas que, diabolicamente, não se deixa fazer. O gol.

   Que adianta escrever mil livros, como simples resultado de aplicação mecânica, mãos batendo máquina de manhã à noite, traseiro posto na almofada, palavras dóceis e resignadas ao uso incolor? O livro único, este não há condições, regras, receitas, códigos, cólicas que o façam existir, e só ele conta – negativamente – em nossa bibliografia. Romancistas que não capturam o romance, poetas de que o poema está-se rindo a distância, pensadores que palmilham o batido pensamento alheio, em vão circulamos na pista durante 50 anos. O muito papel que sujamos continua alvo, alheio às letras que nele se imprimem, pois aquela não era a combinação de letras que ele exigia de nós. E quantos metros cúbicos de suor, para chegar a esse não- -resultado!

   Então o gol independe de nossa vontade, formação e mestria? Receio que sim. Produto divino, talvez? Mas, se não valem exortações, apelos cabalísticos, bossas mágicas para que ele se manifeste... Se é de Deus, Deus se diverte negando-o aos que o imploram, e, distribuindo-o a seu capricho, Deus sabe a quem, às vezes um mau elemento. A obra de arte, em forma de gol ou de texto, casa, pintura, som, dança e outras mais, parece antes coisa-em-ser da natureza, revelada arbitrariamente, quase que à revelia do instrumento humano usado para a revelação. Se a obrigação é aprender, por que todos que aprendem não a realizam? Por que só este ou aquele chega a realizá-la? Por que não há 11 Pelés em cada time? Ou 10, para dar uma chance ao time adversário?

    O Rei chega ao milésimo gol (sem pressa, até se permitindo o charme de retificar para menos a contagem) por uma fatalidade à margem do seu saber técnico e artístico. Na realidade, está lavrando sempre o mesmo tento perfeito, pois outros tentos menos apurados não são de sua competência. Sabe apenas fazer o máximo, e quando deixa de destacar-se no campo é porque até ele tem instantes de não-Pelé, como os não-Pelés que somos todos.


(ANDRADE, Carlos Drummond de. O poder ultrajovem. 9. ed. Rio de Janeiro: Record, 1986. p. 133. Fragmento.)
Com base na leitura do texto, a metáfora do gol de Pelé, no texto, representa:
Alternativas
Q3717765 Psicologia
Como salienta Bock (2025, p. 293), o mundo do trabalho é hoje um importante tema de estudo interdisciplinar, e são inúmeras as áreas que estudam seus diversos aspectos. Isso porque se trata de um fenômeno que estrutura o próprio ser humano. Essa visão de que a constituição do ser humano está intrinsicamente relacionada ao trabalho abre espaços para reflexões e intervenções necessárias, em especial, sobre a saúde do trabalhador. Nesse contexto, considerando os processos de sofrimento psíquico relacionado ao trabalho, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) A síndrome de Burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico, resultante de situações de trabalho desgastante e que demandam muita competitividade ou responsabilidade.
( ) O Burnout é comum em profissionais que atuam diretamente sob pressão e com responsabilidades constantes, tais como médicos, professores, policiais, entre outros.
( ) Burnout e estresse ocupacional são sinônimos.
( ) A síndrome de Burnout se caracteriza por exaustão, cinismo ou despersonalização e ineficácia.


A sequência está correta em 
Alternativas
Q3717764 Pedagogia
Carmem e Joana são psicólogas e passaram recentemente em um concurso para trabalhar na rede de ensino municipal. Elas irão atuar com foco na educação especial e, para nortear o trabalho, entre outros aspectos, deverão se aprofundar no conhecimento da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva (PNEEPEI), instituída pelo Governo brasileiro em 2008, com o objetivo de garantir o direito à educação para pessoas com deficiência; transtornos globais do desenvolvimento; e altas habilidades/superdotação. Considerando as diretrizes da PNEEPEI, analise as afirmativas a seguir.

I. Está organizado em quatro eixos: expansão do acesso; qualidade e permanência; produção de conhecimento; e formação.
II. O eixo “expansão do acesso”, com ênfase na educação infantil,realiza busca ativa, abre novas turmas e investe na atenção precoce.
III. O eixo “qualidade e permanência” objetiva ações voltadas à ampliação do transporte escolar acessível; acessibilidade nas escolas; e garantia do atendimento educacional especializado aos estudantes da educação especial.
IV. No eixo “formação” se destaca a regulamentação do trabalho dos profissionais de apoio escolar, além de investimento na formação dos professores de salas comum, do atendimento especial e dos gestores.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3717763 Psicologia
Um dos desafios que os professores enfrentam é manter os alunos interessados e atuantes no processo de ensino-aprendizagem. Nesse sentido, Maria Helena, psicóloga escolar, buscou trabalhar a construção de metodologias a serem utilizadas em sala de aula, que levam em consideração a motivação juntamente com os professores. Tendo em vista a relação entre motivação e educação, analise as afirmativas a seguir.

