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Q3394317 Engenharia Mecânica
Em operações de manutenção rotineiras de uma retroescavadeira, a atenção à alavanca de carregadeira frontal é vital devido ao seu papel fundamental na manipulação de materiais e movimentação de terra. A manutenção adequada garante operações seguras e eficientes. Considerando isso, assinale a alternativa com a ação que deve ser prioritária para manter a funcionalidade e a segurança da alavanca de carregadeira frontal:
Alternativas
Q3394316 Engenharia Mecânica
Em um curso de capacitação para operadores de motoniveladoras, instrutores enfatizam a importância dos ajustes, das regulagens e da manutenção corretos dos implementos para assegurar a eficiência e segurança durante as operações de nivelamento e terraplenagem. Com base nessas práticas recomendadas, analise as seguintes afirmações relativas à operação e manutenção de uma motoniveladora:
I.O acoplamento correto dos implementos deve ser confirmado visualmente e por meio de testes de movimento antes de iniciar as operações.
II.A limpeza regular dos implementos é uma prática opcional, pois a sujeira e detritos não afetam significativamente o desempenho da motoniveladora.
III.Após o uso, os implementos devem ser desacoplados, limpos e inspecionados para qualquer sinal de desgaste ou dano.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3394315 Engenharia Mecânica
A Norma Regulamentadora NR 12 estabelece diretrizes cruciais para a segurança no trabalho envolvendo máquinas e equipamentos em diversas indústrias, cobrindo desde a fase de projeto até a de descarte, incluindo operação e manutenção. Dentre suas muitas disposições, existem especificações claras sobre a aplicabilidade da norma em diferentes contextos. Analise as seguintes proposições relativas à aplicabilidade da NR 12:
I.A fase de utilização, conforme definida pela NR 12, inclui o transporte, montagem, instalação, ajuste, operação, limpeza, manutenção, inspeção, desativação e desmonte da máquina ou equipamento.
II.As disposições da NR 12 excluem explicitamente máquinas e equipamentos que são operados ou movidos exclusivamente por força humana ou animal, refletindo a irrelevância da norma para equipamentos não mecanizados.
III.A NR 12 não se aplica a máquinas e equipamentos que sejam peças de museu, expostas para fins históricos ou consideradas antiguidades sem uso produtivo atual, contanto que medidas preventivas sejam tomadas para assegurar a segurança dos visitantes e expositores.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3394307 Matemática
Ricardo e Mariana nasceram em 10 de fevereiro. Porém, Ricardo tem 12 anos a mais que Mariana. Ricardo nasceu em 1995. Pode-se afirmar que a idade de Mariana em março de 2020 era, em anos, de:
Alternativas
Q3394306 Matemática
Lucas comprou uma bicicleta no valor de 1300 reais. Ele pagou 20% em dinheiro e o restante ficou para ele pagar no mês seguinte. O valor que ele ficou de pagar no mês seguinte foi, em reais, de:
Alternativas
Q3394302 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Memória muscular realmente existe?

Você se lembra do seu último programa de treinamento na academia, no clube ou na escola há muitos anos? Talvez você não se lembre, mas sabia que os nossos músculos esqueléticos sim? Esse tipo de músculo está ligado ao esqueleto e é responsável pelo movimento do corpo, dentre várias outras funções.
Você já deve ter percebido em seu corpo ou deve ter ouvido falar que o condicionamento físico (força muscular ou resistência à fadiga) melhora muito mais rápido quando você retorna ao treinamento (retreinamento) após um período afastado (destreinamento) comparado à condição em que você começa a treinar pela primeira vez, sem ter praticado aquele tipo de exercício antes − exemplo: musculação ou corrida. Sim, isso é verdade!
Estudos têm sugerido que esse efeito pode ser explicado por adaptações neurais, tanto no cérebro como nos nervos periféricos, mas principalmente por adaptações "exclusivamente" musculares relacionadas a duas teorias: i) "Memória" muscular celular e ii) "Memória" muscular molecular (ou epigenética). Mas o que seria a "memória" celular? Essa memória se refere às adaptações que ocorrem na estrutura e organização de compartimentos das células musculares, por exemplo, o aumento da quantidade de novos núcleos. Esse tipo de adaptação é importante para o aumento do DNA, uma molécula que contém todas as informações genéticas do organismo. E a "memória" molecular? Ela se refere a modificações no DNA do músculo, como a metilação, mas sem alterações na sequência ou quantidade do DNA.
Ambos os tipos de memórias poderiam levar a mudanças na expressão de genes relacionados ao crescimento (hipertrofia), força ou resistência à fadiga da musculatura e essas alterações seriam retidas no destreinamento, acelerando a adaptação muscular no retreinamento.
A compreensão da "memória muscular" pode ajudar não somente no desenvolvimento de intervenções mais eficazes para o condicionamento físico após um período de inatividade física, mas também na compreensão dos mecanismos de "reconfiguração molecular" estimulados pelo exercício físico em músculos de indivíduos idosos ou doentes.

