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Q3791334 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791333 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia".
De acordo com as regras de concordância verbal, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791332 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
Muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.
De acordo com as regras de acentuação, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3791331 Economia
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
Na Costa Rica, o principal fator que explica a deflação foi a valorização da moeda local em relação ao dólar. Já em El Salvador, a redução de impostos sobre importações de alimentos e ajustes fiscais internos contribuíram para o mesmo fenômeno.
Considerando as informações do texto, é CORRETO afirmar que a deflação observada nesses países está relacionada principalmente a:
Alternativas
Q3791330 Direito Sanitário
A Vigilância Sanitária fundamenta-se em princípios que orientam a regulação, o controle e a fiscalização de produtos, serviços e ambientes de interesse à saúde, buscando prevenir riscos e proteger a população. Com base nesses conceitos, analise as afirmativas abaixo e assinale a correta.
Alternativas
Q3791329 Direito Sanitário
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) regula alimentos, medicamentos, cosméticos, saneantes, serviços e produtos de interesse à saúde, estabelecendo normas que visam proteger a saúde da população, garantindo qualidade, segurança e eficácia. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) A ANVISA define padrões de boas práticas de fabricação (BPF) para alimentos, medicamentos e cosméticos, incluindo requisitos de higiene, controle de qualidade e rastreabilidade.
(__) A fiscalização de produtos e serviços regulados pela ANVISA é opcional, cabendo apenas às empresas cumprir as normas internamente.
(__) A rotulagem de produtos deve obedecer às normas da ANVISA, informando composição, prazo de validade, instruções de uso e advertências de risco.
(__) Serviços de interesse à saúde, como laboratórios clínicos e clínicas de radiologia, devem seguir normas técnicas e procedimentos de segurança estabelecidos pela ANVISA.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3791328 Direito Sanitário
Com base exclusivamente no disposto na Lei federal nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que dispõe sobre a participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS) e sobre as transferências intergovernamentais de recursos financeiros na área da saúde, sem considerar jurisprudência ou doutrina, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3791327 Saúde Pública
A epidemiologia fornece dados essenciais para a prevenção, controle e planejamento de ações em saúde pública, considerando fatores biológicos, sociais e ambientais que influenciam a ocorrência de doenças. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) A vigilância epidemiológica é uma ferramenta exclusivamente reativa, atuando apenas após a ocorrência de surtos e epidemias, sem contribuir para prevenção ou planejamento estratégico.
(__) Determinantes sociais da saúde incluem fatores como renda, escolaridade, condições de moradia e acesso a serviços de saúde, que influenciam a distribuição de doenças e a efetividade das políticas públicas.
(__) A prevenção de doenças deve combinar ações individuais e coletivas, estratégias intersetoriais e participação comunitária, considerando contextos sociais e culturais específicos.
(__) A análise epidemiológica de dados permite identificar padrões de morbidade e mortalidade, avaliar tendências temporais, estimar risco e subsidiar a alocação de recursos e priorização de ações de saúde pública.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3791326 Saúde Pública
A Vigilância Sanitária constitui um dos eixos estratégicos do Sistema Único de Saúde (SUS), desempenhando papel essencial na proteção e promoção da saúde da população, mediante regulação, controle e fiscalização de produtos, serviços e ambientes. Considerando sua estrutura e competências, analise as afirmativas a seguir.
I. A Vigilância Sanitária atua em âmbito federal, estadual e municipal, sob a coordenação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que estabelece normas, padrões e procedimentos técnicos, cabendo aos estados e municípios a execução das ações de fiscalização e controle.
II. As ações da Vigilância Sanitária incluem o controle de bens de consumo e serviços que direta ou indiretamente possam representar risco à saúde, como alimentos, medicamentos, cosméticos, saneantes, sangue, hemoderivados e laboratórios clínicos.
III. Entre as competências da Vigilância Sanitária estão a intersetorialidade e a integração com outras políticas públicas, articulando-se com áreas como meio ambiente, trabalho e defesa do consumidor, para garantir a segurança sanitária e a prevenção de agravos.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q3791325 Direito Sanitário
A Vigilância Sanitária no Brasil evoluiu ao longo das décadas, passando de ações isoladas de inspeção e controle de produtos à atuação integrada na promoção e proteção da saúde pública, incorporando aspectos regulatórios, preventivos e educativos. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) A criação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) em 1999 unificou e descentralizou todas as ações de vigilância sanitária, concentrando a responsabilidade exclusiva em âmbito estadual.
