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O médico psiquiatra, ao realizar diagnósticos com relação a doenças consideradas demências, é importante atentar somente ao emprego de instrumentos de avaliação cognitiva, principalmente testes de rastreio ou de avaliação neuropsicológica breve, porém, não é necessário que esse profissional se preocupe com, por exemplo, a avaliação quantitativa das manifestações neuropsiquiátricas em pacientes com demência, sendo necessário somente a identificação dos diferentes tipos de alteração.
O médico psiquiatra, ao realizar atendimentos com grupos sociais que possuem algum tipo de restrição de liberdade, como, por exemplo, os indivíduos apenados, cuja autonomia de forma geral já se encontra prejudicada, não precisará se preocupar com o direito de escolha destes, como cita o código de ética médica, tendo em vista que os atendimentos médicos realizados são estritamente autorizados pela autoridade judiciária ou administrativa do local onde cumprem pena.
Ao realizar atendimentos em casos de Toxicomanias, o médico psiquiatra pode, em todos os casos, utilizar a farmacoterapia como uma intervenção exclusiva, promovendo uma retificação subjetiva, substituindo uma droga pela outra e, a partir disso, diminuir a necessidade de drogas do indivíduo.
Ao realizar atendimentos com base na psiquiatria democrática, o psiquiatra demanda que o indivíduo, até então excluído, deixe a sua posição de voz passiva e torne-se mensageiro de sua própria mensagem, recusando os limites de especificidade disponibilizados normativamente, optando por modos difusos de intervenção.
Epilepsia é considerada uma condição neurológica crônica, que tem como caraterística principal crises epilépticas recorrentes, devido à atividade neuronal exacerbada no cérebro. As epilepsias possuem etiologias diversas, englobando várias síndromes com diferentes tipos de crises, podendo ter repercussões psicossociais em parte provocadas pela natureza imprevisível e incontrolável da sintomatologia epiléptica. Sendo assim, é importante que, ao dirigir tratamentos com pacientes epiléticos, o psiquiatra deve, além do tratamento medicamentoso, considerar fatores psicossociais e incluir a educação para o autocuidado, isto é, medidas e comportamentos que as pessoas com epilepsia devem adotar e manter para controlar sua doença.
A partir da portaria n° 3088/11, que Institui a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), pode-se afirmar que, especialmente os pontos da RAPS na atenção de urgência e emergência, deverão se articular com os Centros de Atenção Psicossocial, os quais realizam o acolhimento e o cuidado das pessoas em fase aguda do transtorno mental, seja ele decorrente ou não do uso de crack, álcool e outras drogas, devendo, nas situações que necessitem de internação ou de serviços residenciais de caráter transitório, articular e coordenar o cuidado, sendo esses pontos de urgência e emergência responsáveis, em seu âmbito de atuação, pelo acolhimento, classificação de risco e cuidado nas situações de urgência e emergência das pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas.
Para o psiquiatra realizar atendimentos efetivos na coterapia da psicofarmacoterapia com a psicoterapia, além dos conhecimentos psicofarmacológicos e da comunicação entre psiquiatra-psicoterapeuta, é essencial que esses profissionais (mesmo para aqueles que se dedicam mais à prática do tratamento psicofarmacológicos), atentem-se ao entendimento psicodinâmico. Além do mais, é preciso saber não somente O QUE prescrever, mas também COMO prescrever.
Para realizar uma boa atuação psiquiatra no ambiente da psiquiatria comunitária, é necessário que o profissional se atente aos estigmas em relação às pessoas identificadas como portadoras de transtorno mental e/ou que utilizam serviços de saúde mental. O estigma é uma das principais barreiras para o processo de recuperação de pessoas que desenvolvem um transtorno mental grave. A baixa adesão ao tratamento, diminuição da qualidade de vida e a redução significativa dos laços sociais, são sintomas decorrentes dos estigmas presentes na sociedade. Portanto, dado o seu impacto negativo no bem-estar da população, o desenvolvimento de estratégias para avaliar e reduzir o estigma é considerado uma prioridade de saúde pública mental.