Retirado e adaptado de: PESSOA, Pedro William Martins.; GONÇALVES, Dawit Albieiro Pinheiro. Memória muscular realmente existe? Nosso músculo se lembra do treinamento e se adapta mais rapidamente após um período "parado"? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 11 mar., 2024.

Assinale a alternativa que corretamente apresenta o gênero a que pertence o texto:
Alternativas
Q3394294 Radiologia

Analise as seguintes afirmativas relacionadas à radiossensibilidade celular, considerando os princípios da Radiobiologia:


I. Células em estágios avançados de diferenciação são geralmente mais radiossensíveis do que células em estágios iniciais de diferenciação.


II. O tempo de latência dos efeitos da radiação é uniforme para todos os tipos de tecido, independentemente do nível de exposição.


III. A reversibilidade dos danos causados pela radiação depende da dose recebida e do tipo de dano ao DNA, sendo alguns efeitos temporariamente reversíveis.


IV. A transmissibilidade de danos induzidos por radiação a células descendentes é um fenômeno raro, ocorrendo apenas em condições de altas doses de radiação.


V. Existe um limiar de dose de radiação abaixo do qual nenhum dano biológico é observado, garantindo total segurança à exposição.


É correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3394293 Radiologia
No contexto da produção de raios X em um tubo de raios X, a eficiência e a qualidade do feixe de raios X gerado são influenciadas por vários componentes críticos do tubo. Considerando o design e a função dos componentes principais de um tubo de raios X, assinale a alternativa que descreve corretamente a interação entre esses componentes e sua contribuição para a produção de raios X:
Alternativas
Q3394292 Radiologia

Analise as seguintes afirmativas sobre a interação dos raios X com a matéria e a atenuação da radiação e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:


(__) A atenuação dos raios X aumenta com o aumento da energia dos fótons, devido à maior penetração desses fótons através da matéria.


(__) O efeito fotoelétrico é mais provável de ocorrer em energias de fótons mais baixas e em materiais com números atômicos mais altos.


(__) A produção de pares é um processo de interação dos raios X com a matéria que pode ocorrer em qualquer nível de energia dos fótons.


(__) Na dispersão Compton, a energia do fóton incidente é parcialmente transferida para um elétron, resultando em um fóton espalhado com energia menor.


(__) A espessura e o tipo de material utilizado como blindagem não influenciam significativamente a atenuação dos raios X.


Assinale a alternativa com a sequência correta:

Alternativas
Q3394291 Radiologia

Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona fenômenos e características específicas das radiações aos tipos de radiação ou partículas correspondentes, considerando o contexto de suas interações com a matéria e aplicações específicas:


Coluna 1: fenômenos e características das radiações


1. Radiação capaz de ionizar átomos diretamente através de interações Coulombianas, frequentemente utilizada em tratamentos de radioterapia.


2. Resulta da excitação ou desexcitação nuclear, com capacidade de atravessar espessuras consideráveis de chumbo.


3. Produzida no decaimento beta positivo, em que um pósitron é emitido e subsequentemente aniquilado, gerando pares de fótons de alta energia.


4. Utilizada em inspeção de soldas e materiais, originada pela desaceleração de elétrons de alta velocidade ao colidirem com um alvo metálico.


5. Fenômeno caracterizado pela emissão de um nêutron livre, importante em processos de fissão nuclear e pesquisas em física de partículas.


Coluna 2: tipo de radiação ou partícula


(__) Radiação beta (β).


(__) Raios X.


(__) Nêutrons.


(__) Radiação gama (γ).


(__) Positrônio.


