Foram encontradas 1.649 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
I. A bursite é a inflamação da bursa, estrutura com membrana sinovial perto de proeminências ósseas, articulações, tendões e ligamentos. Sua função é reduzir atrito, evitar desgaste e facilitar movimentos, sendo crucial na biomecânica articular. Existem muitas bursas no corpo, com algumas bursites, como a trocantérica, sendo mais comuns em mulheres entre 40 e 60 anos, embora ocorra em todas as idades. Além disso, em jovens, pode surgir por estilo de vida ou atividade física.
II. O diagnóstico assertivo da bursite do quadril requer combinação de história clínica detalhada e exame físico. Dor na região lateral do quadril que piora à palpação e limitação da abdução são sintomas comuns. A investigação dos hábitos do paciente é crucial para identificar as causas. Entretanto, caso os sinais e sintomas levem à dúvida diagnóstica, o médico poderá solicitar exames complementares para descartar outras causas de dor no quadril. A ultrassonografia pode auxiliar na identificação da inflamação da bursa, e a ressonância magnética é o exame mais preciso para avaliar a bursa e diferenciar de outras patologias, como tendinites.
III. A avaliação fisioterapêutica é crucial para identificar alterações biomecânicas que causam recidiva da bursite. Avaliar o paciente estática e dinamicamente (postura, assimetria, padrões motores, compensações musculares, marcha) direciona a reabilitação. E, a orientação do paciente é vital. Para evitar a recidiva, deve-se minimizar impactos laterais no quadril com superfícies macias, evitar deitar-se no lado afetado inicialmente, movimentos repetitivos e manter um peso saudável.
IV. O tratamento não medicamentoso inicial foca na redução da inflamação e dor. O uso da crioterapia no local por 20 minutos (mínimo três vezes ao dia) e a aplicação do laser de baixa intensidade são recursos que podem ser utilizados. Além disso, a redução da atividade física pode acelerar o controle inflamatório e a dor. E, a liberação miofascial pode ser usada em casos de aumento da tensão muscular local, evitando compressão direta na bursa.
V. Exercícios para fortalecimento muscular do quadril e melhora da flexibilidade devem ser introduzidos à medida que o paciente relata melhora do quadro de dor. Para isso, são alguns dos exercícios recomendados: exercícios de elevação de quadril (ponte), elevação de quadril com perna elevada para fortalecimento glúteo (a orientação deve ser de associar a contração abdominal durante o movimento), agachamento (ter cuidado para o joelho não ultrapassar a linha da ponta do pé para evitar sobrecarga nessa articulação), exercícios para fortalecimento de abdutores de quadril, além de alongamentos. E, com a progressão do tratamento e melhora dos sinais e sintomas, exercícios de propriocepção em superfícies instáveis podem ser associados. Por fim, para a última fase do processo de recuperação serão priorizados exercícios funcionais para simular atividades do dia a dia, como subir e descer escadas.
1. Chato ou plano.
2. Tórax em tonel ou globoso.
3. Tórax infundibuliforme (pectus scavatum).
4. Tórax cariniforme (pectus carinatum).
5. Tórax cônico ou em sino.
6. Tórax cifoescoliótico.
A. Aumento do diâmetro anteroposterior e horizontalização dos arcos costais.
B. Proeminência do esterno e horizontalização de costelas.
C. Alargamento da região inferior do tórax.
D. Redução do diâmetro anteroposterior e anormalidade da convexidade anterior do tórax, diminuição dos espaços intercostais e inclinação das costelas.
E. Associação entre cifose e escoliose.
F. Abaulamento da região inferior do esterno.
( ) Dor: é um dos sintomas mais importantes, com a evolução do processo patológico, ela aparece com o uso mínimo e até mesmo ao repouso.
( ) Rigidez: perdura por um período de 30 minutos nas últimas horas do dia, é agravada por movimento, e o acometimento de grandes e pequenas articulações não causa incapacidade.
( ) Função reduzida: altera-se em decorrência da dor, da perda de amplitude de movimento e da força muscular.
( ) Estabilidade articular: acontece pela perda de congruência da cartilagem.
( ) Ganho da mobilidade: ocorre devido à degeneração da cartilagem, aos espasmos musculares secundários à dor e fraqueza muscular pelo desuso da articulação, como reação protetora decorrente do quadro doloroso.
( ) Atrofia muscular: os músculos podem tornar-se atróficos ou hipotônicos.
( ) Deformidades: ocorre por um alinhamento defeituoso da articulação.
( ) Edema: ocorre em períodos de agudização.
1. Colar cervical.
2. Colar Philadelfia.
3. Órtese Minerva.
