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Q3117604 Veterinária
Durante uma inspeção em um frigorífico que processa carne bovina, o veterinário identificou alterações na coloração e na textura de carcaças, além de linfonodos aumentados em tamanho. Após a realização de cortes de inspeção, observou-se a presença de lesões tuberculosas em diferentes órgãos. A empresa não possuía registro recente de vacinação ou controle sanitário adequado nos animais adquiridos. A suspeita inicial foi de tuberculose bovina, uma zoonose de notificação obrigatória. Qual deve ser a ação imediata do veterinário ao confirmar a suspeita de tuberculose em uma carcaça durante a inspeção?
Alternativas
Q3117603 Veterinária
A infestação por Haematobia irritans , popularmente conhecida como "mosca-do-chifre," é um problema significativo em bovinos de produção, especialmente em sistemas extensivos. Essa ectoparasitose é responsável por causar irritação, estresse e redução no ganho de peso e produção de leite. Em uma propriedade, o produtor relatou que os animais estavam constantemente agitados, apresentavam lesões no dorso e próximo à base dos chifres, além de perda de peso. Durante a visita, o veterinário confirmou a presença de grande número de moscas e constatou a ausência de um programa de controle integrado de parasitas na fazenda. Qual medida é mais eficaz para o controle integrado da infestação por Haematobia irritans em bovinos?
Alternativas
Q3117602 Veterinária
Uma indústria de processamento de carnes está enfrentando desafios na produção de hambúrgueres congelados, com reclamações de consumidores sobre alterações no sabor e no odor dos produtos, mesmo antes do prazo de validade. Após uma inspeção técnica, foi constatado que a rápida oxidação dos lipídios presentes na carne era a causa principal do problema. Além disso, observou-se a ausência de antioxidantes na formulação do produto, além de práticas inadequadas de armazenamento e controle de temperatura durante o transporte. Qual medida seria mais eficaz para resolver o problema de oxidação dos lipídios nos hambúrgueres congelados?
Alternativas
Q3117601 Veterinária
A brucelose é uma zoonose amplamente difundida que afeta tanto animais quanto seres humanos. Causada por bactérias do gênero Brucella, essa doença é responsável por significativos prejuízos econômicos na pecuária devido à queda na produção, abortos e infertilidade. Em humanos, a brucelose pode ser contraída através do contato direto com animais infectados ou pelo consumo de produtos de origem animal não higienicamente tratados. Em uma fazenda, uma vaca leiteira apresentou aborto no terceiro trimestre de gestação, e o veterinário foi chamado para investigar a causa. Durante a anamnese, foi relatado que outros animais apresentaram febre intermitente e queda na produção de leite. Com base no caso descrito, qual seria o protocolo correto para o manejo da suspeita de brucelose nessa fazenda?
Alternativas
Q3116174 História
Após o fim do regime militar em 1985, o Brasil ingressou em um novo período histórico conhecido como Nova República, marcado pela redemocratização, pela promulgação da Constituição de 1988 e por importantes transformações políticas, sociais e econômicas. Sobre esse período, analise as alternativas abaixo e assinale a correta: 
Alternativas
Q3116164 Matemática Financeira
Uma loja de eletrônicos fez uma promoção com 20% de desconto em todos os produtos. João comprou uma Smart TV que custava R$ 3.500,00 e pagou à vista, aproveitando o desconto de 20%. Porém, ele percebeu que poderia ter recebido um desconto adicional de 5% sobre o valor já com desconto, caso tivesse usado o cartão da loja. Qual seria o valor total que João pagaria pela Smart TV se tivesse usado o cartão da loja?
Alternativas
Q3116159 Matemática
Analise as seguintes relações entre grandezas:

I.A quantidade de ração necessária para alimentar 10 cavalos é diretamente proporcional ao número de dias. Se 200 kg de ração são suficientes para 10 dias, então, para 20 dias, serão necessários 400 kg.
II.O tempo necessário para encher um tanque é inversamente proporcional à vazão de água. Se uma torneira com vazão de 10 litros por minuto leva 20 minutos para encher o tanque, uma torneira com 5 litros por minuto levará 40 minutos.
III.O tempo necessário para percorrer uma distância é diretamente proporcional à distância percorrida e inversamente proporcional à velocidade média. Assim, dobrando a distância e mantendo a mesma velocidade, o tempo também dobra.

Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3116158 Raciocínio Lógico
Numa comunidade, foi realizada uma pesquisa sobre o interesse dos adolescentes pela música, teatro e dança.

Os resultados obtidos foram os seguintes:
• 30 adolescentes gostam de música.
• 20 adolescentes gostam exclusivamente de teatro.
• 15 adolescentes gostam exclusivamente de dança.
• 10 adolescentes gostam de música e teatro.
• 8 adolescentes gostam de música e dança.
• 5 adolescentes gostam de teatro e dança.
• 3 adolescentes gostam das três atividades.
• 12 adolescentes não gostam de nenhuma das atividades.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente quantos adolescentes gostam exclusivamente de música?
Alternativas
Q3116157 Matemática
Marcos e Marcio participam de um clube onde há três atividades principais: natação, futebol e judô. As aulas de natação acontecem a cada 12 dias, as de futebol a cada 18 dias, e as de judô a cada 24 dias. No dia 29 de novembro, os dois participaram de todas as atividades no mesmo dia. Em quantos dias as três atividades voltarão a coincidir no mesmo dia?
Alternativas
Q3116154 Português
A PEC trata dos chamados terrenos de marinha, áreas na costa marítima em uma faixa de 33 metros......partir de uma linha média traçada em 1831. Hoje, esses terrenos pertencem......União, mas muitos na prática são ocupados — e são esses que teriam sua propriedade transferida.
No entanto, a base governista fez um pedido de vistas, e a votação na comissão foi adiada. A proposta tem previsão de voltar......pauta do colegiado na próxima quarta-feira. Mas é possível que a votação não ocorra este ano devido......outras pautas já previstas na comissão.
Identifique a alternativa que possui os vocábulos que preenchem corretamente os espaços do trecho extraído da BBC News Brasil:
Alternativas
Q3116153 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Origem do abono de Natal e início da luta no Brasil

A gratificação de Natal é uma tradição que tem origem em países de maioria cristã, onde alguns patrões tinham o costume de presentar seus funcionários com cestas de alimentos na época das festas de fim de ano.

Essa doação antes voluntária se tornou obrigatória na Itália em 1937, durante o regime fascista de Benito Mussolini, quando o acordo coletivo de trabalho nacional passou a prever um mês adicional de salário para os empregados das fábricas.

Em 1946, a gratificação seria estendida às demais categorias de trabalhadores italianos, sendo consolidado através de decreto presidencial em 1960.

No Brasil, os primeiros registros de greves e demandas pelo abono de Natal são de 1921, na Cia. Paulista de Aniagem e na indústria Mariângela, ambas empresas do setor têxtil.

Sob inspiração da Carta del Lavoro (1927) da Itália fascista, o Brasil aprovaria em 1943 sua Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas dela não constava o 13º salário.

Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli, o que levaria a uma greve geral no ano seguinte em Santo André (SP) pelo pagamento do benefício.

"Na onda de greves que se alastrou de dezembro de 1945 a março de 1946, a luta pelo prêmio de final de ano era a principal reivindicação na maioria delas, envolvendo categorias como ferroviários da Sorocabana, trabalhadores da Light, tecelões, metalúrgicos, gráficos e químicos em São Paulo", lembra Pereira Neto, em sua tese de doutorado.

"Os patrões ganhavam aquele dinheiro no fim do ano, tudo, chegava e dava um panetone e dava um vinho ruim pro cara. Então nós mostramos a realidade: o trabalhador também precisava passar um Natal melhor", conta João Miguel Alonso, líder metalúrgico, em depoimento recuperado por Pereira Neto, sobre os argumentos usados com os patrões à época.

