Questões de Concurso Para prefeitura de timbó - sc

Foram encontradas 2.402 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3168775 Segurança e Saúde no Trabalho
O Sindicato que representa uma certa categoria de trabalhadores encaminhou uma solicitação de apresentação de toda a documentação, referente ao processo de eleição da CIPA a uma determinada empresa. A organização ao qual o pedido foi feito consultou o seu Técnico em Segurança do Trabalho que informou, baseando-se na Norma Regulamentadora NR 5 (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio − CIPA), que o prazo para a apresentação dessa documentação, quando solicitada, é de:
Alternativas
Q3168774 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma empresa que trabalha com armazenamento, transferência, manuseio e manipulação de inflamáveis e líquidos combustíveis precisa classificar as a suas instalações de acorde com a Norma Regulamentadora NR 20 (Segurança e Saúde no Trabalho com Inflamáveis e Combustíveis) do Ministério do Trabalho. O Técnico em Segurança do Trabalho destinado a auxiliar na realização dessa classificação fez as devidas orientações à administração superior do estabelecimento, levando em conta a atividade exercida pela empresa. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando a classe com a atividade correspondente:

Primeira coluna: classe
1. Classe I.
2. Classe II.
3. Classe III.

Segunda coluna: atividade

(__)Postos de serviço com inflamáveis e/ou líquidos combustíveis.
(__)Unidades de processamento de gás natural.
(__)Engarrafadoras de gases inflamáveis.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3168773 Segurança e Saúde no Trabalho
A prefeitura de um município de médio porte contratou, via processo licitatório, uma empresa de construção civil à execução de uma obra viária para a construção de uma nova avenida. A vencedora do certame acabou sendo uma empresa de outro estado brasileiro e, pelo tamanho da obra, será necessária a instalação de um alojamento na área de vivência para acomodar os trabalhadores oriundos de outras cidades. Um dos Técnicos em Segurança do Trabalho da prefeitura foi nomeado no edital de licitação como fiscal do contrato e fez diversas orientações sobre a área de vivência da obra, seguindo as orientações contidas na Norma Regulamentadora NR 18 (Segurança e Saúde no Trabalho na Indústria da Construção) do Ministério do Trabalho.

Sobre as áreas de vivência, considere as afirmativas a seguir:

I.A instalação sanitária deve ser constituída de lavatório, bacia sanitária sifonada, dotada de assento com tampo, e mictório, na proporção de 1 (um) conjunto para cada grupo de 25 (vinte e cinco) trabalhadores ou fração.
II.A instalação sanitária deve ser dotada de chuveiro, na proporção de 1 (uma) unidade para cada grupo de 10 (dez) trabalhadores ou fração.
III.É obrigatório o fornecimento de água potável, filtrada e fresca para os trabalhadores, no canteiro de obras, nas frentes de trabalho e nos alojamentos, por meio de bebedouro ou outro dispositivo equivalente, na proporção de 1 (uma) unidade para cada grupo de 20 (vinte) trabalhadores ou fração, sendo vedado o uso de copos coletivos.
IV.Deve ser de, no máximo, 150 m (cento e cinquenta metros) o deslocamento do trabalhador do seu posto de trabalho até a instalação sanitária mais próxima.

Em relação às áreas de vivência, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168772 Segurança e Saúde no Trabalho
As organizações e os órgãos públicos da administração direta e indireta, bem como os órgãos dos Poderes Legislativo, Judiciário e Ministério Público, que possuam empregados regidos pela Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, devem constituir e manter CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio). Em um treinamento para os novos membros eleitos da CIPA, um Técnico em Segurança do Trabalho enfatizou as atribuições da referida comissão, bem como diversos outros aspectos constantes na Norma Regulamentadora NR 5 do Ministério do Trabalho.

Considere as asserções a seguir, relativas às atribuições da CIPA:

I.Elaborar e acompanhar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva em segurança e saúde no trabalho é uma atribuição da CIPA. 
II.Incluir temas referentes à prevenção e ao combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho nas suas atividades e práticas também é uma atribuição da CIPA.
III.Propor ao SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho), quando houver, ou à organização, a análise das condições ou situações de trabalho nas quais considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores e, se for o caso, a interrupção das atividades até a adoção das medidas corretivas e de controle, é uma atribuição da CIPA.
IV.Participar no desenvolvimento e implementação de programas relacionados à segurança e saúde no trabalho não é uma atribuição da CIPA.

Em relação ao conteúdo da Norma Regulamentadora NR 5 sobre as atribuições da CIPA, é correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q3168771 Segurança e Saúde no Trabalho
Em uma palestra antes da eleição da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA), o Técnico em Segurança do Trabalho de uma empresa abordou diversos temas constantes na Norma Regulamentadora NR 5 do Ministério do Trabalho, que trata do assunto, enfatizando que essa comissão tem por objetivo a prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e promoção da saúde do trabalhador.

