Foram encontradas 1.961 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q2314801 Pedagogia
O currículo e sua definição vêm, através dos tempos, buscando aprimorar a sua função, principalmente sendo entendido como um elemento que busca a transformação na forma de aquisição do conhecimento; nesse caso, completamente contrário ao sentido do currículo na tendência tradicional, que sustenta a transmissão de conhecimento e o aluno como banco receptor desse depósito. O currículo passou por mudanças a partir das décadas de 1920 e 1930 com o processo de urbanização que refletiu diretamente na forma de pensar a escola. Neste contexto, destacaram-se pesquisadores como Anísio Teixeira e Fernando de Azevedo, pioneiros da escola nova. Na perspectiva escolanovista, analise as afirmativas a seguir.

I. O currículo situa-se dentro das teorias não-críticas. A escola nova acentua a cultura como forma para o desenvolvimento individual e a educação é um processo interno, ou seja, supre a necessidade do indivíduo.

II. A escola nova propõe um aprendizado que dá valor à autoeducacão. A influência desse modelo vem de pensadores e pesquisadores da educação, como Montessori, Decroly, Dewey e Anísio Teixeira. Traz uma divisão de períodos chamados de escola renovada progressista e outra renovada não-diretiva.

III. A escola atua para garantir o aperfeiçoamento da ordem e do sistema de produção e, para isso, utiliza-se da tecnologia comportamental, produzindo seres humanos competentes e úteis para o mercado de trabalho.

IV. O currículo passa a ter um novo sentido quando deixa se estagnar em si próprio, e pode elevar a condição do estudante e legitimar a forma de vida social com liberdade, igualdade e solidariedade humanas. O currículo tanto dentro quanto fora da escola teria a possibilidade de ser um agente desenvolvedor de formas de vida ativas e democráticas.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q2314800 Pedagogia
A gestão educacional desempenha um papel fundamental na organização e otimização das atividades escolares. Em uma escola com sérios desafios de desempenho acadêmico e administrativo, um novo diretor é nomeado para liderar uma transformação significativa. Para implementar mudanças táticas, ele decidiu adotar uma abordagem de planejamento estratégico. No entanto, ele se depara com resistência e desconfiança da equipe escolar. Para superar essa resistência e promover a eficácia do planejamento estratégico, é essencial que a nova gestão:
Alternativas
Q2314799 Pedagogia
Infelizmente, muitas pessoas pensam que bullying é uma grande bobagem, que tudo é uma grande brincadeira e se apresenta como situações comuns da idade, servindo até mesmo para reforçar a personalidade, ignorando o sofrimento das vítimas. Assim, o que poderia ser apenas uma brincadeira de mau gosto pode trazer consequências sérias na vida das crianças e adolescentes. Provavelmente, quando se tornarem adultos, reproduzirão esta violência, agredindo física e verbalmente seus cônjuges e filhos, maltratando as pessoas com palavras duras, sendo grosseiros com os colegas no ambiente de trabalho. É importante saber e reconhecer que existem diferentes tipos de bullying, que pode assumir várias formas. Dentre elas, o bullying relacional 
Alternativas
Q2314798 Pedagogia
As Diretrizes Curriculares Nacionais – DCNs, são instrumentos normativos estabelecidos pelo Ministério da Educação – MEC, no Brasil para orientar a elaboração dos currículos das instituições de ensino em todos os níveis e modalidades de educação, desde a educação básica até a educação superior. Elas têm implicações significativas na prática pedagógica, pois estabelecem os princípios e as diretrizes que norteiam a educação no país. A ideia das DCNs considera a questão da autonomia da escola e da proposta pedagógica, incentivando as instituições a montar seu currículo, recortando, dentro das áreas de conhecimento, os conteúdos que lhe convêm para a formação daquelas competências que estão explicitadas nas diretrizes curriculares. Dessa forma, a escola deve trabalhar esse conteúdo nos contextos que lhe parecerem necessários, considerando o tipo de pessoas que atende, a região em que está inserida e outros aspectos locais relevantes. Uma das implicações mais relevantes é: 
Alternativas
Q2314797 Pedagogia
Uma professora experiente com longa carreira em escolas tradicionais recebeu a oferta para lecionar em certa escola com características da pedagogia crítica e com abordagem progressista. Embora empolgada com a oportunidade, ela enfrentou um dilema: suas práticas de ensino eram atravessadas por paradigmas e concepções tradicionais. Para se adaptar à nova realidade educacional, haveria de compreender os conceitos e levá-los aos seus planejamentos e práticas em sala de aula. A abordagem pedagógica alinhada com o que se espera da atuação da docente na nova escola é aquela que:
Alternativas
Q2314796 Legislação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro
Considerando o Estatuto do Servidor – Lei Municipal nº 1.470/1979, assinale a afirmativa correta sobre os cargos em comissão.
Alternativas
Q2314795 Legislação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro
Sobre o exercício no cargo público, de acordo com o disposto no Estatuto do Servidor – Lei Municipal nº 1.470/1979, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O exercício do cargo terá início no prazo de sessenta dias contados da data da publicação oficial do ato, no caso de reintegração e da posse, nos demais casos.