"Nós sempre levantávamos esse problema desde antes: o trabalhador, no fim de ano, precisava comprar um sapato melhor pro filho, precisava comprar um vestido pra mulher. 'Oh, meu deus do céu, vocês têm que entender, vocês não vão dar a empresa para eles, vocês vão dar apenas o essencial para esse coitado viver, passar um Natal melhor com a família'."

Benefício pago em laranjas

Larissa Rosa Corrêa, professora do Departamento de História da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), observa que a luta dos trabalhadores brasileiros por uma gratificação de Natal não começou já conquistando um salário extra logo de cara.

No artigo Abono de Natal: gorjeta, prêmio ou direito? Trabalhadores têxteis e a justiça do trabalho, ela resgata o relato do líder sindicalista Antonio Chamorro. Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja.

No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão.

"Aí ele [o patrão] cedeu. Foi uma outra vitória nossa", contou Chamorro, em depoimento ao Centro de Memória Sindical, recuperado pela historiadora.

É interessante observar como os trabalhadores organizados aproveitavam todas as brechas deixadas pelos patrões", observa a professora da PUC-Rio, no estudo. "No caso relatado, o empregador cedeu uma vez; na próxima ele não teve argumentos para não fornecer o benefício novamente, e, desta vez, a gratificação teria que ser melhor, e assim por diante."

A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ln4p18r2ro)
"A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria."
Os vocábulos destacados no trecho podem ser substituídos, sem perda de sentido, pelos vocábulos evidenciados na alternativa:
Alternativas
Q3116151 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Origem do abono de Natal e início da luta no Brasil

A gratificação de Natal é uma tradição que tem origem em países de maioria cristã, onde alguns patrões tinham o costume de presentar seus funcionários com cestas de alimentos na época das festas de fim de ano.

Essa doação antes voluntária se tornou obrigatória na Itália em 1937, durante o regime fascista de Benito Mussolini, quando o acordo coletivo de trabalho nacional passou a prever um mês adicional de salário para os empregados das fábricas.

Em 1946, a gratificação seria estendida às demais categorias de trabalhadores italianos, sendo consolidado através de decreto presidencial em 1960.

No Brasil, os primeiros registros de greves e demandas pelo abono de Natal são de 1921, na Cia. Paulista de Aniagem e na indústria Mariângela, ambas empresas do setor têxtil.

Sob inspiração da Carta del Lavoro (1927) da Itália fascista, o Brasil aprovaria em 1943 sua Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas dela não constava o 13º salário.

Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli, o que levaria a uma greve geral no ano seguinte em Santo André (SP) pelo pagamento do benefício.

"Na onda de greves que se alastrou de dezembro de 1945 a março de 1946, a luta pelo prêmio de final de ano era a principal reivindicação na maioria delas, envolvendo categorias como ferroviários da Sorocabana, trabalhadores da Light, tecelões, metalúrgicos, gráficos e químicos em São Paulo", lembra Pereira Neto, em sua tese de doutorado.

"Os patrões ganhavam aquele dinheiro no fim do ano, tudo, chegava e dava um panetone e dava um vinho ruim pro cara. Então nós mostramos a realidade: o trabalhador também precisava passar um Natal melhor", conta João Miguel Alonso, líder metalúrgico, em depoimento recuperado por Pereira Neto, sobre os argumentos usados com os patrões à época.

"Nós sempre levantávamos esse problema desde antes: o trabalhador, no fim de ano, precisava comprar um sapato melhor pro filho, precisava comprar um vestido pra mulher. 'Oh, meu deus do céu, vocês têm que entender, vocês não vão dar a empresa para eles, vocês vão dar apenas o essencial para esse coitado viver, passar um Natal melhor com a família'."