Considere as asserções abaixo relacionadas ao funcionamento da CIPA. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

I.Cabe ao(a) secretário(a) da CIPA coordenar as reuniões, encaminhando à organização e ao SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho), quando houver, as decisões da comissão.

II.O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA têm, em conjunto, a atribuição de divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do estabelecimento.
III.A organização designará, dentre seus representantes, o Presidente da CIPA, e o Vice-Presidente será o candidato com maior número de votos na eleição.
IV. Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos representantes dos empregados na CIPA, no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do término do mandato em curso.

Assinale a alternativa com a sequência correta: 
Alternativas
Q3168770 Segurança e Saúde no Trabalho
A periculosidade é um adicional concedido aos trabalhadores que exercem atividades consideradas perigosas. Trata-se de uma compensação financeira para o trabalhador que se encontra em uma situação de risco constante. A periculosidade refere-se a atividades ou operações em que o trabalhador está exposto a riscos iminentes de morte, como explosões, radiações ionizantes, eletricidade, entre outros. O adicional de periculosidade é devido quando o trabalhador atua em atividades que são consideradas perigosas e está previsto no art. 193 da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Considere as asserções abaixo relacionadas à Periculosidade contidas na Norma Regulamentadora NR 16 (Atividades e Operações Perigosas) do Ministério do Trabalho: 

I.As operações de transporte de inflamáveis líquidos ou gasosos liquefeitos, em quaisquer vasilhames e a granel, são consideradas em condições de periculosidade, exclusão para o transporte em pequenas quantidades, até o limite de 300 (trezentos) litros para os inflamáveis líquidos e 125 (cento e vinte e cinco) quilos para os inflamáveis gasosos liquefeitos.
II.Para efeito da Norma Regulamentadora NR 16, considera-se líquido combustível todo aquele que possua ponto de fulgor maior que 60ºC (sessenta graus Celsius) e inferior ou igual a 93ºC (noventa e três graus Celsius).
III.O adicional de periculosidade corresponde a 30% do salário, sem qualquer dedução e mais os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participação nos lucros da empresa.
IV.O empregado poderá optar pelo adicional de insalubridade que porventura lhe seja devido, em detrimento do adicional de periculosidade.

Em relação ao conteúdo da Norma Regulamentadora NR 16 sobre periculosidade, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168769 Segurança e Saúde no Trabalho
 A segurança e saúde no trabalho é um assunto que, muitas vezes, está em pauta diariamente nas empresas que possuem funções com maior risco de acidentes. A conscientização sobre as boas práticas e proteção à saúde do profissional no ambiente profissional deve ser realizada em todas as empresas. Pensando nisso, a legislação prevê a realização da SIPAT (Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho), citada no texto da Norma Regulamentadora NR 5 (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e Assédio) do Ministério do Trabalho. Considere as asserções a seguir relacionadas à NR 5. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a Semana Interna de Prevenção de Acidentes do Trabalho - SIPAT, conforme programação definida pela Empregador, é uma das atribuições da CIPA.
(__)Incluir temas referentes à prevenção e ao combate ao assédio sexual e a outras formas de violência no trabalho nas suas atividades e práticas é um item obrigatório na programação da SIPAT.
(__)Não existe nenhum tema que seja obrigatório constar na programação da SIPAT que conste no texto da NR 5.
(__)Incluir temas referentes à segurança no trânsito, drogas e AIDS é um item obrigatório na programação da SIPAT.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3168768 Segurança e Saúde no Trabalho
Um dos Técnicos em Segurança do Trabalho da prefeitura de um município de médio porte, recebeu a incumbência de fazer os estudos e apresentar um plano de trabalho para a futura criação de uma Brigada de Incêndio para a edificação da própria prefeitura, nos moldes do que preconiza a Instrução Normativa IN 28, do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina). Na apresentação do plano de trabalho, o profissional citado mencionou as responsabilidades envolvidas no cotidiano de uma Brigada de Incêndio. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, levando-se em consideração o texto da referida Instrução Normativa:

Primeira coluna: responsável
1. Responsável Técnico.
2. Responsável pelo imóvel.
3. Coordenador da Brigada.
4. Chefe da Brigada.
5. Líder da Brigada.