I. A teoria da autodeterminação evidencia dois tipos de motivação: intrínseca e extrínseca. A primeira é considerada uma tendência inerente ao ser humano para buscar novidades e desafios, ampliar e exercitar suas capacidades, explorar e aprender. A segunda está vinculada a comportamentos desencadeados com o objetivo de obter algum ganho ou recompensa sem necessariamente guardar relação com a atividade-fim.

II. Para a teoria da autodeterminação, a motivação intrínseca e extrínseca são antagônicas, sendo a autodeterminação orientada pela motivação intrínseca.

III. Caso as atividades propostas no âmbito escolar não apresentem um atrativo natural, que permita aos alunos realizarem o que lhes é proposto com interesse e entusiasmo, elas não serão realizadas de modo espontâneo por grande parte dos alunos, sendo, provavelmente, realizadas a partir de motivos extrínsecos.

IV. O papel do professor é atuar como um mediador entre aluno e conhecimento, assumindo a tarefa de criar um ambiente de aprendizagem que favoreça a autonomia e o envolvimento interpessoal, ao invés de criar um ambiente altamente controlador.


Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q3717762 Pedagogia
Sobre a abordagem de Vygotsky, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Existem duas estruturas no pensamento humano: as naturais ou primitivas, determinadas por fatores biológicos; e as estruturas superiores, que são originadas do desenvolvimento sociocultural do sujeito e que se constituem a partir da história e da cultura vivida.

( ) O desenvolvimento mental é o que produz o aprendizado – uma compreensão muito próxima a de Piaget.

( ) O estudo da linguagem tem importante destaque, sendo a linguagem compreendida como um mediador da interação entre o ser humano e o mundo à sua volta.

( ) O conceito de Zona do Desenvolvimento Proximal (ZDP) tem importante impacto nos processos de aprendizagem, uma vez que a ZDP define aquelas funções que ainda não amadureceram, mas que estão em processo de maturação, funções que amadurecerão, mas que estão, presentemente, em estado embrionário.


A sequência está correta em 
Alternativas
Q3717761 Psicologia
Carlos Eduardo, especialista em psicologia escolar e educacional, trabalha em uma escola de ensino fundamental da rede municipal. Entre as ações que ele planejou para a formação continuada dos professores, uma foi a discussão sobre a relação personalidade x desenvolvimento x aprendizagem. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.

I. No âmbito da psicologia escolar, a avaliação da personalidade tem objetivos diferentes de outras áreas da psicologia. No contexto educacional, uma avaliação de personalidade se volta para identificar causas possíveis para explicar problemas de aprendizagem, por exemplo.

II. O desenvolvimento da criança e do adolescente na perspectiva de Piaget se dá a partir da experiência, que pode ser física e lógico-matemática, sendo que a ação pode modificar ou transformar os objetos.

III. O estágio de desenvolvimento sensório-motor; a atividade representativa egocêntrica e suas duas fases; a atividade representativa operatória; e o caráter ativo que sustenta o desenvolvimento cognitivo e afetivo da criança e do adolescente contribuem para uma pedagogia ativa.

IV. A partir da compreensão do desenvolvimento proposto por Piaget, para que ocorra a aprendizagem da criança e do adolescente, é necessário que exista a interação entre sujeito e objeto, uma vez que o conhecimento não está pronto e acabado e só pode ser elaborado por meio de uma construção contínua.


Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q3717760 Psicologia
O Conselho Federal de Psicologia (CFP), através da Resolução nº 31/2022, estabelece as diretrizes para a realização da avaliação psicológica e a define como um processo estruturado de investigação de fenômenos psicológicos, composto de métodos, técnicas e instrumentos, com o objetivo de prover informações à tomada de decisão, no âmbito individual, grupal ou institucional, com base em demandas, condições e finalidades específicas. Considerando os métodos, técnicas e instrumentos possíveis para a realização da avaliação psicológica, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
241: B
242: A
243: C
244: C
245: D
246: D
247: A
248: A
249: C
250: D
251: B
252: D
253: C
254: A
255: C
256: D
257: C
258: B
259: A
260: B