Benefício pago em laranjas

Larissa Rosa Corrêa, professora do Departamento de História da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), observa que a luta dos trabalhadores brasileiros por uma gratificação de Natal não começou já conquistando um salário extra logo de cara.

No artigo Abono de Natal: gorjeta, prêmio ou direito? Trabalhadores têxteis e a justiça do trabalho, ela resgata o relato do líder sindicalista Antonio Chamorro. Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja.

No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão.

"Aí ele [o patrão] cedeu. Foi uma outra vitória nossa", contou Chamorro, em depoimento ao Centro de Memória Sindical, recuperado pela historiadora.

É interessante observar como os trabalhadores organizados aproveitavam todas as brechas deixadas pelos patrões", observa a professora da PUC-Rio, no estudo. "No caso relatado, o empregador cedeu uma vez; na próxima ele não teve argumentos para não fornecer o benefício novamente, e, desta vez, a gratificação teria que ser melhor, e assim por diante."

A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ln4p18r2ro)
"No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão."

Em relação às classes de palavras, analise as afirmativas acerca dos vocábulos presentes no trecho:

I.O vocábulo 'mas' é um conjunção adversativa.
II.Pertencem, respectivamente, a mesma classe gramatical dos vocábulos 'cortes', 'laranjas' e 'quentes', os vocábulos destacados em: A cidade, a praça e o parque estão tranquilos.
III.A forma verbal 'receberam' está no mesmo tempo e modo da forma verbal destacada em "Eles viam muitos filmes juntos aos domingos."
IV.O vocábulo 'má' é a forma feminina de 'mal'.

Estão corretas: 
Alternativas
Q3116150 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Origem do abono de Natal e início da luta no Brasil

A gratificação de Natal é uma tradição que tem origem em países de maioria cristã, onde alguns patrões tinham o costume de presentar seus funcionários com cestas de alimentos na época das festas de fim de ano.

Essa doação antes voluntária se tornou obrigatória na Itália em 1937, durante o regime fascista de Benito Mussolini, quando o acordo coletivo de trabalho nacional passou a prever um mês adicional de salário para os empregados das fábricas.

Em 1946, a gratificação seria estendida às demais categorias de trabalhadores italianos, sendo consolidado através de decreto presidencial em 1960.

No Brasil, os primeiros registros de greves e demandas pelo abono de Natal são de 1921, na Cia. Paulista de Aniagem e na indústria Mariângela, ambas empresas do setor têxtil.

Sob inspiração da Carta del Lavoro (1927) da Itália fascista, o Brasil aprovaria em 1943 sua Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas dela não constava o 13º salário.

Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli, o que levaria a uma greve geral no ano seguinte em Santo André (SP) pelo pagamento do benefício.

"Na onda de greves que se alastrou de dezembro de 1945 a março de 1946, a luta pelo prêmio de final de ano era a principal reivindicação na maioria delas, envolvendo categorias como ferroviários da Sorocabana, trabalhadores da Light, tecelões, metalúrgicos, gráficos e químicos em São Paulo", lembra Pereira Neto, em sua tese de doutorado.

"Os patrões ganhavam aquele dinheiro no fim do ano, tudo, chegava e dava um panetone e dava um vinho ruim pro cara. Então nós mostramos a realidade: o trabalhador também precisava passar um Natal melhor", conta João Miguel Alonso, líder metalúrgico, em depoimento recuperado por Pereira Neto, sobre os argumentos usados com os patrões à época.

"Nós sempre levantávamos esse problema desde antes: o trabalhador, no fim de ano, precisava comprar um sapato melhor pro filho, precisava comprar um vestido pra mulher. 'Oh, meu deus do céu, vocês têm que entender, vocês não vão dar a empresa para eles, vocês vão dar apenas o essencial para esse coitado viver, passar um Natal melhor com a família'."

Benefício pago em laranjas

Larissa Rosa Corrêa, professora do Departamento de História da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), observa que a luta dos trabalhadores brasileiros por uma gratificação de Natal não começou já conquistando um salário extra logo de cara.