Segunda coluna: responsabilidade
(__)Manter o número mínimo de brigadistas capacitados, por turno, conforme exigido na IN 28.
(__)Distribuição dos brigadistas na edificação, devendo realizá-la sempre que possível de maneira uniforme e proporcional entre os blocos, setores e pavimentos da edificação, considerando os riscos existentes.
(__)Arquivar todos os documentos que comprovem o funcionamento da Brigada de Incêndio, no mínimo por 5 anos, para uso do CBMSC em pesquisas e perícias de incêndio.
(__)Coordenação das ações de emergência de toda edificação, independentemente do número de blocos ou turnos.
(__)Coordenação e execução das ações de emergência em seu respectivo local de atuação.

Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem apresentada:
Alternativas
Q3168767 Segurança e Saúde no Trabalho
O SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho) de uma prefeitura recebeu a incumbência de adequar os trabalhos de limpeza urbana da cidade. Um Técnico em Segurança do Trabalho foi encarregado de verificar a situação dos trabalhadores dessas áreas e fez um levantamento das necessidades mais urgentes para a criação de um plano de trabalho, tanto para os servidores daquela prefeitura, quanto para os trabalhadores de empresas terceirizadas via processo licitatório para prestação desses serviços. O referido técnico utilizou-se dos preceitos legais contidos na Norma Regulamentadora NR 38 (Segurança e Saúde no Trabalho nas Atividades de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos) do Ministério do Trabalho para embasar seus apontamentos. Considere as asserções a seguir relacionadas à Norma Regulamentadora NR 38 do Ministério do Trabalho e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) deve prever programa de imunização ativa, principalmente contra tétano e hepatite B, considerando a avaliação de riscos ocupacionais previstos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
(__)Deve ser fornecido ao empregado comprovante das vacinas quando fornecidas pela organização. Quando a vacinação for realizada na rede pública, a organização deve solicitar aos empregados que apresentem o respectivo certificado de vacinação.
(__)A organização deve assegurar que os trabalhadores tenham acesso à material informativo sobre a necessidade da vacinação identificada no PCMSO e seus benefícios, assim como dos possíveis riscos a que estarão expostos por falta ou recusa dessa vacinação.
(__)A vacinação deve obedecer às recomendações do Ministério da Saúde, não podendo ser aceita vacinação anterior, feita na rede pública ou em outra empresa.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3168766 Segurança e Saúde no Trabalho
Em um treinamento para os membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) sobre a montagem do Mapa de Riscos Ocupacionais, o Técnico em Segurança do Trabalho explicou e exemplificou todos os grupos de riscos, com suas respectivas cores para a representação gráfica do mapa. Ao encontro disso, assinale, a seguir, a afirmativa que apresenta única e exclusivamente Riscos de Acidentes (grupo de riscos de cor azul no Mapa de Ocupacionais): 
Alternativas
Q3168765 Segurança e Saúde no Trabalho
 O desafio que se coloca atualmente para aqueles que defendem a integridade física e a saúde dos trabalhadores é exatamente dominar os diferentes riscos nos locais de trabalho. Torna-se necessário, portanto, aos técnicos de segurança conhecer e aplicar adequadamente as ferramentas da prevenção que se constituem em verdadeiros "obstáculos" aos acidentes e doenças laborais. As investigações e análises dos acidentes de trabalho são o primeiro passo para compreender as causas efetivas que motivam as perdas humanas e materiais. A partir daí, aplicando-se os conhecimentos acidentários historicamente acumulados, será possível operar os sistemas, especialmente os produtivos, dentro das faixas de segurança aceitáveis, permitindo o convívio das pessoas com os riscos, que previamente conhecidos, serão eliminados ou controlados. Uma das técnicas de identificação de perigos e operabilidade usada em Análises de Riscos consiste em detectar desvios de variáveis de processo em relação a valores estabelecidos como normais. O principal objetivo são os sistemas e o foco são os desvios das variáveis de processo.

Assinale a alternativa correta quanto à ferramenta de investigação e análise riscos e de investigação de acidentes anteriormente citada:
Alternativas
Q3168764 Segurança e Saúde no Trabalho
A prefeitura de um município do estado de Santa Catarina está se preparando para fazer as adequações preconizadas pela Norma Regulamentadora NR 17 (Ergonomia) do Ministério do Trabalho e, para tanto, solicitou informações ao SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho). Um Técnico em Segurança do Trabalho foi então encarregado de fazer um compilado com as principais informações e apresentá-las à gestão superior do município.