( ) A promoção interrompe o exercício, que é contado na nova classe a partir da publicação do ato que promover o funcionário.

( ) O funcionário removido, quando licenciado ou afastado por impedimento legal, deve entrar em exercício imediatamente após o término da licença ou do afastamento.

( ) O prefeito poderá alterar a lotação do funcionário, ex-officio ou a pedido, atendida sempre a conveniência do serviço.

A sequência está correta em 
Alternativas
Q2314794 Legislação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro
Jurandir, funcionário da prefeitura de Nova Friburgo, embora não reunisse os requisitos necessários, recebeu uma promoção em sua classe. Não utilizou de qualquer meio, lícito ou ilícito, para conseguir a promoção; restou comprovado um equívoco, e que Marcelino é o servidor a quem se destinava corretamente tal promoção; contudo, ele faleceu sem que tenha sido decretada no prazo legal a promoção que lhe cabia. Assinale a afirmativa correta sobre a situação de Jurandir e Marcelino, à luz do Estatuto do Servidor (Lei Municipal nº 1.470/1979).
Alternativas
Q2314793 Legislação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro
Assinale a afirmativa correta sobre o patrimônio municipal, de acordo com a Lei Orgânica do Município de Nova Friburgo-RJ (Lei Municipal nº 4.637/2018).
Alternativas
Q2314792 Legislação dos Municípios do Estado do Rio de Janeiro
No âmbito do Poder Executivo Municipal foi criada a Comissão de Ética e de Conduta com o poder-dever para apreciar e deliberar assuntos disciplinados pelo Código de Ética do Município – Lei Municipal nº 4.667/2019, de relevância e repercussão, envolvendo os agentes públicos. Sobre a Comissão de Ética e de Conduta, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q2314790 Direito Administrativo
A Lei nº 14.230/2021, que alterou sensivelmente a Lei nº 8.429/1992 – Lei da Improbidade Administrativa (LIA), dispõe sobre as sanções aplicáveis em virtude da prática de atos de improbidade administrativa, além de conceituar e definí-los. A respeito das inovações legislativas preceituadas na Lei nº 14.230/2021, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q2314789 Direito Administrativo
Os bens que pertencem à União estão definidos no Art. 20 da Constituição Federal de 1988, e podem ser classificados em três tipos, em razão da destinação dada a eles. Considerando o tema em comento, relacione adequadamente as colunas a seguir.

1. Bens de uso comum do povo. 2. Bens de uso especial. 3. Bens dominicais.

( ) São os que pertencem ao Estado na sua qualidade de proprietário; não são afetados como terrenos de marinha, terras devolutas, prédios de renda, títulos da dívida pública e outros.

( ) São aqueles necessários à coletividade e, por isso, seu uso deve estar disponível a todos os cidadãos como os rios, as praças, as vias públicas e as praias.

( ) São os imóveis que se destinam à execução de serviços administrativos ou à prestação de serviços públicos em geral, tais como prédios de repartições públicas.