No artigo Abono de Natal: gorjeta, prêmio ou direito? Trabalhadores têxteis e a justiça do trabalho, ela resgata o relato do líder sindicalista Antonio Chamorro. Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja.

No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão.

"Aí ele [o patrão] cedeu. Foi uma outra vitória nossa", contou Chamorro, em depoimento ao Centro de Memória Sindical, recuperado pela historiadora.

É interessante observar como os trabalhadores organizados aproveitavam todas as brechas deixadas pelos patrões", observa a professora da PUC-Rio, no estudo. "No caso relatado, o empregador cedeu uma vez; na próxima ele não teve argumentos para não fornecer o benefício novamente, e, desta vez, a gratificação teria que ser melhor, e assim por diante."

A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ln4p18r2ro)
"Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli."
A ideia estabelecida pela conjunção 'no entanto' é de:
Alternativas
Q3116149 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Origem do abono de Natal e início da luta no Brasil

A gratificação de Natal é uma tradição que tem origem em países de maioria cristã, onde alguns patrões tinham o costume de presentar seus funcionários com cestas de alimentos na época das festas de fim de ano.

Essa doação antes voluntária se tornou obrigatória na Itália em 1937, durante o regime fascista de Benito Mussolini, quando o acordo coletivo de trabalho nacional passou a prever um mês adicional de salário para os empregados das fábricas.

Em 1946, a gratificação seria estendida às demais categorias de trabalhadores italianos, sendo consolidado através de decreto presidencial em 1960.

No Brasil, os primeiros registros de greves e demandas pelo abono de Natal são de 1921, na Cia. Paulista de Aniagem e na indústria Mariângela, ambas empresas do setor têxtil.

Sob inspiração da Carta del Lavoro (1927) da Itália fascista, o Brasil aprovaria em 1943 sua Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas dela não constava o 13º salário.

Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli, o que levaria a uma greve geral no ano seguinte em Santo André (SP) pelo pagamento do benefício.

"Na onda de greves que se alastrou de dezembro de 1945 a março de 1946, a luta pelo prêmio de final de ano era a principal reivindicação na maioria delas, envolvendo categorias como ferroviários da Sorocabana, trabalhadores da Light, tecelões, metalúrgicos, gráficos e químicos em São Paulo", lembra Pereira Neto, em sua tese de doutorado.

"Os patrões ganhavam aquele dinheiro no fim do ano, tudo, chegava e dava um panetone e dava um vinho ruim pro cara. Então nós mostramos a realidade: o trabalhador também precisava passar um Natal melhor", conta João Miguel Alonso, líder metalúrgico, em depoimento recuperado por Pereira Neto, sobre os argumentos usados com os patrões à época.

"Nós sempre levantávamos esse problema desde antes: o trabalhador, no fim de ano, precisava comprar um sapato melhor pro filho, precisava comprar um vestido pra mulher. 'Oh, meu deus do céu, vocês têm que entender, vocês não vão dar a empresa para eles, vocês vão dar apenas o essencial para esse coitado viver, passar um Natal melhor com a família'."

Benefício pago em laranjas

Larissa Rosa Corrêa, professora do Departamento de História da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), observa que a luta dos trabalhadores brasileiros por uma gratificação de Natal não começou já conquistando um salário extra logo de cara.

No artigo Abono de Natal: gorjeta, prêmio ou direito? Trabalhadores têxteis e a justiça do trabalho, ela resgata o relato do líder sindicalista Antonio Chamorro. Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja.

No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão.

"Aí ele [o patrão] cedeu. Foi uma outra vitória nossa", contou Chamorro, em depoimento ao Centro de Memória Sindical, recuperado pela historiadora.

É interessante observar como os trabalhadores organizados aproveitavam todas as brechas deixadas pelos patrões", observa a professora da PUC-Rio, no estudo. "No caso relatado, o empregador cedeu uma vez; na próxima ele não teve argumentos para não fornecer o benefício novamente, e, desta vez, a gratificação teria que ser melhor, e assim por diante."