Considere as asserções abaixo, relativas aos aspectos contidos na NR 17:

I.A avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho deve ser realizada sempre por meio de abordagens quantitativas, independente do risco e dos requisitos legais, a fim de identificar os perigos e produzir informações para o planejamento das medidas de prevenção necessárias.
II.Os resultados da avaliação ergonômica preliminar devem integrar o inventário de riscos do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos).
III.O relatório da Análise Ergonômica do Trabalho (AET), quando realizada, deve ficar à disposição na organização pelo prazo de 20 (vinte) anos.
IV.Os superiores hierárquicos diretos dos trabalhadores devem ser orientados para buscar estimular o tratamento justo e respeitoso nas relações pessoais no ambiente de trabalho

Em relação ao conteúdo da Norma Regulamentadora NR 17 sobre ergonomia, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168763 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma empresa recebeu uma notificação informando que receberia a visita de um Auditor Fiscal do Trabalho para averiguação de condições de iminente risco na obra de ampliação da sua área de produção. Diante disso, o Técnico em Segurança foi chamado para tirar algumas dúvidas da administração superior da organização quanto à visita. O Técnico então esclareceu que a Norma Regulamentadora NR 3, do Ministério do Trabalho, estabelece as diretrizes para caracterização do grave risco e os requisitos técnicos objetivos de embargo e interdição. Ao avaliar os riscos, o Auditor Fiscal do Trabalho deve considerar a consequência e a probabilidade separadamente, devendo fazer a classificação da consequência e da probabilidade de forma fundamentada.

Isso posto, avalie as asserções a seguir, com base nos preceitos contidos na referida Norma Regulamentadora:

I.A interdição implica a paralisação parcial ou total da obra.
II.O embargo implica a paralisação parcial ou total da atividade, da máquina ou equipamento, do setor de serviço ou do estabelecimento.
III.Em uma probabilidade de ocorrência de um risco, classificada como "possível", as medidas de prevenção apresentam desvios ou problemas significativos. Não há garantias de que as medidas sejam mantidas. Uma consequência talvez aconteça, com possibilidade de que se efetive como concebível.
IV.Em uma probabilidade de ocorrência de um risco, classificada como "remota", as medidas de prevenção são adequadas, mas com pequenos desvios. Ainda que em funcionamento, não há garantias de que sejam mantidas sempre ou a longo prazo. Uma consequência é pouco provável que aconteça, quase improvável.
V. Em uma probabilidade de ocorrência de um risco, classificada como "provável", as medidas de prevenção são inexistentes ou reconhecidamente inadequadas. Uma consequência é esperada, com grande probabilidade de que aconteça ou se realize.

Em relação ao conteúdo da Norma Regulamentadora NR 3, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168762 Segurança e Saúde no Trabalho
O paradigma cultural predominante no Brasil em relação à Segurança e Saúde no Trabalho baseia-se na visão de que o sistema técnico é confiável e o ser humano constitui o elo frágil da corrente. As falhas humanas são consideradas decorrentes de fatores individuais e do desrespeito às normas prescritas, fruto de decisões "conscientes" dos trabalhadores. Nesse contexto, as medidas adotadas quase sempre se resumem a punições e a treinamentos. A realidade brasileira, em termos de Segurança e Saúde no Trabalho, é extremamente heterogênea. Gera desde eventos adversos de diagnóstico evidente até situações complexas que demandam estudos aprofundados. A necessidade de não se ter ideias preconcebidas sobre os processos, equipamentos, pessoas envolvidas e outros aspectos, pois podem cegar os analistas sobre as reais circunstâncias envolvidas no evento. Acreditar que se sabe tudo implica no comprometimento da análise e investigação dos acidentes de trabalho. Relacione os conceitos da primeira coluna com as respectivas situações da segunda coluna:

Primeira coluna: conceito
1. Acidente de Trabalho.
2. Incidente.
3. Circunstância Indesejada.

Segunda coluna: situação
(__)Andaime cai próximo a um trabalhador que consegue sair a tempo e não sofre lesão.
(__)Andaime cai sobre a perna de um trabalhador que sofre fratura da tíbia.
(__)Trabalhar em andaime fixado inadequadamente (instável).

Assinale a opção que indica a relação correta entre as colunas:
Alternativas
Q3168761 Conhecimentos Gerais
A necessidade de atualização profissional constante tem sido intensificada pela transformação digital. Sobre este cenário, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3168759 Conhecimentos Gerais
O conceito de economia circular tem ganhado relevância no contexto da sustentabilidade. Sobre este modelo econômico, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3168755 Português
"As batidas na porta ecoaram como um prenúncio de samba. O coração de Ana Davenga naquela quase meia-noite, tão aflito, apaziguou um pouco. Tudo era paz então, uma relativa paz. Deu um salto da cama e abriu a porta. Todos entraram, menos o seu. Os homens cercaram Ana Davenga. As mulheres ouvindo o movimento vindo do barraco de Ana foram também. De repente, naquele minúsculo espaço coube o mundo. Ana Davenga reconhecera a batida. Ela não havia confundido a senha. O toque prenúncio de samba ou de macumba estava a dizer que tudo estava bem. Tudo paz, na medida do possível. Um toque diferente, de batidas apressadas, dizia de algo mau, ruim, danoso no ar. O toque que ela ouvira antes não prenunciava desgraça alguma. Se era assim, onde andava o seu, já que os das outras estavam ali? Por onde andava o seu homem? Por que Davenga não estava ali?"