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Q3394290 Radiologia
Considerando os princípios físicos da tomografia computadorizada (TC) e suas aplicações clínicas, assinale a alternativa que descreve corretamente uma inovação técnica que aumentou significativamente a qualidade das imagens de TC e expandiu suas indicações clínicas, juntamente com uma indicação específica dessa tecnologia:
Alternativas
Q3394289 Radiologia
Considerando o espectro de raios X produzido em um tubo de raios X, diversos fatores podem influenciar sua forma e composição, afetando diretamente a qualidade da imagem radiográfica. Assinale a alternativa que descreve corretamente um conjunto de fatores que, quando modificados, alteram significativamente o espectro dos raios X gerados, contribuindo para a otimização do contraste e da definição da imagem: 
Alternativas
Q3394288 Radiologia
Na produção de raios X em um tubo de raios X convencional, diversos fenômenos físicos contribuem para a formação do espectro de raios X final. Considerando o processo de interação dos elétrons acelerados com o material do ânodo, assinale a alternativa que descreve corretamente o mecanismo predominante responsável pela produção da maioria dos raios X em um tubo de raios X e o impacto da energia dos elétrons incidentes nesse processo: 
Alternativas
Q3394287 Radiologia
Em um gerador de raios X, a qualidade e a quantidade do feixe de raios X produzido podem ser ajustadas por meio de parâmetros controláveis no equipamento. Considerando os princípios de operação de um gerador de raios X moderno, assinale a alternativa que descreve corretamente a influência da tensão (kV) e da corrente (mA) no espectro de energia dos raios X produzidos, assim como na dose de radiação entregue ao paciente:
Alternativas
Q3394286 Radiologia

Considerando os princípios físicos que regem a produção dos raios X e sua interação com a matéria, avalie a seguinte situação:


Um feixe de raios X incide sobre um alvo composto por um material de número atômico elevado. Ao interagir com os elétrons dos átomos do alvo, são produzidos raios X secundários e um espectro de emissão característico. Este fenômeno é fundamental para a aplicação dos raios X em diagnósticos médicos e análises materiais.


Com base nesse cenário, assinale a alternativa que descreve corretamente a relação entre o número atômico do material do alvo e a eficiência na produção de raios X, assim como as propriedades dos raios X produzidos:

Alternativas
Q3394285 Radiologia
Na obtenção de imagens radiográficas de alta qualidade, a manipulação precisa de vários elementos do sistema de imagem é crucial. Considerando os avanços tecnológicos e as práticas de otimização da qualidade da imagem em radiologia, assinale a alternativa que descreve corretamente a combinação de técnicas e ajustes que, ao serem aplicados simultaneamente, maximizam a resolução da imagem, o contraste e minimizam a dose de radiação ao paciente:
Alternativas
Q3394280 Legislação dos Municípios do Estado de Santa Catarina

Segundo a lei complementar n.° 97/2009, que dispõe sobre a criação do plano de carreira, cargos e vencimentos dos servidores públicos do Poder Executivo do município de Bombinhas, em seu art. 3°, a carreira dos servidores públicos municipais de Bombinhas tem como princípios básicos:


I. Organização técnica e administrativa do trabalho.


II. Racionalização da estrutura de cargos e carreiras.


III.Qualificação profissional e valorização profissional.


É correto o que se afirmar em:

Alternativas
Q3394269 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 Vacinas inversas: esperança contra doenças

autoimunes


Muitas vacinas simulam uma infecção natural e estimulam o sistema imunitário a gerar as respostas necessárias para evitar a infecção por agentes patogênicos de tipo selvagem e, possivelmente, a ocorrência de doenças. Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


A resposta para essas perguntas pode estar em uma nova estratégia de desenvolvimento de vacinas, concebida por Andrew Tremain e colaboradores e publicada em setembro de 2023 na Nature Biomedical Engineering . Trata-se de uma vacina inversa. Ou seja, em vez de gerar uma memória de longo prazo que vai estimular uma resposta imunitária robusta a partir do reconhecimento de componentes de um patógeno invasor − como acontece com as vacinas tradicionais −, ela remove a memória do sistema imunitário em relação a uma molécula de proteína do próprio corpo que é incorretamente reconhecida como estranha por células de defesa (linfócitos T).