A sequência está correta em 
Alternativas
Q2314788 Direito Constitucional
No que concerne aos direitos políticos e à aplicabilidade das normas constitucionais, de acordo com a Constituição Federal de 1988, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2314786 Matemática
Lucas reside em uma cidade X e, todos os dias úteis, faz o trajeto de ida e volta em seu carro até a cidade Y para trabalhar. Em um determinado dia útil, Lucas partiu da cidade X até a cidade Y desenvolvendo uma velocidade média de 105 km/h. No fim do dia, por causa de um intenso engarrafamento na estrada, Lucas partiu da cidade Y até a cidade X desenvolvendo uma velocidade média de 75 km/h. Considerando todo o trajeto de ida e volta entre as cidades X e Y, qual a velocidade média desenvolvida pelo carro de Lucas neste dia? 
Alternativas
Q2314785 Matemática
Os 50 estudantes do segundo período de um curso de graduação em matemática foram questionados a respeito da reprovação em duas disciplinas iniciais: geometria básica e cálculo I. Como resultado, observou-se que 17 estudantes reprovaram em geometria básica; 32 estudantes reprovaram em cálculo I; e, 25 estudantes reprovaram em cálculo I, mas não reprovaram em geometria básica. De acordo com o exposto, conclui-se que: 
Alternativas
Q2314784 Matemática
Sempre que Roberta vai até a praça de alimentação do shopping de sua cidade, ela faz o pedido de um almoço no restaurante chinês com uma probabilidade de 0,38; faz o pedido de um sorvete com uma probabilidade de 0,13; e, realiza ambos os pedidos com uma probabilidade de 0,06. Nesse contexto, qual a probabilidade de Roberta não pedir nem o almoço no restaurante chinês e nem um sorvete?
Alternativas
Q2314783 Matemática
Três amigas recém-formadas na universidade – Amanda, Betina e Clarice, foram admitidas para os cargos de psicóloga, farmacêutica e nutricionista, mas não necessariamente nesta ordem. Elas têm idades diferentes: uma tem 28 anos, a outra tem 29 anos e, a terceira, 34 anos. Considere as seguintes afirmações:

• A nutricionista tem 28 anos. • Clarice tem 34 anos. • Amanda é farmacêutica.

Considerando que tais afirmações são verdadeiras, é correto afirmar que:
Alternativas
Q2314782 Matemática
Após a realização de uma dinâmica em determinada escola, a pontuação das cinco equipes participantes é apresentada na seguinte tabela: 

Imagem associada para resolução da questão


Conforme as orientações da diretora da escola, as esquipes com mais de 18 pontos serão declaradas campeãs e receberão prêmios. Há um total de 12 prêmios distintos que devem ser distribuídos entre as equipes campeãs de forma proporcional ao número de pontos que elas obtiveram na dinâmica. Dessa forma, de quantas maneiras diferentes os prêmios podem ser distribuídos entre as esquipes campeãs?
Alternativas
Q2314781 Português
Consumismo e baixa autoestima formam círculo vicioso