No trecho do conto "Ana Davenga", de Conceição Evaristo, é possível afirmar que:

(__)As batidas na porta representavam um código que podia indicar, a depender do ritmo e quantidade de batidas, algo bom ou ruim, servindo de mensagem para Ana Davenga.
(__)Em "Todos entraram, menos o seu", temos um problema de referenciação, não sendo possível identificar a quem se refere o pronome "seu".
(__)Em "As batidas na porta ecoaram como um prenúncio de samba", temos uma comparação entre o ritmo das batidas e as batidas de uma roda de samba.

Marcando V, para verdadeiras, e F, para falsas, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3168752 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Itamar Vieira Junior e Doramar : sobre uma épica dos excluídos


Wander Melo Miranda


A primeira impressão que se tem de Doramar ou a odisseia , de Itamar Vieira Junior, não é apenas o título inusitado e instigante, mas a de que todas as personagens, geralmente mulheres, "respiram terra, cheiram terra, são terra". A força telúrica do livro vem, pois, da simbiose perfeita entre elementos da natureza e do feminino, ligados a uma ancestralidade que o autor faz questão de afirmar na dedicatória do livro às "mulheres, maternas, ancestrais" e na epígrafe tomada de empréstimo ao poeta sírio Adonis, com a qual se identifica: "Nasci numa aldeia/ pequena, reclusa como o útero/ e ainda não saí dela".

Não se espere, por isso, uma guinada regionalista da narrativa à maneira do romance brasileiro de 1930, mesmo porque pouquíssimas vezes há localizações geográficas precisas — quase sempre feitas apenas uma só vez: Brasil, Salvador, Dakar — e nenhum apelo a vocabulário e sintaxe locais ou regionais. A aposta de Vieira Junior é outra, refinada e inovadora no contexto atual, em que o tema urbano predomina. Vale-se do problema fundiário e da questão escravocrata, que nos assolam desde que o colonizador aqui chegou, para traçar o amplo arco de desolação que acompanha historicamente os deserdados da terra, em geral afrodescendentes e indígenas, fazendo ressoar uma voz que "atroa na noite da memória".

Walter Benjamim opõe a História contínua do vencedor (branco, acrescente-se) à tradição descontínua do vencido em busca da sua própria história. Vieira Junior a transforma na narrativa meio épica, meio lírica das vicissitudes de personagens rumo à liberdade perdida na travessia do mar que traz "os nossos para morrer de maus tratos e trabalho", como diz o "nós" que narra Farol das almas e outras histórias e faz delas expressão de uma comunidade de destino. Ou então pode ser a voz solitária de Alma, no texto homônimo, escravizada que mata os senhores de engenho falidos, foge e se livra de vez da violência extrema sofrida, não sem antes enfrentar obstáculos sem fim, os quais supera com força e persistência incomuns, instigada pelo desejo do "acalanto de um lugar onde exista a liberdade".

Por sua vez, Doramar, ao sair para a rua, se depara com um "cão moribundo encolhido de morte" e se vê lançada — numa identificação inconsciente com o animal — a uma sorte de epifania às avessas das donas-de-casa de Clarice Lispector, escritora presente numa frase do texto.

Mas a vez agora não é a da patroa da zona sul carioca, mas a da "empregada doméstica cansada de seu trabalho". A imagem do cão e seu desamparo, que é também o dela, desencadeia a revisita ao passado miserável que se mistura com o presente e dá à personagem — dor, amar, mar, ar: "cabe um mar inteiro em seu nome" — consciência do seu lugar subalterno na história que se conta e, enfim, a leva "ao encontro consigo mesma", num final surpreendente, como nos melhores contos clariceanos.

Como toda narrativa épica que se preza — uma épica dos excluídos, vale destacar —, peripécias, acontecimentos singulares, aventuras extraordinárias adquirem um tom fabular e encantatório que não diminui o viés participante dos textos, antes o ressalta, retomando, assim, a natureza ancestral das narrativas orais de onde parecem provir. É o caso, por exemplo, de O espírito aboni das coisas , que mistura palavras da língua jarawara com o português, para narrar o périplo de Tokowisa em busca das folhas e frutos da palmeira de abatosi para curar sua mulher Yanice, grávida. Ou então, em O que queima , onde Som-de-Pé se sente morrer com as árvores, plantas e bichos. 