4. Órtese de Jewett.
5. Órtese Milwaukee.
6. Colete de Charleston.
A. Órtese que tem o objetivo de realinhar a coluna vertebral e a caixa torácica, apresenta um sistema de pressão de três pontos, com duas almofadas anteriores, ao nível do esterno e da sínfise púbica, e uma almofada posterior toracolombar.
B. Colete para a região toracolombar com uso único e exclusivamente noturno, quando os efeitos da gravidade estão minimizados.
C. Órtese cervicotoracolombossacra que consiste em uma estrutura composta por uma cintura pélvica, duas verticais posteriores, uma vertical anterior e um anel superior, que fica na parte superior do tórax e pode ser ocultado pela maioria das roupas.
D. Órtese utilizada para lesões na cervical alta, tem extensão mandibular e occipital e uma estrutura rígida na parte anterior.
E. Órtese cervicotorácica de controle máximo, não invasiva, que tem uma estrutura rígida posterior, desde a cervical até a metade do tronco.
F. Órtese de controle mínimo, confeccionada em espuma de polietileno com uma cobertura em algodão e fecho de velcro. Utilizada para manter a estabilidade da coluna vertebral e uma postura adequada durante o dia e/ou sono.
I. A crioterapia é contraindicada nas fases agudas ou inflamatórias e indicada em pacientes que apresentem vasculite ou fenômeno de Raynaud. Já o calor superficial pode ser usado no caso de articulações agudamente inflamadas. Nas crises ou na fase crônica, o tratamento é baseado em orientação para repouso relativo e prevenção de deformidades, o que pode ser feito com o uso de órteses. Já nos estágios subagudos ou agudos, devemse estimular gradualmente os movimentos ativos.
II. A cinesioterapia é parte fundamental do tratamento fisioterapêutico de pacientes com artrite reumatoide. Apesar da capacidade aeróbia, da resistência e da força muscular ter uma tendência à diminuição nestes indivíduos, a prática do exercício físico pode levar à melhora do estado geral, para tanto, exercícios respiratórios, mobilização articular, exercícios isométricos e exercícios de amplitude de movimento podem ser empregados. Já o treinamento para obter aumento da força deve envolver a cuidadosa aplicação de resistência, para evitar danos aos ligamentos já afetados.
III. Os exercícios de marcha, equilíbrio e propriocepção também fazem parte do tratamento fisioterapêutico de pacientes com artrite reumatoide. E, se necessário, pode-se fazer uso de dispositivos auxiliares, além disso, deve-se reeducar a marcha dirigida principalmente aos objetivos do paciente. O condicionamento cardiovascular é muito importante pois exerce um efeito positivo sobre a qualidade dos indivíduos com artrite reumatoide. Além disso, nos estágios posteriores da doença, é importante a atenção individual para as grandes articulações, tendo em vista a profilaxia e a correção das deformidades.
IV. Quanto à coluna dos pacientes com artrite reumatoide, estimulam-se períodos em posição supina para corrigir as contraturas em flexão, exercícios para glúteos, mobilização ativa oscilatória e sobrecarga ilimitada de peso, quando as articulações não estiverem ativas. Para os joelhos não devem ser realizados exercícios de manutenção, nem fortalecimento da musculatura do quadril e é contraindicada o uso de talas mesmo que necessário.
V. Para os pés, são muito importantes o uso de suportes em arco e sapatos adequados, além de banhos farádicos do pé e contração dos músculos intrínsecos como medida preliminar para as atividades. O segredo de controlar as dores e as inflamações está em balancear corretamente o repouso nas fases mais agudas, seguido de exercícios adequados, tão logo o paciente melhore. E, quando há envolvimento grave dos membros inferiores (que limite o movimento), deve-se instruir o paciente a usar órteses que ajudem na sustentação do peso do indivíduo. Além disso, deve ser realizado o fortalecimento isométrico de quadríceps.
VI. A hidrocinesioterapia é útil, pois a flutuação ajuda muito o paciente reumático, que tem dificuldade de movimentar-se, pois o peso precisa ser apoiado em articulações dolorosas e instáveis. A temperatura da água normalmente ao redor dos 36°C ajuda a relaxar os espasmos musculares superficiais e alivia a dor. Deve ser usada nos estágios crônicos para estimular a marcha com sobrecarga limitada de peso e para aumentar os movimentos articulares, principalmente, se há contraturas. E, o programa de exercícios deve ser estabelecido de forma gradual, usando a flutuação e a turbulência para fazer o fortalecimento muscular, sem, na realidade, proporcionar impacto sobre as articulações.