         Comprar faz você feliz? Ninguém consegue negar o prazer de entrar em uma loja e comprar um produto ou serviço muito desejado. Mas, será que, passada a euforia momentânea, esta satisfação vai de fato ajudar a sustentar a sua felicidade?
          Numa visão mais panorâmica, consumir não é sinônimo de bem-estar. Apesar de ter aumentado o seu poder de consumo nos últimos 50 anos, a população dos Estados Unidos não sente uma melhora no seu bem-estar, segundo uma pesquisa da American Psychological Association. Em comparação às condições da década de 50, hoje os norte-americanos podem ter o dobro de carros por pessoa e comer fora de casa com uma frequência duas vezes maior – mas esse conforto não veio acompanhado de uma maior felicidade.
        E o que explica esse aparente contrassenso? Cientistas vêm constatando uma relação muito próxima, praticamente de retroalimentação, entre consumismo e baixa autoestima, além de ser relacionado a patologias como depressão e ansiedade.
            A relação entre baixa autoestima e materialismo é relativamente fácil de entender: a autoestima pode ser definida como o apreço que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos. Uma pessoa com baixa autoestima tende a “externalizar” o seu processo de valorização, ou seja, superestimar fatores externos.
          Isso pode ser ainda mais pronunciado nesta era das redes sociais, quando é comum buscar reconhecimento na aprovação de terceiros, por meio de curtidas e compartilhamentos. Além disso, somos bombardeados com imagens superproduzidas de viagens, eventos e refeições maravilhosas a todos os momentos, que muitas vezes alimentam um sentimento de inferioridade em relação aos “amigos” da rede social.
               Será que só eu sou inadequado na sociedade?
              Somado a isso, propagandas e anúncios trazem essa vida perfeita retratada de maneira muito acessível – basta adquirir o produto que está sendo vendido e tudo está resolvido. Mas, a expectativa é frustrada e a viagem divertida com os amigos não se manifesta magicamente após a compra daqueles óculos de sol, não nos tornamos executivos de sucesso imediatamente após comprar “aquele” carro e não entramos em forma apenas por comprar o tênis mais leve do mercado, insatisfações provocadas pelo discurso da publicidade de que comprar vai nos deixar mais felizes. Mas, neste sonho delirante, a única coisa que se torna realidade são as contas, que nem sempre se fecham no fim do mês. E os sentimentos de inadequação e frustração continuarão, afinal, as pessoas das redes sociais e das propagandas seguem levando as suas vidas aparentemente perfeitas, diminuindo ainda mais a autoestima. Continuaremos navegando pelas redes sociais e estaremos expostos a propagandas. E então, o que podemos fazer?
               Em primeiro lugar, ter consciência de que este é o processo já é um grande passo. Passamos a ter elementos para entender melhor o que se passa, ao menos racionalmente. Depois, vem o mais difícil: apropriarmos, com a mente e o coração, um sentido para a vida que vá muito além do consumo, que responda ao que é realmente importante na vida de cada um.
               Nesse sentido, a pesquisa Rumo à Sociedade do Bem-estar, do Instituto Akatu, perguntou aos entrevistados o que eles consideravam ser felicidade. A resposta, para dois terços dos entrevistados, foi estar saudável e/ou ter sua família saudável.
            Conviver bem com a família e os amigos também foi apontado como fator de felicidade para 60% do público que respondeu à pesquisa. Isso mostra que a maior parte da sociedade brasileira compartilha a noção de que, uma vez satisfeitas as necessidades básicas, a felicidade é encontrada no que temos de mais humano, o bem-estar físico próprio e daqueles de quem gostamos e o afeto em si pelos amigos e pela família. Não inclui o caminho do consumismo.
             Um outro fator a ser trabalhado no dia a dia, de maneira a enfraquecer ou quebrar o círculo vicioso da insatisfação no consumo e da autoestima, é estimular um diálogo aberto sobre a nossa autoimagem, nossos valores e a importância da aceitação da diversidade nos círculos dos quais fazemos parte, abrindo espaço para a autorreflexão e, por meio da troca de sentimentos e experiências, criar espaço para a percepção de que todos vivemos essas mesmas emoções e, com isso, nos valorizarmos a nós mesmos e aos outros.
               Inicia-se outro círculo, dessa vez virtuoso, que tende a ficar mais forte conforme as pessoas se sintam mais à vontade de ser quem elas de fato são. E assim, podendo identificar com mais facilidade o que realmente faz feliz ou pelo menos traz contentamento suficiente, a cada um de nós. E quase que certamente descobriremos que isso está muito longe de ter o último modelo de smartphone.

(Folha de S. Paulo. HÉLIO MATTAR. Acesso em: outubro de 2023.)
Nesse sentido, a pesquisa Rumo à Sociedade do Bem-estar, do Instituto Akatu, perguntou aos entrevistados o que eles consideravam ser felicidade.” (9º§) De acordo com a norma padrão da língua, caso fosse necessário substituir o termo “entrevistados” por um pronome, a expressão “perguntou aos entrevistados” seria reescrita de acordo com a seguinte alternativa:
Alternativas
Q2314780 Português
Consumismo e baixa autoestima formam círculo vicioso