Apesar das dificuldades que enfrentam ou justamente por conta delas, cada uma das personagens de Vieira Junior é movida pela "vontade de ser livre", mesmo se essa vontade resulte em condenação à morte, caso do poeta preso na Ilha do Medo, líder de um movimento contra a ordem repressora e que aglutina todos aqueles que fazem "de seus caminhos uma trilha para a libertação dos outros", como está dito em A oração do carrasco . Não é outro o desejo das imigrantes de Meu mar (fé) , seja a mulher que vem de Dakar para a Bahia no contêiner de um cargueiro com um filho no ventre e na viagem perde o marido, seja a haitiana que com ela divide o trabalho de vendedora ambulante, vivendo ambas no estreito limite entre "fecundar a América" e "perecer na América".

Todas essas histórias encontram, enfim, seu desfecho ou suplemento no "manto da apresentação" de Arthur Bispo do Rosário, comovente encerramento do belo livro. A agulha que borda a palavra — do artista, do escritor, do afrodescendente — vem de "tempos imemoriais" e tece "um novo mundo para maravilhar o homem". Domada como um "cavalo arisco", ela, a palavra, pulsa viva no livro-manto que lhe devolve o fascínio original e apocalíptico ao anunciar rosianamente "o beco para a liberdade se fazer".

(In: Suplemento Pernambuco, julho de 2021. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1593-itamar-vieira-ju nior-e-doramar-sobre-uma-epica-dos-excluidos. Acesso em 11 nov. 2024. Adaptado.)
Pelo contexto, no trecho "atroa na noite da memória", a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo no sentido, por:
Alternativas
Q3168749 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Itamar Vieira Junior e Doramar : sobre uma épica dos excluídos


Wander Melo Miranda


A primeira impressão que se tem de Doramar ou a odisseia , de Itamar Vieira Junior, não é apenas o título inusitado e instigante, mas a de que todas as personagens, geralmente mulheres, "respiram terra, cheiram terra, são terra". A força telúrica do livro vem, pois, da simbiose perfeita entre elementos da natureza e do feminino, ligados a uma ancestralidade que o autor faz questão de afirmar na dedicatória do livro às "mulheres, maternas, ancestrais" e na epígrafe tomada de empréstimo ao poeta sírio Adonis, com a qual se identifica: "Nasci numa aldeia/ pequena, reclusa como o útero/ e ainda não saí dela".

Não se espere, por isso, uma guinada regionalista da narrativa à maneira do romance brasileiro de 1930, mesmo porque pouquíssimas vezes há localizações geográficas precisas — quase sempre feitas apenas uma só vez: Brasil, Salvador, Dakar — e nenhum apelo a vocabulário e sintaxe locais ou regionais. A aposta de Vieira Junior é outra, refinada e inovadora no contexto atual, em que o tema urbano predomina. Vale-se do problema fundiário e da questão escravocrata, que nos assolam desde que o colonizador aqui chegou, para traçar o amplo arco de desolação que acompanha historicamente os deserdados da terra, em geral afrodescendentes e indígenas, fazendo ressoar uma voz que "atroa na noite da memória".

Walter Benjamim opõe a História contínua do vencedor (branco, acrescente-se) à tradição descontínua do vencido em busca da sua própria história. Vieira Junior a transforma na narrativa meio épica, meio lírica das vicissitudes de personagens rumo à liberdade perdida na travessia do mar que traz "os nossos para morrer de maus tratos e trabalho", como diz o "nós" que narra Farol das almas e outras histórias e faz delas expressão de uma comunidade de destino. Ou então pode ser a voz solitária de Alma, no texto homônimo, escravizada que mata os senhores de engenho falidos, foge e se livra de vez da violência extrema sofrida, não sem antes enfrentar obstáculos sem fim, os quais supera com força e persistência incomuns, instigada pelo desejo do "acalanto de um lugar onde exista a liberdade".

Por sua vez, Doramar, ao sair para a rua, se depara com um "cão moribundo encolhido de morte" e se vê lançada — numa identificação inconsciente com o animal — a uma sorte de epifania às avessas das donas-de-casa de Clarice Lispector, escritora presente numa frase do texto.

Mas a vez agora não é a da patroa da zona sul carioca, mas a da "empregada doméstica cansada de seu trabalho". A imagem do cão e seu desamparo, que é também o dela, desencadeia a revisita ao passado miserável que se mistura com o presente e dá à personagem — dor, amar, mar, ar: "cabe um mar inteiro em seu nome" — consciência do seu lugar subalterno na história que se conta e, enfim, a leva "ao encontro consigo mesma", num final surpreendente, como nos melhores contos clariceanos.