A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ln4p18r2ro)
"Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja."
Ao analisar a regência do verbo 'reivindicar' no trecho, pode-se afirmar que quanto à transitividade, ele é: 
Alternativas
Q3116146 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Origem do abono de Natal e início da luta no Brasil

A gratificação de Natal é uma tradição que tem origem em países de maioria cristã, onde alguns patrões tinham o costume de presentar seus funcionários com cestas de alimentos na época das festas de fim de ano.

Essa doação antes voluntária se tornou obrigatória na Itália em 1937, durante o regime fascista de Benito Mussolini, quando o acordo coletivo de trabalho nacional passou a prever um mês adicional de salário para os empregados das fábricas.

Em 1946, a gratificação seria estendida às demais categorias de trabalhadores italianos, sendo consolidado através de decreto presidencial em 1960.

No Brasil, os primeiros registros de greves e demandas pelo abono de Natal são de 1921, na Cia. Paulista de Aniagem e na indústria Mariângela, ambas empresas do setor têxtil.

Sob inspiração da Carta del Lavoro (1927) da Itália fascista, o Brasil aprovaria em 1943 sua Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), mas dela não constava o 13º salário.

Naquele mesmo ano, no entanto, o abono de Natal foi conquistado pelos trabalhadores da fabricante de pneus Pirelli, o que levaria a uma greve geral no ano seguinte em Santo André (SP) pelo pagamento do benefício.

"Na onda de greves que se alastrou de dezembro de 1945 a março de 1946, a luta pelo prêmio de final de ano era a principal reivindicação na maioria delas, envolvendo categorias como ferroviários da Sorocabana, trabalhadores da Light, tecelões, metalúrgicos, gráficos e químicos em São Paulo", lembra Pereira Neto, em sua tese de doutorado.

"Os patrões ganhavam aquele dinheiro no fim do ano, tudo, chegava e dava um panetone e dava um vinho ruim pro cara. Então nós mostramos a realidade: o trabalhador também precisava passar um Natal melhor", conta João Miguel Alonso, líder metalúrgico, em depoimento recuperado por Pereira Neto, sobre os argumentos usados com os patrões à época.

"Nós sempre levantávamos esse problema desde antes: o trabalhador, no fim de ano, precisava comprar um sapato melhor pro filho, precisava comprar um vestido pra mulher. 'Oh, meu deus do céu, vocês têm que entender, vocês não vão dar a empresa para eles, vocês vão dar apenas o essencial para esse coitado viver, passar um Natal melhor com a família'."

Benefício pago em laranjas

Larissa Rosa Corrêa, professora do Departamento de História da PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro), observa que a luta dos trabalhadores brasileiros por uma gratificação de Natal não começou já conquistando um salário extra logo de cara.

No artigo Abono de Natal: gorjeta, prêmio ou direito? Trabalhadores têxteis e a justiça do trabalho, ela resgata o relato do líder sindicalista Antonio Chamorro. Ele conta que, quando era operário numa fábrica têxtil em 1946, a primeira vez que os trabalhadores reivindicaram ao patrão uma gratificação de fim de ano, receberam em troca sacos de laranja.

No ano seguinte, pediram cortes de tecido no lugar das laranjas, mas receberam panos considerados de má qualidade e muito quentes para o final de ano. No ano seguinte, os trabalhadores reivindicaram um tecido mais leve e adequado ao verão.

"Aí ele [o patrão] cedeu. Foi uma outra vitória nossa", contou Chamorro, em depoimento ao Centro de Memória Sindical, recuperado pela historiadora.

É interessante observar como os trabalhadores organizados aproveitavam todas as brechas deixadas pelos patrões", observa a professora da PUC-Rio, no estudo. "No caso relatado, o empregador cedeu uma vez; na próxima ele não teve argumentos para não fornecer o benefício novamente, e, desta vez, a gratificação teria que ser melhor, e assim por diante."