         Comprar faz você feliz? Ninguém consegue negar o prazer de entrar em uma loja e comprar um produto ou serviço muito desejado. Mas, será que, passada a euforia momentânea, esta satisfação vai de fato ajudar a sustentar a sua felicidade?
          Numa visão mais panorâmica, consumir não é sinônimo de bem-estar. Apesar de ter aumentado o seu poder de consumo nos últimos 50 anos, a população dos Estados Unidos não sente uma melhora no seu bem-estar, segundo uma pesquisa da American Psychological Association. Em comparação às condições da década de 50, hoje os norte-americanos podem ter o dobro de carros por pessoa e comer fora de casa com uma frequência duas vezes maior – mas esse conforto não veio acompanhado de uma maior felicidade.
        E o que explica esse aparente contrassenso? Cientistas vêm constatando uma relação muito próxima, praticamente de retroalimentação, entre consumismo e baixa autoestima, além de ser relacionado a patologias como depressão e ansiedade.
            A relação entre baixa autoestima e materialismo é relativamente fácil de entender: a autoestima pode ser definida como o apreço que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios atos e pensamentos. Uma pessoa com baixa autoestima tende a “externalizar” o seu processo de valorização, ou seja, superestimar fatores externos.
          Isso pode ser ainda mais pronunciado nesta era das redes sociais, quando é comum buscar reconhecimento na aprovação de terceiros, por meio de curtidas e compartilhamentos. Além disso, somos bombardeados com imagens superproduzidas de viagens, eventos e refeições maravilhosas a todos os momentos, que muitas vezes alimentam um sentimento de inferioridade em relação aos “amigos” da rede social.
               Será que só eu sou inadequado na sociedade?
              Somado a isso, propagandas e anúncios trazem essa vida perfeita retratada de maneira muito acessível – basta adquirir o produto que está sendo vendido e tudo está resolvido. Mas, a expectativa é frustrada e a viagem divertida com os amigos não se manifesta magicamente após a compra daqueles óculos de sol, não nos tornamos executivos de sucesso imediatamente após comprar “aquele” carro e não entramos em forma apenas por comprar o tênis mais leve do mercado, insatisfações provocadas pelo discurso da publicidade de que comprar vai nos deixar mais felizes. Mas, neste sonho delirante, a única coisa que se torna realidade são as contas, que nem sempre se fecham no fim do mês. E os sentimentos de inadequação e frustração continuarão, afinal, as pessoas das redes sociais e das propagandas seguem levando as suas vidas aparentemente perfeitas, diminuindo ainda mais a autoestima. Continuaremos navegando pelas redes sociais e estaremos expostos a propagandas. E então, o que podemos fazer?
               Em primeiro lugar, ter consciência de que este é o processo já é um grande passo. Passamos a ter elementos para entender melhor o que se passa, ao menos racionalmente. Depois, vem o mais difícil: apropriarmos, com a mente e o coração, um sentido para a vida que vá muito além do consumo, que responda ao que é realmente importante na vida de cada um.
               Nesse sentido, a pesquisa Rumo à Sociedade do Bem-estar, do Instituto Akatu, perguntou aos entrevistados o que eles consideravam ser felicidade. A resposta, para dois terços dos entrevistados, foi estar saudável e/ou ter sua família saudável.
            Conviver bem com a família e os amigos também foi apontado como fator de felicidade para 60% do público que respondeu à pesquisa. Isso mostra que a maior parte da sociedade brasileira compartilha a noção de que, uma vez satisfeitas as necessidades básicas, a felicidade é encontrada no que temos de mais humano, o bem-estar físico próprio e daqueles de quem gostamos e o afeto em si pelos amigos e pela família. Não inclui o caminho do consumismo.
             Um outro fator a ser trabalhado no dia a dia, de maneira a enfraquecer ou quebrar o círculo vicioso da insatisfação no consumo e da autoestima, é estimular um diálogo aberto sobre a nossa autoimagem, nossos valores e a importância da aceitação da diversidade nos círculos dos quais fazemos parte, abrindo espaço para a autorreflexão e, por meio da troca de sentimentos e experiências, criar espaço para a percepção de que todos vivemos essas mesmas emoções e, com isso, nos valorizarmos a nós mesmos e aos outros.
               Inicia-se outro círculo, dessa vez virtuoso, que tende a ficar mais forte conforme as pessoas se sintam mais à vontade de ser quem elas de fato são. E assim, podendo identificar com mais facilidade o que realmente faz feliz ou pelo menos traz contentamento suficiente, a cada um de nós. E quase que certamente descobriremos que isso está muito longe de ter o último modelo de smartphone.

(Folha de S. Paulo. HÉLIO MATTAR. Acesso em: outubro de 2023.)
Considerando as relações sintáticas estabelecidas, assinale o trecho em que o termo sublinhado foi corretamente classificado: 
Alternativas
Respostas
1001: B
1002: B
1003: D
1004: B
1005: C
1006: D
1007: B
1008: C
1009: D
1010: C
1011: C
1012: B
1013: D
1014: B
1015: D
1016: D
1017: B
1018: D
1019: B
1020: B