Como toda narrativa épica que se preza — uma épica dos excluídos, vale destacar —, peripécias, acontecimentos singulares, aventuras extraordinárias adquirem um tom fabular e encantatório que não diminui o viés participante dos textos, antes o ressalta, retomando, assim, a natureza ancestral das narrativas orais de onde parecem provir. É o caso, por exemplo, de O espírito aboni das coisas , que mistura palavras da língua jarawara com o português, para narrar o périplo de Tokowisa em busca das folhas e frutos da palmeira de abatosi para curar sua mulher Yanice, grávida. Ou então, em O que queima , onde Som-de-Pé se sente morrer com as árvores, plantas e bichos. 

Apesar das dificuldades que enfrentam ou justamente por conta delas, cada uma das personagens de Vieira Junior é movida pela "vontade de ser livre", mesmo se essa vontade resulte em condenação à morte, caso do poeta preso na Ilha do Medo, líder de um movimento contra a ordem repressora e que aglutina todos aqueles que fazem "de seus caminhos uma trilha para a libertação dos outros", como está dito em A oração do carrasco . Não é outro o desejo das imigrantes de Meu mar (fé) , seja a mulher que vem de Dakar para a Bahia no contêiner de um cargueiro com um filho no ventre e na viagem perde o marido, seja a haitiana que com ela divide o trabalho de vendedora ambulante, vivendo ambas no estreito limite entre "fecundar a América" e "perecer na América".

Todas essas histórias encontram, enfim, seu desfecho ou suplemento no "manto da apresentação" de Arthur Bispo do Rosário, comovente encerramento do belo livro. A agulha que borda a palavra — do artista, do escritor, do afrodescendente — vem de "tempos imemoriais" e tece "um novo mundo para maravilhar o homem". Domada como um "cavalo arisco", ela, a palavra, pulsa viva no livro-manto que lhe devolve o fascínio original e apocalíptico ao anunciar rosianamente "o beco para a liberdade se fazer".

(In: Suplemento Pernambuco, julho de 2021. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1593-itamar-vieira-ju nior-e-doramar-sobre-uma-epica-dos-excluidos. Acesso em 11 nov. 2024. Adaptado.)
No trecho: "[...] pode ser a voz solitária de Alma, no texto homônimo, escravizada que mata os senhores de engenho falidos", a palavra homônimo:

I.Refere-se ao conto de Vieira Junior que tem o mesmo nome/título da personagem, ou seja, Alma. II.Indica que o texto a que ela se refere é um texto cuja narrativa tem pontos de contato com o a realidade.
III.Poderia ser substituída por "de mesmo título", sem prejuízo no sentido.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168748 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Itamar Vieira Junior e Doramar : sobre uma épica dos excluídos


Wander Melo Miranda


A primeira impressão que se tem de Doramar ou a odisseia , de Itamar Vieira Junior, não é apenas o título inusitado e instigante, mas a de que todas as personagens, geralmente mulheres, "respiram terra, cheiram terra, são terra". A força telúrica do livro vem, pois, da simbiose perfeita entre elementos da natureza e do feminino, ligados a uma ancestralidade que o autor faz questão de afirmar na dedicatória do livro às "mulheres, maternas, ancestrais" e na epígrafe tomada de empréstimo ao poeta sírio Adonis, com a qual se identifica: "Nasci numa aldeia/ pequena, reclusa como o útero/ e ainda não saí dela".

Não se espere, por isso, uma guinada regionalista da narrativa à maneira do romance brasileiro de 1930, mesmo porque pouquíssimas vezes há localizações geográficas precisas — quase sempre feitas apenas uma só vez: Brasil, Salvador, Dakar — e nenhum apelo a vocabulário e sintaxe locais ou regionais. A aposta de Vieira Junior é outra, refinada e inovadora no contexto atual, em que o tema urbano predomina. Vale-se do problema fundiário e da questão escravocrata, que nos assolam desde que o colonizador aqui chegou, para traçar o amplo arco de desolação que acompanha historicamente os deserdados da terra, em geral afrodescendentes e indígenas, fazendo ressoar uma voz que "atroa na noite da memória".

Walter Benjamim opõe a História contínua do vencedor (branco, acrescente-se) à tradição descontínua do vencido em busca da sua própria história. Vieira Junior a transforma na narrativa meio épica, meio lírica das vicissitudes de personagens rumo à liberdade perdida na travessia do mar que traz "os nossos para morrer de maus tratos e trabalho", como diz o "nós" que narra Farol das almas e outras histórias e faz delas expressão de uma comunidade de destino. Ou então pode ser a voz solitária de Alma, no texto homônimo, escravizada que mata os senhores de engenho falidos, foge e se livra de vez da violência extrema sofrida, não sem antes enfrentar obstáculos sem fim, os quais supera com força e persistência incomuns, instigada pelo desejo do "acalanto de um lugar onde exista a liberdade".