Para criar a vacina, a equipe acoplou a molécula N-acetilgalactosamina (pGal) a proteínas (chamadas de antígenos) responsáveis por provocar a reação do sistema imunitário contra determinados órgãos, tecidos ou células do próprio corpo. A molécula pGal marca essas proteínas e sinaliza que elas não devem ser identificadas como estranhas ao organismo, gerando tolerância imunológica específica.


Existem diferentes antígenos associados às doenças autoimunes. Por exemplo, na esclerose múltipla − doença autoimune que afeta o sistema nervoso −, os linfócitos T reagem à mielina, que forma a camada proteica protetora que fica ao redor dos nervos. Já no caso da doença de Crohn, as células T têm como alvo a parte inferior do intestino delgado. A ideia é que a molécula pGal possa ser ligada a qualquer proteína antigênica do corpo para direcionar o sistema imunológico a tolerá-la, atenuando ou eliminando a resposta imune contra essa proteína.

Em estudos com modelos experimentais (ratos e macacos), os pesquisadores demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla, atestando que doenças autoimunes em curso poderiam ser reduzidas e/ou curadas após imunização com vacina inversa.


É importante destacar que um ensaio inicial de fase I, para avaliar a segurança da abordagem da vacina inversa, já foi realizado em pessoas com doença celíaca, e outros ensaios de segurança em humanos com esclerose múltipla estão em andamento, todos com o apoio da empresa farmacêutica Anokion S/A.


Espera-se que a vacina inversa seja mais eficaz no tratamento das doenças autoimunes do que os métodos usados hoje em dia, que são principalmente direcionados para enfraquecer o sistema imunitário e restringir a resposta imunológica, deixando os pacientes suscetíveis a infecções e efeitos colaterais.


Retirado e adaptado de: GALLER, Ricardo. Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes. Ciência hoje.

Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-inversas-esperanca-contra-doe ncas-autoimunes/ Acesso em: 12 mar., 2024. 

Assinale a alternativa que apresenta a correta definição do gênero ao qual pertence o texto lido:
Alternativas
Q3394268 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 Vacinas inversas: esperança contra doenças

autoimunes


Muitas vacinas simulam uma infecção natural e estimulam o sistema imunitário a gerar as respostas necessárias para evitar a infecção por agentes patogênicos de tipo selvagem e, possivelmente, a ocorrência de doenças. Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


A resposta para essas perguntas pode estar em uma nova estratégia de desenvolvimento de vacinas, concebida por Andrew Tremain e colaboradores e publicada em setembro de 2023 na Nature Biomedical Engineering . Trata-se de uma vacina inversa. Ou seja, em vez de gerar uma memória de longo prazo que vai estimular uma resposta imunitária robusta a partir do reconhecimento de componentes de um patógeno invasor − como acontece com as vacinas tradicionais −, ela remove a memória do sistema imunitário em relação a uma molécula de proteína do próprio corpo que é incorretamente reconhecida como estranha por células de defesa (linfócitos T).


Para criar a vacina, a equipe acoplou a molécula N-acetilgalactosamina (pGal) a proteínas (chamadas de antígenos) responsáveis por provocar a reação do sistema imunitário contra determinados órgãos, tecidos ou células do próprio corpo. A molécula pGal marca essas proteínas e sinaliza que elas não devem ser identificadas como estranhas ao organismo, gerando tolerância imunológica específica.


Existem diferentes antígenos associados às doenças autoimunes. Por exemplo, na esclerose múltipla − doença autoimune que afeta o sistema nervoso −, os linfócitos T reagem à mielina, que forma a camada proteica protetora que fica ao redor dos nervos. Já no caso da doença de Crohn, as células T têm como alvo a parte inferior do intestino delgado. A ideia é que a molécula pGal possa ser ligada a qualquer proteína antigênica do corpo para direcionar o sistema imunológico a tolerá-la, atenuando ou eliminando a resposta imune contra essa proteína.

Em estudos com modelos experimentais (ratos e macacos), os pesquisadores demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla, atestando que doenças autoimunes em curso poderiam ser reduzidas e/ou curadas após imunização com vacina inversa.


É importante destacar que um ensaio inicial de fase I, para avaliar a segurança da abordagem da vacina inversa, já foi realizado em pessoas com doença celíaca, e outros ensaios de segurança em humanos com esclerose múltipla estão em andamento, todos com o apoio da empresa farmacêutica Anokion S/A.