A luta pelo abono de Natal atravessaria a década de 1950 e chegaria fortalecida nos anos 1960, em meio ao avanço da inflação, empoderamento dos sindicatos e contexto político inflamado pelas disputas ideológicas da Guerra Fria.


(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c2ln4p18r2ro)
Em relação ao sentido conotativo e denotativo das palavras destacadas nos enunciados, identifique a alternativa em que a palavra está empregada com sentido conotativo:
Alternativas
Q3116145 Direito Penal
A Lei n° 11.340/06 cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher, também conhecida como Lei Maria da Penha, estabelece alguns tipos de violência as quais a mulher pode ser exposta, correlacione-as:

Coluna I
1.Violência física.
2.Violência patrimonial.
3.Violência moral.

Coluna II

a.Entendida como qualquer conduta que configure retenção, subtração, destruição parcial ou total de seus objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos, incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.
b.Entendida como qualquer conduta que configure calúnia, difamação ou injúria.
c.Entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal.

Correlacione as colunas I e II, e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3116144 Comunicação Social
O processo de comunicação nas relações humanas envolve um processo de codificação e decodificação de símbolos culturais, na qual é possível sistematizar, separando as dimensões do transmissor, da mensagem e do receptor. No que se refere às suas noções básicas de relações humanas, julgue os itens a seguir como Verdadeiros (V) ou Falsos (F):

(__)As relações estabelecidas por processos de comunicação correspondem às necessidades humanas de interação, logo elas contribuem para a construção e ordenamento do mundo em que se vive.
(__)A multiplicidade de formas de se comunicar decorrentes da dimensão criativa da linguagem, nos possibilita diferentes percepções sobre o que se diz e por quem é dito.
(__)O compartilhamento de informações e ideias não tem base nas percepções sobre nós e os outros.

Fonte: Leonardo Renner Koppe. Relações Humanas no Trabalho. Instituto Federal Sul-Rio-Grandense, 2012.

Assinale a alternativa com a sequência CORRETA de cima para baixo.
Alternativas
Q3116143 Raciocínio Lógico
O fogo é conhecido pelos seres humanos há bastante tempo, inicialmente ele era proveniente apenas de eventos naturais, como raios, e posteriormente, obtido intencionalmente. Entretanto, quando ocorre uma perda de controle sobre o fogo, a consequência disso é um incêndio. Diante disso, existem diferentes origens para um incêndio, dentre elas: uma vela acessa sobre um móvel, um vazamento de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e fogos de artifício. O que essas causas de incêndio apresentam em comum:
Alternativas
Q3116142 Português
O Brasil é um país reconhecido internacionalmente como um país da diversidade e tem esse tema como uma de suas principais propagandas para o exterior. Essa característica do povo brasileiro, ao mesmo tempo que é apreciada em sua positividade também gera conflitos com consequências assustadoras. Sobre esse assunto, julgue os excertos a seguir:

Excerto I.Questões de gênero, etnia e/ou orientação sexual tem produzido práticas discriminatórias que não condizem com um país que se orgulha de sua diversidade.
Excerto II.A escola tem um papel muito importante, nesse contexto, sendo parte da sociedade, entretanto essa deve se furtar, de provocar o debate buscando conhecer e valorizar a diversidade.

Fonte: Carlos Roberto Pires Campos. Gênero e diversidade na escola: práticas pedagógicas e reflexões necessárias. Vitória: Ifes, 2015.

Sobre os excertos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3116141 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
O Estatuto da Criança e do Adolescente está contemplado na Lei n° 8.069/90, segundo a qual a humilhação como um tratamento em relação à criança ou adolescente, é considerada como:
Alternativas
Respostas
221: C
222: B
223: A
224: C
225: B
226: A
227: B
228: A
229: B
230: B
231: D
232: D
233: B
234: D
235: D
236: A
237: C
238: B
239: D
240: C