(__) No início do século XX, as ações de vigilância sanitária eram principalmente reativas e voltadas à inspeção de alimentos e medicamentos, com foco limitado na prevenção de riscos à saúde.
(__) Historicamente, a vigilância sanitária no Brasil sempre atuou de forma integrada e preventiva, com amplo planejamento estratégico desde a sua criação no século XIX.
(__) A Constituição Federal de 1988 reconheceu a saúde como direito de todos e dever do Estado, estabelecendo a base legal para a consolidação de políticas de vigilância sanitária como parte integrante do Sistema Único de Saúde (SUS).

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3791324 Direito Sanitário
Com base exclusivamente no disposto na Lei federal nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e o funcionamento dos serviços correspondentes e institui o Sistema Único de Saúde (SUS), sem considerar jurisprudência ou doutrina, bem como em seus princípios de organização das ações e serviços públicos de saúde em níveis de complexidade crescente e de forma regionalizada e hierarquizada, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa VERDADEIRA.
Alternativas
Q3791323 Saúde Pública
O Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF) atua em conjunto com as equipes de Atenção Primária à Saúde, oferecendo suporte matricial por meio de profissionais de diferentes áreas para ampliar a capacidade de cuidado e a integralidade da atenção à saúde da população. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas: 
(__) A equipe do NASF é multiprofissional, incluindo profissionais como psicólogos, fisioterapeutas, nutricionistas e educadores físicos, dependendo das necessidades locais.
(__) O NASF promove ações de prevenção, educação em saúde, suporte técnico e articulação intersetorial, fortalecendo o cuidado integral da população.
(__) O NASF atua de forma direta com pacientes, sem integrar estratégias de apoio às equipes de Saúde da Família.
(__) A atuação do NASF se dá por meio do acolhimento, co-responsabilidade e apoio matricial, integrando ações às estratégias das equipes de Saúde da Família.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3791322 Direito Sanitário
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) é responsável por regulamentar e fiscalizar alimentos, medicamentos, cosméticos, saneantes, serviços e produtos de interesse à saúde, garantindo qualidade, segurança e eficácia, com base em normas técnicas, legislação vigente e boas práticas de fabricação. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) A fiscalização da ANVISA é opcional e depende apenas da iniciativa das empresas em cumprir normas internas.
(__) Serviços de interesse à saúde, como laboratórios clínicos e clínicas de radiologia, não precisam seguir normas técnicas, pois a responsabilidade recai exclusivamente sobre os profissionais de saúde.
(__) A ANVISA regula apenas medicamentos e alimentos, não sendo responsável por cosméticos, saneantes ou serviços de saúde.
(__) A rotulagem de alimentos e medicamentos deve informar composição, validade, modo de uso e advertências, conforme normas da ANVISA.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3791321 Direito Sanitário
Um fiscal de vigilância sanitária realiza inspeção em um estabelecimento que produz alimentos industrializados, avaliando condições de higiene, armazenamento, controle de pragas, potabilidade da água e descarte de resíduos. Considerando as normas e diretrizes de vigilância de ambientes, produtos e serviços de interesse à saúde, analise as afirmativas a seguir e assinale a correta.
Alternativas
Q3791320 Saúde Pública
A saúde coletiva envolve o estudo e a aplicação de medidas que promovam a prevenção de doenças, a proteção e a recuperação da saúde da população. A epidemiologia, por sua vez, é a ciência que investiga a distribuição e os determinantes das doenças, contribuindo para o planejamento de ações de prevenção, controle de surtos e implementação de políticas públicas. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) Determinantes sociais da saúde referem-se exclusivamente a fatores genéticos e biológicos que influenciam a ocorrência de doenças na população.
(__) A prevenção e o controle de surtos envolvem a identificação de casos, isolamento de indivíduos infectados, vacinação quando disponível e notificação compulsória às autoridades de saúde.
(__) Saúde coletiva e saúde pública são termos totalmente distintos, sem sobreposição de conceitos ou áreas de atuação.