Espera-se que a vacina inversa seja mais eficaz no tratamento das doenças autoimunes do que os métodos usados hoje em dia, que são principalmente direcionados para enfraquecer o sistema imunitário e restringir a resposta imunológica, deixando os pacientes suscetíveis a infecções e efeitos colaterais.


Retirado e adaptado de: GALLER, Ricardo. Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes. Ciência hoje.

Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-inversas-esperanca-contra-doe ncas-autoimunes/ Acesso em: 12 mar., 2024. 

Analise o trecho a seguir, retirado do texto:


No entanto , surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Assinale a alternativa que poderia substituir o conectivo em destaque sem prejuízo de valor:

Alternativas
Q3394265 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


 Vacinas inversas: esperança contra doenças

autoimunes


Muitas vacinas simulam uma infecção natural e estimulam o sistema imunitário a gerar as respostas necessárias para evitar a infecção por agentes patogênicos de tipo selvagem e, possivelmente, a ocorrência de doenças. Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


A resposta para essas perguntas pode estar em uma nova estratégia de desenvolvimento de vacinas, concebida por Andrew Tremain e colaboradores e publicada em setembro de 2023 na Nature Biomedical Engineering . Trata-se de uma vacina inversa. Ou seja, em vez de gerar uma memória de longo prazo que vai estimular uma resposta imunitária robusta a partir do reconhecimento de componentes de um patógeno invasor − como acontece com as vacinas tradicionais −, ela remove a memória do sistema imunitário em relação a uma molécula de proteína do próprio corpo que é incorretamente reconhecida como estranha por células de defesa (linfócitos T).


Para criar a vacina, a equipe acoplou a molécula N-acetilgalactosamina (pGal) a proteínas (chamadas de antígenos) responsáveis por provocar a reação do sistema imunitário contra determinados órgãos, tecidos ou células do próprio corpo. A molécula pGal marca essas proteínas e sinaliza que elas não devem ser identificadas como estranhas ao organismo, gerando tolerância imunológica específica.


Existem diferentes antígenos associados às doenças autoimunes. Por exemplo, na esclerose múltipla − doença autoimune que afeta o sistema nervoso −, os linfócitos T reagem à mielina, que forma a camada proteica protetora que fica ao redor dos nervos. Já no caso da doença de Crohn, as células T têm como alvo a parte inferior do intestino delgado. A ideia é que a molécula pGal possa ser ligada a qualquer proteína antigênica do corpo para direcionar o sistema imunológico a tolerá-la, atenuando ou eliminando a resposta imune contra essa proteína.

Em estudos com modelos experimentais (ratos e macacos), os pesquisadores demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla, atestando que doenças autoimunes em curso poderiam ser reduzidas e/ou curadas após imunização com vacina inversa.


É importante destacar que um ensaio inicial de fase I, para avaliar a segurança da abordagem da vacina inversa, já foi realizado em pessoas com doença celíaca, e outros ensaios de segurança em humanos com esclerose múltipla estão em andamento, todos com o apoio da empresa farmacêutica Anokion S/A.


Espera-se que a vacina inversa seja mais eficaz no tratamento das doenças autoimunes do que os métodos usados hoje em dia, que são principalmente direcionados para enfraquecer o sistema imunitário e restringir a resposta imunológica, deixando os pacientes suscetíveis a infecções e efeitos colaterais.


Retirado e adaptado de: GALLER, Ricardo. Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes. Ciência hoje.

Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-inversas-esperanca-contra-doe ncas-autoimunes/ Acesso em: 12 mar., 2024. 

Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona processos de formação de palavras a seus exemplos retirados do texto:


Primeira coluna: processo de formação


(1) Derivação sufixal.


(2) Derivação prefixal.


(3) Derivação prefixal e sufixal.


Segunda coluna: exemplo


(__) autoimune


(__) imunológica


(__) pesquisadores


(__) incorretamente


(__) imunitário


Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas:

Alternativas
Respostas
3041: E
3042: B
3043: C
3044: D
3045: B
3046: A
3047: X
3048: C
3049: D
3050: A
3051: X
3052: B
3053: E
3054: E
3055: C
3056: A
3057: C
3058: D
3059: B
3060: D