Julgue o item que se segue.
Pode-se considerar que a personalidade psicopática faz
parte de um agrupamento chamado de transtornos de
personalidade (TP). Dito isso, as principais causas que
levam aos TP são genes específicos para os diversos
transtornos mentais, e consequentemente para a
personalidade psicopática. Ainda podemos afirmar que
não é de interesse da psiquiatria considerar o ambiente
em que vive tal indivíduo e nem mesmo a interação dele
com esse ambiente, tendo em vista tal importância dos
genes nesses TP.
De acordo com a Secretaria de Estado, as comunidades quilombolas de Bom Conselho, em Pernambuco, exemplificam a diversidade cultural e a resiliência histórica desses grupos, demonstrando a preservação das práticas culturais africanas, como o reisado, a capoeira e a dança de coco, mesmo em contextos socioeconômicos desafiadores.
A diversidade cultural das comunidades quilombolas não pode ser compreendida de maneira estática, mas sim como resultado de uma dinâmica complexa de interações sociais, políticas e culturais. Essas comunidades enfrentam desafios constantes em relação à sua identidade e território, confrontando-se com pressões externas que muitas vezes buscam impor uma visão homogeneizadora da cultura e do território.
A comunidade quilombola Negros do Osso, próxima a Belo Jardim, destaca-se por sua composição étnico-racial diversificada, demonstrando a interseccionalidade de identidades presentes nas comunidades quilombolas, que incluem não apenas descendentes de africanos, mas também de indígenas, ampliando o entendimento sobre a complexidade da herança cultural desses grupos.
Conceição das Crioulas obteve seu primeiro título de terras em 2000, e desde então não enfrentou mais desafios legais ou ameaças à sua posse, demonstrando que nesse caso houve a eficácia das políticas de reconhecimento e proteção de territórios quilombolas.
A comunidade Conceição das Crioulas foi fundada por mulheres escravizadas que fugiram da região de Panelas d'Água, evidenciando a origem escravizada das fundadoras e a relação direta entre a comunidade quilombola e a resistência à escravidão.
A complexa composição étnico-racial das comunidades quilombolas facilita a implementação de políticas públicas, pois traz em si uma abordagem sensível às múltiplas identidades presentes nessas comunidades. Por isso, existem políticas inclusivas que considerem a ancestralidade negra e outras identidades étnicas e raciais presentes nessas comunidades, visando garantir a equidade e a efetividade das ações governamentais.
De acordo com o estado do Pernambuco, Conceição das Crioulas enfrentou desafios significativos relacionados ao acesso à água potável, resultando em conflitos com fazendeiros locais. Um exemplo disso é a resistência da comunidade contra a instalação de canos em um açude por um fazendeiro, que foi impedido pelos moradores.
Conceição das Crioulas é uma comunidade muito incomum no caso dos quilombos, isso porque ela é muito homogênea, composta apenas por descendentes de africanos escravizados, sem influência ou presença de outros grupos étnicos, como indígenas.
A falta de terras foi historicamente um desafio para Conceição das Crioulas, com muitos moradores precisando recorrer ao arrendamento ou ao trabalho como diaristas para os fazendeiros locais. No entanto, parte das fazendas foi desapropriada e está agora sob o domínio da associação quilombola, proporcionando mais autonomia para a comunidade.
A comunidade quilombola de Castainho, em Garanhuns, destaca-se por seu processo de reconhecimento tardio e complexo, evidenciado pelo intervalo de seis anos entre o reconhecimento pela Fundação Cultural Palmares e a demarcação de seu território pelo INCRA, ilustrando os desafios burocráticos e institucionais enfrentados pelas comunidades quilombolas em Pernambuco.
Em relação ás políticas públicas destinadas ao povo quilombola do Brasil, de um modo geral, existe uma dificuldade por parte dos governos em estabelecer metas de cumprimento das mesmas, e, na maioria das vezes, as mesmas são ausentes ou insuficientes para atender todas as comunidades.