(__) A notificação compulsória é um instrumento da vigilância epidemiológica que permite monitorar doenças de importância sanitária, subsidiando a tomada de decisões e a implementação de medidas de controle.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3791319 Direito Sanitário
A Vigilância Sanitária integra o Sistema Único de Saúde (SUS) e tem como objetivo promover e proteger a saúde da população, garantindo que produtos, serviços e ambientes estejam em conformidade com as normas de segurança sanitária. Sobre esse assunto, analise as afirmativas a seguir.
I. A atuação da Vigilância Sanitária é restrita ao nível federal, sendo executada exclusivamente pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), que centraliza todas as ações fiscalizatórias e regulatórias.
II. Os municípios não possuem competência legal para executar ações de Vigilância Sanitária, cabendo apenas aos estados e à União a regulação e fiscalização dos riscos à saúde.
III. Compete à Vigilância Sanitária o controle de bens de consumo e serviços que possam representar risco à saúde, incluindo alimentos, medicamentos, cosméticos, saneantes e estabelecimentos assistenciais.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q3791318 Direito Sanitário
A Vigilância de Ambientes, Produtos e Serviços tem como finalidade prevenir e controlar riscos à saúde decorrentes da produção, comercialização e uso de bens e serviços que possam afetar direta ou indiretamente a saúde da população. Dado o contexto, analise as afirmativas a seguir.
I. A Vigilância de Ambientes, Produtos e Serviços atua exclusivamente sobre produtos industrializados, não incluindo o controle de ambientes públicos e privados que possam impactar a saúde coletiva.
II. Compete à Vigilância Sanitária avaliar e fiscalizar ambientes de interesse à saúde, como hospitais, escolas, academias, clínicas e piscinas, bem como o controle de produtos sujeitos a risco sanitário.
III. A regulação de serviços de saúde e de interesse à saúde é de competência exclusiva do Ministério da Saúde, sem participação das instâncias estaduais e municipais.

Assinale a alternativa que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q3791317 Saúde Pública
A educação em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) tem como objetivo capacitar indivíduos e comunidades para a promoção de hábitos saudáveis, prevenção de doenças e utilização adequada dos serviços de saúde, articulando ações educativas com políticas públicas, atenção básica e estratégias intersetoriais. Acerca do assunto, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__) O Programa Saúde na Escola (PSE) é um exemplo de iniciativa que articula educação em saúde com escolas, promovendo ações de prevenção, acompanhamento da saúde de estudantes e participação comunitária.
(__) A educação em saúde no SUS limita-se à realização de campanhas informativas e materiais educativos, sem necessidade de integração com ações de atenção básica ou estratégias comunitárias.
(__) A educação em saúde busca apenas modificar comportamentos individuais, sem considerar determinantes sociais ou contextos culturais e econômicos da população.
(__) A educação em saúde no SUS envolve processos participativos, fortalecendo a autonomia da população na gestão de sua própria saúde e incentivando a corresponsabilidade entre usuários e serviços.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo:
Alternativas
Q3791316 Direito Sanitário
Com base exclusivamente no disposto nos arts. 6º, § 1º, e 200, inciso II, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (CF/88), na Lei federal nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, na Lei federal nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que trata da participação da comunidade na gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), e na Lei federal nº 9.782, de 26 de janeiro de 1999, que define o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária e cria a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), sem considerar jurisprudência ou doutrina, acerca da trajetória da Vigilância Sanitária no Brasil, marcada pela regulamentação legal, descentralização e fortalecimento da participação social, com base em princípios que visam proteger a saúde da população, considere as afirmativas abaixo e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3791315 Direito Sanitário
Com base exclusivamente no disposto nos arts. 196 a 200 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, na Lei federal nº 8.080, de 19 de setembro de 1990, e na Lei federal nº 8.142, de 28 de dezembro de 1990, que instituem e regulamentam o Sistema Único de Saúde (SUS), sem considerar jurisprudência ou doutrina, e que estabelecem os princípios e diretrizes que norteiam a organização das ações e serviços públicos de saúde em todo o território nacional, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
1181: B
1182: D
1183: A
1184: C
1185: C
1186: C
1187: B
1188: C
1189: C
1190: B
1191: B
1192: A
1193: C
1194: D
1195: C
1196: C
1197: D
1198: C
1199: B
1200: D