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Lembremos também que a obra é constituída, em última análise, por elementos culturais mais profundamente necessários que os próprios elementos materiais. Não há dúvida de que o trabalho sobre a matéria, a habilidade artesanal, o domínio sobre o fazer são elementos constitutivos essenciais da arte, mas eles repousam sobre um pressuposto anterior: o da transformação da matéria numa expressão cultural específica (matéria toma aqui um sentido largo: a pedra para o escultor e a palavra para o poeta estão no mesmo nível). Num caso extremo como o do mictório de Duchamp, essa manipulação parece evidente: arte não é o mictório, é o gesto que o coloca num museu.
(Coli)
O texto indica:
Observe a imagem.

O obra de Botticelli, por seu formato, é
Observe a imagem.

A imagem mostrada, de uma pintura de Claude Monet, é
exemplo de recusa do desenho estruturante, do exercício
da pintura ao ar livre com foco no gesto espontâneo e a
preocupação central com os efeitos puramente luminosos
sobre os volumes. Além de Monet, Pissarro, Sisley e muito
da produção de Renoir pertenciam ao movimento francês
No jogo dramático entre sujeitos, portanto, todos são “fazedores” da situação imaginária, todos são “atores”. No jogo teatral, o grupo de sujeitos que joga pode se dividir em equipes que se alternam nas funções de “jogadores” e de “observadores”, isto é, os sujeitos jogam deliberadamente para outros que os observam.
(Japiassu)
O trecho indica
Conjunto de procedimentos de atuação teatral improvisada, com o objetivo de, em suas origens, transformar as tradicionais relações de produção material nas sociedades capitalistas pela conscientização política do público. Do ponto de vista cênico, é caracterizado pela solução denominada curinga, na qual, aos atores, não são distribuídos personagens, mas funções.
A descrição define, de acordo com Japiassu,
O Método Multipropósito, de Robert Saunders, é um programa que utiliza reproduções como instrumento de ensino e tem como objetivo a educação estética da criança, a percepção visual, acuidade espacial, a simbologia visual e verbal, as mudanças históricas e a autoidentificação.
A justificativa do autor para sua proposta é
No filme Psicose, de Alfred Hitchcock, o espectador constata a valorização dos personagens, sempre presentes, sempre tratados de maneira individualizada; são mais frequentemente grupos pequenos do que numerosos. O cineasta filmou-os de perto, mostrando sobretudo os rostos, a parte superior dos corpos. As paisagens são raras e, quando existem, estão dramatizadas e intimamente ligadas à ação: uma casa inquietante, um pântano que irá tragar um carro. Percebe-se que não há momentos de contemplação, mas que todas as imagens dependem de uma vontade preponderante de narrar.
(Coli. Adaptado)
É possível, portanto, detectar corretamente
O discurso do modernismo era o discurso da criatividade. Mas ninguém sabia bem o que era isso naquela época. Ser criativo era fazer coisas novas. Por isso, com o tempo, a originalidade passou a ser um critério relativo. Hoje, há outros processos importantes da criatividade, como ter fluência e flexibilidade, dar várias soluções para um mesmo problema e desenvolver a capacidade de, dada uma circunstância, reelaborar uma ideia.
(Ana Mae Barbosa, entrevista ao Jornal Folha de S.Paulo, no dia 26.04.2005, in Abordagem Triangular no Ensino das Artes e Culturas Visuais)
O depoimento de Barbosa aponta para a conclusão de que
A professora de ensino fundamental, anos iniciais, ao avaliar a redação dos alunos, analisa os erros, dialoga com eles, trocando ideias, de forma a perceber como foi pensada a escrita, a fim de organizar novas atividades desafiadoras, para superação das dificuldades. Dessa forma, apoia seus alunos em um movimento de superação do saber transmitido para uma produção de saber enriquecido, construído a partir da compreensão dos fenômenos estudados.
Essa forma de avaliar é característica do que Hoffman (in Ideias n° 22) denomina como avaliação
A história e as culturas indígena e afro-brasileira foram incluídas no currículo como meio de ampliar o leque de referências culturais de toda a população escolar, contribuindo para a mudança das suas concepções de mundo, transformando os conhecimentos comuns veiculados pelo currículo e contribuindo para a construção de identidades mais plurais e solidárias.
Para atender o que estabelecem as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental de 9 (nove) anos (Resolução CNE/CEB n° 07/2010), esses conhecimentos devem ser desenvolvidos por meio de
A professora do quarto ano do ensino fundamental planejou estudos em conjunto com seus alunos, sobre a cultura indígena, usando como estratégia o diálogo, para identificar o que pensavam a respeito do assunto, bem como seus prévios conhecimentos. Organizou excursão a uma aldeia indígena, onde puderam vivenciar seus costumes, rituais e histórias.
Após a visita, a professora retomou o assunto em várias aulas, instigando a turma a olhar aquela realidade sob perspectivas cultural e histórica, solicitando que cada aluno, por meio de desenhos, reproduzisse o que mais gostou. Além disso, questionou o aluno autor sobre o significado das produções realizadas, instigando-o a refletir e a se manifestar a respeito da vida indígena, aprofundando aspectos históricos da comunidade indígena no Brasil.