Por sua vez, Doramar, ao sair para a rua, se depara com um "cão moribundo encolhido de morte" e se vê lançada — numa identificação inconsciente com o animal — a uma sorte de epifania às avessas das donas-de-casa de Clarice Lispector, escritora presente numa frase do texto.

Mas a vez agora não é a da patroa da zona sul carioca, mas a da "empregada doméstica cansada de seu trabalho". A imagem do cão e seu desamparo, que é também o dela, desencadeia a revisita ao passado miserável que se mistura com o presente e dá à personagem — dor, amar, mar, ar: "cabe um mar inteiro em seu nome" — consciência do seu lugar subalterno na história que se conta e, enfim, a leva "ao encontro consigo mesma", num final surpreendente, como nos melhores contos clariceanos.

Como toda narrativa épica que se preza — uma épica dos excluídos, vale destacar —, peripécias, acontecimentos singulares, aventuras extraordinárias adquirem um tom fabular e encantatório que não diminui o viés participante dos textos, antes o ressalta, retomando, assim, a natureza ancestral das narrativas orais de onde parecem provir. É o caso, por exemplo, de O espírito aboni das coisas , que mistura palavras da língua jarawara com o português, para narrar o périplo de Tokowisa em busca das folhas e frutos da palmeira de abatosi para curar sua mulher Yanice, grávida. Ou então, em O que queima , onde Som-de-Pé se sente morrer com as árvores, plantas e bichos. 

Apesar das dificuldades que enfrentam ou justamente por conta delas, cada uma das personagens de Vieira Junior é movida pela "vontade de ser livre", mesmo se essa vontade resulte em condenação à morte, caso do poeta preso na Ilha do Medo, líder de um movimento contra a ordem repressora e que aglutina todos aqueles que fazem "de seus caminhos uma trilha para a libertação dos outros", como está dito em A oração do carrasco . Não é outro o desejo das imigrantes de Meu mar (fé) , seja a mulher que vem de Dakar para a Bahia no contêiner de um cargueiro com um filho no ventre e na viagem perde o marido, seja a haitiana que com ela divide o trabalho de vendedora ambulante, vivendo ambas no estreito limite entre "fecundar a América" e "perecer na América".

Todas essas histórias encontram, enfim, seu desfecho ou suplemento no "manto da apresentação" de Arthur Bispo do Rosário, comovente encerramento do belo livro. A agulha que borda a palavra — do artista, do escritor, do afrodescendente — vem de "tempos imemoriais" e tece "um novo mundo para maravilhar o homem". Domada como um "cavalo arisco", ela, a palavra, pulsa viva no livro-manto que lhe devolve o fascínio original e apocalíptico ao anunciar rosianamente "o beco para a liberdade se fazer".

(In: Suplemento Pernambuco, julho de 2021. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1593-itamar-vieira-ju nior-e-doramar-sobre-uma-epica-dos-excluidos. Acesso em 11 nov. 2024. Adaptado.)
Leia o trecho e analise as proposições, marcando V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.

"Não se espere, por isso, uma guinada regionalista da narrativa à maneira do romance brasileiro de 1930, mesmo porque pouquíssimas vezes há localizações geográficas precisas — quase sempre feitas apenas uma só vez: Brasil, Salvador, Dakar — e nenhum apelo a vocabulário e sintaxe locais ou regionais. A aposta de Vieira Junior é outra, refinada e inovadora no contexto atual, em que o tema urbano predomina. Vale-se do problema fundiário e da questão escravocrata, que nos assolam desde que o colonizador aqui chegou, para traçar o amplo arco de desolação que acompanha historicamente os deserdados da terra, em geral afrodescendentes e indígenas, fazendo ressoar uma voz que "atroa na noite da memória".

(__)A expressão que inicia o parágrafo introduz uma avaliação negativa da obra.
(__)Ao dizer que Itamar Vieira Junior fez uma aposta ao escrever Doramar ou A Odisseia , o autor desse texto deixa claro que Vieira Junior escolheu um outro caminho que não o óbvio e/ou convencional para a escrita de seus contos.
(__)Pode-se inferir que o "problema fundiário" e a "questão escravocrata" são temas históricos e contemporâneos trabalhados por Vieira Junior em seus contos. 

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Respostas
841: C
842: C
843: E
844: A
845: E
846: B
847: E
848: B
849: D
850: E
851: C
852: D
853: A
854: A
855: E
856: E
857: E
858: C
859: A
860: C